Não tem mais bobo no futebol

Si, se puede Ticos!

Se há um dos jargões que essa Copa do Mundo esta corroborando, ele é o: “Não tem mais bobo no futebol“.  As grandes potências do futebol estão sofrendo pra classificar, ou até mesmo voltando mais cedo pra casa, diante de seleções menores, ou de menor expressão.

O maior exemplo é a classificação em primeiro lugar da Costa Rica em pleno grupo da morte. Os “Ticos” saírem invictos, passando por 3 campeões do mundo: Uruguai, Inglaterra e Itália. Venceu também a Campeã européia de 2004 a não tão importante Grécia e se classificou pela primeira vez na história para as Quartas-de-Finais.

Outra grande surpresa é a Argélia, o esforçado time africano ganhou a vaga da Rússia de Fábio Capello, e deu um trabalho enorme para a gigante e simpática Alemanha, caiu na prorrogação. Até mesmo o Irã que quase arrancou um empate da Argentina de Messi.

E o que falar da Colômbia, time com o artilheiro da Copa, que vem demonstrando um futebol alegre e preciso, com 4 vitórias e melhor campanha da competição. É verdade que o único time grande que a Colômbia enfrentou foi um Uruguai sem Suarez e desmoralizado. Mas vem jogando muito. Ou um Chile que tirou a atual campeã do mundo Espanha da Copa.

O principal fator disso é o velho papo de Globalização do futebol, os principais jogadores dessas seleções estão jogando nas principais ligas européias, mesmo que em times secundários. Isso faz com que eles ganhem experiência e cancha, ou seja, eles estão acostumados a enfrentar os principais jogadores das principais ligas, com isso o gap fica menor, e os jogos tornam-se mais disputados, mais competitivos.

Não há mais bobos em Copa do Mundo, pelo menos na Copa das Copas.

Abraços.
Caio di Pacce.

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ENQUETE: Você achou justa a punição de Suarez?

Prazer Libertadores, parte 2!

Não está morto quem peleja!

Não está morto quem peleja!

Hoje  foi a verdadeira estréia do Uruguai nessa Copa do Mundo. No Itaquerão, o selecionado celeste fez o melhor jogo dessa (até agora) dessa Copa contra a Inglaterra, vencendo por 2×1, com dois golos de Luisito Suarez.

O camisa 9 celeste lesionou o joelho há 30 dias atrás, quem o viu de cadeira de rodas jamais pensaria que veria ele fazer essa partida incrível no renascimento do Uruguai no Brasil. Muita vontade, muita raça, muita superação, que só um verdadeiro uruguaio poderia ter por sua seleção foi o que fez Luisito jogar praticamente o jogo todo, com muita intensidade, velocidade, catimba e muita precisão nas finalizações.

Em 4 anos, o Uruguai mostrou ao mundo o que é uma Libertadores da América duas vezes, depois daquele embate mitológico contra Gana, hoje um selecionado celeste mais experiente, que jogou melhor que a Inglaterra praticamente o jogo inteiro, um time que vibrou demais, esteve presente no campo inteiro, marcou, correu, foi fatal no ataque quando precisou. Fez um partidaço!

Vi o jogo pela ESPN, com Loco Abreu nos comentários, que grande sacada, o antigo camisa 13 vibrava a cada escanteio conquistado, vibrava a cada defesa de Muslera, que fez mais uma excelente partida, reclamava da arbitragem e gritou gol duas vezes, com muita raça. Genial.

O Uruguai renasceu e agora está muito vivo. Se jogar assim contra a boa seleção Italiana, pode surpreender e se classificar. E, se passar de fase, segura os celestes, pois eles vão longe!

Abraços.
Caio Di Pacce

Soy celeste, llegamos a la final.


O Uruguai bateu o Peru ontem por 2×0, num dos poucos jogos dessa Copa América em que deu a lógica. E foi um jogo muito lutado, feio em alguns momentos, mas sempre com muita raça e entrega. Com 2 golos de Suarez, o time celeste chegou à final, que em caso de vitória, os colocarão como a seleção mais vitoriosa da competição, com 15 taças.

