Copa do Mundo – Copeiros – Brasil 1 x 7 Alemanha

Copeiros – Copa do Mundo – Brasil 2 x 1 Colômbia

Copeiros – Copa do Mundo – Brasil x Chile

Abraços.
Caio Di Pacce

Ninguém quer ser Barbosa

Ninguém quer ser Barbosa, foi o que PVC disse hoje no Linha de Passe da ESPN Brasil sobre a tensão presente nos jogadores e comissão técnica da Seleção Brasileira. Desde a estréia dessa Copa, o Brasil oscila entre bons e maus momentos, entre um turbilhão de emoções que são expressadas claramente por todos, desde o capitão do time até o mais jovem jogador da seleção.

E eu, em minha humilde opinião, concordo com PVC, o time está com medo de errar, com medo de arriscar. E com esse medo, as falhas táticas ficam mais presentes, com esse medo, o chute que é para ir no ângulo, sai rasteiro, fraco e sem direção. Esse é o principal problema da seleção brasileira, antes de pensar em resolver a lateral direita ou o setor de criação, esse deve ser solucionado primeiro.

Os jogadores não querem ser Barbosa, os jogadores não querem ser o Dunga de 1990 em pleno solo tupiniquim, não querem se tornar “bodes expiatórios” em sua terra natal. E, a cada jogo que passa, esse nervosismo fica mais presente. O que era auxílio e energia positiva na Copa das Confederações em 2013, está se tornando pressão, dívida e promessa pros jogadores em 2014.

A comissão técnica tem que trabalhar esse aspecto o quanto antes, para que a bola volte a rolar redonda para a seleção brasileira na próxima sexta-feira. Esses jogadores precisam perder esse medo de fracasso, esse medo de perder. Como dizia o “pofexô” nos anos 90: O medo de perder tira a vontade de ganhar. E esse medo, até então, é o principal rival da seleção canarinho.

Quem tem medo de ser o Barbosa de 50, jamais será o Pelé de 58 ou o Romário de 94.

Abraços.
Caio di Pacce

Copeiros – Copa do Mundo – Brasil 4 x 1 Camarões

Fernandinho sim, Paulinho não

Cheguei pra ficar!

Ontem o Brasil venceu por 4×1 Camarões e terminou a primeira fase como líder do Grupo A. Quem somente vê o resultado do jogo, não terá a real percepção do que foi, principalmente, a primeira etapa da partida.

O nosso time apresentou os mesmos problemas no meio-campo do jogo contra o México, as jogadas eram criadas de lançamentos longos da defesa para o ataque, o que seria facilmente controlado por uma defesa de qualidade, como enfrentamos o fraco time do Camarões, Neymar conseguiu brilhar e fazer dois gols.

Além disso o time estava expondo sua defesa, Luiz Gustavo precisava de um suporte defensivo de Paulinho, que não veio. Com isso, no intervalo, Felipão fez a mudança que muita gente pedia, colocou Fernandinho no lugar de Paulinho.

E o Brasil, enfim, teve um meio-campo equilibrado. A bola transitava, e, mesmo com partidas abaixo da média de Oscar e Hulk, o time conseguiu ampliar o placar, com Fred que desencantou, jogou melhor, ainda nada de espetacular, mas foi bem mais participativo. E terminou a goleada com o próprio Fernandinho, que fez uma jogada de Paulinho, infiltrando-se e aparecendo como jogador surpresa.

Paulinho é um excelente jogador, isso ninguém duvida, porém, por algum motivo físico ou psicológico, não está sendo o Paulinho que todos conhecemos. Ele não está sendo aquele Paulinho que nos acostumamos a ver decidindo partidas pelo Corinthians e pela Seleção.

Já Fernandinho está jogando bem, não está sentindo a pressão de vestir a camisa verde-amarela. Felipão deve manter essa substituição contra o Chile, pois sabe que precisa de um jogador com mais pegada para controlar as investidas de Vidal, Sanchez e Vargas. E ele está fazendo muito bem em manter essa alteração.

Abraços.
Caio Di Pacce.

Miroslav, o Mister Copa

Comemorou assim 15 vezes em Copas.

Comemorou assim 15 vezes em Copas.

Miroslav Klose, meio polaco meio alemão, nascido no dia 09 de Junho de 1978, atual atacante da Lazio. Esse atacante de não tanto brilho técnico, mas de muito oportunismo e frieza na hora de concluir igualou o recorde de gols em Copas do Mundo, que era exclusivo de Ronaldo, com 15 gols, E pode ser chamado de “O Maior artilheiro de Copa do Mundo”.

