E o Santos virou Brasil na Libertadores.

Hoje 4 clubes brasileiros disputavam 4 vagas para as quartas-de-final da Taça Libertadores. Internacional, Fluminense, Grêmio e Cruzeiro queriam se juntar ao Santos na próxima fase da competição mais importante do continente. Porém, a noite foi mais do que negra para os clubes tupiniquins.

O Internacional recebeu o uruguaio Peñarol em casa após um 1×1 no Uruguai. Falcão no banco e a torcida estava feliz. O time vermelho abriu o placar logo no primeiro minuto de jogo com Oscar. Mas, no segundo tempo, com 15s o time uruguaio empatou, e aos 5 virou. Daí era nervosismo puro na arquibancada e no campo. Inter eliminado.

Como disse Tércio Silveira, pergunto: O que o comentarista Falcão falaria do treinador Falcão após a partida?

O Grêmio foi ao chile precisando vencer por 2 gols, missão complicada, ainda mais com o show que a torcida da La U dava nas arquibancadas, umas das canchas mais locas dessa Libertadores. O time do Grêmio jogou muito pouco, parecia estar sem alma, tomou 1×0 e voltou pra casa sem a vaga.

Porém o mais impressionante foi o que aconteceu com Fluminense e Cruzeiro:

O primeiro se classificou na raça, na guerra, em pleno estádio Libertadores da América contra o Independente. No Engenhão, jogou mal, porém venceu por 3×1 o paraguaio Libertad, e estava tranquilo. Eu disse estava. Porém, no Defensores del Chaco, mais uma vez o tricolor carioca jogou mal e tomou um vareio de bola. 3×0 e a vaga para os donos da casa.

E o Cruzeiro, o todo poderoso Cruzeiro, que era a sensação da América, foi à Colômbia e venceu o Once Caldas por 2×1. Essa foi a segunda derrota da HISTÓRIA do time colombiano na Libertadores. Jogo de volta tranquilo, já ganho? Não! Ainda mais quando o meia (arriada) Roger foi expulso aos 30 minutos do primeiro tempo.

Com isso, o time colombiano cresceu. Foi tomando conta do jogo. Em 5 minutos calou o estádio, aos 21 abriu o placar e aos 26 fez o 2×0 que lhe dava a vaga. Daí em diante era aquela catimba característica da Libertadores contra Brasileiros, até o Massagista invadiu o gramado para parar o jogo.

Depois dessa quarta-feira negra para o Brasil, o Santos só dá risada, pois é o único brasileiro da Libertadores.

Abraços.
Caio di Pacce.

Aula de Loucura e Futebol

Futebol também é personalidade. Não se vence jogos, nem campeonatos sem o brilho fugidío e imponente da atitude. A pressão para a vitória é grande: há grandes cifras rodando os jogos. No entanto, não existe hora para se mostrar personalidade. E as melhores, quando aparecem, sempre são as mais delicadas das horas.

Assim como Júlio César não tremeu frente ao Palmeiras ou ao Tolima, Loco Abreu mostrou que é um dos jogadores mais completos em atividade no futebol brasileiro. Sim, o mais completo. Tudo bem que não seja o mais técnico, mas ele responde bem a todos os quesitos que o futebol precisa: atitude, folclore e gols. Por décadas, acreditem, era disso de que o esporte vivia.

 

Loco Abreu continua ensinando o fino aos brasileiros

No clássico contra o Fluminense, o uruguaio Sebastian Abreu roubou a cena. Após algumas confusões da arbitragem, o dois times voltaram sem preocupações com a defesa. E quem saiu ganhando foi o esporte:

Aos seis minutos, Rafael Moura puxou a camisa de Loco Abreu na área. O árbitro marcou pênalti. O próprio atacante cobrou, com paradinha, e o goleiro Diego Cavalieri, parado no meio do gol, fez a defesa. Aos dez minutos, Edinho empurrou Bruno Tiago na área. Loco Abreu pegou a bola para bater. E voltou a usar a famosa cavadinha, mas sem dar qualquer chance para Diego Cavalieri. Por contestarem a marcação, quatro jogadores do Fluminense receberam cartão amarelo.

Esse excerto do site da ESPN Brasil ilustra meu argumento. Loco Abreu bateu um pênalti de cavadinha na semi-final de uma Copa do Mundo. Por que ele teria medo de bater duas vezes de tal forma na Taça Guanabara?

Não sabia também da contratação do He-Man pelo Fluminense. Isso mostra que mesmo que esteja na moda se retrancar, o mais importante ainda é meter gols.

Absolvamos Somália

Tudo bem, não se deve fazer. Mas quem nunca deu um gatinho no trampo de vez em quando? Claro que o Somália ganha muito mais que a média do leitor do Copeiros, mas convenhamos que o rapaz foi um pouco longe. Exagerou.

 

- Ih, nojéénto.

Por isso, absolvamos o volante. Ele não é mais do que uma representação conjuntural do nosso mundo do trabalho. Dores de cabeça, morte de parentes ou o ônibus que não passou. Após uma noitada pesada, Somália teve a brilhante idéia de se sequestrar. Ou assaltar. Ou outra coisa.

