1000 vezes Rogério Ceni

- Eu levantei.

Um excelente profissional, uma carreira extremamente vitoriosa e inteiramente dedicado a um só clube. Rogério ceni completou, aos 38 anos de idade, 1000 jogos pelo SPFC ontem, no dia que também completa 21 anos de clube, na vitória do tricolor contra o Galo por 2×1.

O jogo pouco importou, a vitória foi merecida, mas nem tanto comemorada, mesmo dando a liderança provisória ao time do Morumbi, todos os 63 mil olhares que estavam no estádio ontem, voltaram-se para o goleiro, capitão, líder e símbolo do São Paulo.

Rogério Ceni merece tudo o que conquistou, sempre foi um profissional impecável e um jogador torcedor do clube, extremamente apaixonado pelo branco, preto e vermelho da capital paulista. É o maior ídolo e uma referência para os demais jogadores.

Suas taças, seus gols, suas defesas impossíveis foram todas obras de muito trabalho e dedicação. Ninguém lá dentro do Morumbi se dedicou durante esses 21 anos quanto Rogério. Seus 1000 jogos, fora os 214 como reserva, e seus 103 gols até o momento são frutos de uma carreira cada vez mais memorável.

Ontem, Rogério Ceni se juntou a caras como Pelé e Roberto Dinamite, ambos com mais de 1000 jogos por um clube, porém o goleiro artilheiro é o único que vestiu apenas uma só pele. Aguentou as tristezas e uma seca de títulos, como nadou na boa fase e nas taças conquisatadas.

Rogério é um desses jogadores que não se vê mais, uma pena. O futebol agradeceria se visse.

Abraços.
Caio Di Pacce.

100 vezes Rogério e tabu batido.

Hoje na Arena Barueri o São Paulo recebeu o Corinthians, pelo Paulistão 2011, em um jogo que valia muito mais do que 3 pontos. O jogo poderia marcar o fim do tabu de 4 anos do SPFC, e o centésimo gol de Rogério Ceni. Tinha tudo para ser um grande jogo, e foi.

O primeiro tempo fpi bem truncado, os times estavam tensos, com muitas faltinhas bobas. O Corinthians tinha mais posse de bola, mas não tinha penetração. E o SPFC tentava chegar com chutes de fora da área. Em um desses chutes, Dagoberto acertou uma bomba no canto de Júlio César: 1×0 tricolor.

No segundo tempo, o Corinthians tentava se lançar pra frente, mas o SPFC era melhor em campo. E, de repente uma falta perto da área. Rogério foi caminhando, calmo e concentrado, parecia que ele já sabia o que ia acontecer. A cobrança perfeita, o bom goleiro Corinthiano chegou encostar na bola, mas ela entrou mesmo assim. 2×0 tricolor, e 100 gol de Ceni, mais do que merecido.

Minutos seguintes, Alessandro foi expulso, deixando o jogo, “resolvido”. Até que na esperteza e num chute forte de Dentinho o Corinthians diminuiu. E o jogo pegou fogo quando Dagoberto foi mal expulso, principalmente pelo cartão amarelo levado no primeiro tempo.

Mas, Dentinho não queria mais jogo, demonstrou isso quando chutou o saco de Rodrigo Souto. Assim, o SPFC ficou mais tranqüilo, mesmo com a pressão final corinthiana.

Veja o gol de Ceni:

Abraços,
Caio Di Pacce.

Soberano.

O São Paulo Futebol Clube perdeu hoje para o Internacional em casa, um jogo fraco de seu meio campo e uma bela exibição colorada, mas o post de hoje é sobre o filme Soberano.

O time do Morumbi lança nessa sexta-feira o filme Soberano, que fala dos seis títulos do Campeonato Brasileiro conquistados pelo tricolos. Com direção de Carlos Nader, roteiro de Maurício Arruda e canções originais de Nando Reis.

O filme mostra relatos de torcedores, jogadores, comandantes, que tiveram participações importantes para as conquistas. Eu destaco Muricy Ramalho, que fez levantou o caneco quatro vezes, uma como jogador e 3 como treinador, de maneira seguida. E Rogério Ceni, goleiro artilheiro e capitão metade das vezes.

