Quem vai assumir o São Paulo?

Ricardo Gomes caiu após a eliminação do tricolor diante o Internacional pela Taça Libertadores no meio da semana passada.  Mas quem irá assumir o cargo de treinador do São Paulo FC?

O nome de Dunga era forte dentro da diretoria são-paulina. Mas Juvenal se surpreendeu com tamanha rejeição da torcida, antes mesmo dele ser convidado, e já descartou o capitão do tetra para o comando do time do Morumbi.

Nomes como Silas, que acabou de ser demitido do Grêmio, Estevam Soares, prematuramente demitido do Ceará são nomes cotados para o cargo. Até Luxemburgo, nome que jamais era citado dentro da diretoria tricolor, tem sua parcela de chance.

Alguns dizem que Leonardo pode vir a ser o novo treinador também. Mas enquanto a cúpula são-paulina não se define, o bom e velho Milton Cruz vai assumindo o time durante o Brasileiro.

Abraços.
Caio di Pacce.

Muricy na Seleção: Retranca com Pedigree

Muricy Ramalho é o novo técnico da seleção brasileira. O que devemos pensar disso?

Acredito que a palavra certa para esse momento seja: continuidade. O futebol canarinho não vai ganhar um banho de loja que todos esperavam. Pelo contrário, vai continuar carrancudo. Só que dessa vez com pedigree.

Ricardo Teixeira foi parcialmente coerente. Muricy sempre foi conhecido por abraçar projetos e levá-los até o fim. Até o fim vitorioso, diga-se de passagem. No entanto, ele não representa a renovação que todos esperavam. Nesse quesito, Mano Menezes calçaria melhor esses sapatos.

A carreira de Muricy é consistente. Foi campeão brasileiro pelo Inter em 2005 e depois comandou a dinastia são-paulina até 2009. Passou pelo confuso Palmeiras (que continua confuso) e chegou ao Fluminense. Deixou o escrete carioca na liderança e ruma agora para a Comary.

Nos próximos dias, teremos convocação. Nesse sentido, não teremos muitas surpresas. Certamente o time base terá muitos pilares do vitorioso São Paulo F.C. de 2007. Hernanes finalmente terá oportunidades. No entanto, algumas rebarbas de Dunga poderão sobrar, como Josué, Grafite e Luís Fabiano.

Aliás, acredito que Hernanes será o escolhido da nova era Muricy. Assim como Leomar foi para Leão e Felipe Melo para o Dunga. Sorte nossa que o meia são-paulino joga muito mais que esses outros dois.

De maneira geral, a CBF resolveu escolher um cara que aguente o tranco. A pressão vai ser descomunal e a imprensa vai pesar como nunca antes. Dunga não soube lidar com isso. E Muricy…bom, seus antecedentes falam por si só.

O Futebol venceu

A Holanda jogou sujo e feio, mas o Brasil nada jogou. Entre expectativas e fatos, a seleção brasileira provou da catimba laranja. Um veneno em que somos especialistas em produzir. E utilizar.

A malandragem do pagode e do dedinho-na-boca, morreu na testada inédita de Snijder, sobre uma das defesas mais altas da Copa. Com os dólares da Samsung garantidos, Robinho perdeu a cabeça, mesmo tendo marcado um dos gols mais bonitos da canarinho na Copa.

Kaká, ao gosto do comandante Dunga, conclamou Deus para se defender do jornalista Juca Kfouri. Mas pelo que ele apresentou no dia de hoje, aparentemente Deus defendeu o jornalista e desmascarou o jogador. Se escondeu (involuntariamente, é verdade) em campo e quando teve oportunidade, quis resolver sozinho. Não deu certo. Será que a lesão ganhou peso?

O grupo parecia sólido nas outras partidas, no entanto, se esfacelou ao tomar o primeiro gol. Tropeçou na primeira pedra maior que encontrou. Não utilizou a maturidade que demonstrava para alcançar a superação. Não foi guerreiro. Tão pouco artista.

A culpa volta toda para Felipe Mello. O Brasil já alertava. A Itália já alertava. Mas ele era o zap de Dunga. Era o personagem que seria esfregado na cara de todo o Brasil, caso o time chegasse ao título.

Apesar de tudo, o futebol saiu ganhando dessa. Era desgostoso ver o time brasileiro jogar. Não empolgava, não encantava. Era um time tático e carrancudo. Muito diferente do que a nossa vitoriosa escola da bola sempre pregou. A Holanda não joga tão bonito, mas preza menos pela modernidade do futebol marcador do credo de Dunga.

Fomos eficientes e disciplinados. E o Futebol não perdoa esse tipo de empáfia.

