Adeus, Luxemburgo.

Luxa, quando ainda era técnico

A ambição do homem não pode com as forças da natureza. Ela opera em ciclos e se renova a cada dia. No caso do futebol, a cada campeonato.

O que vemos no Atlético Mineiro hoje é um profissional que reluta em se aposentar. Não é mais um profissional propriamente, mas um personagem que foi se caricaturizando ao longo do tempo. Caricatura envernizada com lama, com estórias mal explicadas, acusações, comissões de inquérito e, por que não, muito folclore.

O desempenho do Galo mineiro no Brasileirão é o canto do cisne do personagem que comanda o time: Vanderlei Luxemburgo. Seus ternos e suas bravatas não vão mais esconder o que ele sempre semeou entre seus dirigidos: discórdia, vaidade e climão.

A grandeza de suas vitórias entraram em cheque há muito tempo, quando o negociador deu lugar ao treinador. E onde não existe foco, não existe resultado. E o Luxa, tão metido a assuntos comomontar-uma-equipe-vencedora, se esqueceu disso. A cabeça do ex-lateral flamenguista está em outros cofres, ou melhor, outros lugares.

Não, nunca. Não sou frouxo. Não nasci para perder. Entregar-me aqui, agora, é sair como derrotado. Não vou deixar este momento ganhar da minha qualidade profissional.

Meu caro Luxa, não é esse momento que está ganhando da sua qualidade profissional. Mas tudo que você fez fora de sua profissão até esse momento.

Chegou a hora de pendurar o terno.

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