Classificação nos pés do Mago e no estilo Felipão.

Ontem o Palmeiras se classificou para a final da Copa do Brasil, a vaga estava bem encaminhada após a vitória por 2×0 no Olímpico contra o Grêmio, mas o time gaúcho é o imortal e eles viriam pilhados para a partida.

O Palmeiras começou melhor, teve uma chance incrível, em belo jogada de Mazinho, se Daniel Carvalho usasse um número a mais da chuteira era gol do Palmeiras. O gramado estava judiado, devido às fortes chuvas em Barueri, logo o jogo ficou muito brigado e aguerrido, como os clássicos Palmeiras x Grêmio dos anos 90.

Só que naquela época o Felipão vestia azul. E dessa vez, veste verde. Ele preparou o time para subir na boa, esperando o Grêmio chegar, e chegou, mas a defesa palestrina estava dando conta do recado. Mais uma vez Henrique na cabeça da área foi excepcional, conseguiu controlar as ações dos meias gremistas, que chegavam só na base do chuveirinho.

Na segunda etapa, Luxemburgo foi para o tudo ou nada, colocou um terceiro meia e depois um terceiro atacante, e abriu o placar aos 14 minutos. Minutos antes do gol, Valdívia entrou em campo, seu primeiro jogo após o sequestro. Entrou em campo ovacionado pela torcida.

E entrou sorrindo, na primeira investida já arranjou uma confusão com o marcador, na segunda driblou o volante, passou para Juninho, recebeu de volta em empatou o placar. Na comemoração vibrou muito, e foi dar um montinho no Felipão pra comemorar! A cena do ano.

Minutos depois Barcos se livrou da marcação e ia entrar com bola e tudo até Rondinelly entrar por trás e ser expulso. Henrique foi tomar satisfação, Edilson, lateral gremista, ficou nervoso e deu um direto de esquerda na cara do capitão palestrino: Outro gremista expulso.

Henrique também tomou um vermelho, a contra do gosto do árbitro, que ouviu as opiniões do bandeirinha e 4o árbitro, após expulsar o o jogador.

O Palmeiras assim se classificou para uma final, após 4 anos, desde a final do Paulistão de 2008. Chega com moral, mas o Coritiba é um time complicado, difícil de se enfrentar, ou precisamos lembrar aquele fatífico 6×0? Mas final é final, 50% de chance para cada lado. Dois jogos sem favoritos.

Abraços.
Caio di Pacce.

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Grêmio paz e amor

Após a lesão de Kléber no último fim de semana, o presidente do Grêmio deu declarações que o clube repensaria sua participação no Estadual do próximo ano. Mesmo afirmando o compromisso do tricolor em disputar honrosamente o certame corrente, Paulo Odone afirmou que devido a violência dos times do interior, o grande gaúcho pode se retirar da competição.

Tirando o lado político dessa manifestação, é interessante observar que o Grêmio foi considerado um dos times mais violentos de diversos campeonatos ao longo dos anos. No entanto, quando se trata do próprio quintal, gremistas (e gaúchos, também) dizem que isso é parte de um estilo forte, de pegada, jeito gaúcho de jogar bola. Qualquer coisa. Menos violência.

A carapuça tanto serve que muitos mitos se ergueram sobre o “estilo forte” do gremista jogar. Quem não se lembra de Dinho e mais recentemente Sandro Goiano? Ainda podemos falar em Danrlei, Fábio Rochemback e mesmo Hugo de Leon, que também não alisava.

Vale a pena imaginar como seria um campeonato brasileiro com os times do interior do Rio Grande do Sul. Ou mesmo uma Libertadores. Se o Grêmio, sendo um dos times mais “pegadores” pede arrego de seu próprio estadual, que dirá um Santos ou Flamengo da vida.

Grêmio 4×2, a volta do traíra

Pilantra

Nesse domingo, o Corinthians voltou a liderança, com uma vitória de superação contra o Avaí, somado a um tropeço do Vasco em casa contra um São Paulo cheio de desfalques. Mas o jogo da rodada foi Grêmio x Flamengo, no estádio Olímpico em Porto Alegre. Toda torcida gremista estava esperando a volta de Ronaldo de Assis Moreira para enfrentá-lo.

