Jogaço em Minas Gerais

O Estádio Independência em Minas Gerais foi palco da partida da rodada, Atlético MG x Fluminense, os dois times brigando pela ponta da tabela. Os dois melhores times desse campeonato brasileiro, o líder contra o vice-líder, praticamente uma final antecipada.

E o jogo foi muito pegado, o Atlético MG chegava sempre com perigo, nos pés de Ronaldinho e Bernard. O Fluminense jogava mais fechado, porém sempre com perigo, Fred e Wellington Nem sempre eram perigosos.

Até que Ronaldinho foi bater uma falta pela esquerda, colocou na rede, mas o juíz anulou, um jogador do Atlético MG, teria deslocado a barreira. Isso é comum, eu lembro de um São Paulo e Santos, Carlos Alberto, no SPFC ainda, fez exatamente igual ao atacante atleticano e o juíz validou o gol. Mas contra o Fluminense, é falta.

Na verdade o Juíz do jogo quis apagar o incrível jogo de futebol, e manchar uma partida muito intensa, brigada e de ótima qualidade técnica. O Fluminense abriu o placar com Wellington Nem, aos 10 minutos, num momento em que o Galo mandava no jogo.

A pressão do Atlético aumentou, mas a bola não queria entrar, estava com cara daquele jogo de sorte de campeão do Fluminense, até que Jô igualou o marcador, aos 23 min da segunda etapa. Aos 36, o mesmo Jô virou a partida. A torcida explodiu dentro do Independência.

Porém, o Fluminense não é líder a toa, e Fred é decisivo. Ele teve uma chance, e guardou, aos 40 do segundo tempo, quando já diziam que o jogo era do Galo. O empate que praticamente garantia o título para o Tricolor carioca.

Mas o Galo, é forte e é vingador. Leonardo Silva, o zagueiro artilheiro, colocou a cabeça na bola aos 47 e garantiu a vitória. O juizão ainda quis complicar ainda mais, quando Fred deu uma cotovelada em Júnior Cesar que foi chutar a bola, impedindo o re-início do jogo. O lateral tomou o amarelo, e Fred saiu ileso.

Mas o futebol venceu, fomos presenteados com uma partidaça de futebol, craques, como Ronaldinho, Deco, Fred, Bernard, Wellington Nem, etc, com viradas no placar e um campeonato ainda aberto, com muitas rodadas pela frente para se decidir.

Abraços.
Caio di Pacce.

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A taça é do Corinthians!

Mais um jogaço do time do Corinthians, mais um daqueles testes para cardíaco, como diria Galvão Bueno. O time do Corinthians veio com tudo, precisava vencer o Galo para voltar para o topo da tabela. E o time da casa venceu, à moda corinthiana.

- Haaaja coração, amigoo!

Depois de um primeiro tempo morno, o Corinthians foi para cima de um Atlético proposto a se defender, se trancar atrás e encontrar um gol em um contra-ataque. E o time do Cuca, fez muito bem essa proposta, tanto que abriu um placar com André.

Os visitantes venciam até os 32 minutos, quando Liedson empatou o jogo. Daí pra frente era um jogo de ataque contra defesa, a zaga do Atlético chutava a bola onde o nariz apontava, o Corinthians ia sem muita tática, na base do empenho, da entrega e da raça.

Eis que Adriano renasce. Emerson, a melhor contratação do Timão em 2011, acerta um passe açucarado para o Imperador que chuta de esquerda, tirando do jovem Renan, virando a partida e garantindo mais uma rodada na frente.

Pode entregar a taça, ninguém mais merece o título do que o Corinthians!

Abraços.
Caio di Pacce.

Washington: O Adeus com coração.

Na tarde de ontem, o jogador Washington, mais conhecido como Coração de Leão, anunciou sua aposentadoria. Muito emocionado, não conteve as lágrimas ao agradecer aos companheiros, treinadores e clubes pelos quais passou nesses 17 anos de carreira.

