Não é por um jogo

No dia 20 de abril o mundo parou para assistir à final da Copa de Rei, em Valência. Em campo, os dois maiores escretes do mundo: Real Madrid e Barcelona.

Foi um jogaço. Um jogaço que teve um dono por tempo. Na primeira parte os merengues mandaram, a despeito da etapa complementar, quando o culés dominaram. No final, o título foi para Madri, graças ao grande golo marcado pelo português Cristiano Ronaldo.

Até aí nada de novo. Quem viu o clássico do Mestalla sabe disso. A questão é o que tem sido dito em algumas mesas quadradas por aí. Reduzir Barcelona e Messi a nada e dizer que o Real Madrid dos portugas é a divindade em forma de bola é ser raso demais. Mesmo porque se aquele lance do gol (bem) anulado do Pedro tivesse sido validado, após a jogada de cinema do gigante Messi, possivelmente a conversa seria outra.

O Barcelona é o melhor time do mundo, um dos maiores da história, mas não é imbatível. Assim como José Mourinho é o melhor técnico do mundo e um dos maiores da história. Só alguém como ele para suplantar o Barça. Não é um jogo ou um título que mudam as coisas, para o bem ou para o mal.
Quanto ao melhor jogador do mundo, foi mais um capítulo do duelo particular entre os dois, disparados, melhores jogadores do planeta na atualidade. Duelo, aliás, que tem larga vantagem a favor do argentino, mas que no último capítulo pendeu para o astro lusitano.
Dos quatro confrontos em 20 dias entre as equipes, dois já foram. Os menos importantes, é dizer de ofício que se diga, embora não exista Madrid x Barça ou Barça x Madrid sem importância. Seja quem for o vencedor, a resposta sobre o melhor durará apenas até o próximo “El Clásico”.

Imagens: EFE
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A diferença entre Barcelona e Real Madrid

O até então invícto Real Madrid foi visitar seu rival Barcelona no Camp Nou. Mourinho jamais fora batido pelo clube blau grená. Lembrem-se do confronto homérico da Inter de Milão pela Champions League.

O Pá! Lá se vai minha invencibilidade!

Porém, o Barcelona mostrou a razão de ser maior que os merengues. Uma linda goleada de 5×0 para o time catalão. Os 98.255 espectadores perceberam que a diferença entre os dois em campo foi gritante.

Nem toda a pompa de Cristiano Ronaldo foi páreo para o esquadrão catalão. O Português foi o melhor merengue em campo, o que não quer dizer muita coisa.

O quinteto Messi, Villa, xavi, Iniesta e Pedro não deram chance ao adversário, foi um passeio em campo.

Na minha modesta opinião, a diferença do Barcelona para os demais clubes europeus hoje é a base. Simplesmente 8 dos 11 titulares em campo nasceram do terrão. Algo que é extremamente raro em clubes europeus, já que eles estão acostumados a pinçar e comprar as jóias do terceiro mundo.

Por isso que eu digo: Barcelona, más que un club.

Abraços.
Caio di Pacce.

Em Madrid, quem manda é o Real.

Ontem o Real Madrid recebeu o Milan pela UEFA Champions League. O confronto mais esperado da primeira fase do torneio mais importante da Europa, o Santiago Bernabéu era um mar merengue.

Ronaldo Assis estava de volta ao estádio que o aplaudiu de pé, quando jogava pelo Barcelona. Naquela oportunidade o Real perdeu por 3×0 no superclássico e a torcida merengue aplaudiu de pé o brasileiro. O mesmo já ocorrera com Maradona e Del Piero.

Mano Menezes estava na platéia e viu um Milan cansado e dominado pelo time da casa. Mourinho escalou um time aberto, com Cristiano Ronaldo e Di Maria abertos, Ozil armando pelo meio e Higuaín na frente.

E essa formação funcionou. O Milan não viu a cor da bola e o time da casa venceu por 2×0. O primeiro de falta cobrado por Ronaldo aos 12 da primeira etapa, o segundo foi marcado contra por Bonera, após chute de Ozil.

Especulava-se que Mano queria ver Ronaldinho para convocá-lo contra a argentina em Novembro, no primeiro grande embate de Mano Menezes pela seleção, mas o treinador não deve ter gostado do que viu.

Quem sabe da próxima vez Ronaldinho tenha mais sorte.

Abraços.
Caio di Pacce.

FICHA TÉCNICA

REAL MADRID 2×0 MILAN

ESTÁDIO: Santiago Bernabéu, Madri (ESP)
ÁRBITRO: Pedro Lourenço (POR)
CARTÕES AMARELOS: Bonera, Boateng (MIL); Di María (REA)
GOLS: Cristiano Ronaldo (1-0), aos 12’/1ºT; Özil (2-0), aos 13’/ºT

REAL MADRID: Casillas; Arbeloa, Pepe, Ricardo Carvalho, Marcelo; Xabi Alonso, Khedira; Di María (Granero, 40’/2ºT), Özil (Lass Diarra, 37’/2ºT), Cristiano Ronaldo; Higuaín (Benzema, 42’/2ºT)
TÉCNICO: José Mourinho

MILAN: Amelia; Zambrotta, Bonera, Nesta, Antonini; Pirlo, Gattuso (Boateng, 13’/2ºT), Seedorf, Ronaldinho Gaúcho (Robinho, 16’/2ºT): Alexandre Pato (Inzaghi, 33’/2ºT) e Ibrahimovic
TÉCNICO: Massimo Allegri

FOTO: Lancenet!

