Seleção da Copa do Mundo 2014 pelos Copeiros

Após o término da Copa, nós do Copeiros elegemos a Seleção da Copa do Mundo! Montada num clássico 4-4-2, cada Copeiro elegeu a sua seleção,  veja o que cada um colocou:

Seleção Caio: 
Goleiro: Neuer (ALE)
Defesa: Lahm (ALE), Hummels (ALE), Garay (ARG), Rojo (ARG)
Meio Campo: Mascherano (ARG), Schweinsteiger (ALE), Kroos (ALE), James Rodriguez (COL)
Ataque: Messi (ARG), Robben (HOL)
Técnico: Lowe (ALE)

Seleção Flaco: 
Goleiro: Neuer (ALE)
Defesa: Lahm (ALE), Hummels (ALE), Thiago Silva (BRA), Zabaleta (ARG)
Meio Campo: Mascherano (ARG), Schweinsteiger (ALE), Kroos (ALE), James Rodriguez (COL)
Ataque: Messi (ARG), Robben (HOL)
Técnico: Lowe (ALE)

Seleção Tércio: 
Goleiro: Neuer (ALE)
Defesa: Lahm (ALE), Hummels (ALE), Garay (ARG), Evra (FRA)
Meio Campo: Mascherano (ARG), Schweinsteiger (ALE), Kroos (ALE), James Rodriguez (COL)
Ataque: Messi (ARG), Robben (HOL)
Técnico: J. L. Pinto (COS)

Seleção Marquinhos: 
Goleiro: Neuer (ALE)
Defesa: Zabaleta (ARG), Hummels (ALE), Garay (ARG), Rojo (ARG)
Meio Campo: Mascherano (ARG), Kroos (ALE), Messi (ARG), James Rodriguez (COL)
Ataque: Muller (ALE), Robben (HOL)
Técnico: Jose Pekerman (COL)

Depois de fazermos os últimos acertos, a seleção ficou assim:

SELEÇÃO COPEIROS
Goleiro: Neuer (ALE)
Defesa: Lahm (ALE), Hummels (ALE), Garay (ARG), Rojo (ARG)
Meio Campo: Mascherano (ARG), Schweinsteiger (ALE), Kroos (ALE), James Rodriguez (COL)
Ataque: Messi (ARG), Robben (HOL)
Técnico: Lowe (ALE)

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Copa do Mundo – Copeiros – Alemanha 1 x 0 Argentina

Copa do Mundo, eu vi: Argentina 1 x 0 Suiça

En la cancha de la Copa!

En la cancha de la Copa!

Hoje eu realizei um sonho de pequeno, um sonho que tive desde 1994, quando vi Romário ganhar a taça para nós brasileiro. Queria fazer parte desse evento que é a Copa do Mundo, queria ver uma partida, independente de quem jogasse, queria ver um jogo do maior evento esportivo do mundo.

Hoje, fui ver Argentina e Suiça no Itaquerão. Vi uma Argentina que não conseguia passar o ferrolho suíço, que fez um excelente primeiro tempo, jogando nos contra-ataque. O time europeu teve pelo menos 3 chances de abrir o placar, mas não teve a competência necessária.

Já no segundo tempo, o time albiceleste conseguiu compactar melhor suas linhas e dominou o jogo, porém não conseguia criar muitas chances, pois Messi estava muito bem marcado. As chances criadas muito nos cruzamentos de Rojo, ou de chutes de fora da área.

Na prorrogação o time suíço morreu. E, em uma roubada de bola de Palácio, Lionel teve uma bola com espaço e lançou Di Maria, que bateu no contrapé, lembrando muito o gol de Rivaldo na Copa de 2002 contra a Inglaterra.

Di Maria 2014:

Rivaldo 2002:

O jogo foi muito emocionante, ainda mais para quem estava no estádio. Sonho realizado.

Abraços.
Caio Di Pacce.

Não tem mais bobo no futebol

Si, se puede Ticos!

Se há um dos jargões que essa Copa do Mundo esta corroborando, ele é o: “Não tem mais bobo no futebol“.  As grandes potências do futebol estão sofrendo pra classificar, ou até mesmo voltando mais cedo pra casa, diante de seleções menores, ou de menor expressão.

