Até Logo, Ricardo.

Ontem o Beira-Rio presenciou um espetáculo bonito. Nas arquibancadas. Por que dentro de campo o que se viu foi muito medo de vencer. Principalmente pelo lado do time tricolor paulista.

Ricardo Gomes não conseguiu encontrar o time. Está com os dias contados e deve sair. Não por falta de competência, mas simplesmente por não ter esquadrinhado um time consistente, na tradição são-paulina que Muricy iniciou.

O elenco não ajuda, mas não atrapalha. Ricardo Gomes conta com jogadores regulares que estão em má fase. O craque do time, Hernanes, não encontrou seu lugar no time. Dessa forma, não consegue desenvolver suas qualidades.

O time do Inter é composto em sua totalidade por raça. Taison e Guiñazu foram os destaques. Talvez essa seja a hora de Celso Roth, que recebeu no colo um time entrosado, em plena semi-final de Libertadores. D’Alessandro não se encontra no campo e da mesma forma que seus rivais paulistas, está atravessando uma má fase.

A imprensa paulistana está confiante na vitória do tricolor. Isso por que a grande maioria dos diretores dos grandes periódicos esportivos torcem para o São Paulo. A torcida vai pagar pelas (raras) más escolhas de Juvenal Juvêncio. Descartar Cicinho e Belleti ao mesmo tempo, não foi uma atitude brilhante. E Ricardo Oliveira é muito recente para segurar uma bomba desse tamanho.

Foto: Terceiro Tempo, IG.

Muricy na Seleção: Retranca com Pedigree

Muricy Ramalho é o novo técnico da seleção brasileira. O que devemos pensar disso?

Acredito que a palavra certa para esse momento seja: continuidade. O futebol canarinho não vai ganhar um banho de loja que todos esperavam. Pelo contrário, vai continuar carrancudo. Só que dessa vez com pedigree.

Ricardo Teixeira foi parcialmente coerente. Muricy sempre foi conhecido por abraçar projetos e levá-los até o fim. Até o fim vitorioso, diga-se de passagem. No entanto, ele não representa a renovação que todos esperavam. Nesse quesito, Mano Menezes calçaria melhor esses sapatos.

A carreira de Muricy é consistente. Foi campeão brasileiro pelo Inter em 2005 e depois comandou a dinastia são-paulina até 2009. Passou pelo confuso Palmeiras (que continua confuso) e chegou ao Fluminense. Deixou o escrete carioca na liderança e ruma agora para a Comary.

Nos próximos dias, teremos convocação. Nesse sentido, não teremos muitas surpresas. Certamente o time base terá muitos pilares do vitorioso São Paulo F.C. de 2007. Hernanes finalmente terá oportunidades. No entanto, algumas rebarbas de Dunga poderão sobrar, como Josué, Grafite e Luís Fabiano.

Aliás, acredito que Hernanes será o escolhido da nova era Muricy. Assim como Leomar foi para Leão e Felipe Melo para o Dunga. Sorte nossa que o meia são-paulino joga muito mais que esses outros dois.

De maneira geral, a CBF resolveu escolher um cara que aguente o tranco. A pressão vai ser descomunal e a imprensa vai pesar como nunca antes. Dunga não soube lidar com isso. E Muricy…bom, seus antecedentes falam por si só.

Paulistão entra nos trilhos

Após algumas surpresas nas rodadas iniciais, ontem o Paulistão pareceu entrar nos trilhos. Pelo menos, nos eixos do que todos esperam desse campeonato.

Na baixada santista, o alvinegro praiano guardou 5 tentos contra o moderno Grêmio Barueri. A imprensa aclamou o Neymar como jogador da partida. Claro, tem que vender o moleque. Mas quem jogou bola mesmo foi o “veterano” Léo.

Pelos lados da capital, mais do mesmo. O Corinthians sem o mínimo interesse na competição arranjou um empate com o Mirassol. A equipe amarela tem um elenco ávido e um técnico irriquieto. No entanto, caiu aos pés de um dos gênios do futebol. Mais um golaço pra carreira do Gordo, que saiu machucado.

Em Ribeirão Preto, o Palmeiras bateu o Monte Azul por um gol a zero. O time palestrino jogou com cinco desfalques e suou para garantir os três pontos. No entanto, assumiu a liderança da competição já que, a então líder Lusa,  perdeu para o Mogi em casa.

O destaque da quarta feira foi a goleada do Rio Claro sobre o São Caetano, 3 a 0. Mostrando que o campeonato ainda não tomou formas definitivas, já que as equipes do interior estão se entrosando e os grandes ainda estão na inércia, focados em outras competições.

O São Paulo completa a rodada dos grandes nessa quinta, contra o Paulista de Jundiaí, em um jogo que pode ser a despedida do meia Hernanes.

Foto: http://www.wikipedia.com

Sansão

7C842_1Quem esteve na Vila Belmiro na tarde de ontem teve um prato cheio. Sete gols, emoção e confusão. Tudo que um belo clássico pede. O São Paulo acabou vitorioso, mas se o Peixe ganhasse, não seria tão injusto assim.

O fator decisivo do confronto foi a bola parada. Hernanes e Rogério de falta e os dois primeiros gols do Santos após cobrança de escanteio. O camisa 10 tricolor mostrou boa fase e fez uma ótima partida, com dribles e enfiadas certeiras.

Pelo lado do Santos, o guerreiro Germano, mesmo com suas limitações técnicas mostrou muita vontade, mas não conseguiu anular Hernanes. A estrela de Luxa brilhou e uma de suas substituições entrou e marcou nos primeiros momentos. Robson, um nome quente na baixada santista.

O resultado deixou o São Paulo mais perto de tomar a liderança do Palmeiras. Por outro lado, deixou o Santos com menos objetivos para o restante da competição.

Washington em entrevista a Folha de S.Paulo, publicada no domingo, disse que não estava fazendo jus ao investimento. Contudo, após escanteio de Hernanes, o Coração-de-Leão marcou em uma falha do bom goleiro santista Felipe.

O incidente pesaroso da rodada foi o conflito entre torcedores da Independente e da Gaviões no Largo do Paissandu. Irresponsabilidade dos organizadores de caravana, ingenuidade ou peleja travada?

Tentador tomar a última opção como correta.