Adeus, Luxemburgo.

Luxa, quando ainda era técnico

A ambição do homem não pode com as forças da natureza. Ela opera em ciclos e se renova a cada dia. No caso do futebol, a cada campeonato.

O que vemos no Atlético Mineiro hoje é um profissional que reluta em se aposentar. Não é mais um profissional propriamente, mas um personagem que foi se caricaturizando ao longo do tempo. Caricatura envernizada com lama, com estórias mal explicadas, acusações, comissões de inquérito e, por que não, muito folclore.

O desempenho do Galo mineiro no Brasileirão é o canto do cisne do personagem que comanda o time: Vanderlei Luxemburgo. Seus ternos e suas bravatas não vão mais esconder o que ele sempre semeou entre seus dirigidos: discórdia, vaidade e climão.

A grandeza de suas vitórias entraram em cheque há muito tempo, quando o negociador deu lugar ao treinador. E onde não existe foco, não existe resultado. E o Luxa, tão metido a assuntos comomontar-uma-equipe-vencedora, se esqueceu disso. A cabeça do ex-lateral flamenguista está em outros cofres, ou melhor, outros lugares.

Não, nunca. Não sou frouxo. Não nasci para perder. Entregar-me aqui, agora, é sair como derrotado. Não vou deixar este momento ganhar da minha qualidade profissional.

Meu caro Luxa, não é esse momento que está ganhando da sua qualidade profissional. Mas tudo que você fez fora de sua profissão até esse momento.

Chegou a hora de pendurar o terno.

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Melhores e Maiores

Há muito tempo esse post está para sair. Esse papo surgiu no futebol de sábado, por isso quero agradecer o pessoal de lá (Banderas, Douglas, Anderson, Paçoca, Dener, Tércio) e os que contribuíram depois (Du, Gaúcho, Caio, Garza, Chaveta).

 Nem sempre os melhores de um clube são os maiores. Depois de muita conversa, chegou-se a seguinte lista. Claro que você não concorda, mas aí vai:

Ficou faltando alguém?

Copa do Brasil

Hoje começa o torneio mais legal da CBF: a Copa do Brasil.

É um torneio razoavelmente democrático, onde todos os estados do país estão representados. Fato esse que gera muito folclore e muitas curiosidades.

O primeiro campeão do torneio foi o Grêmio, ao derrotar o Sport em 1989. Desde então, o formato da competição veio se transformando. Devido ao hiato entre os grandes e pequenos clubes, a federação adotou a ida e volta restrita. Evitando assim, mais goleadas históricas (como a do Galo sobre o Caiaçari do Piaui em 1991, 11 x 1) e viagens desnecessárias, para os já paupérrimos clubes pequenos.

Os favoritos desse ano são Palmeiras, Vasco, Santos e Atlético-MG.

O primeiro precisa desse título para apagar a desastrosa campanha de 2009.

O segundo, para selar de forma triunfante seu retorno a elite do futebol nacional.

O terceiro quer acabar com a fila sem títulos significantes.

Por fim, o quarto tem um técnico que busca retornar aos holofotes como um dos grandes do ofício.

No entanto, a Copa do Brasil é legal por causa das surpresas. Em 2004 e 2005, o país assistiu respectivamente, ao Maracanazzo do Santo André  e a glória do Paulista de Jundiaí.

Sem contar que em 1991, um tipo que atendia pelo nome de Felipão, deu ao tigre de Santa Catarina seu título máximo.