Só 45 minutos

As oitavas de final para o Brasil acabaram ainda no primeiro tempo. O time chileno, apesar de esforçado, é muito ruim. Os atacantes até tem certa qualidade, mas quiseram resolver sozinhos a parada. Sozinhos e de longe, um sacrilégio a boa fase que vive o quíper Júlio César.

Valdívia entrou bem e deu mais criatividade ao time de Bielsa. No entanto, a tranquilidade do placar fez com que o Brasil jogasse mais relaxado. Tanto que, apresentando um futebol muito mediano, Robinho conseguiu fazer um belo gol e fechar o caixão chileno.

A ausência de Felipe Melo não foi sentida e pelo contrário, o Brasil foi mais ofensivo. A estória da contusão do volante parece ser um disfarce para o desgaste do jogador com a equipe e a torcida. Nesse sentido, Dunga aproveitou a folga do placar para dar cancha para Gilberto, Nilmar e Kléberson.

O destaque positivo do Brasil fica para Maicon e Lúcio. Mais uma vez, a zaga campeã da Europa mostrou seu valor e são o grande trunfo de Dunga no Mundial da África.

Foi um confronto fácil. Assim como foram as oitavas em 2002 e 2006. Agora o time brasileiro tem uma disputa real. O time da Holanda vem de vitórias consistentes e uma classificação tranquila contra a Eslováquia. Mas, sempre que encontramos a Holanda, eles que voltam pra casa.

A final dessa Copa está com cheiro de ser histórica. Se a Argentina continuar fazendo seu papel, teremos o maior  jogo de todos os tempos em 11 de Julho.

Foto: Associated Press

Chato e perigoso



Não gosto do futebol da seleção brasileira há muito tempo. Mesmo assim, não sou daqueles de torcer contra. No entanto, se você não é o Galvão Bueno, você também não deve ter ficado satisfeito com a apresentação que a canarinho fez frente aos patrícios no dia de hoje.

Na partida pudemos mais uma vez constatar a fragilidade do carrancudo time de Dunga: a ausência de criatividade. No primeiro confronto contra uma equipe que sabe razoavelmente trabalhar a bola, o que se viu foi uma seleção viciada em fazer jogadas por um lado só do campo. Nesse sentido, Maicon foi muito exigido e respondeu a altura.

Mas, ele não pode fazer tudo sozinho. Nem ele, nem o Lúcio, que foi o melhor em campo disparado. Muito superior ao engomadinho Cristiano Ronaldo. Ou só Ronaldo, como ele prefere ser chamado. O zagueiro brasileiro lavou, passou e cozinhou para o time; mostrando competência e muita lealdade.

Felipe Melo continua desfilando sua ruindade pelas gramas internacionais. O pior jogador do campeonato italiano ainda quase prejudicou a equipe, com seu estilo pit-bull de Deus e suas rixinhas com o Pepe. Dunga foi sábio em sacá-lo logo no primeiro tempo.

O destaque positivo depois de Lúcio fica para Nilmar, que joga muito mais bola que o Robinho. Sem estrelismo e jogando para o time, o ex-Inter de Porto Alegre criou boas oportunidades para o insosso ataque brasileiro. Merece a titularidade.

Antes de começar o jogo, já sabia que seria uma partida modorrenta. Isso por que o empate servia para a classificação da colônia e da metrópole. Agora na segunda fase, certamente teremos, finalmente, emoções nos jogos do Brasil. Mesmo que com essa bolinha que o time apresentou, sejam emoções negativas.

Foto: Getty Images

Final da Champions

Amanhã o mundo conhecerá o campeão dos campeões da Europa. No Santiago Bernabéu, a Inter de Milão medirá forças com o Bayern de Munique.

Será o último grande jogo antes da Copa do Mundo, de times que estão repletos de jogadores convocados. Entre os principais craques, do lado italiano estão Júlio César, Maicon e Lúcio (Brasil), Sneijder (Holanda), Milito (Argentina) e Samuel Eto´o (Camarões). Já o time alemão, tem Robben e Van Bommel (Holanda), Ribery (França) e Klose (Alemanha).

A Inter de Milão não disputa uma final da Champions League desde a temporada 1971/1972. Naquela ocasião, perdeu para o Ajax por 2 a 0. A equipe que trucidou os italianos era o estandarte do futebol total e formava o embrião da seleção holandesa que disputou a Copa de 74 e encantou a todos.

O Bayern tem uma história mais recente. Em 2001, venceu o surpreendente Valencia nos penâltis faturando o caneco. Naquele ano, o goleiro Kahn vivia grande fase e foi decisivo para o título alemão. Um ensaio para a Copa do Japão-Coréia do ano seguinte.

Pelo estilo de jogo das duas equipes, para esse sábado o torcedor pode esperar um jogo de forte marcação dos dois lados e em altíssima velocidade. Todo cuidado para cada lado será pouco, afinal a vaidade de José Mourinho, técnico da Inter, e Louis Van Gaal, treinador do Bayern, não aceita derrotas.

Façam suas apostas!

Por Tércio e Flaco