Novo Manto Grená

Novo Manto Grená

Hoje o nosso querido Clube Atlético Juventus lançou o novo manto grená para a temporada de 2013. A Umbro será a fornecedora de materiais esportivos do clube mooquense.

Um belo avanço se compararmos as últimas fornecedoras de camisas do time. A qualidade de material é bem superior, a Joma até que fez alguns modelos interessantes, mas acho esse uniforme um dos mais lindos dessa desde os antigos feitos pela Adidas.

Espero que esse novo manto traga sorte e boas energias para o clube, e que consigamos o tão sonhado acesso para a Série A1 do Paulista!

Na Mooca ou na Barra Funda é Juve ou Nada!
Abraços.
Caio di Pacce

O Acesso e a caravana à Osasco.

Poderia estar falando das goleadas de Santos e Fluminense, e de como Neymar joga demais, mas não ontem o domingo foi grená. Juventus subiu! Voltou para a A2, deu um passo pra frente, saiu do fundo do poço, do pior momento de sua história, e foi com sufoco, como tinha que ser.

Pela manhã de domingo, 4 ônibus saíram da Rua Javari para ver o Moleque Travesso, que precisava pelo menos empatar, ou torcer para o desacreditado e eliminado Marília empatar com o Guaçuano em Mogi-Guaçu para garantir o acesso.

A festa foi linda, a torcida não parou de cantar, e o time começou bem, jogando recuado, esperando o contra-ataque, que veio logo no primeiro tempo, Thiaguinho recebeu bom passe de Elvis e sofreu pênalti, explosão mooquense quando o Lateral Tony, o artilheiro do time, abriu o placar. Tudo parecia dar certo para o Juve.

Mas o time do Osasco cresceu, e fez valer o peso de jogar em casa. Pressionou em cima, e empatou aos 44 minutos da primeira etapa. Enquanto isso o Guaçuano vencia em casa o MAC, e para piorar o segundo tempo veio, e as coisas não melhoraram pro Juventus, logo o Osasco virou. O desespero era visível entre os torcedores, que cantavam apreensivos.

Heis que o Marília empata o jogo, mas o Osasco faz o terceiro. O jogo do Juve não mais importava, os corações juventinos estavam em Mogi, torcendo para o alvi-celestre, e a explosão foi imensa quando o MAC virou o jogo, o Guaçuano ainda empatou, mas não tiha mais tempo. O Juve subiu!!

E mereceu esse acesso, o time, a diretoria, o treinador e a torcida se uniram nessa temporada e jogaram junto para trazer o Moleque de volta. Parabéns Juve!

Na Mooca ou na Barra Funda, é Juve ou Nada!

Abraços.
Caio di Pacce.

O JUVENTINO DE VERDADE

POR GIOVANNI PORPETTA – pai de todos juventinos

Ser um juventino de verdade é ser um moleque, um louco, um sonhador, um lutador e um herói. Você rema contra a maré, grita no silêncio e alenta no fracasso. Não é fácil. na verdade é infernal. Mas vale cada minuto vivido.

Você carrega o mesmo sentimento que há mais de oito décadas, motivava aqueles pobres imigrantes operários que fugiam da Primeira Grande Guerra e logo iniciavam a Primeira Greve Organizada do país em 1917, e eram bombardeados na Revolução de 32. Eles que, sufocados pelo algodão do Cotonifício e pelos irrisórios salários, acalentavam suas almas na malha grená daquele time de bairro. Nenhum deles apoiava os badalados times da época. Haviam aprendido nas mãos imperialistas dos grandes homens fardados e necessitavam sentir o gosto da plebe. O seu sofrimento era proporcional à sua devoção pelo Juventus, que logo venceu a Segunda Divisão em 1929. Dois anos mais tarde, o time assombrou a cidade ao derrotar pale primeira vez aquele que seria nosso grande fregues, iniciando a serie de travessuras que perduram até hoje. Como em 2006, quando carimbamos uma certa faixa internacional de um time que só é grande pela herança corrupta de um governador elitista. Nesse período de 83 anos o Juventus acumulou glórias (como o Brasileiro de 1983) e viu senhores de brio envergarem seu manto sagrado (tais como Mão de Onça, Clóvis, Buzetto e Brida). Mas a dor, remanescente dos tempos do Conde, continuava a sangrar a Rua Javari. O Juventus é desrespeitado, ignorado, usado como fantoche por alguns fracos de espírito que querem roubar seu valor e diminuir sua importância. – até mesmo homenageiam aqueles que lhe feriram. Chegamos nos idos 2000 e avistamos um cenário sombrio e perigoso: após décadas na primeira divisão, estamos condenados a jogar contra times de categoria inferior. O estúpido futebol moderno tenta nos impedir cada vez mais de manter nossa história viva, com regras e ditadura monetária; na mídia, piada ou caridade-não sei qual é pior.

