C. R. Flamengo: A casa da mãe Patrícia

Trio Ternura

Ontem a gávea foi palco de uma tarde turbulenta no Clube de Regatas Flamengo. No dia seguinte da classificação para a fase de grupos da Taça Libertadores, Luxemburgo deu um treino pela manhã, foi à sala da presidência, e rescindiu seu contrato com o clube.

Mais tarde, a Presidente Patrícia eu uma coletiva, comunicando a imprensa do ocorrido, e além disso, demitindo praticamente toda a cúpula do departamento de técnico de futebol do clube. “Sai o técnico, Isaías, e talvez o (Antônio) Mello e o Júnior (Lopes), mas ainda não conversei com eles. A tendência é essa. Quem dirige o time amanhã (sexta-feira, contra o Olaria) é o Jaime (de Almeida).” 

A multa rescisória do ex-treinador do Flamengo chega a cifra de R$ 4 Milhões. “A questão da multa (rescisória do contrato de Vanderlei Luxemburgo) será decidida a partir de amanhã (sexta-feira) com os advogados. Existe a multa, é alta, seria bom se pudéssemos investir em pagamento de dívidas, investir no elenco. Mas está no contrato. Cumpra-se”. Ou seja, mais dívida para o Flamengo enrolar.

Durante a coletiva de imprensa, o site oficial do Bahia anuncia a saída de Joel Santana do tricolor.

Um dos principais motivos, da saída do treinador foi o seu mal relacionamento com Ronaldinho. Era sabido que a relação entre os dois estava gasta, a própria presidente assumiu que o time já não jogava com alegria e o clima era muito tenso.

Após Patricia Amorim terminar de comunicar os ocorridos, o diretor de futebol do Flamengo, Luiz Augusto Veloso, colocou o cargo à disposição.

Em meio a toda essa bagunça, Papai Joel pode estar retornando ao clube que ele se identifica muito. Será possivelmente um dos maiores desafios do treinador, dar uma order na casa da mãe Patrícia, que nem ela consegue ajustar.

Abraços.
Caio Di Pacce.

O Fim de Luxemburgo

Ontem o Atlético-MG foi goleado pelo FLuminense no Rio de Janeiro por 5×1. As pressões sobre os ombros da cartolagem atleticana foram tanta que eles não tiveram outra opção: Demitir o treinador (W)Vandelei(y) Luxemburgo.

Luxemburgo foi o rei dos anos 90, primeiramente com o Bragantino, campeão paulista de 1990, depois com a era Parmalat do Palmeiras de 93/94, faturou dois paulistas, dois brasileiros e dois Rio-SPs. Ainda foi o responsável por montar o time do Corinthians de 98/99/2000, de Marcelinho, Ricardinho, Rincon. Time esse que levou dois brasileiros.

Sua especialidade era sua visão de jogo, sabia mudar o time, quem colocar, e em qual momento colocar. Era muito famoso por motivar bem seus jogadores antes das partidas. Ele também sabia deslocar jogadores de posição, como fez com Rincon, Edilson. Ele era inovador.

Seu ápice foi com o Cruzeiro de 2003, timaço que ele montou, centralizado no craque Alex. E o Real Madrid, em 2004, segundo grande fracasso de sua carreira, vide sua participação na seleção brasileira.

Depois disso, o treinador viveu de sua grife. Largou a mão de ser treinador e começou a ser manager. E parou no tempo. Nos últimos anos não tinha mais a qualidade de enxergar boas contratações, vide Fabinho Capixaba, deslocar jogadores de posição, vide Martinez e sua escalação como “volante-help”.

Sua participação no Atlético-MG foi a tampa do caixão.

Abraços.
Caio di Pacce.

Adeus, Luxemburgo.

Luxa, quando ainda era técnico

A ambição do homem não pode com as forças da natureza. Ela opera em ciclos e se renova a cada dia. No caso do futebol, a cada campeonato.

O que vemos no Atlético Mineiro hoje é um profissional que reluta em se aposentar. Não é mais um profissional propriamente, mas um personagem que foi se caricaturizando ao longo do tempo. Caricatura envernizada com lama, com estórias mal explicadas, acusações, comissões de inquérito e, por que não, muito folclore.

O desempenho do Galo mineiro no Brasileirão é o canto do cisne do personagem que comanda o time: Vanderlei Luxemburgo. Seus ternos e suas bravatas não vão mais esconder o que ele sempre semeou entre seus dirigidos: discórdia, vaidade e climão.

A grandeza de suas vitórias entraram em cheque há muito tempo, quando o negociador deu lugar ao treinador. E onde não existe foco, não existe resultado. E o Luxa, tão metido a assuntos comomontar-uma-equipe-vencedora, se esqueceu disso. A cabeça do ex-lateral flamenguista está em outros cofres, ou melhor, outros lugares.

Não, nunca. Não sou frouxo. Não nasci para perder. Entregar-me aqui, agora, é sair como derrotado. Não vou deixar este momento ganhar da minha qualidade profissional.

Meu caro Luxa, não é esse momento que está ganhando da sua qualidade profissional. Mas tudo que você fez fora de sua profissão até esse momento.

Chegou a hora de pendurar o terno.

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Kenrrison?


Estão ventilando que o Keirrison pode voltar para o Brasil. Os ingênuos clubes que estariam disputando a contratação do atacante seriam Santos e Corinthians. Justamente times que estão bem servidos de potência ofensiva.

Confesso que tive esperança quando o garoto mato-grossense apareceu no Palestra. Nas primeiras partidas e pelo que tinha acompanhado dele no Coritiba, gostei da sua postura humilde e serena. No entanto, a Traffic e a grandeza alvi-verde o transformaram em um Thiago Neves.