O próprio locutor do Estádio, ao dar a escalação do Flamengo, disse: 10 – Pilantra, ao invés de 10 – Ronaldo. A raiva era muito grande. Ficou claro durante os 90 minutos de partida.

Porém o Flamengo começou melhor, e abriu 2×0 com Thiago Neves e Deivid. Mas quando toda aquela pressão contra Ronaldo e ao Flamengo e todo o apoio ao time gremista parecia não funcionar, os donos da casa mostraram que jogar no Olímpico é diferente.

O Grêmio fez com André Lima duas vezes, Douglas e Miralles, virou de 2×0 para 4×2. E mostrou a razão do Grêmio ser apelidado de imortal. A torcida precisava dessa vitória, o time gremista pode não conquistar nada nessa temporada, pode perder o GreNal no Olímpico na última rodada, mas precisava vencer o Flamengo.

A escolha de Ronaldo para o Flamengo,  e o leilão de Assis com o jogador, magoou metade do Rio Grande do Sul, que de vez assumiu o ódio para com esses membros da família Assis Moreira. Essa virada ficará na memória dos gremistas por um bom tempo.

Abraços.
Caio Di Pacce.

Brasil: Uma seleção decadente

Hoje, os jogadores convocados por Mano Menezes pela seleção brasileira para enfrentar a Argentina embarcaram para Belém. Aliás, quase todos eles embarcaram, menos o jovem e talentoso Lateral/Zagueiro do Grêmio: Mário Fernandes.

O jogador se atrasou e perdeu o vôo que o levaria a Belém. Porém, em vez de tentar pegar outro vôo, já que a CBF até havia enviado nova passagem, o atleta informou que não pretende defender a seleção brasileira.

Seu empresário, Jorge Machado, disse as seguintes palavras sobre o ocorrido: “Ele é um jogador diferente. Não está se sentindo à vontade para esta mudança. Não quer ir, me disse isso, eu informei ao Grêmio, que o dará apoio. Não posso fazer nada”. (…) “Não posso dizer que ele rejeita para sempre a seleção, mas fica difícil esperar algo diferente. Ele disse não uma vez, isso fica marcado. Tenho que respeitar”. 

O jogador seguiu com o restantes dos jogadores gremistas de volta a Porto Alegre.

Esse episódio mostra como a nossa seleção não representa em nada as cores da nossa bandeira, e o nosso futebol. Um jovem jogador, já não se interessa pela verde-amarela, talvez por saber o que rola lá dentro, talvez por que as cores que lhe interessa são as cores que pagam seu salário. Isso só o jogador sabe responder.

Mário Fernandes é nascido em São Caetano do Sul, no ABC paulista, mas pode ter certeza que com esse ato ele ganhou de vez os corações dos gaúchos, principalmente dos tricolores, não duvido que ele receba o prêmio de cidadão Gaúcho, ou algo do gênero.

Abraços.
Caio di Pacce.
  

E o Santos virou Brasil na Libertadores.

Hoje 4 clubes brasileiros disputavam 4 vagas para as quartas-de-final da Taça Libertadores. Internacional, Fluminense, Grêmio e Cruzeiro queriam se juntar ao Santos na próxima fase da competição mais importante do continente. Porém, a noite foi mais do que negra para os clubes tupiniquins.

O Internacional recebeu o uruguaio Peñarol em casa após um 1×1 no Uruguai. Falcão no banco e a torcida estava feliz. O time vermelho abriu o placar logo no primeiro minuto de jogo com Oscar. Mas, no segundo tempo, com 15s o time uruguaio empatou, e aos 5 virou. Daí era nervosismo puro na arquibancada e no campo. Inter eliminado.

Como disse Tércio Silveira, pergunto: O que o comentarista Falcão falaria do treinador Falcão após a partida?

O Grêmio foi ao chile precisando vencer por 2 gols, missão complicada, ainda mais com o show que a torcida da La U dava nas arquibancadas, umas das canchas mais locas dessa Libertadores. O time do Grêmio jogou muito pouco, parecia estar sem alma, tomou 1×0 e voltou pra casa sem a vaga.

