Uma Ode ao Rei Roberto

Roberto Carlos da Silva Rocha, nascido em Garça no dia 10 de Abril de 1973. Lateral Esquerdo, um dos mais brilhantes que o mundo já viu. Ontem o baixinho canhoto proporcionou a toda torcida corinthiana e aos amantes do futebol o primeiro gol olímpico de trivela.

São tantas emoções!

Sim, isso mesmo. É verdade que o goleiro da Lusa estava moscando na linha da pequena área, mas a dificuldade do gol foi gigante. Tem sempre aqueles que vão reclamar da posição do volante Paulinho, que entrou em campo de forma irregular, e participou do gol desviando da bola, mas o juíz acertou em validar o gol. O futebol precisava de um gol assim.

veja o lance:

O jogador com seus 38 anos tem um preparo físico de menino, experiência e inteligência aguçada além de uma técnica apuradíssima. É duro olhar pro Roberto jogando tudo que está jogando e lembrar de Michel Bastos e Gilberto vestindo a amarelinha na Copa de 2010.

 Abraços.
Caio di Pacce

Anúncios

Deu timão no Majestoso.

Ontem o Pacaembu viu uma grande partida entre Corinthians e São Paulo, um jogo cheio de alternâncias, tanto em volume de jogo como no placar. E deu timão no Majestoso: 4×3.

O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Corinthians, aos 15 minutos Elias recebeu bom passe de Ronaldo e abriu o placar. Aos 31 minutos, Danilo mostrou o porquê os saopaulinos deveriam sentir falta dele, um chutaço de pé direito sem chances para Rogério.

Na saída do segundo gol, Dentinho e Washington se entranharam, e ganharam um cartão vermelho cada. O São Paulo, mesmo sem a referência na área, insistia pelos lados do campo e pelo jogo aéreo. Ernandes muito apagado na partida pouco participava das jogadas ofensivas.

Até que Dagoberto puxou a marcação corinthiana e cruzou rasteiro, encontrando Jean sozinho para diminuir: 2×1, placar da primeira etapa.

O segundo tempo começou (e foi) melhor, em uma falta boba de longa distância, Roberto Carlos mostrou que está vivo, um petardo de esquerda no meio do gol, e uma falha de Rogério Ceni: 3×1 timão. O jogo parecia estar acabado, mas Mano Menezes queria emoção.

Primeiro por substituir os dois melhores jogadores em campo, Elias e Danilo, colocando Jorge Henrique e Tcheco, e por deixar Ronaldo em campo, uma vez que o Fenômeno fugia da bola no segundo tempo. Não corria, não lutava, não buscava jogo. A bola batia no ataque corinthiano e voltava para o ataque tricolor.

E assim, em dois lances de bola parada, com duas falhas grotescas do goleiro Rafael Santos, com dois gols de Rodrigo Souto, o São Paulo empatou o jogo, faltava 7 minutos. Aos 39 Mano Menezes sacou Ronaldo e colocou Iarley, na primeira participação do Senhor Libertadores, ele tirou dois zagueiros são paulinos e chutou forte pro meio da área. Alex Silva quis tirar, mas colocou pra dentro, dando números finais a partida.

Corinthians vence, respira no Paulista, mas está fora do G4, o São Paulo está em 4o lugar, mas tem dois embates difíceis. Enquanto isso, na Vila Belmiro, outro massacre santista: 5×0 contra o Monte Azul.

Abraços.
Caio di Pacce.

FOTO: Lancenet!

Sempre altaneiro

Corinthians venceu um fraco time do Cerro Porteño em pleno Defensores del Chaco ontem em jogo válido pela Taça Libertadores da América. Agora com 7 pontos é o líder folgado de seu grupo e praticamente carimba a passagem para a próxima fase da competição.

É verdade que o grupo do Corinthians não apresenta tanta dificuldade, principalmente se compararmos ao grupo do Cruzeiro, por exemplo. Mas o clube de Pq. São Jorge está sabendo lidar com as dificuldades da competição e marcando seus importantes pontos dentro e fora de casa.

Estava ouvindo o final do jogo pela rádio e o comentarista estava dizendo, que mesmo com a vitória (até então parcial), o Corinthians não estava convencendo. É verdade que nessas três partidas o futebol apresentando pelo clube não é de encher os olhos, mas Libertadores é isso aí. Importa muito mais um time ter força, vontade, garra, brio do que tática e jogadas plásticas.

O time corinthiano está oscilando quando pode, está fazendo dessa primeira fase da Libertadores jogos para encorpar o time, de maneira que ele seja altaneiro, mas sem altanaria.

O centenário está me cheirando à queda de tabu.

Abraços.
Caio di Pacce.

FOTO: Lancenet!

Estaduais?

Ouvindo atentamente a mídia especializada, pode-se perceber um certo desânimo para com os campeonatos estaduais.

É certo que as médias de público são frustrantes e as equipes menores, via de regra, fazem um papelão.

Para se ter uma idéia das cifras, o Paulistão que conta com Ronaldo, Roberto Carlos, Robinho (e Neymar, vai) tem uma média inferior ao campeonato Pernambucano que conta com…Carlinhos Bala?!!

