Diário da Copa: dia 04.

A Copa do Mundo completa seu 4o dia com alguns jogos interessantes, mas com um Japão x Camarões para se esquecer, apesar da surpresa asiática.

Holanda 2 x 0 Dinamarca

A estréia do time holandês, um dos favoritos na minha humilde opinião, foi positiva. Já foi visto um melhor futebol apresentado pela esquadra D`Oranje, do que o futebol jogado hoje pela manhã. Porém a Dinamarca tem uma boa força defensiva, e os laranjas estavam sem Robben. Destaque para o jogo de Elia e do voluntarioso Kuyt.

Japão 1 x 0 Camarões

Uma agradável surpresa o futebol asiático nessa Copa do Mundo, apesar de um jogo horroroso entre essas duas nações. Camarões está devendo aos seus antecessores, um maltrato com a bola incrível, e nem nas jogadas físicas conseguiam se detacar contra os discipliados japoneses. A briga nipônica será interessante contra a Dinamarca pela segunda vaga desse grupo.

Itália 1 x 1 Paraguai.

A Squaddra Azzurra vinha com a banca de ser a atual campeã do mundo, e o Paraguai com a raça característica, somada ao respeito do grupo com o atacante Cabañas. Porém, mais uma vez, a Itália começou a competição jogando mal, e tropeçando quando é permitido. Mesmo sem Pirlo, o time azul tem mais camisa e melhores jogadores, mas ficou no empate. A partida ficou marcada por um futebol amarrado e de muita vontade. Parecia Libertadores.

Visão Copeira:

O jogo entre Holanda x Dinamarca decepcionou um pouco, principalmente após a expectativa criada com a estréia Alemã. Com certeza a Dinamarca não é uma Austrália, mas o futebol holandês depende muito de Robben. Van Pierse, Sneidjer não mostraram o futebol que já jogaram com a camisa laranja. Já a Itália começou uma Copa do Mundo como sempre começa: jogando mal. Cabe-se ver se ela se ajustará durante a competição, ou se será mais uma decepção para o povo italiano.

Abraços.
Caio di Pacce.

Foto: LANCENET!

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Uma cobrança que mudou uma vida.

Roberto Baggio, nascido em Caldogno – Itália, no dia 18 de Fevereiro de 1967, o melhor jogador do mundo de 1993, disputou 3 copas do mundo – 1990, 1994 e 1998. Vestiu as seguintes camisas: Vicenza, Fiorentina, Juventus, Milan, Bologna, Internazionale e  Brescia.

Era preciso, driblava, passava e finalizava como poucos. Em 1990, na Itália, ainda era jovem e reserva na squaddra azzurra, mas fez um de seus mais belos tentos contra a Tchecoslováquia. Era decisivo. Para muitos italianos, era considerado o novo príncipe, o maior ídolo depois de Paolo Rossi, aquele que fizera o Brasil chorar em 1982.

E todos esses sonhos, considerações, expectativas caíam sobre os ombros dele na Copa de 1994. Era o melhor do mundo, liderava um time muito bom, quase perfeito defensivamente; com Pagliuca, Baresi, Maldini, Benarrivo, Costacurta – os melhores da posição. E cabia a ele marcar.

E ele o fez, cresceu nas partidas de mata-a-mata, fez 2 contra Nigéria nas oitavas, mais um contra a Espanha nas quartas e mais 2 na semi-final contra a incrível Bulgária de Stoichkov. O país da bota esperava que ele decidisse mais uma vez. Todos sabem o que  aconteceu. O pênalti final, o destino nos pés dele e a bola foi pra fora.

É a imagem que todos lembram de uma carreira brilhante, de um jogador que ganhou vários títulos, com belíssimos gols, incríveis partidas e um prêmio de melhor do mundo. Ele ainda jogou em 1998, cobrou um pênalti contra a campeã França e acertou.

Uma cobrança que mudou uma carreira, que mudou um destino de uma nação, e deu um título para os brasileiros. Segue a entrevista do principe italiano:

Abraços.
Caio Di Pacce.

O homem que fez o Brasil Chorar

Paolo Rossi nasceu em Santa Lucia di Prato, Itália, no dia 23 de setembro de 1956 . Jogador de Futebol. Ficou famoso com a camisa bianconera da Vecchia Signora, a Juventus de Turim.

Um excelente matador, jogador firme, goleador típico italiano. Teve um começo de carreira fulminante, porém em 1979 foi acusado de manipular o resultado de 2 a 2 da partida entre Perugia e Avellino, disputada em dezembro de 1978, quando Rossi estava no Perugia. Foi suspenso do futebol por dois anos.

Mas a Azzurra precisava de seu futebol, cumpriu seus dois anos de suspensão em abril de 1982, quando foi convocado para a Copa da Espanha, o mundial que mudou sua carreira e que mudou o futebol para sempre.

A seleção italiana fez uma pífia fase inicial de grupos, classificando-se em segundo lugar. Esse mundial tinha uma segunda fase com 4 grupos de 3 equipes cada e o destino fez com que Brasil, Argentina e a desprestigiada Itália ficassem num mesmo grupo. Foi nessa hora que Paolo Rossi cresceu.

E foi no dia 5 de julho de 1982 que o futebol mudou, o alegre Brasil, a maior expressão do futebol arte, do drible, toque de bola, do futebol ofensivo, enfrentava a Itália de Paolo Rossi. E o jogo foi como todos sabem. O carrasco canarinho fez os 3 gols da seleção italiana, que já havia comprado as passagens de volta pra casa, e derrubou a melhor seleção daquela Copa, da década de 80 e uma das melhores que mundo já viu.

Foi o maior triunfo do futebol força.

