Vaai, Titee!

O Corinthians vai acabar o ano do seu tão aguardado centenário sob a batuta do técnico Tite. O novo comandante será apresentado ainda hoje pelas alamedas do Parque São Jorge e deve estreiar contra o arquirival alviverde no domingo.

Tite não é a menina dos olhos do sedento coração corintiano. Trata-se de um técnico mediano que oscila entre bons momentos e uma inércia completa. No jargão popular, Tite pode ser enquadrado como um técnico sem-sal. Inexpressivo em títulos e regular em táticas.

– Calma galera, acho que ainda dá…

 

Por outro lado, essa é a grande chance para ambas as partes. O Timão precisa engrenar nessa reta final para não perder o ano. Não adianta vir com papo de torcedor, que o time é maior que tudo, que ninguém compra mais essa. Paixão, mesmo e até a corintiana, é movida à títulos e resultados.

E no ano do centenário, o Corinthians ainda está devendo. E Tite pode ser a panacéia para todas as angústias alvinegras, justamente por não gerar altas expectativas no corintiano médio. Existe uma pressão clara, até do Mário Gobbi, mas o fardo de Tite é mais leve do que foi de Adílson.

Pelo lado de Tite, é agora ou nunca. Mesmo faturando alguns títulos na sua passagem pelo Inter, o técnico tem que ganhar alguma coisa de expressão. Assim como Celso Roth só está sendo respeitado (e olhe lá) pela conquista da Libertadores, Tite precisa de um troféu pesado na sua carreira. Para isso, conta com duas mega estrelas do futebol mundial. Cabe a ele, arrumar os pauzinhos da maneira correta.

O único e principal problema de Tite vai ser o mesmo de Adílson: elenco. Elenco rachado, diria mais, já que o moral não está muito alto no escrete corintiano. O plantel alvinegro é muito heterogêneo, colocando no mesmo balaio Moacir e Ronaldo. Adílson não teve esse problema no Cruzeiro e fez um baita trabalho. No Corinthians não deu certo. Será que Tite vai tirar algum coelho da cartola? Ou do Cartola?

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República Popular do Corinthians: O relato de um Palmeirense

Todos os leitores do Blog sabem meu time do coração, não preciso negar nada pra ninguém. A cor que me apetece é o verde. Mas hoje é dia de falar do Corinthians, clube fundado no dia 1 de setembro de 1910 por um grupo de operários do bairro do Bom Retiro.

O centenário clube, que saiu do centro e se instalou na Zona Leste, é o rival do meu. Sigo a teoria de que clubes tem rivais do seu tamanho, se o meu time é gigante, gigante também é o seu rival. Palmeiras x Corinthians é o maior jogo do Brasil, ver o alvi-verde contra o alvi-negro é demais, o dia não passa, as unhas são roídas, a garganta se desgasta de tanto berrar.

E daí que até hoje o Corinthians não tem estádio, não tem Libertadores, isso é o que menos interessa. O que faz o Corinthians ser o Corinthians é a sua nação, é sua torcida: A República Popular do Corinthians


(vídeo institucional da NikeFootball)

Parabéns Corinthians, que você seja cada vez maior, para cada vez mais nos enfrentarmos em estádios lotados, com o mundo olhando para o gramado.

Abraços.
Caio di Pacce.

100 anos de Velo: a Cidade Azul veste Vermelho

No último fim de semana, a Cidade Azul se vestiu de vermelho e verde ao ganhar mais um time centenário: a Associação Esportiva Velo Clube Rio Clarense.

A história do Velo se confunde com o frenesi ciclístico do começo do século XX. O ciclismo esportivo era uma moda importada da França e no dia 28 de Agosto de 1910, três rio-clarenses com sotaque italiano resolveram fundar o Vélo Club de Rio Claro. Vélo é o equivalente a “bicicleta” em português.

As atividades de clube de ciclismo vão até 1920, quando o Velo se associa ao Comercial F.C. e monta sua primeira equipe de futebol. O campo que abrigaria o recém criado time está até hoje no mesmo lugar, nas proximidades da Santa Casa de Misericórdia.

No entanto, o Benitão como estádio só surgiria em 1972, com um grande esforço da comunidade e dos sócios patrimoniais. Assim, no dia 7 de Setembro daquele ano era inaugurada a casa velista. O jogo de abertura foi contra a Academia palestrina, que venceu o certame por quatro tentos a  um.

A maior glória do rubro-verde viria alguns anos depois. Em 1978, a equipe logrou o acesso a primeira divisão do Campeonato Paulista. Naquela época, o acesso dava-se pela disputa entre o segundo colocado da segunda divisão e o penúltimo da primeira. Era o chamado “rebolo”.

O time rio-clarense ficou em segundo lugar na disputa do hexagonal final, atrás da Internacional de Limeira. O grupo ainda contava com a Catanduvense, o Corinthians de Presidente Prudente, São José e o Ginásio Pinhalense.

A Inter de Limeira estaria fora da disputa pelo acesso devido a uma invasão de campo ocorrida no jogo contra o Pinhalense. Em decisão controversa, o TJD deu os pontos do jogo para a Inter, alegando que a invasão fora provocada pelos pinhalenses. Aquele jogo havia terminado 2 a 0 para equipe de Espírito Santo do Pinhal.

