Ronaldo: Um brasileiro

- Eu fiz 15 em Copas!

Ao invés de escrever sobre a estréia de Neymar na Libertadores, ou sobre esses rumores  da ida de Ganso para o Corinthians, quero prestar mais uma homenagem ao príncipe do futebol. Essa semana, nós, amantes da pelota, fechamos mais uma era do futebol, a era de Ronaldo.

O jovem brasileiro de Bento Ribeiro, Ronaldo mudou o futebol, revolucionou  o modus operandi da estrutura de contratos, mídia que a gente conhecia. Ele globalizou o mundo da bola.

Mas ele ensinou para o mundo o que é ser brasileiro. O brasileiro é aquele que sofre, que lute e que renasce. O brasileiro é aquele que não tem as melhores condições, mas se destaca pelo interior, pela fé que tem em si próprio e pelos companheiros.

Ronaldo é um brasileiro. E mostrou para mundo isso, nos instantes (por três vezes) em que todos os davam como morto na bola, ele levantou a cabeça e se ergueu, e ergueu taças, inclusive a Taça do mundo. Com 15 gols se tornou o maior artilheiro em Copas.

Seu exemplo de superação ficou para o mundo e deve sempre ser lembrado. Ele foi único, foi o que fez mais vezes o inacreditável, dentro e fora do campo.

Ronaldo é um brasileiro. Aquele que gosta de viver a vida, que tem vícios, que quando conquista tudo se dá o direito de relaxar e se acomodar. De 2006 até hoje, essa parte do brasileiro tomou conta dele. Mas, ele é brasileiro e mesmo com essa forma não tão atlética, conseguiu surpreender a muitos (quiçá todos).

Tudo isso quando seu corpo deixou.

Ronaldo é brasileiro e um fenômeno.
Obrigado por tudo, como brasileiro eu agradeço. E que as novas safras lembrem-se com carinho de você.

Abraços.
Caio di Pacce.

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Os maiores do Brasil: Evair, o matador que deu a vida.

Inspirado pelo livro que ganhei: Os 100 maiores jogadores brasileiros de todos os tempos, de André Kfouri e PVC, resolvi criar uma série semanal aqui no Copeiros: Os maiores do Brasil, que contará um pouco sobre alguns craques do futebol canarinho.

Começo essa série com o meu camisa 9. Evair Aparecido Paulino, nascido em Crisólia (SP), no dia 21/2/1965. Jogador surgiu na base do Guarani, onde fez muitos gols, chegou a final do Brasileiro de 1986, era considerado o novo Careca pela imprensa campineira da época.

Mas sua história no futebol é imensamente relacionada à Sociedade Esportiva Palmeiras. Para simplificar o que foi Evair, ele bateu os dois pênaltis mais importantes da história do clube, digo mais, ele CONVERTEU os dois pênaltis mais importantes da história do clube.

O primeiro, no dia dos namorados de 1993, ele marcou o penalti que tirou o time da fila de 17 anos, no Morumbi lotado, contra o rival Corinthians, naquele famoso e romântico 4×0 que todo palmeirense faz questão de lembrar até hoje. Na comemoração do gol, via-se lágrimas saindo de seus olhos, era o artilheiro chorão.

O segundo, na final da Libertadores de 1999, o gol que abriu o placar e deu um passo gigante para a conquista da América. Evair, já em fim de carreira, vestia a 18, entrou no segundo tempo, fez o gol de penalti e foi expulso aos 45 minutos. Saiu chorando de campo, queria bater mais um penalti, durante as cobranças derradeiras.

Evair teve algumas chances na seleção, ficou na pré-lista de Parreira para a Copa de 1994, fez 9 jogos e 2 gols, chegou até a sair no álbum da Copa, injustiçado na minha opinião, Parreira resolveu levar Viola e Ronaldo.

Citando a dupla Kfouri e Coelho sobre Evair: “Da marca da cal, que transforma carreiras e coroa goleiros, Evair não falhou. O Palmeirense nunca se esquecerá.”

Abraços.
Caio di Pacce.