O Corinthiano que uniu os rivais: Ayrton Senna

Ayrton, Ayrton Senna do BRASIL!!

Hoje, completam 18 anos sem Ayrton Senna, naquele 1o de maio de 1994, Ayrton Senna escapa na curva Tamborello, que hoje já não existe mais, bate seu carro contra o muro, e tem seu capacete perfurado por ferragens: Morre horas depois em um hospital em San Marino.

O piloto brasileiro, corinthiano confesso, não era apenas um excelente piloto, o melhor que a fórmula 1 já viu, ele exaltava o país quando ninguém mais o fazia, ele mostrava ao mundo de onde vinha, e demonstrava orgulho e paixão pelo verde-amarelo, quando todos tinham vergonha. Ser brasileiro nos anos 80 era complicado amigo, ter seu salario comido pela inflação, ter escândalos toda a semana, ser roubado pelo seu próprio presidente, na cada dura. A verdade é que ninguém queria ser brasileiro, menos Senna.

Senna foi um escape, ele colocou o mundo pra correr atrás dele, todos viam ele fazer o impossível, ele ensinou a todos que trabalhando duro, era possível, deixou essa lição para o povo brasileiro. E, naquele 1o de Maio de 1994, Palmeiras e São Paulo se enfrentaram no Morumbi, o time verde venceu por 3×2, mas todos que estavam naquele estádio saíram derrotados.

As duas equipes, as duas torcidas, cantaram em um só coro para homenagear Senna, para homenagear o Corinthiano mais amado desse país. Ele não parou guerras, mas fez o ódio ficar de lado, e deu uma lição de vida para todos nós.

Um salve à Ayrton Senna da Silva, ou como ele era mais conhecido, Ayrton Senna do Brasil.

Abraços.
Caio di Pacce.

O talento e a versatilidade.

Alex de Sousa, craque da camisa 10, atual meia do Fenerbahçe. Há 10 anos atrás, ele fazia um dos gols mais bonitos da história do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, mais conhecido como Estádio do Morumbi, contra o time da casa, dois chapéus, um no zagueiro e um no goleiro, e não era um goleiro qualquer, simplesmente no maior ídolo da história do São Paulo, e bola na rede.

Alex é um dos casos a serem analisados no futebol. Ninguém duvida de seu talento, jogador inteligente, com um estilo clássico,extremamente técnico, com um vasto cartel de golaços e assistências milimétricas, um dos maiores jogadores que eu vi jogar, sem nenhum absurdo. Porém, não levantou vôos maiores em sua carreira por um único fator: Versatilidade.

Alex, o Chapeleiro do Morumbi

Alex, o Chapeleiro do Morumbi

O jogador jogou no Coritiba, Palmeiras, Flamengo, Parma, Cruzeiro e Fenerbahçe e pela Seleção Brasileira. Ele tem futebol para ter jogado em um Barcelona, Real Madrid, Milan, ou ter sido mais aproveitado com a verde-amarela. Seu único defeito é que não consegue exercer outras funções dentro de campo. Se o treinador precisasse dele para ser um segundo atacante, se precisasse recuá-lo, ou alocá-lo para o lado do campo, seu rendimento cairia.

Comparo Alex à Ademir da Guia, ambos camisas 10 de nascimento, mas o futebol foi injusto com eles. Ademir poderia ter sido chamado em 70, ou ter jogado a Copa de 74, mas Zagallo não o quis. Alex poderia ter jogado a Copa de 2002, mas Felipão preferiu Ricardinho, pois esse poderia jogar mais recuado, como um volante, já que Emerson fora o jogador cortado daquele selecionado canarinho.

Alex terminará sua carreira como o Rei da Turquia, mas não será lembrado nos maiores palcos ludopédicos, uma pena. Ele é um dos meus maiores ídolos do futebol, segue um pouco do que ele é capaz:

Abraços.
Caio di Pacce

 

O Pirata argentino

Parlay!!

Hernán Barcos, argentino de 27 anos de idade, um atacante com nenhuma aparência de atacante, mas com um toque de bola refinado e uma frieza incomum no futebol brasileiro. Jogador veio ao Palmeiras como aposta de Felipão, e dessa vez o treinador palestrino teve um olho refinado para encontrá-lo.

