Washington: O Adeus com coração.

Na tarde de ontem, o jogador Washington, mais conhecido como Coração de Leão, anunciou sua aposentadoria. Muito emocionado, não conteve as lágrimas ao agradecer aos companheiros, treinadores e clubes pelos quais passou nesses 17 anos de carreira.

Craque ele nunca foi, mas Washington sempre foi um goleador. É o maior goleador de uma única edição de Brasileirão. Possui bola de Prata, chuteira de ouro, já esteve na Seleção Brasileira com Luxemburgo e com Leão. Nos úlitmos anos ele foi marcado como um jogador que perde gols feitos, na minha opinião, ele foi bem mais do que isso.

O verdadeiro drama de sua carreira aconteceu em 2003, quando ele foi diagnosticado com um problema no coração, que o tiraria dos gramados. Mas após 1 ano, ao lado do excelente departamento médico do Atlético-PR, o atacante voltou aos gramados, com o apelido de Coração de Leão.

E foi no Brasileirão de 2004, no seu retorno aos gramados, que ele bateu o recorde de gols em uma única edição dessa competição com 34 gols. Ele superou Edmundo e seus 29 gols no Brasileirão de 1997 . Mas, infelizmente o Atlético-PR deixou escapar a taça para o Santos na última rodada quando empatou com o rebaixado Grêmio.

Outro grande momento da carreira de Washington foi a Libertadores de 2008. O time do Fluminense era desacreditado perante ao São Paulo de Adriano, mas o tricolor paulista não se classificou para aquela semi-final graças ao atacante fluminense. Segundo o próprio jogador, o gol aos 48 minutos do segundo tempo, foi o mais importante da sua carreira.

Comemorando o gol mais importante de sua carreira

Sem contar o golaço de falta do atacante contra o Boca Júniors no Maracanã.

Parabéns Washington, seja feliz nessa sua vida pós-jogador. Espero que os novos atacantes se espelhem na sua vontade e determinação em campo.

Abraços.
Caio di Pacce.

A derrota de Washington

Washington Stecanela Cerqueira nato em Brasília, no dia 1 de abril de 1975. Atualmente jogador do Fluminense. Ele é o maior artilheiro do Campeonato Brasileiro em apenas uma edição. Um atacante de muita presença de área, muitos gols, mas de pouca técnica.

Muitos times desejariam ter o atacante com sua camisa 9. Ele começou a temporada 2010 pelo São Paulo, onde fora artilheiro em 2009, com gols importantes na reta final do BR09. Porém, a torcida pegava muito no seu pé, pelo fato dele não ser o mais técnico dos atacantes.

A diretoria começou a duvidar do jogador. Contratou Fernandão e o dispensou. O Fluminense não teve dúvida. O jogador fora ídolo em 2007-08, quando teve participação importante na campanha da Libertores 2007. O jogador renasceu, voltou a fazer belas partidas e belos gols.

Hoje, o SPFC foi ao Maracanã enfrentar o Fluminense de Deco, Conca, Belletti, Muricy e Washington. O jogo começou bem para o time carioca. Deco logo abriu o placar, aos 8 minutos. Porém um apagão do time da casa permitiu a virada do São Paulo. Ceni de falta e Fernandão de cabeça foram os donos dos tentos.

O segundo tempo veio e o time do Fluminense melhorou, Rodriguinho entrou no lugar do apagado Belletti, Conca acordou. Nas bolas paradas o time carioca era perigoso, até que Leandro Euzébio empatou em falta cobrada por Conca.

Minutos depois a chance da revanche de Washington veio. Penalti bobo cometido por Richarlysson. Deco deu a bola na mão do camisa 9. Ceni riu. Ele riu, pois sabia que defenderia. E defendeu. A bola veio rasteira, fraca e fácil para o goleiro artilheiro.

Uma derrota para Washington. E dois pontos a menos na liderança.

Abraços.
Caio di Pacce.

Deu timão no Majestoso.

Ontem o Pacaembu viu uma grande partida entre Corinthians e São Paulo, um jogo cheio de alternâncias, tanto em volume de jogo como no placar. E deu timão no Majestoso: 4×3.

O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Corinthians, aos 15 minutos Elias recebeu bom passe de Ronaldo e abriu o placar. Aos 31 minutos, Danilo mostrou o porquê os saopaulinos deveriam sentir falta dele, um chutaço de pé direito sem chances para Rogério.

Na saída do segundo gol, Dentinho e Washington se entranharam, e ganharam um cartão vermelho cada. O São Paulo, mesmo sem a referência na área, insistia pelos lados do campo e pelo jogo aéreo. Ernandes muito apagado na partida pouco participava das jogadas ofensivas.

Até que Dagoberto puxou a marcação corinthiana e cruzou rasteiro, encontrando Jean sozinho para diminuir: 2×1, placar da primeira etapa.

O segundo tempo começou (e foi) melhor, em uma falta boba de longa distância, Roberto Carlos mostrou que está vivo, um petardo de esquerda no meio do gol, e uma falha de Rogério Ceni: 3×1 timão. O jogo parecia estar acabado, mas Mano Menezes queria emoção.

