Fernandinho sim, Paulinho não

Cheguei pra ficar!

Ontem o Brasil venceu por 4×1 Camarões e terminou a primeira fase como líder do Grupo A. Quem somente vê o resultado do jogo, não terá a real percepção do que foi, principalmente, a primeira etapa da partida.

O nosso time apresentou os mesmos problemas no meio-campo do jogo contra o México, as jogadas eram criadas de lançamentos longos da defesa para o ataque, o que seria facilmente controlado por uma defesa de qualidade, como enfrentamos o fraco time do Camarões, Neymar conseguiu brilhar e fazer dois gols.

Além disso o time estava expondo sua defesa, Luiz Gustavo precisava de um suporte defensivo de Paulinho, que não veio. Com isso, no intervalo, Felipão fez a mudança que muita gente pedia, colocou Fernandinho no lugar de Paulinho.

E o Brasil, enfim, teve um meio-campo equilibrado. A bola transitava, e, mesmo com partidas abaixo da média de Oscar e Hulk, o time conseguiu ampliar o placar, com Fred que desencantou, jogou melhor, ainda nada de espetacular, mas foi bem mais participativo. E terminou a goleada com o próprio Fernandinho, que fez uma jogada de Paulinho, infiltrando-se e aparecendo como jogador surpresa.

Paulinho é um excelente jogador, isso ninguém duvida, porém, por algum motivo físico ou psicológico, não está sendo o Paulinho que todos conhecemos. Ele não está sendo aquele Paulinho que nos acostumamos a ver decidindo partidas pelo Corinthians e pela Seleção.

Já Fernandinho está jogando bem, não está sentindo a pressão de vestir a camisa verde-amarela. Felipão deve manter essa substituição contra o Chile, pois sabe que precisa de um jogador com mais pegada para controlar as investidas de Vidal, Sanchez e Vargas. E ele está fazendo muito bem em manter essa alteração.

Abraços.
Caio Di Pacce.

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Deitado em berço esplêndido

Durou dois jogos a aura de time pronto para disputar a Copa do Mundo que pairava sobre o Brasil. Se na estreia frente ao bom time da Croácia, sob as bênçãos da arbitragem, o resultado serviu para encher de brumas os defeitos apresentados pela equipe de Felipão, o jogo contra o também apenas bom México serviu para escancará-los.

Foram as mesmas falhas na marcação das duas laterais. O mesmo buraco na frente da área por causa da necessidade de cobrir as avenidas abertas com a descida de Marcelo e Daniel Alves. O mesmo sufoco em cima dos zagueiros. Se La Tri não criou chances claras, teve diversas possibilidades de finalizar de fora da área, sempre com perigo.

A campanha da Copa das Confederações serviu para dar moral a um time desacreditado, que se arrastou por dois anos nas mãos de Mano Menezes. Mesmo com Scolari, a Seleção demorou para ganhar corpo, o que aconteceu, de fato, durante o torneio teste para a Copa do Mundo. Naquele instante, vitórias incontestáveis contra Itália, Uruguai e o bicho-papão Espanha trouxeram para a Família Scolari o apoio que faltava, da mídia e da torcida.

O problema é que, desde então, a equipe não evoluiu. As duas laterais são convites para o adversário entrar em casa e tomar conta da sala. Isso sobrecarrega os volantes, que não conseguem dar a proteção necessária ao miolo de zaga. Se diante dos croatas David Luiz foi o destaque, contra os mexicanos o papel coube ao capitão Thiago Silva, que é um extra-série. Outra vez o destaque da equipa canarinha foi um zagueiro, o que é sintomático.

O Brasil não se impôs em momento algum do jogo. Pelo contrário. Marcando a saída de bola brasileira, o México, em alguns instantes, esteve melhor que o time de amarelo, como na sequência de chutes perigosos de longa distância. Claro que o Brasil foi mais perigoso, tanto que o goleiro Ochoa foi um dos destaques da partida, mas a diferença potencial das equipes não foi vista no relvado do Castelão.

O time é fraco? Não. Longe disso. Até outro dia, pouco se contestava a qualidade da equipe. Além do mais, a comissão técnica tem experiência na prova e traz no currículo os dois últimos títulos mundiais conquistados pelo país do futebol. O problema é que é mal preparado. Nunca-antes-na-história-deste-país, uma Seleção teve um tempo tão parco para se preparar para a disputa do mundial. Foram apenas 18 dias antes do debute.

O ambiente na Granja Comary, nestas pouco mais de duas semanas, é sabido por todos. Foi uma farra, quase igual àquela vivida em Weggis, antes da Copa de 2006, quando Parreira era o treinador, ou “gestor de talentos”, como ele mesmo proclamou-se. Foi um entra-e-sai de globais para ninguém botar (mais) defeito.