Craque ele nunca foi, mas Washington sempre foi um goleador. É o maior goleador de uma única edição de Brasileirão. Possui bola de Prata, chuteira de ouro, já esteve na Seleção Brasileira com Luxemburgo e com Leão. Nos úlitmos anos ele foi marcado como um jogador que perde gols feitos, na minha opinião, ele foi bem mais do que isso.

O verdadeiro drama de sua carreira aconteceu em 2003, quando ele foi diagnosticado com um problema no coração, que o tiraria dos gramados. Mas após 1 ano, ao lado do excelente departamento médico do Atlético-PR, o atacante voltou aos gramados, com o apelido de Coração de Leão.

E foi no Brasileirão de 2004, no seu retorno aos gramados, que ele bateu o recorde de gols em uma única edição dessa competição com 34 gols. Ele superou Edmundo e seus 29 gols no Brasileirão de 1997 . Mas, infelizmente o Atlético-PR deixou escapar a taça para o Santos na última rodada quando empatou com o rebaixado Grêmio.

Outro grande momento da carreira de Washington foi a Libertadores de 2008. O time do Fluminense era desacreditado perante ao São Paulo de Adriano, mas o tricolor paulista não se classificou para aquela semi-final graças ao atacante fluminense. Segundo o próprio jogador, o gol aos 48 minutos do segundo tempo, foi o mais importante da sua carreira.

Comemorando o gol mais importante de sua carreira

Sem contar o golaço de falta do atacante contra o Boca Júniors no Maracanã.

Parabéns Washington, seja feliz nessa sua vida pós-jogador. Espero que os novos atacantes se espelhem na sua vontade e determinação em campo.

Abraços.
Caio di Pacce.

Palmeiras classificado!

Em um Pacaembu abarrotado com mais de 35 mil pessoas o Palmeiras enfrentou um enfraquecido Atlético-MG pela Sulamericana. Felipão convocou a torcida e ela veio. O Palmeiras veio completo, concentrado e poupado para o jogo, e o Galo com o time reserva.

Valdívia  entrou como titular, e mais uma vez sua lesão o tirou de jogo logo aos 10 minutos. Nesses minutos deixou Tinga na cara do gol que perdeu um gol feito. Lincoln entrou em seu lugar, mas dessa vez o camisa 11 jogou muito. Era dele as principais jogadas palestrinas.

O time do Galo errava muito atrás, com isso dava chances pro Palmeiras. Marcos Assunção não estava tão bem no jogo, até que  resolveu abrir o placar. Dessa vez não foi de falta, mas sim de escanteio. Sim! Um gol Olímpico! Palmeiras 1×0.

O Atlético-MG era perigoso, melhorou após ter sofrido o gol. Começou o segundo tempo melhor, pressi0nando o Palmeiras, principalmente após a entrada de Nicão, Serginho e Diego Tardelli. Mas time que se abre sofre contra-ataque.

Em um desses contra-ataques, Tinga rolou para Lincoln, que rolou para Luan matar o jogo. Palmeiras 2×0 e classificação garantida.

Abraços.
Caio Di Pacce.

FOTO: Lancenet!

Noite de empates

Essa quarta-feira a bola rolou em três estádios, na Boca do Jacaré em Minas Gerais para Galo x Palmeiras, no Serra Dourada para Goiás x Avaí, jogos válidos pela Sulamericana e no Engenhão para Flamengo x Corinthians, o clássico das multidões pelo Brasileirão. Os três jogos saíram empatados.

Atlético MG x Palmeiras
O Palmeiras entrou em campo com Valdívia, que mesmo machucado, jogando apenas 20 minutos, conseguia abrir espaços na marcação mineira. O Galo também sofreu a baixa de Daniel Carvalho, o jogador que abria espaços na marcação palestrina. Sem seus meias de ligação, o jogo ficou mais feio.

No segundo tempo Kléber abriu o placar, o Palmeiras teve um pênalti bem e mal anulado pelo bandeira Érico Bandeira: Lincoln estava impedido, o bandeira não viu, não assinalou a marcação, o juíz deu o pênalti. Kléber estava com a bola na marca, o bandeira sai de seu posicionamento e avisa que havia impedimento. Ou seja, sopraram pra ele essa marcação.

