Estaduais?

Ouvindo atentamente a mídia especializada, pode-se perceber um certo desânimo para com os campeonatos estaduais.

É certo que as médias de público são frustrantes e as equipes menores, via de regra, fazem um papelão.

Para se ter uma idéia das cifras, o Paulistão que conta com Ronaldo, Roberto Carlos, Robinho (e Neymar, vai) tem uma média inferior ao campeonato Pernambucano que conta com…Carlinhos Bala?!!

Pelo lado dos times, no mesmo Paulistão, dos cinco últimos colocados, quatro tiveram o acesso a séria A1 no ano passado. Ou seja, a competitividade está concentrada em um certo grupo normalizado de times. A não ser que frequentemente ocorra um Guaratinguetá de 2008, a disputa vai ficar sempre entre os mesmos.

A culpa de todo esse descaso é das instituições que regulam tais campeonatos (federações e clubes). É certo que a Libertadores encavala com muitos estaduais. No entanto, sempre há a possibilidade de se ajustar o calendário para atender as duas principais demandas do nosso futebol: (1) coerência com a janela de transferência européia (é moderno, mas uma realidade) e (2) a sobrevivência dos estaduais.

Ou que volte a Rio-São Paulo e o SuperCampeonato Paulista.