A aula de Roman e a frieza de Romário.

Final de Libertadores é sempre final de Libertadores. Jogo na Bombonera, sempre é jogo na bombonera. A primeira mão da final entre Boca x Corinthians foi sensacional. A pujante torcida Xeneize mostrou mais uma vez que é incrível, calou os narradores de todas as rádios e televisões da América Latina.

O Boca jogou muito, Roman teve liberdade para trabalhar e deu uma aula de futebol, só que jogar ao lado de Mouche e Santiago Silva é complicado, agora, pra quem esteve acostumado a jogar com Tevez e San Marin Palermo, é mais complicado ainda.

Toda bola passava pelos pés de Roman, o espaço que Neymar, Ganso ficaram procurando nos dois jogos contra o Corinthians, o camisa 10 boquense encontrou com naturalidade. O Corinthians soube se defender, mas não com aquela competência dos últimos embates, o time sofreu. Mas o Boca pecou por não saber definir as jogadas, por não ter qualidade na finalização.

No segundo tempo, o Boca entrou melhor, soube aproveitar os espaços dados, principalmente com a avenida no lado esquerdo para Clemente Rodriguez trabalhar, e em uma bola parada, o time argentino abriu o placar.

Quando tudo está encaminhado para uma vitória do time ca casa, Tite coloca Romarinho em campo, o novo talismã corinthiano, que fez dois belíssimos gols contra o Palmeiras, recebeu uma bola, e como se fosse um jogo treino, com os amigos, ou na várzea, o menino cavou na saída do goleiro, me deixou sem palavras a frieza e calma do garoto.

O jogo de volta está totalmente abero. O Boca joga muito fora de casa, o Corinthians joga muito em casa. Será um embate épico, só sei que a Libertadores de 2012 será lembrada pra sempre.

Abraços.
Caio Di Pacce.

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A Copa na Reta Final: Análise dos confrontos

Ontem foi definido os outros dois classificados para as Semi-Finais da Taça Libertadores da América. A Copa chegou em sua reta final. Os quatro times mais preparados chegaram, dessa vez os melhores passaram: Corinthians x Santos, Boca Júniors x Universidad de Chile (La U).

Boca Júniors x Universidad Católica
Na bola é empate técnico, tanto o time do Boca como o time da Universidad são páreos, ambos tem um calderão a seu favor, é verdade que a Bombonera é mais pressão que o Estádio Nacional de Santiago, mas jogar no chile, com a torcida inflamada não é fácil.

Creio que o time chileno oscila mais que o time argentino, além do fato do Boca ter um elenco mais tarimbado, mais especialista em Libertadores, como Schiavi, Santiago “El Tanque” Silva, Mouche e o Sr. Libertadores: Juan Román Riquelme, que voltou a jogar o fino da bola. Ele rege o time de Buenos Aires, e acho que ele pode fazer a diferença.

Palpite: Boca Júniors

Santos x Corinthians
Um clássico do futebol brasileiro, o embate entre os dois melhores times do país, será o encontro entre o brilhantismo técnico contra a disposição tática, raça e entrega. Um jogo sem favoritos. Eu realmente achava que o Santos não passaria pelo Vélez, pelo o que o time da baixada jogou na Argentina, o Peixe não merecia passar.

Mas futebol é futebol e o Santos cresceu aqui na Vila, impôs seu jogo e venceu o time argentino nos penaltis. Na bola, dá Santos, pois o time da baixada tem Neymar, mas clássico não tem favoritos, ainda mais em jogo válido pela Libertadores da América, onde a disposição, entrega e força de vontade tem que ficar na ponta da chuteira, e isso o Corinthians tem muito mais.

Palpite: Coluna do Meio.

Abraços.
Caio di Pacce.

50 anos del Pibe de Oro

A Humanidade é corporativista. Gostamos daqueles personagens que se perdem nos mais mundanos dos sentimentos e paixões, nos vícios, nos desvios de conduta. Ao mesmo tempo, saboreamos atordoados a grandeza dos feitos impossíveis, mágicos e miraculosos.

Dale, gracias!

Diego Armando Maradona é um pouco desses dois mundos. É um tipo dos mais marcantes, daqueles que se ama ou se odeia. Profundamente. No entanto, podemos odiar e amar Maradona em um mesmo momento.

Mesmo acreditando cientificamente que Pelé foi muito melhor que Maradona, não há como se curvar para o pibe de oro. Sua genialidade aliada a sua extravagância, sua postura provocativa e sua história de vida são instigantes. E apaixonantes.

Por mais perdido que foram seus caminhos, em Nápoles ou em Cuba, não há de se negar uma atração fatal pelo camisa 10 alviceleste. Atração fatal engloba um rompante de repúdio imediato, quando esse argentino dá aquele elástico fulminante ou encaixa uma cobrança de falta bem onde a coruja dorme.

Sim, meio século de vida. De uma vida apaixonante, dramática, irresponsável e genial. Parabéns pibe, por ser um resumo vivaz da natureza humana.

El Más Grande

O Boca Juniors anda mal das pernas. Ocupa uma posição intermediária no Clausura e acumula vexames. Inclusive dentro da grandiosa Bombonera.

Para sair desse sufoco, como sempre, o técnico foi sacrificado. E como na maioria das vezes, o resultado foi imediato. Nessa última segunda-feira, o Boca sacolou o Arsenal por quatro tentos. Entre eles, um histórico.

Martin Palermo ao completar o passe açucarado de Riquelme entrou para história do clube. Essa seria a ducentésima vigésima vez que o jogador balançaria o barbante vestindo o manto boquense. Nenhum outro distinto conseguiu fazê-lo nos 70 anos da existência do Clube Atlético Boca Juniors.

Natural de La Plata, El Titán cumpre sua nona temporada pelo time bonaerense. Após o título mundial de 2000, transferiu-se para a Espanha, onde atuou em times intermediários como o Bétis e o Villareal. Nesse último, foi tri-campeão da Copa do Rei.

No entanto, as coisas não estão boas para os lados do bairro boquense. Após celebrar o triunfo, Palermo falou abertamente sobre a inconsistência do plantel. Disse que não era amigo de Riquelme e o que os unia era simplesmente defender o Boca aos domingos.

Outro sinal de instabilidade foi a invasão do CT por parte da Doce antes do jogo contra o Arsenal. Os vinte torcedores achincalharam Riquelme, chamando os jogadores para brigar. Hugo Ibarra interveio e nada de pior aconteceu. Quando Román se aproximou dos torcedores, mandaram-lhe calar por que não era o mais indicado a falar.

Enquanto o gigante se debate, seu maior rival tenta fugir do rebaixamento. O antigo técnico do Hurácan, Angel Cappa assumiu essa semana o River Plate. Com um discurso fraco, disse que o time tem que “jogar para cima, para vencer”. O novo técnico também comentou a situação de Ortega, que sofre com o alcoolismo, dizendo que “ele mesmo tem que se ajudar”.

A cinco rodadas para o final do Clausura, o Godoy Cruz lidera empatado com o Argentinos Juniors em 28 pontos. Logo atrás, estão Estudiantes e Independiente com 27.

Foto: The Independent – UK