Após isso, no gol atleticano, o árbitro ainda marcou um pênalti inexistente em Obina, que como havia prometido, marcou um gol contra o Palmeiras.

Flamengo x Corinthians
O RUbro-negro entrou aberto em campo, com três atacantes e errando muitos passes. O Corinthians, com seu meio campo forte de muita marcação, veio fechado esperando o contra-ataque. Ou seja, o jogo era um prato cheio para o time centenário.

Ronaldo abriu o placar ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa o Flamengo melhorou e o Timão oscilou. Com isso, Diogo, menino criado no quintal da Lusa empatou. Júlio César fez boas defesas, Lomba também, mas o empate foi um resultado justo.

Goiás x Avaí
O Serra Dourada viu mais um jogão de bola do esmeraldino em jogo válido pela Sulamericana. O time da casa abriu o placar com o He-man Rafael Moura. O time do Avaí, que também vem surpreendendo nessa competição empatou e virou o jogo em Goiás, com gols de Davi e Marcelinho.

Quando tudo parecia perdido, o time de Floripa estava com um resultado muito bom em Goiás, Rafael Moura outra vez bancou o herói. E marcou mais uma vez nos acréscimos, aos 48 minutos do segundo tempo, empatou o jogo e colocou o Goiás novamente na disputa da vaga.

Abraços.
Caio di Pacce.

A volta do G4?

A CONMENBOL anunciou no fim de tarde dessa segunda-feira o retorno da quarta vaga para a Libertadores via Campeonato Brasileiro. A Confederação Sul-americana acatou um pedido da CBF em reunião realizada ontem.

Porém, não há almoço grátis, essa vaga só será válida desde que o Campeão da Copa Nissan Sul-americana não seja um time brasileiro, no caso, Palmeiras, Atlético-MG, Goiás ou Avaí.

Após essa decisão, a reta final do Brasileiro esquentou, cerca de 6 times brigam claramente por um acesso, Atlético-PR (46), Grêmio (46), Botafogo (45), São Paulo (44), Palmeiras (44) e Vasco (41).

Os meus favoritos para essa vaga, pelo que vem jogando nesse segundo turno, em ordem são: Grêmio, Atlético-PR e São Paulo.

Porém esses times precisam torcer para os outros times sul-americanos, logo é bom que Felipão ou Dorival (principalmente), preparem um ótimo banho de sal grosso, porque a zica vai ser das grandes.

Abraços.
Caio di Pacce.

O Fim de Luxemburgo

Ontem o Atlético-MG foi goleado pelo FLuminense no Rio de Janeiro por 5×1. As pressões sobre os ombros da cartolagem atleticana foram tanta que eles não tiveram outra opção: Demitir o treinador (W)Vandelei(y) Luxemburgo.

Luxemburgo foi o rei dos anos 90, primeiramente com o Bragantino, campeão paulista de 1990, depois com a era Parmalat do Palmeiras de 93/94, faturou dois paulistas, dois brasileiros e dois Rio-SPs. Ainda foi o responsável por montar o time do Corinthians de 98/99/2000, de Marcelinho, Ricardinho, Rincon. Time esse que levou dois brasileiros.

Sua especialidade era sua visão de jogo, sabia mudar o time, quem colocar, e em qual momento colocar. Era muito famoso por motivar bem seus jogadores antes das partidas. Ele também sabia deslocar jogadores de posição, como fez com Rincon, Edilson. Ele era inovador.

Seu ápice foi com o Cruzeiro de 2003, timaço que ele montou, centralizado no craque Alex. E o Real Madrid, em 2004, segundo grande fracasso de sua carreira, vide sua participação na seleção brasileira.

Depois disso, o treinador viveu de sua grife. Largou a mão de ser treinador e começou a ser manager. E parou no tempo. Nos últimos anos não tinha mais a qualidade de enxergar boas contratações, vide Fabinho Capixaba, deslocar jogadores de posição, vide Martinez e sua escalação como “volante-help”.

Sua participação no Atlético-MG foi a tampa do caixão.

Abraços.
Caio di Pacce.