O maior exemplo é a classificação em primeiro lugar da Costa Rica em pleno grupo da morte. Os “Ticos” saírem invictos, passando por 3 campeões do mundo: Uruguai, Inglaterra e Itália. Venceu também a Campeã européia de 2004 a não tão importante Grécia e se classificou pela primeira vez na história para as Quartas-de-Finais.

Outra grande surpresa é a Argélia, o esforçado time africano ganhou a vaga da Rússia de Fábio Capello, e deu um trabalho enorme para a gigante e simpática Alemanha, caiu na prorrogação. Até mesmo o Irã que quase arrancou um empate da Argentina de Messi.

E o que falar da Colômbia, time com o artilheiro da Copa, que vem demonstrando um futebol alegre e preciso, com 4 vitórias e melhor campanha da competição. É verdade que o único time grande que a Colômbia enfrentou foi um Uruguai sem Suarez e desmoralizado. Mas vem jogando muito. Ou um Chile que tirou a atual campeã do mundo Espanha da Copa.

O principal fator disso é o velho papo de Globalização do futebol, os principais jogadores dessas seleções estão jogando nas principais ligas européias, mesmo que em times secundários. Isso faz com que eles ganhem experiência e cancha, ou seja, eles estão acostumados a enfrentar os principais jogadores das principais ligas, com isso o gap fica menor, e os jogos tornam-se mais disputados, mais competitivos.

Não há mais bobos em Copa do Mundo, pelo menos na Copa das Copas.

Abraços.
Caio di Pacce.

Apaixonante e Injusto

O futebol é apaixonante. E injusto. O Irã fez um jogo perfeito contra a Argentina no Mineirão. Jogou marcando o tempo todo e explorou os contra-ataques com muito perigo, tanto que, até o minuto de número 90, o grande nome da partida era o goleiro Romero. Não foi porque Messi fez jus ao statusde lenda e garantiu a vitória e a classificação de los nuetros hermanos na única chance de gol que teve. Craques são assim.

Resultado à parte, chama a atenção como a Argentina não tem time, no sentido mais restrito do substantivo. Os laterais, Rojo e Zabaletta, são razoáveis e mais nada; Federico Fernandez não compromete e Garay teve uma temporada espetacular e é o melhor jogador da linha defensiva albiceleste, o que garante um miolo de zaga minimamente consistente.

Diz-se muito por aí que, do meio para a frente, a Argentina tem um time excelente. Não, não tem. Pode ter grandes jogadores, mas simplesmente não se encaixam como time. Alejandro Sabella armou a equipe com os badalados Messi, Di Maria, Higuaín e Aguero na frente. Seria um ataque poderoso, se não fosse por um detalhe: a bola não chega, e nenhum deles é armador.

Na cabeça de área, a Argentina tem os volantes Gago e Mascherano. Di Maria abre na esquerda e Messi joga mais próximo à área, onde ficam, se atrapalhando, os inoperantes (nesse sistema, diga-se) Aguero e Higuaín. Rojo seria o desafogo para ajudar o atacante do Real Madrid, mas ele, ofensivamente, é mais perigoso nas cobranças de escanteio, pelo alto, do que propriamente no apoio ao ataque pelo flanco esquerdo.

Sem pés pensantes para armar o jogo ou distribuir a bola, o time fica acéfalo e dependendo de uma eventual jogada individual, sobretudo do genial Messi, que, no Barcelona, é o jogador a ser acionado pelos meias do time. Na Argentina, porém, tem que bater escanteio e correr para o cabeceio.

Pelo Irã, Carlos Queiroz fez o que tinha que ser feito: encheu o time de jogadores da intermediária para traz e abusou dos contragolpes, principalmente com o rápido e perigoso Ashkan Dejagah, que joga no Fulham. Foi dessa forma, diminuindo os espaços e saindo com velocidade, teve as chances mais claras de gol.

Para o time da terra dos Aiatolás, o resultado é o que menos importa. Mesmo perdendo por 1 a 0, o Irã fez uma partida histórica e, para as suas pretensões, espetacular. Quanto à Argentina, fica o alerta: não se faz um time com nomes, mas com coesão e equilíbrio entre os setores.