Veja o trailer do filme:

Entre no site oficial do filme: http://www.filmesoberano.com.br

Abraços.
Caio di Pacce

Algo de estranho no reino do Morumbi.

O São Paulo venceu o Atlético-GO no Morumbi pelo placar de 2×1 em jogo válido do Brasileirão 2010. Alguma novidade? Mais do que esperado. Porém, na coletiva de imprensa, quando se esperava um clima ameno banhado pelos louros da primeira vitória tricolor sob o comando de Baresi, se viu uma série de perguntas sobre Dagoberto, questionando o real motivo da não escalação do jogador nas outras partidas.

O dia do fico de Dagoberto não foi bem aceito pela diretoria tricolor. O camisa 25 teve uma excelente proposta (financeiramente) do ucraniano FC Metalist, time de Taisson e Cleiton Xavier. JJ e companhia revoltaram-se com o jogador, pois o clube estava precisando de dinheiro nessa temporada, dado que não tem um patrocinador fixo. Por isso, o jogador teria tomado uma geladeira.

Outro momento inusitado aconteceu, parte da imprensa ficou indagando os reais comandos de Baresi sobre o time tricolor depois que os repórteres de campo viram e ouviram o Rogério Ceni dizer ao Cléber Santana: “- Vai lá, diz para o Baresi, que eu falei pra você entrar!”  Minutos depois, o jogador entrara em campo, conforme pedido pelo goleiro.

Além disso, rumores do CT do São Paulo dizem que o goleiro dá alguns treinos táticos e ajuda na escalação do time para as partidas.

Rogério Ceni tem quase 20 anos de SPFC, tem a mesma idade que o atual treinador e nem é de agora que ele palpita na montagem do time tricolor, vejam na (descontraída) coletiva de imprensa após a partida contra o Universitário (PER). Nas palavras do goleiro, foi ele quem definiu alguns dos cobradores dos penaltis:

O time venceu, mas não espantou a crise. A diretoria continuou omissa nos questionamentos, mas ao que parece continua intervencionista.

Abraços.
Caio di Pacce. 

Asa Verde no Choque-Rei

Em uma noite chuvosa típica paulistana, o virtual campeão da América venceu o desabrigado alviverde pelo placar mínimo. Essa vitória do São Paulo é a primeira em clássicos no ano de 2010.

O Palmeiras entrou com medo de perder. No jargão do futebol, isso é imperdoável: o medo de perder, tira a vontade de vencer. E foi mais ou menos isso que ocorreu. O técnico Parraga recheou o time de volantes e se não fosse a boa atuação de Lincoln no meio, o Palestra não conseguiria nem sequer flertar com as redes tricolores.

Por outro lado, o São Paulo entrou embalado e confiante. A mística dessa fase inicial de Fernandão no time se confirmou. O camisa 15 era a peça que faltava no quebra-cabeça Dagoberto, Hernanes e Marlos.  O quarteto dominou por completo o primeiro tempo, fazendo Marcos exercitar solitário sua santidade. Até os 25 minutos de jogo, o tricolor havia criado pelo menos cinco boas chances de gol.

A partir daí a bruxa resolveu visitar o Morumbi. Cleiton Xavier sentiu a antiga lesão no joelho e pediu para ser substítuido. Pouco depois, Marlos pelo São Paulo se contundiu sozinho. No seu lugar entrou a promessa Fernandinho. E isso mudaria o jogo.

Logo no começo do segundo tempo, o atacante recebeu passe de Richarlysson pela esquerda. Passou pelo recém-chegado Maurício Ramos e cruzou na área. No estilo mais copeiro, de carrinho, Fernandão entroniza a mais recente dupla sertaneja dos gramados brasileiros. São Paulo um a zero.

De certa maneira, até o mais fervoroso palestrino já se conformaria com esse resultado. No entanto, o certame ganhou tons dramáticos aos 43 minutos. Dos pés do bom Lincoln, Ivo recebe na área e é derrubado pelo ainda vacilante Cicinho. O juiz aponta a marca da cal.