Ouvi essa semana que a seleção do Uruguai é a seleção indie do momento, que está na moda torcer para o time charrua. Mas na verdade, se identificar com os uruguaios nada mais é do que se identificar com uma esquadra que se entrega, que, sem meias palavras, que tem cojones. Não se importam em como esta o cabelo, ou a novela.

Na verdade o Uruguai representa, para muitos, a ausência de uma seleção genuinamente brasileira, pois o selecionado verde-amarelo simboliza a CBF, não o nosso povo, que sofre e batalha todo dia, que agüenta tanta porrada de nossos governantes.

Esse time azul celeste é uma prova de orgulho para o seu povo, e para a América do Sul, o glorioso jogo contra Gana, foi o dia em que a Copa do Mundo virou Libertadores, o mundo viu o que é ter espírito aguerrido, que luta e batalha, que segue o lema do nosso blog: No está muerto, quien peleja.

E é nesse clima de batalha que o Uruguai vem ressurgindo das cinzas, tirando o pó do passado para construir uma nova história com glórias e batalhas épicas. Quando o futebol moderno toma conta, o Uruguai luta contra a maré e vai colecionando fãs e admiradores de um futebol de verdade.

Bora Uruguai, suor na camisa e mais uma taça no armário!

Abraços.
Caio di Pacce.

A Lição que a Espanha deu para o Mundo em 2010.

A Copa do Mundo é o torneio, que além de confrontar as seleções e seus melhores jogadores, põe em cheque os estilos de futebol, as culturas ludopédicas pelo mundo. E isso foi esquecido por algumas seleções.

Historicamente, os selecionados representavam, além das cores que trajavam, a cultura de seu país. Os brasileiros sempre se destacavam, quando jogavam um futebol alegre, ofensivo, plástico. Os uruguaios, mostravam a raça, virilidade de um futebol porteño banhado a sangue e suor.

A Itália mostrava-se brilhante na defesa e nos contra-ataques, maestria nas bolas paradas. Sempre era a equipe que se superava durante a competição. A Holanda era o time do brilhantismo inovativo, era o time que revolucionou o futebol.

Em 2010, maioria dos selecionados esqueceram de jogar como seu povo manda, esqueceram de quem eram, além da camisa que vestiam. Foi o caso do retranqueiro Brasil, com sua esterilidade criativa. A Itália e sua defesa esburacada. A Holanda era violenta, foi o time que mais bateu, não foi nada inovativa, sabia destruir, quebrar e contra-atacar. Vacilou quando não pôde.

Faço ressalvas aos selecionados alemães, argentinos, uruguaios e os campeões espanhóis. Esses mostraram o que eram. Os germânicos eram silenciosos, brilhantes e mortais. Os argentinos foram vilões, mas magistrais, ensinados e motivados por D10S. Os uruguaios, a sensação da Copa não preciso nem comentar, misturaram Raça, Loucura, Amor e Drama, a combinação perfeita.

Mas foram os espanhóis que conseguiram, de vez, mostrar para o mundo o que é o verdadeiro futebol ibérico. Foi o toque de bola flamenco, que ludibriava os adversários. A bola rodava de cá, pra lá, como em uma tourada, fazendo o adversário correr, lutar e cansar. E, como um toureiro, vestido de vermelho e amarelo, enfincavam a espada no dorso de sua vítima. Golpe Fatal.

E assim, exilando a sua cultura, que os espanhóis conseguiram se impor na Copa da África e entrar para o Hall dos campeões mundiais.

Abraços.
Caio di Pacce.

Uruguai: O sonho acabou.

Todos nós sabíamos que a Holanda tinha um melhor time que o Uruguai. E todos sabiam que o time celeste chegou longe até demais nessa Copa do Mundo, mas foi uma pena ver esse time ficar de fora da final.

