Copeiros Vlog 15.2015 -Palmeiras 2(6) x 2(5) Corinthians – TAMO NA FINAL!!

Este vídeo é o Copeiros Vlog – 15.2015 – Hoje comento a vitória por Palmeiras 2(6) x 2(5) Corinthians, a classificação histórica do Palmeiras na Arena Epson! TAMO NA FINAL!!!!!.

Abraços.
Caio Di Pacce

Nhô Quim, o caipira centenário

Nho Quim

O Caipira Centenário chegou a capital paulista! E em grande estilo!

http://ocaipiracentenario.com.br/capa.asp?idpaginainst=principal


No dia 7 de fevereiro (sábado), o documentário será exibido na programação do MEMOFUT, no Museu do Futebol!

O MEMOFUT, é um grupo que tem como objetivo “Promover a difusão da literatura e de outras formas de expressão cultural e artística do futebol e apoiar a preservação da memória do futebol” – Esse grupo se reune uma vez por mês com programação variada. Melhor lugar não há!

O filme será exibido as 9h00 na primeira parte do encontro. E para fechar com chave de ouro, as 19h30, o Esporte Clube XV de Novembro enfrentará o São Paulo F.C. no Pacaembu. Vamô XVzão!

Programação do MEMOFUT dia 7 de fevereiro:

9h/10h45 – Exibição do documentário “Nhô Quim, o Caipira Centenário” (2014, 80 min, direção de Bruna Epiphanio), sobre o centenário do XV de Piracicaba, com sessão de perguntas e respostas com convidados em seguida.

10h45/11h – Intervalo.

11h/13h – Bate-papo com Bernardo Buarque de Hollanda e Paulo Fontes, organizadores do livro “The country of football: politics, popular culture, and the beautiful game in Brazil”, além dos professores José Paulo Florenzano (PUC-SP) e Fatima Antunes (Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo), com posterior lançamento do livro pelos autores.

Para mais detalhes, acesse o site do filme.

Produção Filó Comunicação: http://www.filocomunica.com.br/

Vamos ser Tri Santos!

E deu á lógica no Paulistão! O Morumbi foi palco de um show de futebol. Uma partida eletrizante entre Santos X Guarani, uma final em que aos 12 minutos do primeiro tempo, já havia saído 4 gols.

O Guarani, mesmo desfalcado de suas duas peças principais, deu trabalho ao melhor time do país. Neymar, Ganso, Elano e cia foram decisivos mais uma vez e o time da baixada levantou o caneco do Paulistão pela terceira vez seguida, algo inédito desde os anos 60,com o Santos do Pelé.

O Guarani jogou muita bola, em parte do jogo foi melhor na partida, mas para um time que precisava fazer três gols de diferença, para ir para os penaltis, o time campineiro perdeu chances demais, o Santos, quando chegou, aproveitou as oportunidades e fez 4 gols no jogo, fechando o campeonato com uma goleada por 4×2.

Neymar foi o artilheiro da competição e seu último gol foi uma pintura, o menino fez uma fila na intermediária, rolou para Juan, que deu um drible da vaca na entrada da área e rolou para trás, de volta para Neymar, que apenas concluiu com maestria.

Parabéns Santos, mais uma vez, cresceu quando precisava e mereceu mais essa taça, em pleno ano do Centenário.

Abraços.
Caio di Pacce.

Mortos abraçados.

Dançamos Tchê.

Dançamos Tchê.

Palmeiras e Corinthians jogaram contra Guarani e Ponte Preta nesse domingo, pelas quartas de final do Paulistão, disputas válidas em jogo único, quem vencesse levava a vaga para as semi-finais. Corinthians chegou como líder, enfretou o oitavo lugar em um Pacaembú abarrotado. O Palmeiras foi à Campinas, como 5o lugar, visitou o 4o lugar da primeira fase, o Guarani no Brinco de Ouro.

O embate entre os alvi-negros foi emocionante, a Ponte Preta fez um primeiro tempo brilhante, matou o time do Corinthians, e jogava nos contra-ataques, com a velocidade de Cicinho, Caio, maestrados por Renato Cajá. É verdade que contaram com uma ajuda do goleiro Júlio Cesar para abrirem o placar. Falta de William Magrão que o goleiro careca aceitou.

Em seguida o time da capital veio pra cima, mas era neutralizado, e na velocidade a Macaca era perigosa, em uma dessas investidas, Roger ampliou. Na segunda etapa, Tite veio com tudo, colocou Douglas, Alex e William, tirou Danilo, Jorge Henrique e o zagueiro Marquinhos.

A Ponte só se defendeu, com maestria, até que William furou o bloqueio. Aí Gilson Clena foi inteligentíssimo, eu teria feito a mesma coisa se fosse o meu time, arranjou confusão com o árbitro, foi expulso e enrolou cerca de 5 minutos de jogo, no momento que a Fiel mais explodiu no estádio, e que o time corinthiano estava mais aceso no jogo, ele conseguiu esfriar a partida e aumentar a pressão e o nervosismo dos jogadores do Timão.