Os brutos também amam

Conhecidos por suas personalidades fortes e pela pinta de durões, a dupla da Inter de Milão, José Mourinho e Marco Materazzi, protagonizaram uma cena rara no meio do futebol, hoje tão associado aos interesses econômicos.  Após a vitória do último sábado, que levou a Inter ao título de campeã da Champions League, Mourinho já deixava as dependências do Santiago Bernabéu em seu carro, quando, repentinamente, ordenou que o veículo parasse. Encostado numa parede, Marco Materazzi, uma das peças fundamentais do elenco campeão da Champions (e único italiano na finalíssima) aguardava para entrar no ônibus do clube, quando foi surpreendido por um forte abraço de seu técnico, que desatou a chorar copiosamente.

Antes relegada à mera especulação, a contratação de José Mourinho pelo Real Madrid se consumou na tarde desta quarta-feira. A tendência do clube espanhol de sempre apostar na grife é mantida, e resta saber se o novo esquadrão galáctico que será formado conseguirá resultados à altura do investimento.  Para a Inter, a perda é grande. Em apenas dois anos Mourinho levou a equipe italiana a um título que não conquistava há 45 anos, além de levar o Scudetto por duas vezes seguidas. Será um recomeço para o time neroazurri.

Polêmico ou Bonzinho?

O futebol sempre foi coalhado por esses dois tipos de figura.

O tipo “polêmico” nem sempre é um grande jogador, mas gosta de falar muito e sempre é destaque na suas atividades extra-campo.

Já o “bonzinho” também nem sempre é craque, mas cumpre religiosamente o receituário de bom senso e profissionalismo que qualquer trabalho pede.

Pelo futebol ser mais Arte do que Ciência, o atleta polêmico desfruta de uma certa tolerância no meio. Devido ao Ibope e muitas vezes ao que faz em campo, diretoria e comissão técnica apaziguam os destemperos desse tipo de jogador.

Ontem Andrade, técnico do Mengo, disse que prefere os polêmicos aos bonzinhos – uma vez que mesmo Adriano e Bruno sendo polêmicos, foram decisivos na partida contra o Vasco.

Do lado dos bonzinhos, temos Kaká como expoente máximo. Muito se  falou desse brasiliense na semana passada, pois as câmeras o flagraram desferindo os mais incabíveis despautérios na desclassificação do Raul Madrid – desmitificando o Kaká que toda sogra quer ter como genro.

A verdade é que no futebol bonzinho não vinga. Temos o comentarista bem aprumado Caio, que apesar de ter jogado em grandes clubes, nunca se destacou. Nota-se a ausência de uma certa “maldade”, inerente a profissão de jogador. Como jogador, ele realmente deu um bom comentarista.

Mas a questão persiste.: deve se preterir o polêmico em detrimento do bonzinho, ou vice-versa? Dunga parece que quer tirar a prova dos nove com a Seleção, já que com ele o “polêmico” não tem vez.

Kaká é evacionado em Milão.

Hoje jogaram pela Champions League Real Madrid, de Kaká x  Milan de Ronaldinho Gaúcho. Mas o vendadeiro encontro dessa noite em Milão foi a torcida rossonera com seu grande ídolo Kaká, que vestira a camisa milanista por 4 temporadas.

O Real jogou melhor no primeiro tempo, muito em função do brasileiro, pressionou o time de Milão até abrir o placar com Benzema. O time da casa reagiu e empatou em um lance duvidoso de penalti, com uma cobrança precisa de Ronaldinho Gaúcho.

O segundo tempo foi mais fraco, muito brigado, com menos chances de gol, porém com defesas importantes do veterando Dida. O jogo terminou em um empate, que não foi tão bom para nenhuma das duas equipes, empatadas com 7 pontos, mas que agora veem o O. de Marselha encostado com 6 na terceira posição, já que o time francês goleou o fraco Zurich por 6×1 em casa.

Ao término do jogo, Kaká parecia tímido, comprimentou os ex-companheiros de clube, e não se aguentou: Foi aplaudir a torcida milanista. E a galera italiana retribuiu cantando: – Olê, Olê Olê, Kaká! Kaká! Uma cena rara para os dias de hoje de futebol moderno. É bom lembrar que o brasileiro recusou uma proposta irrecusável do Manchester City, de mais de 100 milhões de Euros, os dirigentes milanistas já estavam pensando no que fazer com a grana quando o craque declinou a proposta.

Claramente Kaká não pensa só em dinheiro, sente o peso da camisa. Mesmo quando foi para o Real Madrid disse que jamais se esqueceria do Milan, ele só saiu de lá, segundo sua declaração, pois o clube precisava realmente do dinheiro e que o Real era um clube de tamanho igual ao rubro-negro do norte da Itália.

Forza ao Kaká, é bom ver esse exemplo em tempo de Robinho e Adebayor.

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Abraços.
Caio di Pacce.

UEFA Champions League, agora é pra valer

championsleagueHoje a tarde terminou-se a primeira rodada da UEFA Champions League, uma rodada cheia de emoções, jogos intensos e gols bonitos.

Esse torneio é envolto de muitas expectativas e questionamentos. Até aonde chegará o Real Madrid de Cristiano Ronaldo e Kaká? Ainda mais que a final esse ano será no Santiago Bernabéu. O Barcelona conseguirá manter a hegemonia e conquistará o bi-campeonato? E os times ingleses, como eles reagirão a essa nova tendência espanhola?

Enfim, o campeonato mais técnico e mais visto no mundo começou com a participação de brasileiros em 28 times dos 32 participantes. Destaque para o hat-trick do ex-são paulino Grafite, na vitória do Wolfsburg de 3×1 contra o CSKA, e a goleada do Real Madrid por 5×2 contra o Zurich, com direito a 2 gols de Cristiano Ronaldo. O jogo mais esperado da rodada, Inter de Milão x Barcelona, ficou num 0x0.

Abraços.
Caio Di Pacce