Ainda estamos vivos!

Foi um jogo feio. De doer. De longe, uma das piores partidas que eu já assisti, e olha que eu já vi muito joguinho duro. Mas vencemos. Isso importa. Portugal ainda vive.
Não podemos nos dar o luxo de querer jogar bonito, apesar de termos gente qualificada para isso. Aliás, esse é um dos motivos para esse sufoco todo: querer jogar bonitinho. Portugal era o espelho fiel da soberba.

Historicamente, sempre que entrou no relvado com ares de superioridade, a selecção portuguesa quebrou as fuças. Foi assim nas Copas de 1986 e 2002, quando empacou na primeira fase. Também na Euro’96, Portugal tinha um senhor time, com Figo, Rui Costa, Paulo Sousa e João Pinto em grande fase. Bastou chegar aos quartos-de-final para assoberbar-se. Resultado: eliminação frente à República Tcheca, com direito a um golo antológico de Karel Poborsky.

Quando nos vimos humildes, fomos longe. Euro 2004, Copas de 1966 e 2006. São exemplos válidos. Já no sábado, diante da Dinamarca, jogou-se um futebol duro, sério, de inúmeras oportunidades mas nenhuma sorte. Ontem, ao contrário, a sorte foi ibérica. O golo de Pepe saiu cedo, o que deu tranquilidade, mas não o suficiente para soltar o time. Ao todo, foram quatro remates, apenas.
 Pepe, ao centro, comemora o golo que mantém Portugal na luta pela vaga.

Pepe, ao centro, comemora o golo que mantém Portugal na luta pela vaga.

A decisão será em outubro. Temos a Hungria, mais uma vez, na Luz e Malta, em Guimarães. Além de vencer, e bem, vale secar a Suécia contra a Dinamarca. Aí, serão mais dois jogos de sofrimento, na repescagem. No entanto, com o passaporte pronto para ser carimbado.

Portanto, às armas, Portugal! Até porque não está morto quem peleja.

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O drama da seleção portuguesa

Portugal segue em seu calvário, na busca de uma vaga para a Copa da Africa. Faltando apenas três rodadas, ocupamos a quarta colocação, com 10 pontos somados, apenas. À sua frente, Dinamarca, com 17, Hungria, com 13 e Suécia, com 12.

Como o campeão tem vaga assegurada e o segundo disputará a repescagem, até dá. Temos a Hungria, duas vezes seguidas, e Malta, na última rodada. O problema é que a Suécia tem as babas Malta e Albânia, além da Dinamarca. Se vencermos nossos três confrontos, teremos que torcer para a Suécia perder um dos seus. Se empatar, o saldo de golos decidirá.

O que ocorre? Jogadores bons, Portugal tem. Todos eles atuam pelas principais equipes do mundo. Até o atual detentor do prêmio da FIFA, Cristiano Ronaldo, está no time. Talvez aí esteja o “x” da questão.

O Puto Maravilha, como é chamado, em Portugal, é o capitão do time de Carlos Queiroz. Mas não tem o perfil de líder. Nem nos times por onde passou ele o foi.

Desde que a dupla Rui Costa/Figo pendurou os tamancos, a Selecção das Cinco Quinas carece dessa liderança, dentro de campo.

Pra completar, Simão não se firma, Nani é um enganador de marca maior e Hugo Almeida é uma espécie de Souza luso.

Ainda assim, esperemos pela intervenção divina. Que Nossa Senhora de Fátima olhe por nós.