Assim, o Velo disputou o acesso contra o Paulista de Jundiaí em campo neutro, o Brinco da Princesa na cidade de Campinas. A melhor de três acabou com duas vitórias rio-clarenses e um empate, resultando em uma carreata rubro-verde de 40km  pela Anhanguera, com mais de 10 mil torcedores.

A estréia do Velo Clube ocorreu no primeiro dia de setembro de 1979 na Rua Javari contra o Moleque Travesso. No entanto, a diretoria velista com uma mentalidade já moderna, havia decidido dispensar todo o time que obteve o acesso. No lugar, apareceram alguns figurões, mas o curto período para adaptação levou o desentrosado time rio-clarense de volta para a segundona em 1980.

Time clássico de 1978 que logrou o acesso

Nos anos seguintes, a equipe amargaria dissabores nas divisões intermediárias do futebol paulista. O acesso veio em alguns anos como em 1991 e 1996. Dessa época, ficaram marcados na memória velista o atacante Pirulito e o folclórico goleiro Veneno.

Atolado em dívidas e sem suporte financeiro, o Velo Clube chegou a deixar de disputar competições profissionais nos anos 2000. Atualmente está disputando o acesso a série A3 do Paulistão, juntamente da mesma Inter de Limeira.

Virou até documentário!

Os cem anos de história do Velo-clube rio-clarense tornou-se documentário através da pesquisa de Guilherme Serapião, estagiário do Arquivo Público e produção do Grupo Kino-Olho. O documentário retrata a origem do time rio-clarense, contando seu início e principais jogadores através dos relatos de José Roberto Satoro (pesquisador e principal fonte de conhecimento para este filme e que lança um exclusivo livro sobre o tema) e de José Otávio Sanches Varella (atual diretor social do Velo).

Além disto também a produtora conheceu as histórias de antigos jogadores como de Vicente Pero Portes, Jaime Luiz Fiorio e Tito Livio Maule, do qual ganha destaque ao relatar sua breve biografia futebolistica (mas de grande valor) confidenciando sua decepção devido problemas físicos.

Portanto, antes de apenas ilustrar informações sobre este clube centenário, o documentário apanha impressões pessoais daqueles que fizeram parte de sua História.

Realização: Prefeitura de Rio Claro, Secretaria da Cultura, Grupo Kino-Olho, Arquivo Público Municipal, TV Cidade Livre, Cia Quanta de Teatro, Portal Memória Viva, Ponto de Cultura Rio Claro e UNESP.

Agradecimento especial ao João Paulo Miranda, da Kino Olho: http://kinoolho.blogspot.com

Agradecimento especial também ao Evandro Vieira, pelo relato de 1978-79.

Todo Poderoso: 100 Anos de Timão

Faltando menos de um mês para o centenário do Sport Club Corinthians, o documentário “Todo Poderoso: 100 anos de Timão” está em cartaz na cidade de São Paulo. O filme pode ser assistido nas salas do Cine Bombril (dentro do Conjunto Nacional, na Av. Paulista, 2073) em dois horários: 16h e 20h.

Para maiores informações sobre o filme, acesse: http://www.todopoderoso-ofilme.com.br/

Aqui vai o trailer que verei hoje em companhia do Douglas e talvez do Tércio.

Seria essa a camisa do Centenário?

Vazou na net, via o blog Minhas Camisas, a camisa que, provavelmente, o Corinthians usará diante o Vasco da Gama no dia 1o de Setembro. Jogo que celebrará o centenário do clube alvi-negro. Segue a imagem

Abraços.
Caio di Pacce

É Jorge Henrique! É Jorge Henrique!

Ontem o Corinthians enfrentou o Bragantino pela segunda rodada do Campeonato Paulista em um Pacaembu abarrotado, com mais de 34 mil pessoas. O jogo marcara a estréia da principal contratação do time do Pq. São Jorge para o ano do Centenário: Roberto Carlos.

E o time corintiano começou arrasador, aos 2 minutos, em uma jogada de Jorge Henrique com Tcheco, Ronaldo saiu na cara do gol, colocou por cima do goleiro, o zagueiro do time de Bragança tentou salvar, mas chutou em cima de Elias e a bola morreu nas redes: 1×0 timão.

O Bragantino, que não tem medo de time grande, empatou o jogo aos 32 minutos, em uma bela jogada de Paulinho, quando o time da casa deu uma dormida em campo. Mas mesmo assim o Bragantino foi valente, e deu trabalho para a zaga corintiana.

Mas o nome do jogo não foi Ronaldo, ou nem mesmo o estreante Roberto Carlos, que até bateu uma falta como nos velhos tempos, para uma boa defesa do goleiro Gilvan, quem mereceu aplausos infindáveis foi o pequeno e guerreiro Jorge Henrique.

Ele foi o jogador que mais participou das jogadas corintianas, quando jogou no ataque, passou, driblou, correu, e até fez o gol da vitória, em um chute de fora da área. E depois do gol, quando o Corinthians se recuou novamente, ele foi pra lateral esquerda, após a saída do estreante, e marcou muito, salvou duas ou três bolas de perigo eminente para o time da casa.

O Pacaembu queria gritar gol de Ronaldo, ou de Roberto Carlos, mas o fiel torcedor ovacionou o pequeno Jorge Henrique. Ontem não foi dia do Fenômeno, mas do trabalhador.

Abraços.
Caio di Pacce.