Ninguém discute quem foi/é melhor: Ronaldo ou Klose, ninguém discute quem foi mais importante em suas seleções, mas o futebol premia a meritocracia também. Ronaldo, fez muito, mas poderia ter feito muito mais em Copas, teve um final de carreira melancólico, apesar de sua passagem positiva em 2009 pelo Corinthians. Desde 2006 com problemas acima do peso, envolvimento com travestis e sendo muito infeliz com sua vida profissional após aposentadoria. A carreira de Ronaldo poderia ter sido ainda mais brilhante.

Miroslav é conhecido como Mister Copa, esse jogador soube se cuidar, soube ser profissional e se preparar para jogar a Copa de 2014 com capacidades físicas e psicológicas para ajudar a sua seleção alemã, repleta de craques, sendo considerado o melhor elenco desse Mundial

E ontem ele foi preciso mais uma vez, no JOGAÇO de Alemanha e Gana (2×2), entrou no segundo tempo e em seu primeiro toque na bola igualou o marcador e igualou o recorde, que ainda pode ser batido mais uma vez, isolando-se na artilharia.

Scouts de Miroslav em Copas
Em 2002, na Copa da Coréia e Japão, Klose fez 5 gols, todos de Cabeça, sendo o segundo artilheiro daquela competição, junto do craque Rivaldo.

Em 2006, jogando em casa, Klose fez mais 5 gols, ganhando dessa vez a chuteira de ouro. Seu gol mais importante foi contra Argentina nas quartas-de-final, empatando a partida.

Em 2010, Klose fez na Copa do Mundo 4 gols. O mais impressionante é que ele fez os mesmo número de gol em toda a temporada 2009-2010 pelo Bayern de Munich. Klose realmente se sente em casa jogando Copa do Mundo.

Em 2014, Klose apenas (ainda) jogou uma partida e fez 1 gol. Vamos ver se ele tem a oportunidade de se isolar.

Parabéns Miroslav Klose, sua constancia, seu profissionalismo, sua frieza e oportunismo te premiaram.

Abraços.
Caio Di Pacce.

¡Adiós, España!

No nos importa la Muerte!

Acabou o sonho do bi-campeonato da seleção espanhola. Hoje, o Chile mostrou que é a verdadeira seleção ROJA desta Copa do Mundo. Um verdadeiro baile, os chilenos massacraram os espanhóis por 90 minutos, 2×0 foi pouco pela disparidade ludopédica entre as equipes.

Chile dominou o meio campo, foi muito veloz e soube aproveitar os passes errados cometidos pela não tão furiosa seleção espanhola. Vargas, Aranguiz, Alexis Sanchez, Isla, Vidal, foram gigantes. Parecia que os comandados de Jorge Sampaoli, ou melhor dizendo, Jorge São Paoli, eram os atuais campeões mundiais, não o time envelhecido, cansado e amedrontado time espanhol.

Hoje, na tourada do futebol que aconteceu no Maracanã, o Chile teve uma tarde de toureiro e a España uma tarde de Touro. Eu já dizia que acreditava no Chile, que essa classificação era possível, mas não achei que seria tão fácil. Até mesmo a Austrália deu mais trabalho para os holandeses do que para os chilenos.

E o selecionado laranja não terá vida fácil contra o time Andino. O empate garante o time de Robben e Van Persie (que estará fora do jogo) a primeira colocação. Vamos ver quem possivelmente pegará o Brasil na próxima fase.

Abraços.
Caio Di Pacce.

Deitado em berço esplêndido

Durou dois jogos a aura de time pronto para disputar a Copa do Mundo que pairava sobre o Brasil. Se na estreia frente ao bom time da Croácia, sob as bênçãos da arbitragem, o resultado serviu para encher de brumas os defeitos apresentados pela equipe de Felipão, o jogo contra o também apenas bom México serviu para escancará-los.

Foram as mesmas falhas na marcação das duas laterais. O mesmo buraco na frente da área por causa da necessidade de cobrir as avenidas abertas com a descida de Marcelo e Daniel Alves. O mesmo sufoco em cima dos zagueiros. Se La Tri não criou chances claras, teve diversas possibilidades de finalizar de fora da área, sempre com perigo.

A campanha da Copa das Confederações serviu para dar moral a um time desacreditado, que se arrastou por dois anos nas mãos de Mano Menezes. Mesmo com Scolari, a Seleção demorou para ganhar corpo, o que aconteceu, de fato, durante o torneio teste para a Copa do Mundo. Naquele instante, vitórias incontestáveis contra Itália, Uruguai e o bicho-papão Espanha trouxeram para a Família Scolari o apoio que faltava, da mídia e da torcida.