Porém o mais impressionante foi o que aconteceu com Fluminense e Cruzeiro:

O primeiro se classificou na raça, na guerra, em pleno estádio Libertadores da América contra o Independente. No Engenhão, jogou mal, porém venceu por 3×1 o paraguaio Libertad, e estava tranquilo. Eu disse estava. Porém, no Defensores del Chaco, mais uma vez o tricolor carioca jogou mal e tomou um vareio de bola. 3×0 e a vaga para os donos da casa.

E o Cruzeiro, o todo poderoso Cruzeiro, que era a sensação da América, foi à Colômbia e venceu o Once Caldas por 2×1. Essa foi a segunda derrota da HISTÓRIA do time colombiano na Libertadores. Jogo de volta tranquilo, já ganho? Não! Ainda mais quando o meia (arriada) Roger foi expulso aos 30 minutos do primeiro tempo.

Com isso, o time colombiano cresceu. Foi tomando conta do jogo. Em 5 minutos calou o estádio, aos 21 abriu o placar e aos 26 fez o 2×0 que lhe dava a vaga. Daí em diante era aquela catimba característica da Libertadores contra Brasileiros, até o Massagista invadiu o gramado para parar o jogo.

Depois dessa quarta-feira negra para o Brasil, o Santos só dá risada, pois é o único brasileiro da Libertadores.

Abraços.
Caio di Pacce.

Top 10: Gols mais marcantes do futebol brasileiro (2000-2010)

Eu fiquei montando essa semana um TOP 10 gols brasileiros dessa última década (2000-2010), influenciado pelo post do Flaco Marque no Papo de Homem, Summer Tapes. Bem, depois de muito pensar, resolvi mesclar plasticidade com drama e emoção, acho que essa é a combinação perfeita para um golaço ser eternizado. Segue a Lista, lembrando que a ordem dos vídeos não significa um ranking:

01 Diego Souza – Palmeiras x Atlético-MG – 2009

02 Ricardinho/Marcelinho – Paulistão – 2001

03 Alex, O Chapeleiro do Morumbi – 2000

04 João Paulo – Juventus x Linense – Copa FPF – 2007

05 Nilmar – Inter x Corinthians – 2009

06 Anderson – Grêmio – Batalha dos Aflitos – 2005

07 Petkovic – Flamengo x Vasco – Carioca

08 Ronaldo – Santos x Corinthians – Final paulista 2009

09 Washington – Fluminense x SPFC – Libertadores – 2008

10 Ronaldo – Corinthians x Palmeiras – 2009

Sei que essas listas sempre deixam aquele golaço de fora, mas esses foram os que eu selecionei.

Abraços
Caio di Pacce.

 

Libertadores é diferente amigo.

Nessa quarta-feira o Corinthians e o Grêmio iniciaram suas jornadas na Libertadores. O timão jogou em casa, contra o Deportivo Tolima, estádio lotado e pronto para a festa. Já o Grêmio foi ao Uruguai, enfrentar o estranho Liverpool (que veste azul).

Todos pensavam que seria duas vitórias brasileiras. Tanto o Corinthians como o Grêmio são infinitamente melhores e maiores que seus adversários, mas amigo; Libertadores é diferente.

Vi os jogos simultaneamente, tanto o alvi-negro como o tricolor imortal estavam nervosos, sem suas forças principais. Os grandes jogadores não apareceram, tanto Ronaldo, Roberto Carlos como Douglas e Victor não jogaram o que podem, e os times latinos conseguiram sagrar dois empates.

O timão saiu do gramado vaiado no Pacaembu com um chato 0x0. O Grêmio jogou muito mal, e mesmo assim empatou por 2×2, com duas falhas da zaga gaúcha. Jonas faz falta, mesmo com o raçudo Junior Viçosa ou o sempre impedido André Lima, o melhor ataque do Brasil de 2010 não fez o suficiente pra vencer.

Quem deu show foi a torcida, que estava em maioria no Estádio Olímpico de Montevidéu. Mas Renato precisa de reforços se quiser levantar a taça como treinador do Imortal.

Abraços.
Caio Di Pacce.