O jogador foi um dos destaques da LDU nas últimas duas temporadas, e veio como “camarão” para a diretoria palestrina. E o Pirata, como é apelidado, já mostrou a que veio, chegou prometendo bater os 27 gols que fez em 2011, e em 6 jogos vestindo a camisa do verdão, fez 5 gols, está no caminho certo.

Desses 5 gols, fez 2 golaços contra o São Paulo no último domingo, mostrando que não treme em jogo grande, e ontem fez uma pintura contra o Linense. Não vou explicar como foi, veja abaixo, a imagem já explica tudo:

O jogador vem dando caldo e já está se tornando um bom valor para a torcida palmeirense, que sempre anda carente de ídolos. Vamos ver como ele se comportará no Brasileirão, mas se continuar assim, vai se destacar no campeonato nacional.

Abraços.
Caio di Pacce.

A Procissão e o Ajax

#DeusVesteA12

Ontem fui à Procissão de São Marcos, acompanhado de meu grande amigo Lucas Amaral. Sabia que esse dia 14/01/2012 seria um sábado especial na história do Palmeiras, e eu tinha que fazer parte disso. Marcos é muito mais do que um goleiro. É um símbolo da história do Palmeiras, e do futebol brasileiro.

Atrás do trio, a torcida cantava hinos do Palmeiras, referenciava Marcos com o título de maior goleiro do Brasil, o que não é nada injusto, tinha criança, senhores, bebês, senhores, senhoras, pessoas de cadeira de rodas, membros das diferentes torcidas organizadas do Palmeiras, todos unidos, uníssonos em nome do Santo Palestrino. Foi uma festa, uma comemoração intrínsica do Palmeiras, era uma festa pura, de amor/paixão ao goleiro e ídolo da torcida.

Eu até saí no Uol/Folha.com! hehe!

Mais de 5.000 pessoas envolvidas, e eu estava lá, cantei, gritei, pulei e rezei a oração de São Marcos, ajoelhado com os dedos apontados para o céu. Caminhamos da Turiassú até a Praça Charles Miller, cerca de 3Km. As pessoas nos prédios e nas lojas vibrando também fizeram parte dessa caminhada.

Essa festa expressou um sentimento puro e raro no futebol de hoje. Ninguém falou de diretoria, de Marketing de torcida organizada, foi festa para o Marcos e para o Palmeiras.

Depois da Procissão fui ao jogo Palmeiras x Ajax, ao lado do copeiro Flaco Marques, além de outros amigos, vimos uma partida corrida, brigada, sem muito brilho técnico, o Ajax cansou no segundo tempo e o Palmeiras errava passes demais.

Debaixo do Bandeirão!

O Palestra venceu o time Holandês, com um gol aos 49 do segundo tempo de Pedro Carmona, após vaias da torcida para a diretoria. Mas a vitória foi em homenagem ao goleiro, que estava nas tribunas.

Abraços.
Caio di Pacce.

Para sempre Marcão

Melhor jogador da Libertadores 1999

Melhor jogador da Libertadores 1999

Tristeza e alegria, talvez sejam essas as palavras que possam definir o sentimento não só dos torcedores palmeirenses, mas sim da nação brasileira que ama o futebol independentemente do clube que torce.

No dia 4, o agora ex-jogador de futebol, Marcos, anunciou sua aposentadoria aos 38 anos. O “Santo”, ao longo de suas entrevistas dando indícios de sua aposentadoria, resolveu mesmo pendurar as chuteiras, motivo: as famosas dores musculares.

Marcos chegou a Sociedade Esportiva Palmeiras em 92, sendo o único clube pelo qual jogou. O então goleiro passou de reserva para titular na Copa Libertadores de 99 (ano do mesmo título) depois do grande Velloso se contundir.

A partir desse ano, nunca mais voltou para o banco de reservas. Foram 530 jogos com muitas emoções, sempre com atuações brilhantes e defesas milagrosas onde apenas um santo conseguiria defender. Esse era Marcos.

Em 2002, aconteceu uma das grandes glórias na sua carreira: titular e campeão do mundo com a seleção brasileira. Se no Palmeiras ele já era ídolo, nascia ali mais um ídolo para o Brasil.

No mesmo ano, veio a prova de que Marcos nunca largaria o Palmeiras: após o término da Copa do Mundo, o time alvi-verde foi rebaixado para a série B do Campeonato Brasileiro, e se alguém achou que ele iria para o Arsenal-ING se enganou, o mesmo disse não e ajudou o time a subir para a elite no ano seguinte.