Paolo relata em seu livro, Fiz o Brasil chorar, lançado em 2002, que em uma visita a São Paulo, para disputar a segunda edição da Copa Pelé percebeu o que aquele jogo representou no país do futebol: “Em São Paulo, ao pegar um táxi, o motorista me olhava pelo retrovisor e, ao me reconhecer, parou o carro e me fez descer”.

Durante um jogo desse torneio, não jogou o segundo tempo após receber dos 35 mil espectadores não só olhares ameaçadores, como também cascas de banana, amendoins e moedas das arquibancadas quando se aproximava da linha lateral.

Brasil x Itália – 05/07/1982

Abraços.
Caio Di Pacce.

Milan e a Geopolítica

Um dos esportes mais populares do planeta, o futebol representa e pode ser analisado por diversos escopos. Seja pelo seu aspecto social de inclusão, pela facilidade de sua prática; seja pelo aspecto fisiológico de seus benefícios à saúde; pela sua essência de Esporte.

No entanto, nesse novo paradigma pós-moderno que o século XXI se insere, o futebol tem de ser analisado de uma forma global. Hoje em dia, independente dos motivos (globalização, progresso técnico, etc), o futebol é uma instituição social para muitas comunidades e nações.

A prova disso é a possível compra dos ativos do AC Milan por um investidor albanês. O clube atualmente pertence ao octopus italiano Silvio Berlusconi, uma espécie de Sarney da Bota. O também primeiro ministro se enrolou com fisco e tramóias contratuais, sendo punido pela Justiça italiana a pagar uma multa de aproximadamente 700 milhões de Euros.

Segundo o jornal Brasil Econômico, o possível comprador do clube é o albanês Rezart Taci, uma espécie de Sarney dos Balcãs. A oferta inicial é de 750 milhões de Euros. Taci é dono de toda Albânia, controlando principalmente a exploradora de petróleo, a principal distribuidora de combustíveis do país e também um time. No começo desse ano ele promoveu a Taci Oil Cup, torneio qual o Milan sagrou-se campeão.

O mais interessante dessa negociação toda é a ironia histórica. Na época do fascismo, Benito Mussolini, depois de ter feito uma oferta pelo território e não ter concordado com a sucessão monárquica, invadiu a Albânia a 7 de abril de 1939.

Durante a Guerra Fria, o fluxo de albaneses refugiados para a Itália era constante. Isso foi alimentando a xenofobia  e hoje, os albaneses assim como os negros, sofrem perseguições e violência. Como a que aconteceu em março, quando dois albaneses foram espancados até a morte em Roma.

O tapa de luvas de pelica da História nunca tarda. Os milanistas e toda Itália vão ter que engolir a seco essa negociação. Mostrando infelizmente, que a única coisa que é dispída de preconceitos é o dinheiro.

Tom Zé perguntaria aos arianos: Com quantos quilos de medo se faz uma tradição?

Podem botar preço, por que para os albaneses isso não parece ser problema.

Camisa azul já está a venda.

O blog http://magliaverde.blogspot.com publicou fotos da camisa 3 do Palmeiras sendo vendida no Central Plaza em São Paulo.
O site mostra que há camisa de tamanho adulto e também de tamanho infantil, conforme as fotos abaixo:

camisa azul palmeiras

camisa azul infantil_palmeiras

O site Http://netshoes.com.br/ está fazendo a Pré-venda da camisa 3 do Palmeiras.

A camisa azul do Palmeiras foi feita para Homenagear a Squaddra Azzurra, a origem italiana do Clube e é uma homenagem ao antigo Palestra Itália.
Tudo isso pelo preço, conforme a imagem, R$199,90.

Abraços.
Caio Di Pacce.

15 anos do Tetra

2000012410272Hoje completa 15 anos do tetra-campeonato do Brasil. O time de Romário, Bebeto, Dunga, Taffarel, vencia nos pênaltis a squaddra azzurri de Baresi, Pagliuca, Maldini, Massaro e Roberto Baggio.

A Seleção estava muito descrente, há 24 anos sem ganhar nada, com duas derrotas amargas em 82 e 86 das brilhantes seleções de Telê, e com uma geração massacrada pelo fracasso de 90. 
Por isso em 94, o Brasil tornou-se time pragmático, essencialmente defensivo, que utilizava-se muito de lançamentos, e da genialidade de seus atacantes, principalmente de Romário, e assim levantou o caneco.

Poucos lembram, mas no começo da Copa o capitão daquele time não era o Dunga, durante as 3 primeiras partidas o capitão era o São Paulino Raí, que levantara dois títulos mundiais com o São Paulo em 92 e 93. Depois do empate com a Suécia, com atuações fracas, Parreira tirou-o do time titular e colocou Mazinho, volante do Palmeiras.

Aquela Copa não foi brilhante, mas teve grandes jogadores: Stoichkov, Hagi, Brollin, Klissmann, Völler, Maradona, Batistuta, Baggio, Ravelli, entre outros.

Foi a Copa do conjunto, não do brilhantismo. A final contra a Itália, foi um jogo difícil, com poucas chances, e terminou 0x0, o Brasil teve mais perna e competência para vencer nos pênaltis. Pode não ter sido brilhante, mas foi emocionante com certeza.

Depois dessa Copa o Brasil retomou sua confiança, e chegou a mais duas finais de Copa do Mundo, em 1998 e 2002.

Brasil x Itália – Prorrogação e Pênaltis – Final da Copa do Mundo de 1994:

Segue algumas curiosidades sobre o tetra, puclicadas pelo UOL: http://esporte.uol.com.br/futebol/especiais/causostetra.jhtm

Abraços.
Caio di Pacce