Fielzão: Polêmica e Paixão

Andres Sanchez confirmou a construção do estádio do Corinthians e deu, não um tapa de luvas de pelica, mas um murro na cara dos diretores do São Paulo F.C, bem como, da lobbyzada a favor do Morumbi sediar a Copa em São Paulo.

A notícia correu o fim de semana, pegando as autoridades competentes de calças curtas. No entanto, nessa segunda feira, para dar um verniz oficial e institucional ao fato, o prefeito Gilberto Kassab visitou o local onde se dará a construção. O lugar escolhido, mesmo pela dimensão do terreno, fica em Itaquera – extremo leste da capital paulistana.

Nesse meio tempo, o Corinthians já teve muitos estádios e projetos. Existia uma mobilização política, tanto de cartolas, quanto de torcedores, para que no ano do centenário o clube tivesse pelo menos um projeto da cancha. E isso aconteceu. Na verdade, isso mais do que aconteceu.

Agora a corintianada vai ficar topetuda. Ter um estádio e ainda ser sede da Copa não é para qualquer um. Isso funciona com uma baita injeção de auto-estima no torcedor do Timão. No entanto, o fundo político do Fielzão é muito maior que a paixão pelo clube de São Jorge.

Há tempos que Sanchez vem tendo trânsito suave e desimpedido pela CBF. Com a vantagem da retrospectiva dos fatos, a inclusão do presidente corintiano na comitiva do selecionado brasileiro na Copa desse ano, foi um claro posicionamento contrário a qualquer movimento vindo das tribunas do Morumbi.

Pela sua força, o São Paulo começou a enfrentar a dinastia Teixeira na CBF. Os embates são claros, principalmente nos pleitos envolvendo o Clube dos 13 e em menor escala na própria Federação Paulista. Nessa queda de braço, a inclusão do Cícero Pompeu de Toledo daria um fôlego imensurável na oposição são-paulina. Não foi o que aconteceu.

Agora, uma coisa é verdade. Andres Sanchez corre muito risco de ser o próximo presidente da CBF, logo que o monarca falecer.

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