Copa do Mundo – Copeiros – Brasil 1 x 7 Alemanha

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Deitado em berço esplêndido

Durou dois jogos a aura de time pronto para disputar a Copa do Mundo que pairava sobre o Brasil. Se na estreia frente ao bom time da Croácia, sob as bênçãos da arbitragem, o resultado serviu para encher de brumas os defeitos apresentados pela equipe de Felipão, o jogo contra o também apenas bom México serviu para escancará-los.

Foram as mesmas falhas na marcação das duas laterais. O mesmo buraco na frente da área por causa da necessidade de cobrir as avenidas abertas com a descida de Marcelo e Daniel Alves. O mesmo sufoco em cima dos zagueiros. Se La Tri não criou chances claras, teve diversas possibilidades de finalizar de fora da área, sempre com perigo.

A campanha da Copa das Confederações serviu para dar moral a um time desacreditado, que se arrastou por dois anos nas mãos de Mano Menezes. Mesmo com Scolari, a Seleção demorou para ganhar corpo, o que aconteceu, de fato, durante o torneio teste para a Copa do Mundo. Naquele instante, vitórias incontestáveis contra Itália, Uruguai e o bicho-papão Espanha trouxeram para a Família Scolari o apoio que faltava, da mídia e da torcida.

O problema é que, desde então, a equipe não evoluiu. As duas laterais são convites para o adversário entrar em casa e tomar conta da sala. Isso sobrecarrega os volantes, que não conseguem dar a proteção necessária ao miolo de zaga. Se diante dos croatas David Luiz foi o destaque, contra os mexicanos o papel coube ao capitão Thiago Silva, que é um extra-série. Outra vez o destaque da equipa canarinha foi um zagueiro, o que é sintomático.

O Brasil não se impôs em momento algum do jogo. Pelo contrário. Marcando a saída de bola brasileira, o México, em alguns instantes, esteve melhor que o time de amarelo, como na sequência de chutes perigosos de longa distância. Claro que o Brasil foi mais perigoso, tanto que o goleiro Ochoa foi um dos destaques da partida, mas a diferença potencial das equipes não foi vista no relvado do Castelão.

O time é fraco? Não. Longe disso. Até outro dia, pouco se contestava a qualidade da equipe. Além do mais, a comissão técnica tem experiência na prova e traz no currículo os dois últimos títulos mundiais conquistados pelo país do futebol. O problema é que é mal preparado. Nunca-antes-na-história-deste-país, uma Seleção teve um tempo tão parco para se preparar para a disputa do mundial. Foram apenas 18 dias antes do debute.

O ambiente na Granja Comary, nestas pouco mais de duas semanas, é sabido por todos. Foi uma farra, quase igual àquela vivida em Weggis, antes da Copa de 2006, quando Parreira era o treinador, ou “gestor de talentos”, como ele mesmo proclamou-se. Foi um entra-e-sai de globais para ninguém botar (mais) defeito.

Ainda na semana que sucedeu a estreia, pouco foi trabalhado técnica e taticamente. E o resultado foi esse futebolzinho mequetrefe, pobre, pouco inspirado, apresentado em Fortaleza. Ainda faltam seis dias para o jogo contra Camarões, o que é tempo suficiente

O jornalista José Trajano, da ESPN, disse que era preocupante estar tudo certinho. É lugar comum, mas os campeões são forjados na dificuldade e a Copa das Confederações não é critério. É bom abrir o olho. O banco de suplentes não é rico em opções. Paulinho e Fred, outra vez, foram figuras nulas em campo e Neymar e Oscar não estiveram bem, diferentemente da estreia. o que potencializou os erros vistos no debute. Só o resultado não se repetiu. Nem o árbitro.

Ainda na semana que sucedeu a estreia, pouco foi trabalhado técnica e taticamente. E o resultado foi esse futebolzinho mequetrefe, pobre, pouco inspirado, apresentado em Fortaleza. Ainda faltam seis dias para o jogo contra Camarões e, para corrigir, ou pelos menos amenizar as carências da equipe, terão que trabalhar muito. Só que, dessa vez, de verdade.

