Luíz Felipe ou morte

No retorno de São Januário para São Paulo, o treinador Antônio Carlos Zago e o atacante Robert do Palmeiras discutiram feio dentro do ônibus. Alguns rumores dizem que houve até alguns murros entre o comandante e o comandado.

O treinador Antonio Carlos Zago já foi demitido, Robert ainda será avaliado. Uma história muito parecida com a de Obina e Maurício, quando os dois jogadores foram as vias de fato em pleno estádio Olímpico, após dois dias ambos jogadores foram expulsos do elenco palestrino.

Agora eu me pergunto: – Esse poço em que o Palmeiras está se enfiando, tem fim? Desde o fim do Brasileirão do ano passado o time só vem perdendo forças, dia após dia, foi o Vágner Love, o Muricy Ramalho, o Diego Souza, agora (talvez) Zago e Robert. O elenco do clube está ficando cada vez menor e nada do time voltar a respirar bons ares em 2010.

O jornalista Juca Kfouri se fez essa mesma pergunta no programa Linha de Passe da ESPN Brasil de ontem, e obteve uma solução para o clube de Pq. Antártica, talvez a única: – Luís Felipe ou morte.

Abraços.
Caio di Pacce.

Enfim vitória.

O Palmeiras veio ao Palestra pressionado,  sem vencer mais de um mês, sua última vitória foi contra o Santos na Vila Belmira. E a missão do time de Pq. Antártica não era fácil, tinha que bater o embalado Atlético Paranaense, para encaminhar sua classificação para as quartas-de-final da Copa do Brasil.

E o time vinha desfalcado, principalmente do camisa 10, o Cleiton Xavier, por isso Antônio Carlos improvisou, avançou Diego Souza (coisa que ele disse que não faria), puxou Marcio Araújo para a lateral direita e colocou Figueroa na meia, na re-estréia do chileno após aos terremotos em sua terra natal.

Eu mesmo achei que o treinador iria cavar sua cova com essas mudanças, mas felizmente me enganei. O time ganhou muita qualidade de passe pela direita, soube criar os espaços no campo de ataque e em um belo passe de Edinho, Robert abriu o placar em um chute forte rasteiro.

O camisa 20, artilheiro do Palmeiras agora com 14 gols, fez boa partida, além de abrir o placar, conseguiu causar alguns problemas para a zaga paranaense, principalmente em jogadas aéreas.  Após o gol, o Atlético começou a atacar e também na bola alta, alçadas pelo veterano Paulo Baier, conseguiu gerar perigo, mas faltou eficiência.

Na segunda etapa o clube palestrino administrou a vantagem e o Atlético não conseguiu gerar muitos perigos, só uma cabeçada para uma boa defesa de Marcos, qu estava de volta ao time titular. Paulo Baier ainda fez uma falta feia em Pierre e levou o vermelho.

Foi um bom jogo, o Palmeiras jogou bem, conseguiu ser compacto, principalmente na defesa. Ainda faltou mais criatividade no ataque, porém o time melhorou bastante. Agora a vantagem para o Palmeiras é boa, mas jogar na Arena é bem complicado.

Abraços.
Caio di Pacce.

Foto: LANCENET!

A volta dos boleiros

É certo que ninguém esperava, ou queria, que o Antonio Carlos fosse para o Palmeiras. Mas isso traz à tona uma coisa mais interessante e benéfica para o futebol. E essa novidade vem do banco de reservas.

Continuando com o Palmeiras como exemplo, todos lembram do Jorginho? Ele era jogador e assumiu interinamente a equipe, enquanto a diretoria se debatia por um figurão. Com ele no comando, o time deslanchou: 10 jogos invictos. Esses resultados deram fôlego para o time paulista ficar na ponta do Brasileirão por muito tempo.

Podemos também falar do técnico campeão de 2009. O Andrade, ídolo da década de 80, conquistou o elenco arredio (Adriano e Pet não são dos mais comportados) e serenamente conduziu o rubro negro para o título.

Até mesmo o Dunga, que apesar de um estilo rude, não vestia a canarinho à toa. Sabia de bola. Com essa canxa toda, fechou o grupo brasileiro e segue trabalhando tranquilamente.

Podemos enumerar milhares outro ex-jogadores que estão dando certo em suas equipes. O Silas, acabei de lembrar. Mas o fato é que boleiro como “professor” agrada o plantel. Talvez por saber mais da realidade do jogador, como ele pensa e como ela vai reagir.

Os boleiros que decidem se travestir de sumidades, inegavelmente se tornam o centro das confusões que geram suas demissões. Vimos o Passarela no Corinthians e agora o Muricy no Palestra.

Antonio Carlos é boleiro. O escrete do Palmeiras gostou.

E se ouviu Olé…

Parque Antártica, estréia do jovem treinador Antônio Carlos no comando palestrino, um clássico Palmeiras (em crise) x São Paulo. Para alguns, uma tragédia anunciada, para mim: uma aposta.

O jogo começou fraco, muito estudado, os times não se arriscavam e as jogadas dependiam de lampejos individuais. O Palmeiras entrou com uma “novidade”, Diego Souza de  meia, e Lenny ao lado de Robert. O São Paulo com Cicinho e sem Richarlysson.

O Palmeiras tinha a posse de bola, mas não conseguia definir as jogadas. O São Paulo esperava e queria contra-atacar. E assim terminou o primeiro tempo. Aos 6′ minutos do segundo aconteceu o lance capital do jogo, Xandão fez falta no lateral Henrique, que tinha feito uma linda tabela com Lenny, e levou o segundo amarelo. Aos 8′ Robert desencantou: Palmeiras 1×0.

Aos 22′ duplicou a dose em um escanteio batido por Marquinhos, que entrou no lugar de Lenny. E o jogo ficou nas mãos do Palmeiras, a torcida começou a cantar, gritar Olé e exaltou Antônio Carlos, que se emocionou.

Os problemas do Palmeiras não acabaram, Antônio Carlos ainda é uma promessa, mas começou no Palmeiras com um gigante pé direito.

Abraços.
Caio di Pacce.

Antonio Carlos novo treinador do Verdão

Horas após o desligamento de Muricy Ramalho no comando do Palmeiras, o clube de Parque Antártica anuncia seu último algoz como seu treinador: Antonio Carlos Zago.

O ex-camisa 3 do verdão da era Parmalat assume o comando do clube em meio de uma crise e com um clássico à frente. A diretoria do Palmeiras preferiu apostar em um treinador barato e promissor à gastar para contratar um nome renomado que não está disponível no mercado.

Antônio Carlos em sua carreira pós-jogador teve bons trabalhos:
– Como diretor corinthiano, montou a equipe que foi campeã da série B, e grande base do timaço do primeiro semestre de 2009. Foi responsável pela contratação do Mano Menezes.
– Como treinador, seu único trabalho foi pelo São Caetano, tirou o time da zona de rebaixamento da Série B, e quase levou o time ao G4, brigou até a última rodada pela classificação, mas ao lado da Portuguesa, ficou de fora do acesso.

A grande dificuldade do jovem treinador é lidar com a dúvida e pressão de uma torcida machucada desde o final de 2009, e ter a insegurança de uma diretoria rachada.

Um grande desafio, mas Antonio Carlos sempre foi de aceitar desafios, e entende muito de futebol.

Pode vingar ou não.
Veremos.

Abraços.
Caio di Pacce.