Welcome back Ganso

Amigos e rivais em campo.

Amigos e rivais em campo.

Hoje o classico San-São na Vila Belmiro, o primeiro clássico paulista em 2013, marcou o retorno de Paulo Henrique Ganso aos torcedores santistas e a primeira vez que o camisa 8 tricolor enfrentou o alvi-negro da baixada.

E Ganso foi recebido da mesma maneira que fez seu último jogo na Vila Formosa, com xingamentos, palavrões, moedas. Foi xingado de traidor, bichado, entre outras coisas não merecedoras de serem escritas aqui. Porém, acho que a torcida tem a sua razão, um jogador que era ídolo, deve saber que não pode ficar forçando sua saída, ficar pedindo aumento na imprensa, não atuando com a mesma qualidade técnica. E ainda mais, sair pelas portas dos fundos para o rival.

Neymar e Ganso, durante a semana ficaram trocando elogios e carícias via imprensa, um papo chato pré-clássico, para aqueles que lembram de Paulo Nunes e Vampeta, nas semanas que antecediam qualquer Palmeiras x Corinthians, por exemplo. Mas os dois são muito amigos, fizeram até uma aposta, quem perdesse o clássico pagaria um jantar na cidade do time do outro.

No gramado, a diferença entre os dois foi gritante, enquanto Ganso foi facilmente marcado pelo bom volante René Júnior, Neymar foi mais uma vez essencial para a vitória santista por 3×1. Ele deu um passe improvisado para o primeiro gol de Miralles, sofreu e cobrou o penalti para o segundo tento e colocou a bola com perfeição para Miralles completar o placar.

Ganso ainda saiu bravo com os torcedores da baixada, mas ele tem que entender, respeitar a camisa do Santos, como qualquer outra camisa significa suar nos treinamentos e render em campo, não é ficar espalhando salário na imprensa e sair para o rival.

Parabéns Neymar e Santos, por uma vitória incrível, Ganso, boa sorte, que seu futebol volte a aparecer, mas entenda, que na Vila Belmiro você nunca será benquisto.

Att,
Caio.

Ganso enfim é do São Paulo

Voltei a $orrir.

Paulo Henrique Ganso cansou de vestir a camisa do Santos, a busca de novos ares era algo necessário em sua carreira, ele queria um lugar onde ele fosse a estrela maior. A verdade é que o caso de amor entre o jogador e o time da baixada já não era o mesmo, virou um caso de amor e ódio.

Enfim, o São Paulo conseguiu assinar com o jogador, em uma batalha complicada contra os dirigentes santistas, uma negociação de um valor de R$ 23,9 milhões, sendo  R$ 16,4 milhões, desembolsado pelo Tricolor, que terá 32% dos direitos de Ganso, enquanto o DIS, que injetou R$ 7,5 milhões para viabilizar a transferência, amplia sua porcentagem sobre o atleta de 55% para 68%.

O que importa é que o futebol de Ganso tende a voltar, o jogador sai pelas portas do fundo da Vila Belmiro, mas ele sai com um sorriso no rosto. E ele precisa mostrar pra todo mundo que o dinheiro investido por ele terá retorno.

Abraços.
Caio di Pacce.

E que venha o Boca Juniors

Nada pára esse Corinthians na Libertadores de 2012. Ontem o Santos tentou furar o bloqueio do Corinthians, até conseguiu no primeiro tempo, mas a vaga ficou com o time de Parque São Jorge.

O time do Santos veio pra atacar, entrou em campo com 3 atacantes, numa postura avançada, a fim de passar o bloqueio corinthiano das duas linhas de quatro muito bem formadas pelo comandante Tite. Na primeira partida, o time santista ficou com a bola, mas não conseguia ser incisivo, muita gente atribuiu esse fato a um possível cansaço de alguns jogadores, principalmente do Neymar, mas na verdade, marcar gol no Corinthians é algo muito complicado.

O Pacaembu abarrotado viu um Santos valente no primeiro tempo, que tentou e conseguiu furar o bloqueio, com Neymar, quando o time da baixada abriu o placar. E também viu um Corinthians prontinho e afiado para um contra-ataque. Já na segunda etapa, o Santos entrou morno, e o Corinthians pilhado. Logo aos 3 minutos, em uma falta lateral somada a uma outra falha de marcação santista, o decisivo Danilo marcou o gol da classificação.

Dali em diante, o jogo foi fácil pro timão. O Santos sentiu demais o gol sofrido e não conseguiu nem chutar na meta de Cássio. A posse da bola foi totalmente santista, mas na intermediária, a bola rodava entre Arouca, Durval, Juan ou Henrique. Ganso e Neymar tinham que recuar muito para buscar a jogada, e não conseguia sair da forte marcação, com isso o tempo foi passando e a classificação inédita chegando mais perto, até o apito final.

Já estou cravando, o Boca Juniors não será páreo para esse time do Corinthians. Mesmo com a Bombonera, mesmo com Riquelme, mesmo com a camisa e a experiencia do elenco, dessa vez isso não fará a diferença.