Carismático, brincalhão e sincero, “São Marcos” conquistou os corações dos rivais. Qual corintiano consegue falar mal desse cara? Mesmo ele defendendo aquele pênalti do Marcelinho Carioca nas semifinais de 2000, na Copa Libertadores. Que são-paulino, santista, flamenguista, vascaíno entre tantos torcedores de diferentes times conseguem falar mal do agora ex-goleiro? Sinceramente, nunca ouvi.

Este estudante de jornalismo que aqui vos escreve teve a oportunidade de vê-lo jogar tanto pela TV como no estádio, e com minhas sinceras palavras foi uma alegria enorme poder ver o maior ídolo do Palmeiras fazer suas brilhantes defesas.

Obrigado, Marcão, por tudo que você fez não só para os palmeirenses, mas pelo Brasil.

Segurem o São Paulo

O São Paulo recebeu em sua casa o Santo André, que não faz sombra daquele time finalista do Paulistão do ano passado, que teve a taça tirada no apito. O time do ABC não viu o time do São Paulo jogar, ficou atordoado com os 3 x 0 feitos pelo tricolor paulista.

Mas, além da vitória que mantém o time do Morumbi na liderança do Campeonato, o que mais anima os são-paulinos (e preocupa os adversários) é a contratação de Luís Fabiano. O camisa 9 que o São Paulo tanto queria e que tanto merecia.

Foi a contratação mais cara da história do futebol brasileiro, teve uma grande porcentagem de jogada política para a permanência do JJ no poder, mas teve uma outra grande parcela de necessidade de um atacante de referência, que ao lado de Dagoberto, Lucas, Casemiro e Rivaldo, pode dar um belíssimo de um caldo.

Luí   s Fabiano é ídolo dos são-paulinos, ele pode fazer toda a diferença para o time tricolor em 2011, agora o favorito no Paulista, na Copa do Brasil e quiçá no Brasileirão.

- Eu também vou pro pau!

Abraços.
Caio di Pacce.

Ronaldo: Um brasileiro

- Eu fiz 15 em Copas!

Ao invés de escrever sobre a estréia de Neymar na Libertadores, ou sobre esses rumores  da ida de Ganso para o Corinthians, quero prestar mais uma homenagem ao príncipe do futebol. Essa semana, nós, amantes da pelota, fechamos mais uma era do futebol, a era de Ronaldo.

O jovem brasileiro de Bento Ribeiro, Ronaldo mudou o futebol, revolucionou  o modus operandi da estrutura de contratos, mídia que a gente conhecia. Ele globalizou o mundo da bola.

Mas ele ensinou para o mundo o que é ser brasileiro. O brasileiro é aquele que sofre, que lute e que renasce. O brasileiro é aquele que não tem as melhores condições, mas se destaca pelo interior, pela fé que tem em si próprio e pelos companheiros.

Ronaldo é um brasileiro. E mostrou para mundo isso, nos instantes (por três vezes) em que todos os davam como morto na bola, ele levantou a cabeça e se ergueu, e ergueu taças, inclusive a Taça do mundo. Com 15 gols se tornou o maior artilheiro em Copas.

Seu exemplo de superação ficou para o mundo e deve sempre ser lembrado. Ele foi único, foi o que fez mais vezes o inacreditável, dentro e fora do campo.

Ronaldo é um brasileiro. Aquele que gosta de viver a vida, que tem vícios, que quando conquista tudo se dá o direito de relaxar e se acomodar. De 2006 até hoje, essa parte do brasileiro tomou conta dele. Mas, ele é brasileiro e mesmo com essa forma não tão atlética, conseguiu surpreender a muitos (quiçá todos).

Tudo isso quando seu corpo deixou.

Ronaldo é brasileiro e um fenômeno.
Obrigado por tudo, como brasileiro eu agradeço. E que as novas safras lembrem-se com carinho de você.

Abraços.
Caio di Pacce.

Ele merece

Viu Felipão! Ainda jogo bola!

Rivaldo estreou no Morumbi com a camisa 10 do São Paulo contra o Linense pelo Paulistão 2011. Ele merecia uma estréia com estilo. E ela não poderia ser melhor.

O melhor do mundo de 1999 jogou demais, foi o melhor em campo pelo São Paulo, deu passe, chapéu, driblou, fez lançamento de letra como nos velhos tempos. E, principalmente, fez um golaço! Daqueles que o torcedor tricolor vai lembrar por anos.