Ainda na semana que sucedeu a estreia, pouco foi trabalhado técnica e taticamente. E o resultado foi esse futebolzinho mequetrefe, pobre, pouco inspirado, apresentado em Fortaleza. Ainda faltam seis dias para o jogo contra Camarões, o que é tempo suficiente

O jornalista José Trajano, da ESPN, disse que era preocupante estar tudo certinho. É lugar comum, mas os campeões são forjados na dificuldade e a Copa das Confederações não é critério. É bom abrir o olho. O banco de suplentes não é rico em opções. Paulinho e Fred, outra vez, foram figuras nulas em campo e Neymar e Oscar não estiveram bem, diferentemente da estreia. o que potencializou os erros vistos no debute. Só o resultado não se repetiu. Nem o árbitro.

Ainda na semana que sucedeu a estreia, pouco foi trabalhado técnica e taticamente. E o resultado foi esse futebolzinho mequetrefe, pobre, pouco inspirado, apresentado em Fortaleza. Ainda faltam seis dias para o jogo contra Camarões e, para corrigir, ou pelos menos amenizar as carências da equipe, terão que trabalhar muito. Só que, dessa vez, de verdade.

Henrique, Anderson Polga e a lealdade de Felipão

– Eu vou pra Copa!

A convocação de Luis Felipe Scolari para a Copa do Mundo contou com poucas novidades e poucas contestações. Um dos nomes que mais geraram estranheza para o público geral foi o de Henrique, ex-Palmeiras.

Felipão é leal, ele quer ao lado dele aqueles em quem ele confia. Henrique foi jogador dele de 2010 até 2012, quando os dois defendiam a camisa alvi-verde de Palestra Itália e o ex-camisa 3 do verdão foi leal com Scolari, jogou aonde o professor mandava e foi bem em todas as posições.

Henrique se destacou também durante a Copa do Brasil em 2012, quando foi movido para a primeira volância e essa alteração deu ao Palmeiras uma consistência tática, uma marcação equilibrada e uma boa saída de bola. Além disso, quantas vezes você amigo palmeirense não via Henrique na grande área jogando de Centro-Avante e fazendo gols?

Em 2002, além da “não-convocação” de Romário, uma das maiores contestações foi Anderson Polga, jogador gremista, que ganhara a sua vaga para a Copa do Mundo após aquele tão lembrado e comemorado título da Copa do Brasil, vencido pelo tricolor gaúcho, então treinado pelo Tite, em cima do tão badalado Corinthians.

Henrique e Polga foram leais a Felipão, e ambos foram premiados por isso. O nosso treinador quer ter o elenco na mão e aposta nisso para levantar o caneco pela segunda vez.

Abraços.
Caio Di Pacce.

PS: É bom estar de volta.

O retorno do Bigode

Aqui não tem gracinha!

Luis Felipe Scolari será anunciado nessa quinta-feira como o novo treinador da Seleção Brasileira de Futebol. Após 10 anos do penta-campeonato o gaúcho de Passo Fundo retornará ao comando técnico canarinho.

Andrés Sanches se demitiu após a saída de Mano Menezes, criticou a decisão de Marin, Presidente da CBF, e pôs seu cargo a disposição. A verdade é que Mano Menezes fez um trabalho ruim a frente ao selecionado verde-amarelo. Fez muitas convocações suspeitas, de jogadores do seu empresário, convocações que auxiliaram a venda de alguns jogadores, não conseguiu dar um padrão tático ao time e perder a Copa América e a Olímpiadas, essa última para o Time C do México.

Creio, essa é a minha opinião, que a CBF acertou nessa contratação, Felipão é o treinador mais correto para dar essa injeção de ânimo e confiança para o time. O time brasileiro não precisa jogar bonito, precisa vencer. Em 50 jogamos bonito, fomos a melhor seleção, mas demos com os burros n´água em pleno Maracanã.

Felipão é especialista em mata-mata, tem o recorde de 13 jogos invíctos (seguidos) em Copas do Mundo. Ele vai dar a consistência tática que o time precisa, não vai deixar a nossa zaga exposta e vai dar o espírito vitorioso e copeiro que precisamos para vencer as seleção mais qualificadas que a nossa (Alemanha, Espanha, Argentina).

Além disso, com ele teremos um grupo unido, focado e preparado para jogar essa Copa em casa. Não será fácil enfrentar a pressão da torcida querendo a vitória. Jogar uma Copa das Confederações será a melhor preparação para a nossa seleção.

#ForzaBigode, agora verde-amarelo.

Abraços.
Caio Di Pacce.

Felipão é Felipão, e pronto!

Muita gente questiona o salário que Felipão recebe do Palmeiras, minha resposta quanto à isso é: – Ele merece muito mais! Hoje, após o empate suado e brigado contra o Avaí em Florianópolis, num jogo em que o time fez 4 faltas e teve 2 jogadores expulsos, o time mostrou muita raça, empenho e determinação.

O Palmeiras tomou um gol logo aos 5 minutos de partida, aos 25 perdeu um jogador, aos 33 conseguiu empatar o jogo e neutralizou todas as investidas do adversário. Logo no início da segunda etapa o time perde mais um jogador em um lance besta.

 

Assim, o time se uniu e correu como se tivesse 12, 13 na linha. Mostrando muito empenho e raça. O jogo acabou e o Palmeiras tinha mais posse de bola e mais chutes a gol que o mandante, que jogou com 2 a mais em boa parte do jogo.

