Post Colaborativo | A maravilha dos 1000 gols

A profissão de Túlio Maravilha é a de “fazedor de gols” e não jogador de futebol. Considerado o Dadá Maravilha da era moderna do futebol, Túlio acaba de ser contratado pelo Bonsucesso, equipe do subúrbio carioca que chegou a contar com Leônidas da Silva nos anos de 1931 e 1932. Depois de vagar por clubes do Brasil central, Tulio está de volta ao Rio de Janeiro para tentar reconquistar a coroa de Rei do Rio – vaga deixada pela aposentadoria de Romário e a ida de Joel Santana para treinar o Cruzeiro.

Para dar continuidade a sua saga rumo aos 1000 gols, Túlio vem colecionando camisas. Passou por times da Arábia e Hungria, chegando a disputar a Libertadores de 2004 pelo Jorge Wilstermann da Bolívia. Se misturou na política, mas quis continuar jogando. Na estréia do Fenômeno, Túlio fez dupla com Denílson na vitória corintiana em cima do Itumbiara em 2009. Ao sair de campo, declarou para a tevê Bandeirantes que talvez seria a hora de parar, que o ritmo não daria mais para ele.

O seu mais novo manto carrega o número 967. Segundo suas contas trata-se do número de tentos acumulados na carreira. Faltando ainda 33 para fechar a conta, sua média na carreira é de 1,74 gols por partida. Assim, se o vereador de Goiânia mantiver essa toada, em 22 jogos teremos um novo goleador milesimal no ordenamento brasileiro.

Com 42 anos nas costas, mas um ainda apurado faro de gol, é preciso verificar se Tulio tem gás caso o Bonsucesso consiga disputar a Copa Rio até o fim. O jogador vai precisar conciliar a agenda de artilheiro com a de representante do povo. Com contrato assinado até o Estadual de 2012 – o Bonsucesso retornou para a primeira divisão – não vão faltar jogos para que o milésimo seja alcançado.

Pena que o palco não será o Maracanã.

Post Colaborativo: Flaco Marques e Tércio Silveira

Polêmico ou Bonzinho?

O futebol sempre foi coalhado por esses dois tipos de figura.

O tipo “polêmico” nem sempre é um grande jogador, mas gosta de falar muito e sempre é destaque na suas atividades extra-campo.

Já o “bonzinho” também nem sempre é craque, mas cumpre religiosamente o receituário de bom senso e profissionalismo que qualquer trabalho pede.

Pelo futebol ser mais Arte do que Ciência, o atleta polêmico desfruta de uma certa tolerância no meio. Devido ao Ibope e muitas vezes ao que faz em campo, diretoria e comissão técnica apaziguam os destemperos desse tipo de jogador.

Ontem Andrade, técnico do Mengo, disse que prefere os polêmicos aos bonzinhos – uma vez que mesmo Adriano e Bruno sendo polêmicos, foram decisivos na partida contra o Vasco.

Do lado dos bonzinhos, temos Kaká como expoente máximo. Muito se  falou desse brasiliense na semana passada, pois as câmeras o flagraram desferindo os mais incabíveis despautérios na desclassificação do Raul Madrid – desmitificando o Kaká que toda sogra quer ter como genro.

A verdade é que no futebol bonzinho não vinga. Temos o comentarista bem aprumado Caio, que apesar de ter jogado em grandes clubes, nunca se destacou. Nota-se a ausência de uma certa “maldade”, inerente a profissão de jogador. Como jogador, ele realmente deu um bom comentarista.

Mas a questão persiste.: deve se preterir o polêmico em detrimento do bonzinho, ou vice-versa? Dunga parece que quer tirar a prova dos nove com a Seleção, já que com ele o “polêmico” não tem vez.