O camisa 10, recebeu um lançamento, sem deixar a bola cair, chapelou o zagueiro e tocou na saída do goleiro. O veterano de quase 39 anos, mas com um físico de 30, pegava na bola e a torcida vibrava, admirava e quase não acreditava em seu desempenho em campo.

Parabéns Rivaldo! Que você seja muito feliz com a camisa do São Paulo e que termine sua carreira por cima, como você merece. Um dos poucos que não se rendeu (inconscientemente) ao marketing do futebol moderno. Ele sempre preferiu jogar bola.

Ah! O SPFC venceu por 3×2.

Abraços.
Caio di Pacce.

O lugar que ele não devia ter saído

Renato Portaluppi, conhecido como Renato Gaúcho pelos brasileiro que moram pra cima da borda norte do Rio Grande, era quase um ex-técnico, mas ele voltou para o Grêmio, aonde é aclamado piamente, o maior jogador que vestiu azul, preto e branco.

- Cada gol do Pelé é uma mina que eu peguei.

Renato chegou, e o Grêmio mudou, o time sem alma, sem o espírito peleador característico, ganhou gana, força e qualidade. É como se ele estivesse jogando, vestindo a 7.

A volta dele encheu estádios, todo jogo no Olímpico é cheio, para ver Renato. Se Jonas marca um gol, se Victor pega um pênalti, ou Adilson da um carrinho salvador, torcida vibra, mas após do jogo eles vão atrás do treinador.

Porto Alegre tem sua metade mais feliz, independente do resultado do jogo, Renato está lá, aonde vai, as pessoas param, tiram foto, pedem autógrafo  até choram copiosamente.

Se ele faz gols em amistoso, vira notícia, se ele fala que vai dar um DVD com gols dele de presente para o Pelé, vira notícia. Se uma garota rouba um beijo dele, com o namorado ao lado, vira notícia. Ele é a notícia porto-alegreense, mesmo com o Inter indo para o Mundial.

A outra metade da capital gaúcha teme ainda mais o gigante azul. Renato está de volta.

Se o Goiás perder a Sul-americana, eu apostos minhas fixas no Grêmio para a Libertadores de 2011. Ele é o treinador certo no lugar certo. O tricolor fica ainda mais copeiro com ele no banco.
 

Renato, fique de vez em Porto Alegre, aceite o cargo de treinador com prazo vitalício, você sempre faz bem ao Imortal.

Abraços.
Caio di Pacce.

Neymar e Keirrison? A noite foi de Joel e de Loco Abreu

Santos enfrentou o Botafogo no Pacaembu. Uma grande disputa pelo Brasileirão, na parte de cima da tabela. O time do Santos começou bem, mas a festa foi da estrela solitária: 1×0 gol de Loco Abreu.

O alvi-negro carioca se preocupou em marcar Neymar, e o fez com sucesso. A jóia rara santista não conseguiu desenvolver seu futebol que todos conhecem. Ele fez boas jogadas, mas Jéfferson apareceu para defender.

No segundo tempo o jogo caiu, o time santista começou a se desesperar. Nesse momento Joel Santana fez o que sabe fazer de melhor: Arriscar. Tirou um volante (Fael) e colocou Caio, abrindo seu o meio campo. Além disso pôs Abreu como referência de área no lugar de Maicosual, e Edno no lugar do cansado Herrera.

Loco Abreu é conhecido por aparecer em momentos importantes. Aos 43 do segundo tempo, a bola pra área, Edno ajeitou, Loco dominou bonitou, chapelou o goleiro e abriu o placar. O Botafogo tem um mito na beira do campo e um outro mito no ataque, por isso venceu o Santos.

É bom ver um atacante como Abreu, mesmo sem muita técnica, com excesso de vontade, com garra e frieza. Acho que o Keirrison, que estava em campo, e como sempre não fez nada, deveria aprender com o mito. Futebol não é só técnica e dinheiro, é coração e frieza. E nisso o segundo maior artilheiro com a camisa celeste tem de sobra.

Ao fim do jogo Abreu disse a seguinte frase, quando perguntado se o gol lhe daria moral para o campeonato: “- Desde o dia 18 de outubro de 1976 tenho moral, hoje não seria diferente”. Obrigado Loco, o futebol brasileiro te agradece por estar aqui.

Abraços.
Caio di Pacce.