O problema é que, desde então, a equipe não evoluiu. As duas laterais são convites para o adversário entrar em casa e tomar conta da sala. Isso sobrecarrega os volantes, que não conseguem dar a proteção necessária ao miolo de zaga. Se diante dos croatas David Luiz foi o destaque, contra os mexicanos o papel coube ao capitão Thiago Silva, que é um extra-série. Outra vez o destaque da equipa canarinha foi um zagueiro, o que é sintomático.

O Brasil não se impôs em momento algum do jogo. Pelo contrário. Marcando a saída de bola brasileira, o México, em alguns instantes, esteve melhor que o time de amarelo, como na sequência de chutes perigosos de longa distância. Claro que o Brasil foi mais perigoso, tanto que o goleiro Ochoa foi um dos destaques da partida, mas a diferença potencial das equipes não foi vista no relvado do Castelão.

O time é fraco? Não. Longe disso. Até outro dia, pouco se contestava a qualidade da equipe. Além do mais, a comissão técnica tem experiência na prova e traz no currículo os dois últimos títulos mundiais conquistados pelo país do futebol. O problema é que é mal preparado. Nunca-antes-na-história-deste-país, uma Seleção teve um tempo tão parco para se preparar para a disputa do mundial. Foram apenas 18 dias antes do debute.

O ambiente na Granja Comary, nestas pouco mais de duas semanas, é sabido por todos. Foi uma farra, quase igual àquela vivida em Weggis, antes da Copa de 2006, quando Parreira era o treinador, ou “gestor de talentos”, como ele mesmo proclamou-se. Foi um entra-e-sai de globais para ninguém botar (mais) defeito.

Ainda na semana que sucedeu a estreia, pouco foi trabalhado técnica e taticamente. E o resultado foi esse futebolzinho mequetrefe, pobre, pouco inspirado, apresentado em Fortaleza. Ainda faltam seis dias para o jogo contra Camarões, o que é tempo suficiente

O jornalista José Trajano, da ESPN, disse que era preocupante estar tudo certinho. É lugar comum, mas os campeões são forjados na dificuldade e a Copa das Confederações não é critério. É bom abrir o olho. O banco de suplentes não é rico em opções. Paulinho e Fred, outra vez, foram figuras nulas em campo e Neymar e Oscar não estiveram bem, diferentemente da estreia. o que potencializou os erros vistos no debute. Só o resultado não se repetiu. Nem o árbitro.

Ainda na semana que sucedeu a estreia, pouco foi trabalhado técnica e taticamente. E o resultado foi esse futebolzinho mequetrefe, pobre, pouco inspirado, apresentado em Fortaleza. Ainda faltam seis dias para o jogo contra Camarões e, para corrigir, ou pelos menos amenizar as carências da equipe, terão que trabalhar muito. Só que, dessa vez, de verdade.

O Brasil perdeu?

O Brasil acabou de empatar com o México e parece que foi uma derrota. Talvez uma derrota moral, pela tamanha atmosfera que se criou em torno da seleção de Felipão. Como assim Neymar, o mito, não colocou a defesa de um escrete inexpressivo de joelhos? E todo o marketing em volta da invencibilidade da canarinho? E a música do Itaú? E a emoção do Galvão?

Guillermo Ochoa Brasil x México (Foto: AP)

Todos esquecemos que o time brasileiro é uma equipe jovem, com pouca experiência em Copas. Alguns jogadores não encaixaram no torneio, como o Paulinho e o celebrado Daniel “Avenida” Alves. As estrelas nascentes ainda não estão completamente prontas para responder aos momentos de pressão. Apesar da paternidade, Oscar não tem cancha para assumir a responsabilidade pela criação. Já Neymar, por toda vontade que sempre demonstra, isolado, acaba por ser facilmente neutralizado.

Se nossa defesa é sólida e técnica, nosso ataque é vacilante. Jô e Bernard foram convocados à sombra de uma belíssima Libertadores que jogaram. Porém, quando testados no calor da partida, acabam por não corresponder. Hoje vimos um Jô desatento, com pouca criatividade e nenhuma presença de área. Por sua vez, Bernard poderia ter infernizado o lado direito dos chicanos, mas não teve a mesma mobilidade impressionante de seus tempos no Galo. É…o manto amarelo pesa.

Na coletiva de imprensa, pela primeira vez nesse oba-oba de Copa, Felipão foi rude e distribuiu respostas curtas. Disse que nós brasileiros esquecemos que outros times também podem jogar bem e ressaltou a partida milagrosa que o goleiro Ochoa fez. Porém, é inegável que o escrete canarinho tem problemas. Talvez seja muito tarde para perceber, já que a neblina midiática dos últimos meses começa a se dissipar.

 

Foto: Associated Press, extraída do Globo.com