Polêmico ou Bonzinho?

O futebol sempre foi coalhado por esses dois tipos de figura.

O tipo “polêmico” nem sempre é um grande jogador, mas gosta de falar muito e sempre é destaque na suas atividades extra-campo.

Já o “bonzinho” também nem sempre é craque, mas cumpre religiosamente o receituário de bom senso e profissionalismo que qualquer trabalho pede.

Pelo futebol ser mais Arte do que Ciência, o atleta polêmico desfruta de uma certa tolerância no meio. Devido ao Ibope e muitas vezes ao que faz em campo, diretoria e comissão técnica apaziguam os destemperos desse tipo de jogador.

Ontem Andrade, técnico do Mengo, disse que prefere os polêmicos aos bonzinhos – uma vez que mesmo Adriano e Bruno sendo polêmicos, foram decisivos na partida contra o Vasco.

Do lado dos bonzinhos, temos Kaká como expoente máximo. Muito se  falou desse brasiliense na semana passada, pois as câmeras o flagraram desferindo os mais incabíveis despautérios na desclassificação do Raul Madrid – desmitificando o Kaká que toda sogra quer ter como genro.

A verdade é que no futebol bonzinho não vinga. Temos o comentarista bem aprumado Caio, que apesar de ter jogado em grandes clubes, nunca se destacou. Nota-se a ausência de uma certa “maldade”, inerente a profissão de jogador. Como jogador, ele realmente deu um bom comentarista.

Mas a questão persiste.: deve se preterir o polêmico em detrimento do bonzinho, ou vice-versa? Dunga parece que quer tirar a prova dos nove com a Seleção, já que com ele o “polêmico” não tem vez.