Foto: Reuters

Chato e perigoso



Não gosto do futebol da seleção brasileira há muito tempo. Mesmo assim, não sou daqueles de torcer contra. No entanto, se você não é o Galvão Bueno, você também não deve ter ficado satisfeito com a apresentação que a canarinho fez frente aos patrícios no dia de hoje.

Na partida pudemos mais uma vez constatar a fragilidade do carrancudo time de Dunga: a ausência de criatividade. No primeiro confronto contra uma equipe que sabe razoavelmente trabalhar a bola, o que se viu foi uma seleção viciada em fazer jogadas por um lado só do campo. Nesse sentido, Maicon foi muito exigido e respondeu a altura.

Mas, ele não pode fazer tudo sozinho. Nem ele, nem o Lúcio, que foi o melhor em campo disparado. Muito superior ao engomadinho Cristiano Ronaldo. Ou só Ronaldo, como ele prefere ser chamado. O zagueiro brasileiro lavou, passou e cozinhou para o time; mostrando competência e muita lealdade.

Felipe Melo continua desfilando sua ruindade pelas gramas internacionais. O pior jogador do campeonato italiano ainda quase prejudicou a equipe, com seu estilo pit-bull de Deus e suas rixinhas com o Pepe. Dunga foi sábio em sacá-lo logo no primeiro tempo.

O destaque positivo depois de Lúcio fica para Nilmar, que joga muito mais bola que o Robinho. Sem estrelismo e jogando para o time, o ex-Inter de Porto Alegre criou boas oportunidades para o insosso ataque brasileiro. Merece a titularidade.

Antes de começar o jogo, já sabia que seria uma partida modorrenta. Isso por que o empate servia para a classificação da colônia e da metrópole. Agora na segunda fase, certamente teremos, finalmente, emoções nos jogos do Brasil. Mesmo que com essa bolinha que o time apresentou, sejam emoções negativas.

Foto: Getty Images

Dunga, Respeito, Globo, Tadeu Schmidt e Alex Escobar.

Carlos Caetano, mais conhecido como Dunga, o treinador da seleção brasileira de futebol, cometeu um despautério, aliás, vários, após a vitória do Brasil contra a Costa do Marfim no último domingo.

O time jogou bem, venceu e convenceu, Kaká mostrou um belo futebol, mas o treinador estava revoltado. Algo lhe incomodava: Ainda em campo,proferiu diversos xingamentos ao juiz francês, pelo vale-tudo marfinense e a expulsão do nosso camisa 10, e xingou Drogba, por razões indefinidas. O que até faz parte do futebol.

Mas o pior estava por vir. Na coletiva de imprensa, ao falar sobre Luís Fabiano, o treinador indaga ao bom jornalista da Globo, Alex Escobar, se havia algum problema com o que ele estava falando. Após isso, começou a balbuciar xingamentos para o jornalista para todo mundo ver, e ouvir, pois o áudio capturou algumas “palavras”.

Versão da Globo
Horas depois do acontecido, durante o programa do Fantástico, Tadeu Schmidt fez uma matéria sobre o ocorrido, (matéria que virou o tópico mais comentado no twitter no Brasil por dois dias seguidos) dizendo que Dunga se irritou com o repórter global por ele ter feito um sinal negativo com a cabeça por discordar sobre o que Dunga falava. E por essa razão ter tido tais atitudes durante a coletiva. Veja a matéria do irmão do mão-santa do basquete:

Versão de outros veículos de imprensa:
Antes do jogo, a alta cúpula do jornalismo da Rede Globo fez contato com o Ricardo Teixeira, exigindo uma exclusiva com 3 membros da seleção; Dunga, Luís Fabiano e Kaká. Ao saber dessa exigência, Dunga se recusou a dar essa exclusiva, o que irritou Alex Escobar, e o fez ligar para Tadeu Schmidt durante a coletiva de imprensa. E por isso Dunga reagiu como reagiu.

Uma coisa que me agrada, e para muitos veículos de imprensa, sobre Dunga é a igualdade de privilégios da imprensa. Ele não dá preferência para nenhum canal de TV, ou jornal, rádio, etc. O tratamento especial que a Globo tinha com outros técnicos, não tem mais com Dunga.

A Rede Globo errou em divulgar uma matéria que não reflete com a de outras emissoras, rádios, sites. Errou ainda mais em querer ter a mesma exclusividade que tinha. Mas Dunga errou em reagir como reagiu, ainda mais na coletiva de imprensa. Essas cenas, o mundo todo viu.

Cabe a ele saber do tamanho do cargo que tem, e se portar como tal. Apesar de seu belo e eficiente trabalho com a seleção.