Júlio Cesar ainda falhou novamente, em saída de bola, num tiro de meta de futebol juvenil, a bola bateu em Ralf, e sobrou para o time da Ponte, Pimpão foi lançado e ampliou. Ainda teve tempo para Alex diminuir, mas já era tarde. Corinthians eliminado.

Passados 30 minutos, o Palmeiras enfrentou o Guarani, um dos maiores algozes palestrinos do futebol do interior paulista, principalmente no Brinco de Ouro. O time do Bugre é um time ajustado, que joga na velocidade pelos flancos, e tem um jogo aéreo forte. E o time do Palmeiras sabia disso e tentou se prevenir.

Luan voltou ao time, na tentativa de privar Oziel de subir ao ataque, alternativa eficiente na primeira etapa, quando o time do Palmeiras dominou o jogo, teve algumas oportunidades de abrir o placar. Mas o Bugre soube se defender e chegou uma vez com perigo, com o meia Danilo.

Na segunda etapa, os mesmos problemas de posicionamento na defesa fez com que o Bugre chegasse mais, na bola alçada, Fumagalli, sim aquele mesmo, abriu o placar num gol olímpico. E logo em seguida, em uma cobrança rápida de lateral, Henrique teve que sair da zaga para dar o combate, dando espaço para Fabinho, que concluiu com perfeição para amplicar.

Logo em seguida, Luan fez bela jogada pelo flanco esquerdo, driblando dois jogadores e finalizou cruzado, no rebote Assunção diminuiu. Com 9 minutos do segundo tempo, a partida tinha 3 gols, com vantagem para o time da casa. Nisso, Felipão avançou o time, colocou Valdívia no lugar do esforçado João Victor, Palmeiras dominava as ações, mas carecia de organização: era muita vontade, mas pouca inspiração, o time martelava, mas pecava no momento de definição.

Com isso, o espaço atrás aumentou, e mais uma vez Fabinho teve chance para ampliar, e mais uma vez concluiu com perfeição: 3×1 bugre. Nos acréscimos Henrique descontou, mas não dava tempo para mais nada.

Palmeiras e Corinthians morreram abraçados no Paulistão, e o derbi que todos esperavam, não será o derbi da capital, mas sim o derbi campineiro: Guarani x Ponte no Brinco de Ouro, um jogo que ninguém pode perder.

Abraços.
Caio Di Pacce.

Segredos de um Corinthians x XV de Piracicaba

Texto de Juliano Barreto, do Resenha em 6, (http://www.resenhaem6.com.br/).

Rumo ao bem conhecido caminho do Pacaembu, coloco o primeiro pé para fora do trabalho e logo ouço os comentários de dois caras que esperavam por uma van. O primeiro diz que só alguém maluco poderia ir ao estádio naquela noite gelada de quarta-feira.  O segundo concorda, acrescentando que ninguém tem nada que ver em um jogo que não vale nada, jogado pelo time reserva do Corinthians contra a equipe que ocupa a última colocação no Campeonato Paulista. Para encerrar a parte da conversa que ouvi, veio a justificativa de que com um frio daqueles, o certo era ficar em casa e aproveitar as cobertas.

Como disse, estava indo para o Pacaembu e, por isso, não parei do lado dos caras para explicar para eles os motivos que fizeram exatos 7.531 corinthianos assistirem à vitória de 1×0 do time frente ao simpático time do interior. Se pudesse falar com esses caras, diria que é uma experiência deliciosa assistir a uma partida que não vale nada, com jogadores desconhecidos e num estádio quase vazio. Claro, é emocionante e único torcer em uma final de campeonato, quando cada minuto é decisivo e um gol ou um drible podem entrar para história. Ver um jogo que não vale nada, por outro lado, permite curtir cada pedacinho de jogada como algo único, feito quase exclusivamente para você e seus amigos. O jogo não vai fazer a história do Corinthians, do futebol Brasil ou do esporte mundial. Foda-se. Vai fazer a minha história.

E numa partida como essa, você consegue enxergar que mesmo os atletas do glorioso Esporte Clube XV de Novembro sabem tratar a bola muito bem, bem melhor que qualquer amigo seu que se acha craque. Os caras do XV também acertam dribles, passes longos, divididas, cabeçadas e lançamentos. O goleiro faz defesas difíceis e se joga na bola contra o pé do atacante como se fosse defender o filho recém-nascido de uma granada. A lição de ver isso ao vivo, num jogo com ares de pelada, é mostrar que o futebol é lindo mesmo (e, talvez, principalmente) sem os artifícios do marketing.

O mulato magrelo que vestia a camisa 11 do time do interior não faz comercial de TVs 3D, nem corta o cabelo de um jeito especificamente planejado para chamar atenção. Apostaria que se ele fizesse um gol, ele comemoraria dando pulos e socos no ar ao invés de fazer dancinhas ou procurar uma câmera para fazer gracinhas. Aquilo ali era futebol. Não esse nado sincronizado com bola que vemos nos campos verdinhos e reluzentes da Europa. Até que ponto o jogador é artista ou animal, não sei. Tenho certeza, porém, que prefiro o lampejo do instinto à eficiência do ensaio que resulta no quase-drible que vira simulação de falta.

