Quando o coração continua falando alto

Rivaldo está de volta ao plantel do Mogi-Mirim. O monstro vai defender o clube no Paulistão do ano que vem, que com certeza vai se tornar definitivamente o campeonato estadual mais importante do país.

Que as defesas paulistas vão se acostumando...

Rivaldo está com 38 anos e há dois preside o clube do interior. Mesmo vindo do Santa Cruz, o melhor jogador da Copa de 2002 fez um desfile fulminante de categoria e visão de jogo no Campeonato Paulista de 1992. Seus companheiros de Sapão eram Válber, Admílson e Leto. Junto com Rivaldo, formavam o Carrossel Caipira.

Se eu não me engao, com a exceção de Admílson todos vieram parar nos clubes da capital. Seu auge foi no Palmeiras de 1996, aquele do ataque de 100 gols. Esteve no Cruzeiro em 2003, sob a batuta do já não tão mais genial Vanderlei Luxemburgo.

Rivaldo é um caso típico de gratidão. Mesmo devendo alguma coisa ao Santa Cruz, o Homem por trás do jogador reconhece que foi no interior paulista que teve sua oportunidade. E assim como Keirrison não fez, mostrou ao que veio. E ganhou o mundo.

Bem vindo de volta Rivaldo, o interior te abraça!

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Sobre nomes

Eu e meu bom amigo Douglas comentávamos sobre as grandes figuras do nosso futebol. Não figuras que marcaram pela qualidade ou por grandes feitos, mas sim aquelas que dão cor ao folclore do esporte.

Comentávamos sobre os nomes dos jogadores. Chegamos a conclusão que hoje, no futebol brasileiro, todo jogador quer ter nome de doutor. O Douglas lembrou da história do Dentinho.

O técnico (interino?) insistia que ele se denominasse Bruno Bonfim. Bruno Bonfim? Nome de advogado, criado a leite-com-pêra que aprendeu a jogar bola com a mãe e empinava pipa no ventilador.

Para a sorte e o sabor do futebol, o Bruno Bonfim resolveu afirmar seu apelido e hoje todos sabemos quem é o Dentinho.

Se alguém olhar a escalação dos times do interior, poderá constatar essa negação do apelido. No Paulistão, como exemplo, temos: Henrique Mattos (Botafogo-SP), Ricardo Goulart (Santo André), Bruno Conde (Mirassol) e Danilo Avelar (Rio Claro). Parecem nomes de candidato a Deputado Estadual.

Contudo, ainda há salvação. No mesmo Campeonato Paulista temos: Cascata (Sertãozinho), Neneca (Oeste), Zulu (Mogi Mirim) e Bilica, Luciano Sorriso e Rafael Chorão (Monte Azul).

O futebol brasileiro é criativo. Essa criatividade vai além da genialidade de nossos ídolos. É um efeito que extrapola as quatro linhas.

Por isso, espero voltar a ver mais Paulinhos McLarens do que Thiagos Gentis. 

Valeu Douglas!