Mas quem cobraria? Robert não está mais. Diego Souza não quer mais estar. Cleiton se contundiu. Então, em raro heroísmo, Ewerthon pega a bola e se prepara para a cobrança. O que se seguiu é mais um traslado da péssima fase do alviverde palestrino. O atacante ex-corintiano coloca fraco e a meia altura. Um desrespeito ao torcedor. Um desrespeito a excelência de Rogério Ceni, que levou a torcida ao delírio com a defesa.

Logo depois do recuo de Ewerthon para Ceni, uma bomba caseira explodiu na torcida palmeirense. Os ânimos foram amainados pelo político dirigente Marco Aurélio Cunha. Por fim, nem os esforços apaixonados de São Marcos na busca da cabeçada sagrada foram suficientes. O Palmeiras voltaria para a Pompéia derrotado.

O bom jogo tricolor foi ofuscado pela péssima atuação e fase do Palmeiras. O time palestrino não vê a hora da Copa começar para que os holofotes se apaguem. E quem sabe a asa negra resolva debandar para outros lados.

Foto: Uol Esporte

Goleiro bom é como vinho

Fora o Neto, quem não é são-paulino não gosta de Rogério Ceni. Eu pessoalmente não morro de amores pelo jogador que tem 901 jogos com a camisa do time do Morumbi.

Porém quem torce para o tricolor paulista ama o goleiro. E não é para menos, ele representa o que é ser são-paulino, é o maior ídolo do time, o jogador que fez mais jogos, que mais levantou taças, que foi mais decisivo, que além de salvar, foi capaz de marcar gols.

Ser são-paulino passa por ser um pouco de Rogério Ceni. E hoje mais uma vez o goleiro deu mostras que tem muito o que oferecer ao primeiro hexa-campeão brasileiro.

Mesmo perdendo sua cobrança durante a disputa de penalidades contra o Universitário (PER), em jogo válido pelas oitavas-de-final da Taça Libertadores, defendeu duas e garantiu o São Paulo na próxima fase da competição.

O São Paulo ainda tem muito o que melhorar, mas pelo menos pode confiar que há um goleiro que irá salvá-lo nas grandes decisões.

FOTO: Globoesporte.com

Abraços.
Caio di Pacce.

Neymaravilha

O Santos passeou, dançou, brincou e brilhou hoje na Vila Belmiro: 3×0 no São Paulo e classificação mais do que garantida. O jogo mais esperado da semana teve o resultado esperado, e o nome do jogo foi Neymar, ou melhor dizendo, Neymaravilha.

Ricardo Gomes entrou em campo com o meio campo que não funcionou nesse começo de 2010, com Rodrigo Souto, Hernanes, Cléber Santana e Jorge Wagner. E os mesmos problemas de mobilidades apareceram, somados aos múltiplos erros de passe do lateral esquerdo Richarlysson, as coisas ficavam complicadas para o São Paulo.

O time sentia a falta do artilheiro Washington, pois a bola não ficava no ataque tricolor, já que Dagoberto e Fernandinho estavam bem marcados. E a aposta na velocidade do ataque ia se perdendo.

O jogo foi do jovem, e brilhante, Neymar, no começo do segundo tempo, o garoto recebeu passe de Wesley, foi empurrado por Miranda na área, ao cair a bola bateu em seu braço e enganou Rogério Ceni: 1×0 Santos.

Aos 31 minutos, recebeu passe de Robinho, que também fez ótima partida, sofreu outro toque de Miranda, dessa vez o juiz marcou o penalti. Novamente Neymar fez a paradinha, Rogério caiu novamente e o Santos ampliou o placar: 2×0 Santos.

Ainda houve tempo para Madson fazer belo lance e cruzar para Ganso ampliar. O Santos se classificou com grande estilo. E tem tudo para levantar o caneco.

Abraços.
Caio di Pacce.

Foto: LANCENET!

Todos odeiam Rogério Ceni?

A revista ESPN desse mês publicou uma entrevista com o Rogério Ceni. Eu comprei um exemplar por que queria ler a matéria com o Joel Santana. A entrevista com o goleiro tricolor foi o último texto que li, pois não sou fã do Rogério.