Os uruguaios corriam, marcavam, tentavam de todas as maneiras, mas foi a Holanda que abriu o placar. Um petardo certeiro de Gio. As esperanças ainda renasceram quando Forlán, o maior desses guerreiros, empatou a partida em mais um gol de Jabulani, somado a um bocado de talento.

O Uruguai voltou melhor para o segundo tempo, mas o time sentia falta de Lugano, Suárez, Fucili e Lodeiro. E em uma das investidas laranjas, a Holanda voltou para frente no placar. Dessa vez para não mais sair. Robben ainda ampliou de cabeça:3×1.

Mas não está morto quem peleja e o Uruguai estava vivo ainda, diminuiu com Pereira, incendiou novamente o jogo, no melhor estilo Libertadores. Porém era tarde demais.

O selecionado celeste cai de cabeça erguida: o espírito de luta nunca faltou, a simpatia e a alegria dos jogadores e comissão técnica sobraram. Quando de verdade juntou-se a alegria de estar numa Copa do Mundo, com a gana, o desejo da vitória, o Uruguai mostrou que pode ser grande novamente.

Parabéns Charruas, vocês honraram o futebol sul-americano. E que fique de lição para o Brasil: Lute até o fim, com garra e comprometimento, mas não se esqueça da alegria de estar numa Copa do Mundo.

Abraços.
Caio di Pacce.

Libertadores na África e Futebol de Campeão.

Nesse fim de semana aconteceram os jogos das quartas de final. Muita emoção, vibração, muitos gols, alegrias e decepções. Desses quatro jogos, fora o jogo do Brasil, que deixou a nação triste, preciso destacar duas partidas: Uruguai x Gana e Alemanha x Argentina.

Uruguai x Gana:Libertadores na África.

Um roteiro de cinema, uma batalha em solos africanos, foi o que ocorreu nessa sexta-feira na partida entre Uruguai x Gana. Foi o encontro do futebol do passado, que tentava erguer-se novamente, contra o futebol do futuro da força, do contato físico, que tentava fazer história em solo natal.

O jogo foi uma epopéia, a melhor estilo Batalha dos Aflitos, ou ao melhor estilo Taça Libertadores. Após um empate de 1×1 durante os 90 minutos. Gana pressionava o cansado time uruguaio, que perdera seu capitão e líder Lugano, por contusão. Muitas bolas na área, e o time celeste salvava. Até que no último lance do jogo, a única opção de defesa foi a mão do atacante Suarez. Penalti pra Gana.

Mas o espírito copeiro estava inspirado. A bola foi na trave, e a decisão iria para os penaltis. A partir desse momento, o fator psicológico falou mais alto e dois jogadores ganeses desperdiçaram. Coube a Loco ou Mito Abreu cavar sua cobrança e sacramentar a classificação. O maio jogo da Copa, indubitavelmente.

Alemanha x Argentina:Futebol de Campeão.

Foi uma reprise das quartas de final da Copa de 2006, a Alemanha tinha mais conjunto, a Argentina tinha mais talento. Porém a molecada alemã deu show. Logo aos 3 minutos Muller abriu o placar, logo ali a partida estava na mão da Alemanha, era só contra-atacar.

Mas o time da Argentina tinha brio, mas ele não apareceu. Schweinsteiger brilhou como um Messi, todas as bolas passavam por ele, e com uma extrema precisão, a Alemanha dominava o jogo, era compacta desde a defesa até o ataque.

E assim foi-se contruindo um baile, um tango alemão, que abria o calvário da Argentina e Maradona. O resultado do jogo foi 4×0. Klose marcou duas vezes, e está apenas a 1 gol de Ronaldo. O Mr. Copa como é chamado tem tudo para ser o maior artilheiro de todas as Copas.

Maradona ao término do jogo exemplificou o que foi partida dizendo: – Parecia que eu e os jogadores levamos um soco de Muhammad Ali.

Abraços.
Caio di Pacce.