O próprio clube não se dá valor, aceitando um papel de coadjuvante, que nunca lhe pertenceu. Tudo parece conspirar contra e aponta para um fim melancólico. Mas ainda existem aqueles operários que levantam o punho e resistem, não desistem e acreditam no legado e dessas fontes se alimentam. Essa nova geração de juventinos demonstra devoção infinita e exige respeito. Os senhores jornalistas devem saber que somos muito mais do que um passeio turístico, e um eventual turista deve deixar para trás qualquer sinal de nossos adversários ao cruzar o portão principal do estádio. Ser decente conosco, com a Mooca e consigo mesmo.

De frente a todo este turbilhão de problemas, o que leva uma pessoa a abandonar o obvio cômodo e abraçar a alucinante odisseia do improvável? Talvez o retorno romântico aos tempos das peladas; o grito do ídolo bem a sua frente; ou fazer parte de uma torcida que dá exemplo de amor genuíno. Não há explicação. O Juventino quer taças, mas não vive por elas. Para nós, o importante é apenas ver o time jogar, suar e sangra. A verdade é que estacionamos em outro patamar, sabemos que somos diferentes e que somente lá dentro, vivenciando experiências impagáveis, você pode entender essa loucura. Nunca pergunte para um juventino “por que?”, mas “por que não?”. Não há camisa mais linda, grito de gol mais engasgado ou um campo mais enigmático. Todo juventino de verdade se lembra da primeira vez que entrou no campo da rua Javari. A surpresa e a celebração imediata no olhar estupefato que percorre aquele quarteirão perfumado de luta, vitória, dever e honra – juro que senti um calafrio na espinha e a certeza de que pertencia àquele lugar. E mesmo contra tudo e todos, a torcida esta lá, cantando, empurrando, se decepcionando e sorrindo ao ganhar força para sobreviver.

O Juventino de verdade anda na contra-mão e tem o dever de carregar a bandeira do espirito lutador do homem indignado. Pessoas comuns amam esse time, tem orgulho de exibir essa cor que elegeram, e que sem dúvida o fizeram com paixão e sabedoria.

Classificação, goleada e festa na Mooca!

Hoje a Pascoa foi mais bonita para os juventinos, principalmente aqueles que presenciaram a festa na Rua Javari, um sonoro 4×0 e a classificação para a próxima fase da A3. O time precisava vencer e torcer para que outros times não vencessem, o time fez em campo o que era preciso e os resultados vieram. O Juve segue vivo na A3!

O jogo foi tranquilamente dominado pelo time da capital, as investidas dos bons laterais Tony e Lucas Pavone surgiram efeito, Elvis era o dono do meio campo e o ataque seguia afiado. Mesmo o bom time do Capivariano, não conseguia pressionar. Vencer o Juve com a Javari é complicado amigo.

O Moleque Travesso abriu logo 2×0 no primeiro tempo, e simplesmente cozinhou o jogo, esperou o time do interior que não conseguia pressionar, os dois times tiveram algumas boas chances, principalmente o Juve no contra-ataque. Quando o time de Capivari começava a dominar terreno, já no segundo tempo, com algumas faltas perto da área, Ferreira colocou Thiaguinho para botar velocidade e fogo no jogo.

Com a velocidade de Thiaguinho, o espaço que a zaga adversária e a precisão de Fernando, o time conseguiu marcar mais dois para explodir a festa na Javari. Um sonoro 4×0 num time que está em 4o na competição, mais do que merecida vitória.

Após o jogo a festa se desenrolou, a sempre louca e fanática torcida do Setor 2, veio marchando até as numeradas, e o que se viu foi um único canto na Javari, soando um Dale Dale Juventus, junto com os Jogadores que vieram até a grade comemorar com a torcida. Uma festa belíssima, que mostra que o Juventus é bem maior do que a A3, e que merece voltar para a elite do Futebol Paulista. Vamo que podemo Juve, a batalha ainda não está ganha, continuamos vivos e fortes para os próximos e derradeiros embates!

Segue o vídeo dos golos e da festa na Javari:

FORZA JUVE!!

Abraços.
Caio Di Pacce.

Bomba no Juve! Elvis vestirá grená em 2012.

- Sou decisivo!

Vocês podem estar se perguntando: Quem é Elvis? Se você fez essa pergunta, não torce pelo Flamengo ou não gosta do Santo André. Elvis foi um dos líderes daquele time do Ramalhão que desbancou os grandes e bateu o Flamengo no Maracanã por 2xo e levantou a Copa do Brasil em 2004. Jogador esse que guardou um dos tentos dessa peleja.