Tite será o treinador campeão da Libertadores 2012, e o Mário Gobbi o presidente que levou esse título para o time da Marginal Tietê.

Abraços.
Caio di Pacce.

A Copa na Reta Final: Análise dos confrontos

Ontem foi definido os outros dois classificados para as Semi-Finais da Taça Libertadores da América. A Copa chegou em sua reta final. Os quatro times mais preparados chegaram, dessa vez os melhores passaram: Corinthians x Santos, Boca Júniors x Universidad de Chile (La U).

Boca Júniors x Universidad Católica
Na bola é empate técnico, tanto o time do Boca como o time da Universidad são páreos, ambos tem um calderão a seu favor, é verdade que a Bombonera é mais pressão que o Estádio Nacional de Santiago, mas jogar no chile, com a torcida inflamada não é fácil.

Creio que o time chileno oscila mais que o time argentino, além do fato do Boca ter um elenco mais tarimbado, mais especialista em Libertadores, como Schiavi, Santiago “El Tanque” Silva, Mouche e o Sr. Libertadores: Juan Román Riquelme, que voltou a jogar o fino da bola. Ele rege o time de Buenos Aires, e acho que ele pode fazer a diferença.

Palpite: Boca Júniors

Santos x Corinthians
Um clássico do futebol brasileiro, o embate entre os dois melhores times do país, será o encontro entre o brilhantismo técnico contra a disposição tática, raça e entrega. Um jogo sem favoritos. Eu realmente achava que o Santos não passaria pelo Vélez, pelo o que o time da baixada jogou na Argentina, o Peixe não merecia passar.

Mas futebol é futebol e o Santos cresceu aqui na Vila, impôs seu jogo e venceu o time argentino nos penaltis. Na bola, dá Santos, pois o time da baixada tem Neymar, mas clássico não tem favoritos, ainda mais em jogo válido pela Libertadores da América, onde a disposição, entrega e força de vontade tem que ficar na ponta da chuteira, e isso o Corinthians tem muito mais.

Palpite: Coluna do Meio.

Abraços.
Caio di Pacce.

Vamos ser Tri Santos!

E deu á lógica no Paulistão! O Morumbi foi palco de um show de futebol. Uma partida eletrizante entre Santos X Guarani, uma final em que aos 12 minutos do primeiro tempo, já havia saído 4 gols.

O Guarani, mesmo desfalcado de suas duas peças principais, deu trabalho ao melhor time do país. Neymar, Ganso, Elano e cia foram decisivos mais uma vez e o time da baixada levantou o caneco do Paulistão pela terceira vez seguida, algo inédito desde os anos 60,com o Santos do Pelé.

O Guarani jogou muita bola, em parte do jogo foi melhor na partida, mas para um time que precisava fazer três gols de diferença, para ir para os penaltis, o time campineiro perdeu chances demais, o Santos, quando chegou, aproveitou as oportunidades e fez 4 gols no jogo, fechando o campeonato com uma goleada por 4×2.

Neymar foi o artilheiro da competição e seu último gol foi uma pintura, o menino fez uma fila na intermediária, rolou para Juan, que deu um drible da vaca na entrada da área e rolou para trás, de volta para Neymar, que apenas concluiu com maestria.

Parabéns Santos, mais uma vez, cresceu quando precisava e mereceu mais essa taça, em pleno ano do Centenário.

Abraços.
Caio di Pacce.

Oito vezes Santos.

É o som do carro passando

Um passeio, um massacre, um baile de futebol, isso foi o que o Santos FC fez contra o Bolivar em casa, pela Libertadores. Nada mais nada menos do que 8×0. Um daqueles jogos que ficarão na história do clube. Neymar duas vezes, Elano duas vezes, Ganso duas vezes, Alan Kardec e Borges.

Ah, mas foi contra ninguém! Amigo, ontem Corinthians e Palmeiras pegaram ninguém em casa (Emelec e Paraná), e juntos não fizeram 8 gols. O Santos é o melhor time do Brasil, e o melhor time da América, não tenho dúvidas em afirmar isso. Hoje o time jogou solto, e sem esforço atropelou, assim como sem esforço vai ganhar mais uma vez o Paulista.

A defesa santista é um problema, mas o meio-campo e o ataque é a solução. Arouca, Elano, Ganso, Neymar, além de Kardec, Ibson, Borges, Henrique, um time completo, que é o meu favorito para levantar a taça Libertadores.

Parabéns Santos, 8×0 em Libertadores, foi a primeira vez que vi.

Abraços.
Caio Di Pacce.

100 anos, 3 tios

Texto escrito pelo Santista Leandro Leal

Eu, tio Gusto, Rogério e tio Luiz. Ficou faltando o tio Paulo.

Jogo da penúltima rodada da fase de classificação do Paulista, São Caetano x Santos não valia muita coisa. O alvinegro já estava garantido nas quartas. A irrelevância da partida era ressaltada pelos absurdos 60 reais do ingresso, fruto de uma iniciativa de lucro oportunista do time da casa, e pela promessa de chuva do céu, trajado de preto e branco como o visitante. Nem a anunciada escalação titular, com Neymar e Ganso, me faria trocar o sofá pelas enferrujadas arquibancadas do precário Anacleto Campanella, de visualização infinitamente inferior à proporcionada pelas várias câmeras da TV.