Não dá para deixar de dizer também que era um jogo do Corinthians. E por isso eu estava lá, naquele puta frio, num horário que me cobraria caro na hora de acordar no dia seguinte. Só que não vou aqui usar aquela lógica surrada de que pelo time do coração a gente faz qualquer sacrifício. Não falo isso porque não foi sacrifício, não foi um favor que fiz ao Corinthians. Assistir a um jogo desses é como visitar seus avós. Eles vão contar as mesmas histórias, vão reclamar das mesmas coisas, vai ser tudo igual sem novidade nenhuma. Você não vai ganhar nada com essa visita, não vai aprender nada nem fazer média nem se divertir muito. Você apenas está passando alguns momentos com alguém que você gosta. E isso basta.

Lobby contra os Estaduais

A imprensa esportiva está cheia de gente criticando os estaduais. Dizem que são cansativos, modorrentos e que atrapalham a vida dos grandes. Claro, os “grandes” são os que enchem os bolsos de nossos cronistas. Até os mais sérios e admirados por esse blog. No entanto, o buraco é muito mais embaixo.

Esses cronistas são os primeiros a elogiar a Europa e sua organização de calendário. As datas da UEFA são o bezerro de ouro: perfeitas, reluzentes e estéticas. Conseguem combinar os anseios dos clubes com a aspiração dos patrocinadores. Tudo isso formatado aos interesses da federação.

Só que o Brasil, além de ser o país do futebol, é a casa de muito mais gente. Se somarmos a “população” dos três maiores campeonatos europeus, o Brasil ainda é maior em alguns milhões. Sem falar em termos territoriais, que são o ponto focal dos Estaduaizinhos.

Tudo bem que as federações locais são canalhas e retrógradas. Tudo bem que os campeonatos do sudeste polarizam as atenções pelo seu poderio econômico. Tudo bem que o calendário se mistura com o da Libertadores. Disso, todos nós (e eles) já sabemos. Resta saber o que podemos fazer? Ou melhor, o que podemos propôr.

Outrora combativa e militante, hoje a imprensa brasileira de modo geral ainda é vigilante e crítica. No entanto, não consegue mais formar opinião, pois não peca em edificar uma contrapartida. Por exemplo, a época da ditadura vestiu a camisa das eleições diretas. Muito embora política pese mais que o futebol, poucos são os que conseguem propôr algum norte. E esses, raramente são ouvidos.

Se o formato dos estaduais é tão ruim assim, cabe a nossa célebre imprensa propôr alternativas para que se criem grupos de pressão. Eles tem a ferramenta fundamental para convencer e arrebanhar adeptos. Por que não o fazem então?

Não sabemos. E com certeza eles têm uma resposta exuberante e cômoda para nossa pergunta.

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Uma mera exibição

Os times mais badalados do Brasil se enfrentaram ontem na Vila Belmiro. De um lado, o campeão da América e seu ataque eficaz. Do outro, o campeão brasileiro e seu entrosamento defensivo. Uma estrela em cada escrete para a reabertura de um dos estádios mais conhecidos do país.

Do lado de camisas escuras, Adriano busca reconquistar seu lugar no mundo da bola. Tite e sua comissão vem introduzindo o craque paulatinamente, mais por um exame de consciência do que um teste tático. O flamenguista respondeu bem, embora muito longe do que já tenha sido. Bem marcado, ainda tomou um rolinho do jovem Ganso, para delírio do olimpo.

Já pelos alvinegros praianos, o jogo pesou ser uma obrigação contratual. Nas palavras de Muricy, o torcedor pagou ingresso para ver Neymar e companhia. No entanto, é difícil imaginar que o professor tenha ordenado fogo máximo em um clássico do Paulista, com um jogo da Libertadores batendo a porta. O Santos se cansou de bi-campeonatos estaduais e agora sonha (com razão) mais alto.

De maneira geral, o jogo foi enxadristíco. O primeiro tempo passou encruado, com os craques mostrando meros lampejos de habilidade. Ganso estava mais solto e distribuiu dribles e cavadinhas. Neymar também deu lá seu show, mas em raras ocasiões. O interessante é que o resto do time também está jogando bonito, com passes de calcanhar e um-dois, mesmo sobre a direção de Muricy.

O Corinthians foi mais do mesmo. Um time extremamente bem postado, com uma defesa precisa. Jorge Henrique infernizou o litoral e Ralf mostrou toda sua regularidade. O que falta, há tempos, é criatividade. Alex continua sendo perigoso, mais pelos chutes de longo curso, do que pela armação. Talvez nem mesmo Douglas consiga tirar coelhos da cartola.

O que se viu no litoral paulista foi um embate de grandes, mais uma exibição do que uma disputa. Tanto que o gol da vitória santista saiu meio sem querer, sem muita vontade. Só para constar nas estatísticas da história do esporte.