O Santos não dá mais bola.

O time do Santos foi o Beatles do primeiro semestre. Um frenesi incontrolável tomou conta da crônica esportiva e do torcedor comum. Em uma doce nostalgia, acreditávamos na ressurreição do futebol bem jogado, bonito, alegre e efeciente. A era das carrancas havia ficado para trás. Finalmente!

Lembro do retorno de Robinho ao time da Vila. Pelé o conduziu do helicóptero para o altar, onde Chorão o esperava. A cerimônia foi recheada de gírias e acenos. Os convidados presentes se deliciavam com um buffet de nostalgia e uma esperança de que a magia de 1962 estava de volta ao litoral paulista. Ganso, Neymar, André e Robinho: o casamento perfeito.

A Copa do Mundo deixou os prodígios do Santástico aqui no Brasil. Como todo profissional, de qualquer área, Robinho soube vender seu peixe e acompanhou a Seleção no fiasco africano. Não jogou muito bem, mas apareceu em duas partidas fazendo belos gols.

De volta do protetorado de Dunga, Robinho foi um dos primeiros a enfrentar a imprensa. Ato louvável, mesmo que a coletiva tenha sido uma coleção de frases-prontas e panos-quentes. Assim como vemos no mundo corporativo.

Enfim, o futebol brasileiro voltou a realidade. As rodadas do Campeonato Brasileiro retomaram a atenção do povo e a Copa já está ficando para trás. E surpreendentemente, o Santos também.

O estopim foi a confusão entre Wesley e o nosso Robinho. Ninguém de fato sabe o que aconteceu, mas alguma coisa aconteceu. Por que no futebol, assim como na vida, onde tem fumaça, geralmente tem fogo.

Dorival botou panos quentes, mas ninguém de fato espera uma atitude mais enérgica do sereno treinador. Passivo e crente na magia do time praiano, o Dorival fecha os olhos e aguarda que o pesadelo acabe e que a chuva de gols volte a molhar sua horta.

A pergunta que fica é se houve falta de pulso em forjar o ímpeto da juventude santista. Será que o Santos que vemos é a antonímia da Seleção que vimos? Será que são dois extremos em que, embora trouxessem resultados, acabaram de forma melancólica?

Espero que o Santos responda essas minhas perguntas. Dentro de campo.

Foto: lazeresportes.com

Robinho na Vila e show de Dagoberto

Essa quinta-feira foi marcada pela volta de Robinho à Vila Belmiro. O rei das pedaladas chega em Santos por empréstimo até o dia 4 de agosto para disputar a final da Copa do Brasil, caso o Santos chegue até lá na competição.

O Alvi-negro praiano terá que pagar 30% a 40% a menos do que o atleta receberia no Manchester City, algo em torno de R$ 600 mil a R$ 700 mil, uma vez que seu salário na Inglaterra é estimado em R$ 1,7 milhões, sendo que o jogador recebe R$ 1 milhão, livre de impostos.

Uma boa contratação para o clube da baixada, que já poderá contar com o atleta no clássico contra o São Paulo no dia 7 de fevereiro na Arena Barueri.

Por falar em São Paulo, ontem o clube do Morumbi não tomou conhecimento do fraco Paulista de Jundiaí, time que tem um dos uniformes mais feios desse Paulistão, passeou em campo, vencendo a partida por 3×0, com um show de Dagoberto.

O camisa 25 do São Paulo, jogador muito criticado por ter sido expulso contra o Grêmio na reta final do Brasileiro e na derrota contra a Lusa na estréia do tricolor no Paulistão, se redimiu. Fez um partidão, com direito a 2 gols (um deles um golaço), e dessa vez ele gerou duas expulsões do time do interior paulista.

O São Paulo está se acertando, e poderá dar muito trabalho, principalmente na Libertadores.

Abraços.
Caio di Pacce.

Arte:  Nelson Alves