Sobre nomes

Eu e meu bom amigo Douglas comentávamos sobre as grandes figuras do nosso futebol. Não figuras que marcaram pela qualidade ou por grandes feitos, mas sim aquelas que dão cor ao folclore do esporte.

Comentávamos sobre os nomes dos jogadores. Chegamos a conclusão que hoje, no futebol brasileiro, todo jogador quer ter nome de doutor. O Douglas lembrou da história do Dentinho.

O técnico (interino?) insistia que ele se denominasse Bruno Bonfim. Bruno Bonfim? Nome de advogado, criado a leite-com-pêra que aprendeu a jogar bola com a mãe e empinava pipa no ventilador.

Para a sorte e o sabor do futebol, o Bruno Bonfim resolveu afirmar seu apelido e hoje todos sabemos quem é o Dentinho.

Se alguém olhar a escalação dos times do interior, poderá constatar essa negação do apelido. No Paulistão, como exemplo, temos: Henrique Mattos (Botafogo-SP), Ricardo Goulart (Santo André), Bruno Conde (Mirassol) e Danilo Avelar (Rio Claro). Parecem nomes de candidato a Deputado Estadual.

Contudo, ainda há salvação. No mesmo Campeonato Paulista temos: Cascata (Sertãozinho), Neneca (Oeste), Zulu (Mogi Mirim) e Bilica, Luciano Sorriso e Rafael Chorão (Monte Azul).

O futebol brasileiro é criativo. Essa criatividade vai além da genialidade de nossos ídolos. É um efeito que extrapola as quatro linhas.

Por isso, espero voltar a ver mais Paulinhos McLarens do que Thiagos Gentis. 

Valeu Douglas!