E o River caiu.

Caiu depois de três péssimas temporadas, marcadas por uma má administração que refletiu dentro dos gramados. Isso não é novidade, nós brasileiros sabemos bem como funciona tudo isso.

Daniel Passarela deixou seu posto de mito, mergulhando na lama da cartolagem sul-americana. Sua galeria de glórias agora está manchada pelo pior pesadelo entre os piores fracassos. Passarela que levou seu time do coração a dominar a década de 1970, no dia de ontem foi um dos responsáveis pela sua pior tragédia.

O descenso é um castigo. Principalmente para os grandes. Afinal, time grande não cai. E a queda geralmente vem misturada de vergonha e é o desfalecimento de um estado crítico, cozinhando por anos de erros e negligência.

Ainda mais na Argentina, onde existem os promedios, que computam o desempenho dos últimos três anos das equipes. Assim, o River não fez um torneio Clausura 2011 ruim. Nem alguns jogos ruins. O time de Nuñes vem amargando campanhas pífias desde 2008.

Passarela assumiu no começo de 2010. Sua paixão e trabalho pelo clube não foram suficientes para evitar o destino. Assim como Roberto Dinamite, teve de cair para limpar a lama deixada por Eurico Miranda em anos de usurpação do Vasco.

Mas o descenso não é só dor. É o momento onde pode se deixar de lado o que há de pior no clube. E trazer de volta, para perto, tanto o torcedor quanto o bom futebol.

Porque somos tão parecidos e tão distintos?

Escreve Cadu Martins

Brasileiros e Argentinos. Latinos, sangue quente, bons de bola, campeões de tudo (nõs mais mundiais, eles mais Libertadores), exportadores de jogadores, de conceitos futebolísticos, enfim, duas potências. Mas uma pergunta sempre veio a minha mente e é uma pergunta que nunca verbalizei antes de hoje, ao redigir este texto, que foi despertada ao ler esta notícia do site da torcida do River Plate (link abaixo) que é: Porque somos tão parecidos em inúmeros pontos e em matéria de torcida somos tão diferentes?

Explico-me: a matéria aqui fala de como a torcida lotou e nos últimos anos sempre lota o Monumental de Nuñez, casa do time da “Banda Roja”, seja lá qual a situação do time “ainda que ganha ou perca”, como uma célebre frase de uma faixa muitas vezes exposta pelos Borrachos del Táblon (Barra Brava riverplatense). O time teve nos últimos anos campanhas medíocres e estádio nunca ocupado por menos de 30 mil pessoas. No domingo passado, aberturas do torneio local argentino foram quase 60 mil fanáticos lotando a também casa da seleção argentina.

Aí me pergunto novamente, a não ser os grandes times na segunda divisão (pois o brasileiro tem mania de se mexer em situações de desespero absurdo), que torcida lota estádios com essa gana de vitória ou de simplesmente, como li uma vez no fórum deles “brindar à camiseta”? Pois é pra isso que eles estão ali. Celebrar a existência do amor ao time, da paixão à aquele clube que por muitos anos foi base da seleção argentina de 78 e 86 por exemplo, campeãs do mundo.

 Para que não ficasse algo focado no exemplo River Plate (e não me nego a mostrar aqui no texto o carinho que tenho pelo clube do Rio da Prata), fui ao site do Boca Juniors, para pegar uma ilustração da torcida no jogo do seu time no domingo de noite em Mendoza contra o tie local, o Godoy Cruz, a precisos 1.040 km de distância de Buenos Aires.  Arquibancada adversária tomada:

Se me disserem em comentários sobre problemas de violência, lá eles são ainda piores. Se me disserem sobre problemas de conforto, eu lá estive por pelo menos 5 vezes e em 4 estádios diferentes e pude notar que as condições de lá são ruins tias quais as de cá. Sinceramente, a explicação não sei, mas suspeito que o amor à camisa que o jogador de lá mostra pelo clube, é o mesmo refletido na arquibancada. Não há trocas constantes, não há “traições” nem muito menos jogadores “Claudio Adão”. Só uma suspeita minha