O tempo bom e o senso comum

Diz o senso comum que o tempo está bom quando o céu é azul. Que o firmamento cinzento é prenúncio de chuva. Contrariando o tal senso comum, o domingo, 16 de dezembro, amanheceu com o céu encoberto, cinzento. Era um sinal.

Se por aqui o nimbo matutino teimava em encobrir o sol, na Terra do Sol Nascente o Corinthians tratou de pintar o mundo em preto e branco, sobrepondo-se ao azul do Chelsea. Os guerreiros do Parque (e de) São Jorge, com um gol do peruano Guerrero, mudaram a concepção sobre o que é tempo bom.

O Corinthians não deu bola para a bala na agulha do milionário Chelsea, que tinha mais estrelas em campo e um time tecnicamente superior. Mas o futebol trata de nivelar as coisas, ainda mais quando a decisão é em apenas um jogo. Os londrinos passearam sobre os mexicanos do Monterrey, ao passo que o Corinthians pagou todos seus pecados para superar o Al Ahly, que venceu a Liga dos Campeões da África, apesar de todos os problemas políticos do Egito. O senso comum dizia que, baseado nestas partidas, o time azul era o favorito.

Mas o senso comum também tenta nos ensinar, há mais de 100 anos, que quando o Timão está em campo o favoritismo, se contrário, fica reduzido a pó pela entrega, pela raça e pelo suor que transpira de cada poro alvinegro. O senso comum, sempre ele.

Mas foram os próprios comandados de Tite que trataram se desfazê-lo, outra vez. O Corinthians volta com o troféu e o título de melhor time do mundo porque foi inteligente, antes de qualquer coisa. Foi bravo, mas foi cirúrgico. Em momento algum se encolheu ante o poderio azul e venceu com méritos.

Teve em Cássio um gigante, em todos os sentidos. Chicão, Alessandro, Paulo André, Paulinho, Danilo, Guerrero, Tite, a Fiel, com o maior êxodo de fé esportiva de que se tem notícia.

Neste domingo, 16 de dezembro, o céu encoberto e cinzento passou a representar tempo bom. Tempo bom para ver o mundo em preto e branco. Para gritar “é campeão!”

Att.
Marcos Teixeira

E deu a lógica

A cor da bola era alvi-negra, mas os donos eram azul-grenás

O Futebol é o esporte mais incrível do mundo, pois o coração e a vontade podem falar mais alto do que a técnica e o brilho. O Davi pode sim ganhar de Golias. E sob esse prisma esperei que o Santos FC poderia fazer frente ao melhor time do mundo. Não na bola, mas no coração.

Nessas horas a lógica é chata e tira a magia do esporte. O Santos não fez cócegas ao Barcelona, tomou um sonoro 4×0 fora o baile. Neymar, Ganso, Elano e Borges pouco apareceram, pois a bola não chegava neles. O time blau-grená é incrível, como o próprio camisa 11 santista disse “hoje tivemos uma aula de futebol”.

Mas a verdade é que o Santos entrou com medo, assustado com a posse de bola da equipe catalã, respeitou demais o adversário. O time da baixada tinha jogadores que podiam causar problemas para Pep Guardiola, mas esses não conseguiram brilhar. 

Messi mostrou que está um patamar na frente de Neymar, o nosso garoto precisa ser mais testado em situações como essa. Ele precisa mostrar para o mundo o seu futebol. Mas o Santos está de parabéns, venceu a Libertadores, chegou à final do mundial. E ano que vem tem mais, 2012 é o ano do centenário do clube.

Abraços.
Caio di Pacce. 

Ah esses japoneses!

Quarta-feira o Santos enfrrentará o Kashiwa Reysol na Semi-Final do Mundial Interclubes da FIFA. O Campeão japonês bateu o time mexicano do Monterrey no último fim de semana nos pênaltis após um empate de 1×1 no tempo normal.

O time da casa surpreendeu os mexicanos e pode surpreender o Santos. O time da baixada é bem mais time que a esquadra japonesa, cujos melhores jogadores são os brasileiros Jorge Wagner e Leandro e o treinador Nelsinho Baptista, mas futebol é futebol. Esse é o pensamento do capitão Edu Dracena: ” – Se fizermos o nosso normal, acredito que o Santos vença. Mas não será fácil. Podemos até tornar o jogo tranquilo, mas temos de entrar em campo e mostrar.”

Eles são perigosos, amigo!!

Quarta-feira começa o Mundial para o Santos. Muito foi feito durante esse ano para esses dois jogos. É agora, todo o planejamento,    todos os treinamentos, toda a espectativa vai acabar. Haja Coração!

Esperamos que a partir de agora, surpresa no Mundial seja a vitória santista sobre o Barcelona.

Abraços.
Caio Di Pacce.

Quais são as chances do Santos?

O Jogo do Ano.