Por que não vou torcer para o Brasil

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Nessa última semana, me perguntaram se eu iria torcer ou não para o Brasil. Me pediram para sair da mureta, deixar de ser tucano e responder diretamente.

Hesitei um pouco e disse que não, não irei torcer para o Brasil.

Ao contrário do que me acusaram, não tem nada a ver com os protestos, nem com tudo de errado (notícia velha, hein?) que essa Copa trouxe consigo. O motivo é muito mais simplório, produto autêntico da minha personalidade igualmente simplória.

Não vou torcer para o Brasil por que está tudo muito, muito certo. Lembro que as vésperas de 1994, a Gazeta Esportiva divulgou os problemas físicos do então lateral-esquerdo Branco. Segundo me lembro, ele era cegueta e tinha uma perna mais curta que a outra. Depois foi aquele lance com o Leonardo no jogo contra os Estados Unidos. E antes, o próprio Branco cegando um fotógrafo com a sua patada atômica.

Já em 1998 teve a convocação do Zé Carlos, que deixou muita gente com a pulga atrás da orelha. O torneio até começou bem, mas Ronaldinho tratou de mandar aquela final para o panteão eterno dos mistérios do esporte.

Em 2002, a marrudeza do Felipão deixou a imprensa em polvorosa. Como assim não levar o Romário? Me recordo de um Scolari calado em frente as câmeras, se recusando a responder sobre a não convocação do pêxe. Rivaldo fez com que não lembrássemos do “rei da pequena área” na Coréia-Japão.

Na Copa da Alemanha, a cachaça reinou. Nem deu para torcer. 2010 teve o fator Dunga e, claro, o fator Felipe Mello.

Para o torneio de 2014, tudo parece encaixar. Onde já se viu um time do Felipão jogando bonito, com o Hulk metendo um gol de prima, de três dedos, de perna trocada, após um passe de calcanhar do Neymar? Falando nesse último, até a Bruna Marquezine voltou com o fera! Cadê o drama? Cadê a perna curta do Branco? A convulsão do Ronaldinho? Báá…

As circunstâncias parecem deixar o caminho do hexa muito fácil. Nem vai ter graça torcer…

 

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Foto: shockmansion.com

Henrique, Anderson Polga e a lealdade de Felipão

– Eu vou pra Copa!

A convocação de Luis Felipe Scolari para a Copa do Mundo contou com poucas novidades e poucas contestações. Um dos nomes que mais geraram estranheza para o público geral foi o de Henrique, ex-Palmeiras.

Felipão é leal, ele quer ao lado dele aqueles em quem ele confia. Henrique foi jogador dele de 2010 até 2012, quando os dois defendiam a camisa alvi-verde de Palestra Itália e o ex-camisa 3 do verdão foi leal com Scolari, jogou aonde o professor mandava e foi bem em todas as posições.

Henrique se destacou também durante a Copa do Brasil em 2012, quando foi movido para a primeira volância e essa alteração deu ao Palmeiras uma consistência tática, uma marcação equilibrada e uma boa saída de bola. Além disso, quantas vezes você amigo palmeirense não via Henrique na grande área jogando de Centro-Avante e fazendo gols?

Em 2002, além da “não-convocação” de Romário, uma das maiores contestações foi Anderson Polga, jogador gremista, que ganhara a sua vaga para a Copa do Mundo após aquele tão lembrado e comemorado título da Copa do Brasil, vencido pelo tricolor gaúcho, então treinado pelo Tite, em cima do tão badalado Corinthians.

Henrique e Polga foram leais a Felipão, e ambos foram premiados por isso. O nosso treinador quer ter o elenco na mão e aposta nisso para levantar o caneco pela segunda vez.

Abraços.
Caio Di Pacce.

PS: É bom estar de volta.

Crônicas de Felipão

Felipão vem sentando a ripa na imprensa. Não por despeito como o nosso técnico Dunga fez na Copa do Mundo, mas mais por uma impaciência arrogante, típica dos bem aventurados no esporte.