Pelo lado dos times, no mesmo Paulistão, dos cinco últimos colocados, quatro tiveram o acesso a séria A1 no ano passado. Ou seja, a competitividade está concentrada em um certo grupo normalizado de times. A não ser que frequentemente ocorra um Guaratinguetá de 2008, a disputa vai ficar sempre entre os mesmos.

A culpa de todo esse descaso é das instituições que regulam tais campeonatos (federações e clubes). É certo que a Libertadores encavala com muitos estaduais. No entanto, sempre há a possibilidade de se ajustar o calendário para atender as duas principais demandas do nosso futebol: (1) coerência com a janela de transferência européia (é moderno, mas uma realidade) e (2) a sobrevivência dos estaduais.

Ou que volte a Rio-São Paulo e o SuperCampeonato Paulista.

E lá se vai o tabu…

Ontem o Palmeiras mediu forças contra o Corinthians no Pacaembu em jogo válido pelo Brasileirão, e o time corintiano levou a melhor: 1×0 com gol de Jorge Henrique.

O time palmeirense veio desfalcado de seu principal jogador, Diego Souza, porém o Corinthians estava sem Ronaldo, e nessas horas o que falou mais forte foi quem tinha mais elenco para suprir as ausências de seus principais jogadores.

E o time do Pq. São Jorge logo abriu o placar com Jorge Henrique, aos 6 do primeiro tempo, e aos 8 perdia a maior estrela do jogo, Roberto Carlos foi expulso por um lance deveras infantil, como eu tinha previsto que ele iria se apequenar nesse jogo de tal importância.

E dali em diante foi jogo de só um lado do campo. Palmeiras atacava e o Corinthians se defendia, e como se defendia. É verdade que o clube palestrino carecia e muito de criatividade, a bola rodava com Pierre, Márcio Araújo e Cleiton Xavier, porém sem muita penetração, só com chutes de longa distância e bolas alçadas.

No segundo tempo o Palmeiras melhorou, e o Mano Menezes não quis matar o jogo, preferiu sofrer até o fim, quando não colocou o argentino Matias ou o Dentinho para puxar o contra ataque, assim sobrou para o goleiro Felipe garantir os 3 pontos para o time do Parque São Jorge, e ele o fez.

O Palmeiras jogou bem, apesar dos desfalques e da falta de elenco, mas sentiu muito a falta de Diego Souza. Marcos saiu do jogo pedindo elenco, Muricy também o fez. Está na hora da diretoria atender aos pedidos da massa alviverde.

PS: Os clássicos da rodada pelos Estaduais foram vencidos pelos times que disputam a Libertadores, Flamengo (5×3 contra o Flu), Corinthians e o Internacional (1×0 no Grêmio, em Erechim).
Abraços.

Caio di Pacce.

É Jorge Henrique! É Jorge Henrique!

Ontem o Corinthians enfrentou o Bragantino pela segunda rodada do Campeonato Paulista em um Pacaembu abarrotado, com mais de 34 mil pessoas. O jogo marcara a estréia da principal contratação do time do Pq. São Jorge para o ano do Centenário: Roberto Carlos.

E o time corintiano começou arrasador, aos 2 minutos, em uma jogada de Jorge Henrique com Tcheco, Ronaldo saiu na cara do gol, colocou por cima do goleiro, o zagueiro do time de Bragança tentou salvar, mas chutou em cima de Elias e a bola morreu nas redes: 1×0 timão.

O Bragantino, que não tem medo de time grande, empatou o jogo aos 32 minutos, em uma bela jogada de Paulinho, quando o time da casa deu uma dormida em campo. Mas mesmo assim o Bragantino foi valente, e deu trabalho para a zaga corintiana.

Mas o nome do jogo não foi Ronaldo, ou nem mesmo o estreante Roberto Carlos, que até bateu uma falta como nos velhos tempos, para uma boa defesa do goleiro Gilvan, quem mereceu aplausos infindáveis foi o pequeno e guerreiro Jorge Henrique.

Ele foi o jogador que mais participou das jogadas corintianas, quando jogou no ataque, passou, driblou, correu, e até fez o gol da vitória, em um chute de fora da área. E depois do gol, quando o Corinthians se recuou novamente, ele foi pra lateral esquerda, após a saída do estreante, e marcou muito, salvou duas ou três bolas de perigo eminente para o time da casa.

O Pacaembu queria gritar gol de Ronaldo, ou de Roberto Carlos, mas o fiel torcedor ovacionou o pequeno Jorge Henrique. Ontem não foi dia do Fenômeno, mas do trabalhador.

Abraços.
Caio di Pacce.

Roberto Carlos perto do timão

robertocarlosO veterano lateral-esquerdo, dono de uma mais maiores bombas do futebol mundial, está próximo do Corinthians. O jogador diz que está a disposição do Palmeiras, Santos ou Corinthians, e que quer ganhar uma Libertadores. Ainda mais que está sem receber parte de salários no Fenerbache.

O Corinthians está mais próximo dentre os demais, pois precisa realmente de um lateral-esquerdo, Ronaldo é grande amigo do xará do rei, que já fez contatos com a diretoria para tentar trazê-lo.

O que falta mesmo é a negociação. O interesse do Timão também existe.

Um jogador extremamente técnico, veterano, mas com ótimo qualidade. O que precisamos ver é se ele tem mesmo vontade, disposição para honrar a camisa corinthiana.

Abraços.
Caio di Pacce.