O Santos FC jogou quarta-feira como há tempos não jogava. Neymar, descansado, foi um monstro em campo, e mostrou o que é capaz no golaço que ele fez, deixando a zaga inteira do Botafogo desconcertada, assim como todos que viram a partida.

Ver o time começando a engrenar, com dois meses antes do mundial interclubes é um bom sinal para a torcida santista, isso que Ganso ainda não voltou e Elano e ainda não demonstrou o futebol do primeiro semestre. Mas mesmo vendo o time jogar bem, me indago: Quais são as chances do Santos no mundial?

O Barcelona é unanimidade no futebol, é o melhor time do mundo desparado. A cada jogo do time “blau-grana” mais me pergunto se o Santos pode vencer esse esquadrão catalão, que tem o Messi cada vez mais inspirado.

Mas nada é impossível, o Estudiantes em 2009 mostrou isso. Os “pincha-ratos” abriram o placar e seguraram o time catalão até os 41 minutos do segundo tempo, quando Pedro igualou o marcador. Messi virou o jogo aos 8 do segundo tempo da prorrogação, quando o time envelhecido da Argentina já não tinha mais perna.

Aquele Estudiantes tinha uma postura defensiva melhor que a do Santos, mas não tinha nada de brilho, nada de inesperado, era um bom time, disciplinado, só isso. E o time da baixada tem Neymar e Ganso.

Muricy precisa descobrir uma maneira do seu time manter a posse de bola. Precisa treinar o Santos a sair jogando de trás, a jogar sob pressão. O Barcelona marca os 90 minutos em cima, quando não tem a bola (o que é uma pequena parte do jogo).

A chance do Santos é a inspiração, é depender do talento e do brilho de Neymar, Ganso, Elano e Borges. Esse quarteto precisa funcionar no Japão. Meu placar é: Santos 1 x 0 Barcelona. Borges, fazendo o pivô em cima do Puyol.

Abraços.
Caio di Pacce.

São Paulo x Inter: Vale vaga no Mundial

Ontem, em Santiago no Chile a Universidade Católica, La U, perdeu para o time mexicano Chivas Guadalajara por 2×0 em um jogo muito disputado e deveras emocionante.

Com a classificação do Chivas, clube que em seu estatuto só permite a escalação de jogadores mexicanos, o jogo de quinta-feira entre São Paulo x Internacional vale mais do que uma vaga na final da Libertadores, vale uma vaga no Mundial Interclubes.

A participação dos clubes mexicanos sempre foram questionadas, já que a vaga dos clubes da América Central e do Norte vem da CONCAFAF, não da COMENBOL. Em 2001, os jogos entre Palmeiras e Boca Juniors ganharam tons de final de campeonato, uma vez que a Cruz Azul classificara para a finalíssima.

Bem, concordando ou não com a participação mexicana, o time do Chivas mereceu chegar aonde chegou e o São Paulo mesmo aos trancos e barrancos pode chegar ao mundial. E o colorado Celso Roth, treinador do Palmeiras em 2001, pode dessa vez aproveitar da brecha que escapou de suas mãos no clube palestrino.

Abraços.
Caio di Pacce.

Até que enfim deu Barcelona.

Nesse fim de semana ocorreu a final do Mundial Interclubes da FIFA, dessa vez nos Emirados Árabes Unidos, entre Estudiantes de La Plata x Barcelona.

O time catalão chegara pela terceira vez em uma final de Mundial com um duplo vice-campeonato: Em 92 perdeu para o São Paulo e em 2006 perdeu para o Internacional. Já o Estudiantes chegara nos Emirados pela quarta vez, com 2 vices e um título, o de 1968.

O jogo foi truncado, e disputado igualmente, uma vez que o time argentino jogou melhor o primeiro tempo, tanto que abriu o placar com o matador Bocelli, aos 37 minutos, e o Barcelona não chutou nenhuma bola no gol do goleiro Albil.

Com o placar favorável, e um time mais cansado, o segundo tempo do Estudiantes foi de tentar se defender, e estava conseguindo fazê-lo, até os 43 minutos, quando o jovem Pedro, que entrara no lugar de Keita, empatou o jogo de cabeça, levando o jogo para a prorrogação.

A prorrogação foi mais 30 minutos de pressão catalã, já que o time argentino não time mais pernas para acompanhar a velocidade dos atacantes europeus. E aos 8 do segundo tempo, por ironia, o argentino Messi desempatou o jogo, tirando a Taça FIFA da Argentina e levando para a Espanha.

Agora há um empate de 24 campeonatos mundiais entre Europa e América do Sul. O time argentino vendeu caro a derrota, mas o Barcelona buscou o título durante os 120 minutos.

Parabéns ao Barcelona, pelo único título que ainda não tinha. E força para o Estudiantes que foi aguerrido e brigador, doou a vida em campo.

Abraços.
Caio di Pacce.