Um bom meia-atacante, um pouco mais veterano, com 33 anos, ele é o primeiro camarão que o Presidente Rodolfo Cetertick trouxe para levar o time grená de volta para a série A2 do Paulista. Todos que lembram daquela partida sabem do que Elvis é capaz.

Vestirei grená

Creio que seja um bom reforço pro Juventus. Trará boas energias ao Moleque!

Abraços.
Caio di Pacce

Indo contra a maré.

Podia falar do empate fraco do Santos na estréia do Muricy, ou da derrota do Corinthians, com uma bela homenagem em sua camisa, da goleada do SPFC, ou do clássico carioca. Mas não, hoje eu resolvi falar sobre algo diferente.

Domingo eu fui à Rua Javari. Fui ver o Juve, que precisava ganhar do Taboão da Serra e torcer para o tropeço do Flamengo de Guarulhos e do centenário Velo Clube de Rio Claro. A Mooca estava em peso no estádio.

O time do Juventus venceu por 1×0, com um gol chorado do bom atacante Celsinho. Mas o mais legal da partida foi a torcida. Os poucos malucos não pararam de cantar e tocar seus bumbos insanamente, mesmo sabendo que a vitória no campo estava sendo em vão.

Nem mesmo após o gol de Celsinho, quando alguns torcedores jogaram imagens de Santo Expedito, o milagreiro, a vaga veio para Mooca, tanto o time de Guarulhos como o de Rio Claro venceram, e se classificaram.

Torcer para o Juventus é meio que andar contra a maré, hoje em dia você vê torcedor vibrando, porque seu time acertou por mais grana com a Globo, ve torcedor falando de Departamento de Marketing e de patrocínio, de contratos de jogadores. Alguns esqueceram a origem do futebol, de onde ele veio, e como ele deveria seguir.

.. I can´t go with the flow!

Esses poucos malucos da Mooca andam para todo lado, para ver o Juve. Por simplesmente vontade de vê-lo jogar. E, cantam mais forte quando o placar é adverso, ou quando a classificação sai pelos dedos.

Parabéns à torcida juventina, que deu mais uma aula nesse domingo do que é o verdadeiro futebol. Segue o vídeo produzido por Guiza, do Blog do Juva.

Abraços.
Caio di Pacce.

As Travessuras dos Moleques da Mooca

Ontem conversei com Ricardo Bochini, aluno de Jornalismo da Faculdade Anhembi Morumbi, que junto com Carlos Augusto, Guilherme Cardoso, Gustavo Ferreira, Marcel Pedroza e Marcela Branco fizeram o documentário As Travessuras dos Moleques da Mooca, que retrata a paixão da torcida juventina.

Segundo Ricardo, tudo começou da idéia de como entender a paixão da torcida de um time de futebol que atualmente disputa apenas a Série A-3 do Campeonato Paulista e fica de fora dos principais torneios nacionais. Qual a diferença de torcer por um clube considerado pequeno? O que leva o torcedor juventino a ser tão apaixonado por sua bandeira?

O Documentário é uma série de entrevistas falando dessa relação de amor e loucura pelo Juventus. Pessoas ilustres falaram, pessoas como os jornalistas Mauro Beting e Luciano Facciolli, o ex-jogador Alex Alves, jogador querido pela torcida, o vice-presidente Paulo Coronato, Sergio Mangiullo, Presidente da Torcida Organizada Ju Jovem,  Fernando Toro, fundador do Setor 2, outro torcedor ilustre Guilherme Minchillo, o meu querido amigo Guizão, entre outros.

Na opinião de Bochini, a entrevista mais interessante foi a de Guilherme Minchillo, quando ele relata como trocou o Palmeiras para torcer pro nosso Juve.

No meio da torcida do Palmeiras, ele via o time verde golear o Juventus por 4×0, porém ao ver o time grená encostar no placar, fazer o primeiro, o segundo e o terceiro, ele queria gritar gol, pular, cantar como os outros torcedores mooquenses. Ali mesmo decidiu que era um juventino.

A entrevista mais emocionante fica para a do vice-presidente Paulo Coronato, quando ele se emociona ao relembrar as tardes na Javari com seu pai, tradição que ainda mantém-se viva em jogos do Juventus. “em um dado momento da entrevista ele chorou,(…) o olho dele fica vermelho, dá para perceber claramente que ele se emociona, tivemos que parar a entrevista por um tempo para ele recuperar o folego”, relata Bochini.

O grupo pretende veicular o documentário no programa CAMPUS da TV Cultura, porém ele estará à venda, Ricardo espera que semana que vem, na Camiseteria Di Mooca, uma loja que fica proxima ao estádio da Rua Javari, com produtos exclusivos do Juve.

Segue abaixo o trailer do filme:

Parabéns pela iniciativa!
Nós juventinos agradecemos!
Abraços
Caio di Pacce.