Após a a partida uma meia dúzia de idiotas foram reclamar do time, xingaram Felipão, Kléber e Assunção. Na coletiva Scolari soltou o grito e disse umas verdades pra essa torcida:

” – A manifestação de hoje foi ridícula. Quero que vocês (jornalistas) perguntem para eles quem os ajudou a entrar no clube nesta semana, com quem eles conversaram e o que estavam querendo. Os jogadores já souberam antes do jogo o que aconteceu durante a semana e, quando essa manifestação ridícula aconteceu, eles não ficaram surpresos”.

Também esbravejou contra a própria diretoria, que não dá suporte nenhum ao seu trabalho:

“- Vão atrás que vocês vão descobrir esse absurdo que fizeram durante a semana. Eu trabalho para o Palmeiras e não para A, B ou C. É preciso ter reciprocidade, o que não vem acontecendo. É claro que eu entendo a reclamação por outros resultados, afinal não estamos nos comportando bem. Mas por hoje, não. Meu time foi guerreiro, lutador, chegou a ter dois homens a menos. Hoje eu não aceito nenhuma reclamação.” Ressaltando a entrega dos jogadores.

É dificil trabalhar no Palmeiras, ainda mais quando a própria diretoria não joga a favor do clube e   só pensa em lucrar com a instituição palestrina.

A torcida deveria xingar esses cartolas, não aqueles, como Scolari, que honram as cores que veste.

Abraços.
Caio di Pacce.

A mística de Felipão. Palmeiras classificado.

Que jogaço no Estádio do Pacaembu! O Palmeiras recebeu o Vitória em jogo válido pela Taça Sulamericana precisando vencer por mais de 2 gols de diferença. O jogo também marcou a 500a partida de Marcos com a camisa alvi-verde. A torcida se fez presente, empurrou, cantou, gritou: Palmeiras 3×0 e a mística de Luiz Felipe Scolari está de volta.

O time do Palmeiras começou o jogo confuso, nervoso, mas aplicado e com muita vontade. Tadeu estava sendo xingado, mostrava insegurança. Porém o Vitória ajudou, errou a saída de bola e o atacante palmeirense abriu o placar. A classificação começou a se tornar factível.

No começo do segundo tempo, o goleiro colombiano Viafara, em um momento de Higuita, fez uma lambança homérica, entregou a bola para o bom zagueiro Fabrício, que jogou a bola para área. Tadeu completou: 2×0 e o jogo iria para os penaltis.

O casamento entre o Palmeiras e Scolari nos anos 90 foi banhado de jogos emocionantes, vitórias suadas, viradas históricas, gols nos últimos minutos. E hoje não fora diferente. Aos 44 minutos uma falta perigosa para Marcos Assunção cobrar.

A cobrança foi mais do que perfeita, ao melhor estilo Zico, Neto entre outros, na gaveta. Palmeiras 3×0 e a classificação garantida.

O jogo de hoje renovou as energias do clube, com o elenco reforçado com Valdívia, Kléber, Lincoln, grandes times eliminados como Santos e Grêmio da Sulamericana. O segundo semestre pode gerar alguns frutos alvi-verdes.

Abraços.
Caio di Pacce.

Foto: Globoesporte

Estréia com derrota

Ontem Luíz Felipe Scolari fez sua re-estréia no comando do Palmeiras, em jogo válido pelo Brasileirão contra o Avaí na Ressacada. Felipão já tinha comandado o time contra o Santos no meio de semana, mas das tribunas. Dessa vez era oficial.

O time começou bem, rodando a bola no meio, e muito perigoso nas bolas paradas. Em uma delas, Marcos Assunção chutou, o goleiro deu rebote e o bom lateral esquerdo Gabriel Silva abriu o placar. Quando tudo estava bem para o Palmeiras, o Avaí resolveu jogar.

Com o meia Caio e o atacante Roberto com liberade o time catarinense chegou, empatou e virou a partida ainda no primeiro tempo. A linha em frente da zaga, Pierre e Marcos Assunção, não conseguiam marcar os jogadores. Porém, Pará, lateral esquerdo do Leão fez falta em Vitor e foi expulso.

No segundo tempo, Tadeu entrou no lugar de Márcio Araújo, e o time paulista melhorou, tanto que logo aos 8 minutos Kléber sofreu um penalti, e ele mesmo converteu. Acabando com uma sina de perder os últimos 8 penaltis batidos.

E mais uma vez, quando o Palmeiras estava bem no jogo, partiria pra cima, ainda mais que Felipão colocou o bom volante Tinga no lugar do amarelado Pierre, o time da casa fez valer seu mando.

Com a presença de Guga no estádio, o time lutou bastante e em um contra-ataque, aos 44 minutos, Roberto veio levando a bola, e caiu apenas na área, com falta de Léo. Penalti: Deola fez a defesa, mas no rebote o mesmo ROberto completou.

E ainda teve tempo para Roberto driblar os zagueiros palmeirenses, e o goleiro Deola que saiu fora da área para ampliar: 4×2 placar final. Não foi a estréia que todos esperavam.

Abraços.
Caio di Pacce.

Foto: LANCENET!