O Mundo é alvi-negro.

Capitão do Corinthians Alessandro comemora com jogadores da equipe após time vencer Mundial de Clubes no Japão

O jogo ficou 1×0, o placar mínimo, em 90 minutos, assim o Corinthians ganhou o Mundial Interclubes. Bateu os azuis do Chelsea, com muita garra, vontade, enfrentando de igual-a-igual o atual campeão da UEFA Champions League.

Tite entrou com Jorge Henrique no lugar de Douglas, para fechar o meio campo e acompanhar a subida de Ashley Cole, todos esperavam um time fechado, aguardando o ataque dos ingleses e preparando o contra-ataque, mas não foi assim, o Corinthians ficou com a bola, rodou, não jogou como time pequeno, enfrentou o Chelsea e fez os ingleses rodarem.

É bem verdade que os azuis chegaram com mais perigo. Cássio foi o nome do jogo, fez pelo menos 3 defesas impressionantes, que salvaram o time do Pq. São Jorge.

E o gol veio com o peruano Paolo Guerrero, que pegou o rebote do chute de Danilo, na única investida ofensiva de Paulinho. O time do Chelsea bem que tentou, mas não conseguiu igualar o marcador. Quero só frisar que Fernando Torres é um atacante fraco, demonstrou mais uma vez hoje, que seu futebol acabou em 2008, quando fez o gol da Copa da UEFA. Posso nomear 5 atacantes do BR11 mais fortes que esse espanhol marrento. E isso não tira o brilho do título corintiano, só quero fazer justiça, se esse atacante fosse brasileiro não teria 1/3 da fama que tem.

Enfim, parabéns Corinthians, comemore, pois o mundo é alvi-negro.

Abraços.
Caio Di Pacce.

Anúncios

Quais são as chances do Santos?

O Jogo do Ano.

O Santos FC jogou quarta-feira como há tempos não jogava. Neymar, descansado, foi um monstro em campo, e mostrou o que é capaz no golaço que ele fez, deixando a zaga inteira do Botafogo desconcertada, assim como todos que viram a partida.

Ver o time começando a engrenar, com dois meses antes do mundial interclubes é um bom sinal para a torcida santista, isso que Ganso ainda não voltou e Elano e ainda não demonstrou o futebol do primeiro semestre. Mas mesmo vendo o time jogar bem, me indago: Quais são as chances do Santos no mundial?

O Barcelona é unanimidade no futebol, é o melhor time do mundo desparado. A cada jogo do time “blau-grana” mais me pergunto se o Santos pode vencer esse esquadrão catalão, que tem o Messi cada vez mais inspirado.

Mas nada é impossível, o Estudiantes em 2009 mostrou isso. Os “pincha-ratos” abriram o placar e seguraram o time catalão até os 41 minutos do segundo tempo, quando Pedro igualou o marcador. Messi virou o jogo aos 8 do segundo tempo da prorrogação, quando o time envelhecido da Argentina já não tinha mais perna.

Aquele Estudiantes tinha uma postura defensiva melhor que a do Santos, mas não tinha nada de brilho, nada de inesperado, era um bom time, disciplinado, só isso. E o time da baixada tem Neymar e Ganso.

Muricy precisa descobrir uma maneira do seu time manter a posse de bola. Precisa treinar o Santos a sair jogando de trás, a jogar sob pressão. O Barcelona marca os 90 minutos em cima, quando não tem a bola (o que é uma pequena parte do jogo).

A chance do Santos é a inspiração, é depender do talento e do brilho de Neymar, Ganso, Elano e Borges. Esse quarteto precisa funcionar no Japão. Meu placar é: Santos 1 x 0 Barcelona. Borges, fazendo o pivô em cima do Puyol.

Abraços.
Caio di Pacce.

O futuro chegou

Desde a época em que Roger Milla fez com que o mundo voltasse os olhos para o futebol africano, esperava-se algo desse tipo. Em 2006, Gana chegou as oitavas de final contra o Brasil na Copa da Alemanha. Parecia que a hora de algum time do continente negro chamasse de fato a atenção.

 

O Congo firma a África no futebol mundial. Azar gaúcho.

Não que o Mazembe tenha dividido as águas ao vencer o Inter de Porto Alegre. No entanto, o escopo agora mudou: os times africanos serão respeitados. Ainda não temidos, mas respeitados. E isso já é um grande passo.

O futebol do Congo não é tão conhecido como o marfinês, nem o camaronês. Mas demonstrou ser composto por jogadores que chegaram a um patamar de obediência tática razoável. A técnica ainda precisa ser apurada, mas para empurrar a bola pra rede, ela nem sempre é necessária.

O que sobrou para o time africano foi vontade. O que aparentemente o Inter deixou aqui no Brasil. Acostumado com a pegada portenha do futebol latino, uma espécie de empáfia apática tomou conta do Colorado. Uma pena. O gigante da Beira Rio foi punido por um gol em cada tempo.

Celso Roth volta para casa sem nada nas mãos. A imprensa gaúcha fez um frenesi tremendo e investiu muita grana nesse evento. Nem sempre, nem sempre, excesso de apoio gera bons resultados. Outra lição que fica.

Cabe agora ao Mazembe, surpreender mais uma vez. No entanto, mesmo que perca para a animada, embora desacreditada Internazionale, o marco histórico já está lançado. E a Fifa agradece. O Mazembe engrenou esse novo formato do Mundial de Clubes.