Minha cidade natal não fica tão longe da minha atual casa, é verdade, mas seria necessário um exército para me convencer a me abalar até lá. Ou quase isso, afinal, a numerosa tropa responsável pela minha ida ao estádio nada tinha de beligerante. Reunidos, tios, primos e agregados somavam 13 pessoas, e eram apenas um resumo da representação santista entre os meus. O belo gol de Neymar não foi suficiente para mascarar a surpreendente apatia da mesmíssima equipe que havia jogado muito contra o Internacional, em Porto Alegre. Acabamos perdendo de virada.

Nem esse resultado, nem o absurdo pago no ingresso, nem as toscas instalações do Anacleto, nem a chuva, que, felizmente, acabou sendo breve. Nada disso fez com que eu me arrependesse de ter ido. Freqüentadores de estádios nos anos 1960, 1970 e 1980, meus tios afastaram-se dos campos motivados pelas notícias de violência e, vai, pela preguiça que nos é comum. As oportunidades de me reunir nas arquibancadas com os três, grandes responsáveis por eu ser santista, são raríssimas. Que me lembre, antes disso, a última vez que assistimos a um jogo juntos havia sido em 1995, também no ABC, também com resultado decepcionante: um 2 a 2 contra o Juventus, no Bruno Daniel, em Santo André.

Em tempos de Neymar, difícil é convencer uma criança a não torcer pelo Santos. Como indica a predominância moicana, as cabeças da molecada já estão feitas. Mas, entre fins dos anos 1970 e princípios de 1980, período de baixa alvinegra, a lavagem cerebral requeria camisas, bolas e, claro, toalhas de banho. Abnegados, o tio Gusto, o tio Paulo e o tio Luiz lançaram-se na minha catequese. Aproveitando-se da pouca importância que meu pai dava ao futebol, repetiram comigo o método já posto em prática com o Rogério, meu irmão, e os primos mais velhos. (Desses, apenas o César não foi arrebanhado, convencido pelo pai palmeirense, que o batizara com o nome do atacante Maluco. Já com o Alan, o tio Alírio não teve a mesma sorte.) Mantiveram o processo a cada vez que a família aumentava, com os filhos e, depois, os netos. No geral, tiveram sucesso. Outras poucas exceções à parte, o crescimento da família santista correspondeu ao da nossa.

Se hoje eu, meu irmão e primos agradecemos aos tios pela doutrinação, ao longo da infância e adolescência o sentimento era outro. Passada a memória do titulo paulista de 1984, com a qual nos escudávamos da gozação, não havia como nos livrar da zombaria dos torcedores de outros times, na escola e, depois, no trabalho. Até o Palmeiras, de fila mais antiga que a nossa, voltou às conquistas no começo dos anos 1990, deixando-nos, santistas, como alvos únicos da galhofa adversária, da qual passaram a engrossar o coro. A arbitragem não quis, e Giovanni e seu duvidoso esquadrão – o mesmo que eu e meus tios vimos empatar com o Juventus da rua Javari – não evitaram a maioridade de nosso jejum, tampouco as conseqüentes piadas envolvendo títulos de eleitor e carteiras de motorista. Mas a ironia quis, e um moleque com a mesma idade de nossa escassez de títulos decretou o seu fim. Como o lateral corintiano Rogério, ninguém esquece das oito pedaladas do Robinho. Essas finais de 2002 eu presenciei in loco. Também estava lá na conquista de 2004, na de 2007, em um dos jogos da final Paulista de 2010 e na da Libertadores do ano passado.

Sou sócio do Santos e vou a quantos jogos puder, inclusive aqueles na Vila Belmiro, no meio da semana. Aos que me acusam de “neo santista” – gracinha recorrente entre rivais que, agora que ganhamos tudo, têm mesmo de arranjar novos temas para o humor – costumo dizer que, se estive ao lado do time nos piores momentos, não participar de sua boa fase agora seria o mesmo que largar a namorada gorda que emagreceu. Esta, aliás, é uma disputa recorrente nas filas de estádio, entre torcedores. Enumerando jogos traumáticos ou obscuros em que marcou presença, um quer provar ao outro que ele, sim, apoiou mais o time. (Mais ou menos o que, sem me dar conta, acabo de fazer.)

Os 100 anos do Santos encontram o time redimido com os títulos e a torcida. E meus tios, redimidos comigo. Afinal, se tenho o “orgulho que nem todos podem ter”, é graças aos irmãos da minha mãe. Parabéns, Santos. Parabéns, tio Gusto, tio Luiz e tio Paulo. E saibam: se eu tiver um ataque cardíaco a qualquer hora, a dona Mercês vai querer acertar as contas com vocês.

PS: Na contramão da influência, até meu pai, palmeirense pouco convicto, converteu-se. Usando um expediente semelhante ao dos tios, eu e o Rogério lhe pagamos sorvetes quando ele nos acompanha aos jogos