E esse é o úlitmo post do copeiros antes de seu primeiro aniversário.
(Nascimento do blog: 23/06/2009) – Post especial sobre o aniversário virá na sexta-feira.

Abraços.
Caio di Pacce.

PS: Mais uma Belíssima ilustração de @Rafahellnunes

Enfim Brasil.

O Brasil enfrentou hoje a Costa do Marfim, na minha opinião, o jogo mais difícil da primeira fase, pois trata-se de um time muito físico, de combate, que marca muito; e que encontra uma seleção brasileira ainda se encontrando fisicamente, e ainda se acostumando com a Copa de 2010.

E foi um jogo duro, principalmente no primeiro tempo, quando o time africano obrigava o Brasil começar as jogadas com Felipe Melo, brilhante ontem e Gilberto Silva, que teve uma exibição firme. Mas mesmo assim os elefantes complicavam o jogo para a seleção.

Até que o talento superou a tática, em uma triangulação entre Kaká, Robinho e Luís Fabiano, que deixou nosso camisa 9 na cara do gol. Daquele jeito, ele não perde: 1×0 Brasil.

E assim terminou o primeiro tempo, o Brasil vencendo, mas não convencendo. Já no segundo tempo, o Brasil voltou a ser Brasil. O Brasil de Dunga, da velocidade, do contra-ataque, mas com extremo brilhantismo. Luís Fabiano fez o gol mais bonito que eu já vi da Seleção em Copas do Mundo.

Com dois chapéus, num momento Pelé, e com o domínio com a mão, num momento Maradona, o camisa 9 fuzilou no campo sem chances para o goleiro: 2xo Brasil. O Brasil ainda fez o terceiro com o bom e esforçado Elano, artilheiro do Brasil na Copa.

Mas o maior ganho para a seleção foi a participação de Kaká. O nosso camisa 10 fez uma bela exibição, ainda não totalmente recuperado, mas já muito melhor do que na estréia do Brasil.

O jogo estava tranquilo para o Brasil, mas uma guerra para a Costa do Marfim. O time africano diminuiu com Drogba, em uma falha de marcação brasileira, 3×1, até aí tudo bem, mas o time do Brasil não soube se conter com as divididas duras dos africanos, e do juíz irresponsável.

A Costa do Marfim bateu, foi desleal, mas o time brasileiro não soube se controlar emocionalmente, principalmente Kaká, que caiu na catimba africana e foi expulso infantilmente, com uma cotovelada besta, deixando a seleção sem sua principal estrela.

Dunga tentou tirá-lo de campo, após tomar o amarelo, o treinador mandou os jogadores acelerar o aquecimento, mas não deu tempo, Kaká tomou o vermelho logo em seguida.

Enfim, o Brasil voltou a ser Brasil, para sorte da Copa do Mundo.

Abraços.
Caio di Pacce.

Assim foi, assim será

O Brasil finalmente debutou na Copa da África. Ontem, sob um frio cortante, venceu a figurante Coréia do Norte por dois tentos a um. Uma vitória nada convincente frente as altas expectativas do povo brasileiro.

Expectativas infundadas é verdade. Fomos embalsamados pela mística da camisa amarela, pintamos as ruas e compramos vuvuzelas. Nos aprontamos prontamente para um espetáculo de futebol. Badalamos a Seleção como sempre fizemos. Mas dessa vez, assim como da última, ficamos com a sensação de que podia ser mais.

Assim que acabou o jogo, a maioria do pessoal deve ter pensado: Só? Pois é, foi só isso mesmo. E foi aí que nossa ilusão se esvaneceu. Queríamos show e goleada, mas olhando para trás, quando foi que o time de Dunga deu espetáculo nesses quatro anos?

Talvez no amistoso contra a Itália, ou em um ou outro jogo das Eliminatórias, contra os tradicionalmente fracos do continente. No entanto, o que o país parou para ver ontem é o que vínhamos vendo desde 2007: um time que só sabe jogar na defesa.

Enquanto Kaká continuar meia-bomba, o Brasil não vai emplacar. Os gols vão continuar a sair de lances pontuais como o chute de Maicon e a qualidade de Robinho. Por sua vez, a defesa mostrou sua fraqueza. Como a Coréia não oferecia perigo, os defensores canarinhos foram ficando desatentos. Por isso, tomamos um gol bobo.

Sobre o que esperar do jogo da Costa do Marfim, vou na de José Trajano de esperar para ver. O grupo não provou nada em um jogo que poderia firmar os pés e mostrar: Ó somos favoritos e vamos passar o carro.

Parecia mais fácil nos comerciais da Brahma.

Foto: Getty Images