A multa pela falta no treinamento seria de 40% do salário. Agora o jogador pode pagar muito mais caso o indiciamento vá adiante. Claro que não vai, algumas cestas básicas e a justiça está feita.

A toada de nosso  tempo é a supervalorização das celebridades (?). Somália é um clichê do futebol. Carrega sua origem no apelido. Menino pobre e magro foi tentar a vida com a bola nos pés.

Agora não fiquemos horrorizados frente a esse evento. O futebol é isso quando posto ao excessos dos holofotes: imoral, humano e folclórico.

Bahia, primeiro campeão brasileiro

A CBF vai unificar os títulos da Taça Brasil, Roberto Gomes Pedrosa e Taça de Prata. Na época anterior a 1971, esses campeonatos tinham o status de competições nacionais, já que não havia uma organização formal de um campeonato brasileiro.

Com isso, temos um novo primeiro campeão brasileiro, que é o Esporte Clube Bahia. O título da Taça Brasil de 1959 é reverenciado pelos tricolores baianos, já que o time havia batido o temido Santos de Pelé, Coutinho e Pepe.

Bahia, 1959 - Em pé: Marito. Wassil. Hamilton. Ari e Biriba. Agachados: Leoni. Haroldo. Henrique. Nadinho. Vicente e Florisvaldo.

No entanto, surgiram situações interessantes. Com esse reconhecimento, o Palmeiras foi bi-campeão nacional em 1967. O Palestra alviverde arrematou no mesmo calendário, a Taça Brasil e o Robertão. Mesmo que a Academia mereça ser reverenciada, esses dois títulos vem instaurar definitivamente a polêmica.

Palmeiras, 1967 - A Academia com Djalma Santos e Ademir da Guia

Por outro lado, uma justiça  histórica foi feita. O Botafogo de 1968 também foi coroado com uma conquista nacional. Aquele contava com figuras como Jairzinho e Paulo César Caju, orquestrados pelo jovem técnico Mario Jorge Lobo Zagallo.

Fogão, 68 - Timinho com o esboço do esquadrão canarinho de 1970

Não se pode dizer que a decisão da CBF foi acertada. A turma de Ricardo Teixeira, assim como Blatter, vem abusando das decisões políticas. No entanto, o reconhecimento desses títulos não aumenta a grandeza dos clubes. Só coroam aqueles esquadrões que já eram históricos.

Bom para o futebol.

ENQUETE: Quem vai levar o Brasileirão?

 

Abraços.
Caio di Pacce

A volta do G4?

A CONMENBOL anunciou no fim de tarde dessa segunda-feira o retorno da quarta vaga para a Libertadores via Campeonato Brasileiro. A Confederação Sul-americana acatou um pedido da CBF em reunião realizada ontem.

Porém, não há almoço grátis, essa vaga só será válida desde que o Campeão da Copa Nissan Sul-americana não seja um time brasileiro, no caso, Palmeiras, Atlético-MG, Goiás ou Avaí.

Após essa decisão, a reta final do Brasileiro esquentou, cerca de 6 times brigam claramente por um acesso, Atlético-PR (46), Grêmio (46), Botafogo (45), São Paulo (44), Palmeiras (44) e Vasco (41).

Os meus favoritos para essa vaga, pelo que vem jogando nesse segundo turno, em ordem são: Grêmio, Atlético-PR e São Paulo.

Porém esses times precisam torcer para os outros times sul-americanos, logo é bom que Felipão ou Dorival (principalmente), preparem um ótimo banho de sal grosso, porque a zica vai ser das grandes.

Abraços.
Caio di Pacce.

Olha o Botafogo aí gente…

O Botafogo no começo da temporada era apenas um coadjuvante no futebol brasileiro, principalmente depois da derrota para o Vasco no Engenhão po 6×0. Derrota essa que derrubou Estevan Soares, e que fez Joel Santana treinar o clube.

Melhor contratação não tem. O treinador deu um tom carismático ao clube, deu a tarimba que faltou para o alvi-negro carioca nos momentos de decisão. E, dessa forma, venceu os dois turnos do Carioca e levou o título antecipadamente.

Mas, as dúvidas sobre Botafogo são constantes, mesmo com Joel, Loco Abreu, Herrera, ninguém achava que o time de General Severiano poderia surpreender e se entitular como um dos postulantes à Libertadores, quisá ao título. Mas Joel Santana e cia estão dando um novo tom para o time da estrela solitária.

As duas vitórias seguidas contra os paulistas, Santos e São Paulo, deu uma moral maior ao Botafogo, uma vez que os dois times são grandes clubes, com grandes elencos, e foram vitórias convincentes. Principalmente a última, num jogo que só o Botafogo atacou, o time fez 90 minutos de pressão em cima do São Paulo, com atuações muito boas de Loco Abreu, Edno e Maicossuel.

Com o Corinthians e Fluminense oscilando, ficar de olho no Botafogo não é loucura não. Olha o Botafogo aí gente!

Abraços.
Caio di Pacce.