Gosto bastante do estilo tradicionalzão do treinador. Seja por bancar seus jogadores nos piores momentos, seja por não ter medo de cara feia. Seja da Gaviões, seja do Brasil inteiro (ao não levar Romário para a Copa de 2002).

Eu fico uma fera!

Entre as ameaças e o mal-humor, temos que ser centrados. A imprensa adora um Felipão, alguém que dá assunto, que rende atenção. Por outro lado, Felipão também gosta dessa relação e não vai perder a oportunidade de mandar uma banana, caso o Palmeiras logre um bom resultado. Foi assim com o pentacampeonato da Canarinho.

A verdade é que o gaúcho está um tanto desprestigiado. E desacostumado. Em Portugal, Scolari era rei. Sua palavra valia ouro e assim trouxe toda uma nação para o bolso do seu jaco bordado com a cruz de avis. No entanto, não conseguiu nenhum título. Somente feitos expressivos, sem canecos.

Mas também a imprensa precisa estar melhor preparada. Se fazer de vítima não a torna mais nobre. Tem vezes que jornalista é chato mesmo. Chato e ruim, o que é pior.

A volta do G4?

A CONMENBOL anunciou no fim de tarde dessa segunda-feira o retorno da quarta vaga para a Libertadores via Campeonato Brasileiro. A Confederação Sul-americana acatou um pedido da CBF em reunião realizada ontem.

Porém, não há almoço grátis, essa vaga só será válida desde que o Campeão da Copa Nissan Sul-americana não seja um time brasileiro, no caso, Palmeiras, Atlético-MG, Goiás ou Avaí.

Após essa decisão, a reta final do Brasileiro esquentou, cerca de 6 times brigam claramente por um acesso, Atlético-PR (46), Grêmio (46), Botafogo (45), São Paulo (44), Palmeiras (44) e Vasco (41).

Os meus favoritos para essa vaga, pelo que vem jogando nesse segundo turno, em ordem são: Grêmio, Atlético-PR e São Paulo.

Porém esses times precisam torcer para os outros times sul-americanos, logo é bom que Felipão ou Dorival (principalmente), preparem um ótimo banho de sal grosso, porque a zica vai ser das grandes.

Abraços.
Caio di Pacce.

Elenco na Mão

O desempenho do Palmeiras desde o reínicio das competições nacionais tem sido pífio. O técnico Felipão segue sem vencer e uma crise interna parece emergir no clube.

No entanto, a torcida palestrina não tem porquê se alarmar. Os times de Scolari nunca prezaram pelo futebol bonito e placares elásticos. Há bem de se lembrar o calvário que foi a conquista da Libertadores em 1999, bem como, as campanhas portuguesas nas competições européias.

Felipão orientou os jogadores a não concederem entrevistas após os prélios. Pode parecer uma atitude despótica e de enfretamento com a imprensa. No entanto, não é bem assim.

A imprensa esportiva brasileira anda muito dodói com os dirigentes técnicos ultimamente. Globo e CBF vivem um caso de amor e ódio. Sem falar no Grupo Jovem Pan e a câmara municipal paulista.

Fugindo da discussão de qual o papel da imprensa no esporte e na sociedade, Felipão está agindo corretamente. Como técnico, Scolari sempre “fechou” com o seu grupo – seja para enfrentar a imprensa, seja para enfrentar os adversário. Foi assim até na Seleção, quando contou com o grupo para bancar o veto à Romário.

Felipão está assumindo a bronca toda. No entanto, não sabemos o que está acontecendo internamente. E ignorância gera especulação. Por isso, o baixo clero dos cronistas esportivos disparam suspeitas de uma crise interna no Palmeiras.

Isso não existe. Felipão está dando chance para todos mostrarem seu futebol, para depois decidir qual esquema e com quem funciona melhor. Por isso vimos no último jogo com o Vitória, algumas escalações aberrantes.

A imprensa esportiva é que nem criança. Tem que ser tratada com vozinha tatibitati e sempre esconder o pote de doce num lugar mais alto.

Foto: olhares.br