No começo de 2009, o Luxa armou aquela máquina. O time voava em campo. O Diego Souza tinha tirado os chinelos e o Willians prometia. Até o garoto-ferrugem Souza apresentou grande futebol.

Mas aí, tudo ficou moderno.

A Libertadores era obsessão. Do Palmeiras, não do Keirrison. O jogador foi sendo iludido por uma somatória invejável de modernidade: bom desempenho, time grande, empresários, garotas no encalço, televisão, empresários, Luxemburgo. Foi tanta misturada que ele esqueceu de jogar futebol.

Por fim, todos conhecemos o que houve. O Obina foi chamado as pressas, mas não salvou a classificação palestrina. Keirrison foi pivô da separação definitiva Palmeiras-Luxemburgo. Logo, foi negociado. Foi para a Europa. Foi ser feliz.

Feliz? Passou um bom tempo sendo empurrado da Espanha para Portugal, de Portugal para a Itália. Surgiram boatos que jogaria pelo Barça. Da mesma maneira, desapareceram os boatos. Seu futebol foi sendo esquecido. Esquecido. Esquecido…

Até que a Fiorentina lembrou dele.  Foi recebido como a estrela nascente. Marcou alguns gols, mas em menos de 3 meses, já está sendo dispensado. Nas suas declarações, continua com a empáfia adquirida nos tempos de Palestra: Nem fico preocupado, estou de férias. Meu pensamento, por enquanto, é de retornar para a Europa.

Pois é. O futebol dele está de férias também. Desde que saiu do Coritiba.

Foto: Cabeçalho do atualizadissímo site do K11 (ou K9?): http://www.goldok9.com.br

Copa do Brasil

Hoje começa o torneio mais legal da CBF: a Copa do Brasil.

É um torneio razoavelmente democrático, onde todos os estados do país estão representados. Fato esse que gera muito folclore e muitas curiosidades.

O primeiro campeão do torneio foi o Grêmio, ao derrotar o Sport em 1989. Desde então, o formato da competição veio se transformando. Devido ao hiato entre os grandes e pequenos clubes, a federação adotou a ida e volta restrita. Evitando assim, mais goleadas históricas (como a do Galo sobre o Caiaçari do Piaui em 1991, 11 x 1) e viagens desnecessárias, para os já paupérrimos clubes pequenos.

Os favoritos desse ano são Palmeiras, Vasco, Santos e Atlético-MG.

O primeiro precisa desse título para apagar a desastrosa campanha de 2009.

O segundo, para selar de forma triunfante seu retorno a elite do futebol nacional.

O terceiro quer acabar com a fila sem títulos significantes.

Por fim, o quarto tem um técnico que busca retornar aos holofotes como um dos grandes do ofício.

No entanto, a Copa do Brasil é legal por causa das surpresas. Em 2004 e 2005, o país assistiu respectivamente, ao Maracanazzo do Santo André  e a glória do Paulista de Jundiaí.

Sem contar que em 1991, um tipo que atendia pelo nome de Felipão, deu ao tigre de Santa Catarina seu título máximo.

Luxa no Galo. A grife ainda conta.

Luxemburgo foi para o Atlético-MG, isso foi anunciado faz um tempo, mas escolhi esse assunto para meu primeiro post de volta a terra brasilis. É incrível como os cartolas ainda acreditam em grife no futebol. Em momentos de crise os times confiam na grife para espantar as críticas. Foi assim com o Santos e com o Galo agora.

O “Professô” foi chamado em BH, depois do fracasso de Celso Roth em conseguir uma vaga na Libertadores, e pior, viu o rival Cruzeiro com essa vaga. O ano não poderia terminar pior para o alvi-negro mineiro. Luxemburgo passou do ápice de sua carreira, hoje tem mais sucesso com atividades extra-campos do que com suas habilidades como comandante técnico.

O time do Atlético não é de todo ruim, tem jogadores bons como Ricardinho, Correa, e o atacante Diego Tardelli, que me calou com seu ótimo rendimento em 2009. Reforços virão, como sempre vieram em tempos de Luxemburgo, mas vejo sua contratação mais como uma emergência, do que como um projeto inovador que levará o Galo à títulos.

Hoje em dia, se tiver em uma emergência, chame o Luxemburgo para calar a crítica por um tempo, todo o discurso de projeto aparecerá e se tiver sorte,  ganhará um título regional.

Abraços.
Caio di Pacce.

PS: É bom estar de volta.

Internacional: Um presente pra Luxemburgo

luxisburgerO time de Porto Alegre demitiu Tite no fim de setembro, e contratou Mário Sérgio como um “tapa-buraco” até o fim do ano. E muitos estão dizendo que o atual treinador do Santos, Luxemburgo, já assinou o contrato com o Internacional para o ano que vem.

Mas que presentaço para o Luxemburgo! O treinador mais caro do Brasil chegou no Santos com papo de projeto, arrranjou encrenca, dispensou alguns jogadores, não conseguiu colocar o Santos numa posição boa na tabela, também não conseguiu vencer nenhum clássico. O que ele ganha? A change de dirigir um dos melhores elencos do país!

O desempenho do treinador já foi melhor, mas a sua conta bancária está subindo cada vez mais. O treinador tem instituto, Blog na internet, twitter, dá palestra, ganha participação de jogadores pelos clubes que passa, etc. Isso, claramente, está atrapalhando seu desempenho dentro das 4 linhas. E os times ainda acreditam na sua capacidade.

Apesar que na última vez que saiu do eixo “Rio-SP” ele foi muito bem, no Cruzeiro de 2003. Bem, veremos como será seu desempenho no Beira-Rio.

Abraços.
Caio di Pacce.