Eu não o acho melhor que o Marcos. Não por ser palmeirense, mas pela antipatia que ele gera. O título da entrevista é “Todos odeiam Rogério Ceni”. Nem todos. Muitos são indiferentes e os deslumbrados confundem indiferença com inveja ou ódio.

Gostei da entrevista. Nela, pode-se conhecer um Rogério que não é craque por talento, mas sim por esforço. Isso é comum em todos os esportes e não tira o mérito de ser grande.

O que o diferencia dos outros jogadores é o fato dele ser extremamente profissional. Por exemplo, ele está atento ao que ocorre na sua posição. Ao ver que o paraguaio Chilavert estava em destaque por fazer gols de falta ou pênalti, logo tratou de desenvolver essa habilidade. Logo, se destacou também.

Outro aspecto é o da dedicação. Quando era mais jovem, treinava nos dias após as partidas para corrigir suas falhas. Também ficava mais tempo no CT para aperfeiçoar suas cobranças de falta. Poucos têm esse tipo de comportamento. Sendo assim, poucos se destacam.

O que faltou para Rogério ser um ídolo completo é um quê de anti-herói. O Marcos às vezes deixa o coração falar. O Ronaldo sai com transexuais. O Adriano dá porrada em mulher.

Não se consegue identificar no Rogério algum comportamento transgressivo. Por isso ele é um profissional bem sucedido e um grande exemplo a ser seguido pelas mais jovens gerações tricolores.

Foto: Blog Esporte Uol

Será que desencanta?

O São Paulo bateu o Botafogo-SP hoje por 5×0, um verdadeiro chocolate no bom time de Ribeirão Preto, que namorou por várias rodadas o G4 do Campeonato Paulista 2010. Principalmente no segundo tempo, o tricolor paulista conseguiu desenvolver um bom futebol, com jogadas de velocidades pelos flancos. Em suma, mostrou o bom futebol que consagrou o time do Morumbi.

O time do São Paulo só não fez mais, pois Rogério Ceni bateu mais um pênalti com paradinha, e dessa vez perdeu. O goleiro que teceu severas críticas ao jovem Neymar por utilizar de tal artifício contra ele, mas ele também o usa, e pelo jeito, não o faz com maestria.

Porém, a dúvida que fica no ar é saber se esse time comandado por Ricargo Gomes ira deslanchar. Já que o tricolor alterna boas sequencias com más sequencias de jogos seguidos, o que não transmite confiança ao torcedor são-paulino.

Será que esse time desencanta na hora decisiva das competições?

Abraços.
Caio Di Pacce.

FOTO: LANCENET!

Amor à camisa.

Cada dia que passa, mais raro fica o laço entre um jogador e um clube. Quando todos nascemos, somos incubidos à escolher um clube de futebol para torcer, alguns de maneira forçada pelos pais/amigos, outros de maneira natural, esse processo é o mesmo para os jogadores.

Já faz tempo que é escasso um jogador ter amor à camisa que veste, hoje (desde os anos 90, principalmente) o que interessa ao jogador é puramente o dinheiro. Exemplos como Marcos, Rogério Ceni, Riquelme, Palermo, Maldini, Gattuso, são cada vez mais escassos.

Porém, em uma desses fuçadas no youtube, achei um vídeo que valeu o dia: Um vídeo de Fernando Cavenaghi alentando com os Borrachos Del Tablón no superclássico argentino. Segue o vídeo:

Mesmo jogador do Bordeaux da França, o grande atacante argentino carrega sua paixão pelo River Plate, e não hesita em demonstrar. Ao ver o vídeo pensei: Qual jogador brasileiro faria isso? Qual jogador, em suas férias, ou em período de lesão, sairia de sua casa, iria ao estádio, pagaria entrada de arquibancada e ficaria no meio da bateria do clube alentando, como um torcedor comum?

Percebi que o futebol moderno ataca mais o futebol brasileiro do que o argentino. Um salve aos Hermanos.

Abraços
Caio di Pacce.