Primeiro por substituir os dois melhores jogadores em campo, Elias e Danilo, colocando Jorge Henrique e Tcheco, e por deixar Ronaldo em campo, uma vez que o Fenômeno fugia da bola no segundo tempo. Não corria, não lutava, não buscava jogo. A bola batia no ataque corinthiano e voltava para o ataque tricolor.

E assim, em dois lances de bola parada, com duas falhas grotescas do goleiro Rafael Santos, com dois gols de Rodrigo Souto, o São Paulo empatou o jogo, faltava 7 minutos. Aos 39 Mano Menezes sacou Ronaldo e colocou Iarley, na primeira participação do Senhor Libertadores, ele tirou dois zagueiros são paulinos e chutou forte pro meio da área. Alex Silva quis tirar, mas colocou pra dentro, dando números finais a partida.

Corinthians vence, respira no Paulista, mas está fora do G4, o São Paulo está em 4o lugar, mas tem dois embates difíceis. Enquanto isso, na Vila Belmiro, outro massacre santista: 5×0 contra o Monte Azul.

Abraços.
Caio di Pacce.

FOTO: Lancenet!

Boleiros

Escreve Tércio Silveira.

Ronaldo e Roberto Carlos no Corinthians; Adriano, Vagner Love e Pet no Flamengo; Diego Souza e Marcos no Palmeiras; Robinho, Neymar e Giovani no Santos; Dodo e Carlos Alberto no Vasco; Kléber no Cruzeiro; Rogério Ceni e Washington no São Paulo; e, por fim, Joel Santana como técnico do Botafogo.

Quando na história recente do futebol brasileiro grandes clubes reuniram tantos boleiros “de raiz” ? Todas as características que formaram a identidade do esporte bretão no país estão aí representadas: o craque decisivo, o veterano dono do time, o xodó da torcida, o artilheiro que só faz gol bonito, o moleque travesso, o tido como mascarado, o guerreiro e muitos jogadores-problema.

Pois é amigo, a temporada 2010 promete ser das melhores nos campos daqui. Bons duelos e jogadas de efeito não vão faltar. Com eles, espero que as provocações sadias voltem ao cotidiano do futebol. Apostas em quem vai fazer gol em quem, falar que o time Y é freguês do time X… e por aí vai.

Enquanto os defensores do futebol moderno pedem “Profissionalismo!”, prefiro clamar por Fanfarra!

Se os times vão funcionar com eles em campo, é outra história. Prefiro torcer e acreditar que sim, pelo bem do futebol.

Escreveu Tércio Silveira.

Foto: globoesporte.com

Campeonato do Coração

Ontem, na inusitada Campinas, o Fenômeno deixou o coração falar mais alto. A lesão aos 25 minutos pode ter de fato ocorrido. No entanto, é tão, ou mais misteriosa que a queimadura do pé de Adriano.

O goleiro Felipe também mostrou sua vontade de tirar o título das mãos do São Paulo, mostrando toda sua elasticidade e envergadura no pênalti de Léo Moura aos 48 da etapa final.

No Serra Dourada, a experiência goiana atropelou o furor tricolor. O coração-de-leão jogou muita bola e fez os dois gols dos são-paulinos.

No entanto, Ricardo Gomes não esperava um Goiás tão comprometido e eficiente. Rogério Ceni provou que tem uma preferência ímpar por tomar gols de Léo Lima. Já Fernandão, mesmo apagado, guardou o seu após uma testada fulminante. O bom Hernanes esbarrou na inspiração experiente do goleiro Harlei, que também fez bela partida.

Aqui pela capital paulista, o desacreditado Palmeiras mostrou um lampejo de força. Independente do que venha a trazer esse resultado para o campeonato, esse jogo vai entrar para história pelo belíssimo gol de Diego Souza.

Após uma dividida entre o atrapalhado Carini e Love, a bola espirrou para o meio do campo. O herdeiro da camisa 7 palestrina não hesitou e emendou de primeira. A bola viajou toda intermediária e pingou já dentro do gol mineiro: 2 a 1. Golaço histórico!

Por outro lado, “tem gols que só o Atlético toma”.

O campeonato está definido, mas não está. Tem-se três times empatados com 62 pontos e só separados pelo saldo ofensivo.

O Internacional que corria por fora tem o vice-campeonato garantido, já que enfrentará o rebaixado Santo André no Beira-Rio. São Paulo também tem um jogo fácil contra o Sport em casa. A maior pedreira será do Palmeiras que pega o desesperado Botafogo e, dependendo de uma combinação de resultados, pode ficar fora da Libertadores. O líder Flamengo enfrenta um desinteressado Grêmio no Maracanã abarrotado. Com uma festa toda preparada para deixar a fila de 17 anos sem títulos do Brasileirão.

Felizmente, pouco se ouviu da arbitragem nessa rodada, ante a tanta expectativa negativa que ela nutriu ao longo do campeonato.

Só mais esse domingo. E nada mais.

Essa campeonato sim, foi um “teste para cardíaco”.