Kléber, o capitão.


Até minutos antes da partida, ninguém saberia se o Kléber jogaria contra o Flamengo, se teria um fim a novela que envolvia o jogador, a diretoria do Palmeiras e o rubro-negro. Extremamente oportunista, Patrícia Amorim, no dia do jogo, levou uma nova proposta para o jogador, mas o camisa 30 veio a campo, completou a 7a partida e vai ficar no alvi-verde.

Essa novela, que começou após a goleada contra o Avaí, no jogo em que Marcos mostrou ser diferente dos demais, teve vários capítulos, o jogador e seu agente erraram, a diretoria errou também. Todo e qualquer assunto interno do Palmeiras vira uma novela e um drama.

O que realmente aconteceu, eu não sei, mas o que eu vi ontem, no Estádio do Pacaembú, mostrou mais uma vez que o Kléber é muito capitão. Ele não fez gol, já que o jogo ficou 0x0, não fez uma partida brilhante, mas o camisa 30 mostrou toda garra e vontade que o fizeram ser chamado de gladiador.

Batalhou, lutou, driblou, chutou, deu passe, brigou com os companheiros, reclamou com o juíz, deu carrinho por trás que salvou um contra-ataque perigoso, roubou bola no chão e foi protagonista no principal lance do segundo tempo:

O time do Flamengo, já estava sonhando com o empate. Toda entrada do Palmeiras era aquela cera, Ronaldinho só sabia reclamar (pois jogar futebol ele não fez, Cicinho e depois Márcio Araújo o pararam com facilidade), cheio de marra. Em um lance desses, na frente da área do Flamengo, o juíz declarou bola ao ar. Eis que Kléber saiu jogando rápido e quase abriu o placar.

Pronto, confusão no gramado. A torcida saiu do corpo, o jogador mostrou a raça que todos estão acostumados ver. O Kléber voltou. E ele mostrou que merece vestir a faixa de capitão.

Abraços.
Caio di Pacce.

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Boleiros

Escreve Tércio Silveira.

Ronaldo e Roberto Carlos no Corinthians; Adriano, Vagner Love e Pet no Flamengo; Diego Souza e Marcos no Palmeiras; Robinho, Neymar e Giovani no Santos; Dodo e Carlos Alberto no Vasco; Kléber no Cruzeiro; Rogério Ceni e Washington no São Paulo; e, por fim, Joel Santana como técnico do Botafogo.

Quando na história recente do futebol brasileiro grandes clubes reuniram tantos boleiros “de raiz” ? Todas as características que formaram a identidade do esporte bretão no país estão aí representadas: o craque decisivo, o veterano dono do time, o xodó da torcida, o artilheiro que só faz gol bonito, o moleque travesso, o tido como mascarado, o guerreiro e muitos jogadores-problema.

Pois é amigo, a temporada 2010 promete ser das melhores nos campos daqui. Bons duelos e jogadas de efeito não vão faltar. Com eles, espero que as provocações sadias voltem ao cotidiano do futebol. Apostas em quem vai fazer gol em quem, falar que o time Y é freguês do time X… e por aí vai.

Enquanto os defensores do futebol moderno pedem “Profissionalismo!”, prefiro clamar por Fanfarra!

Se os times vão funcionar com eles em campo, é outra história. Prefiro torcer e acreditar que sim, pelo bem do futebol.

Escreveu Tércio Silveira.

Foto: globoesporte.com

“Se me chamarem eu vou de novo”

klébermancha– “Se me chamarem eu vou de novo.” Foi o que disse o atacante do Cruzeiro Kléber sobre sua ida a festa da facção Mancha-Alviverde nesse fim de semana.

O jogador ainda jogou futebol com os torcedores do Palmeiras, mesmo estando com uma pubalgia, e sendo dúvida pro jogo de quarta-feira contra o próprio Palmeiras. O time de Kléber ganhou por 8×1, mas o gladiador não marcou nenhum gol.

O jogador se defende as críticas que dizem que ele está se oferecendo ao Palmeiras:

-“Se alguém se sentiu incomodado com a minha ida ao Palmeiras, me desculpe. Não gostei quando o torcedor veio aqui dizer que eu tinha falado que queria defender o Palmeiras. Eles me ofenderam, ouvi muito e eu não gostei. Se tiver que ir à festa da torcida organizada do Cruzeiro, vou sem problemas. O mesmo sentimento que tenho pelo Palmeiras, tenho pelo Cruzeiro. Caso eu saia do Brasil, já disse que voltaria ou para o Palmeiras ou para o Cruzeiro – finalizou.”

O fato do jogador ter ido a festa em sua folga não acho nada incomum, o problema é ele ter jogado futebol, mesmo estando sob observações e como dúvida para o jogo, isso sim foi irresponsabilidade e falta de comprometimento com seu clube, o Cruzeiro.

Abraços.
Caio Di Pacce.