Adriano enganará no Guarani.

adriano

Guarani, o campeão brasileiro de 1978, o bugre campineiro, está para anunciar a contratação do ex-atacante Adriano. O jogador que já enganou o São Paulo, Corinthians, Roma e Flamengo (em 2012), irá jogar o Paulistão 2013 e talvez a Série C do Brasileiro.

Uma pena, o time de Campinas, quer tentar fazer que o jogador seja o garoto propaganda do clube. O marketing e a amizade de Isaías Tinoco com a família do Imperador faz o Guarani sonhar com a contratação do atacante. Apesar de dar versões contraditórias sobre o assunto, o presidente bugrino, Álvaro Negrão, não confirma nem descarta o interesse no jogador.

“- Se estiver centrado, quem não gostaria? Até a Seleção gostaria do Adriano em boa forma. Imagina o Guarani. Todo mundo sabe da qualidade técnica dele.” Diz Paulo Pereira, cartola do clube.

Ainda há gente que acredita no papo do Adriano, que não deseja o profissionalismo na sua vida, mas vende a idéia de que “dessa vez vai dar certo”. Posso quebrar a cara, o atacante pode nem vir, mas ao que tudo indica, o Guarani sairá perdendo com esse anúncio.

Abraços.
Caio di Pacce.

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A Ficha Caiu

Demorou, mas o Corinthians finalmente criou vergonha na cara e dispensou os “serviços” de Adriano. O ex-Imperador nunca esteve pleno do Parque São Jorge, nunca vestiu a camisa, de verdade (mesmo porque não cabia)

Adriano é mais um caso de um talento extraordinário jogado fora. Tem uma explosão descomunal, uma força impressionante e um chute absurdamente forte. No entanto, para prevalecer, é necessário que esteja em forma, pois tecnicamente é um jogador apenas esforçado, trivial, comum.

Em momento algum ele foi sequer a sombra do jogador que arrebatou o mundo com a camisa da Internazionale e até da Seleção antes da Copa de 2006. Depois que perdeu o pai, Adriano só desceu, e a queda é vertiginosa demais, mesmo para quem só faz besteira fora de campo.

E a lista é extensa demais: foto alusiva a uma facção criminosa, foto com metralhadora, a história do pé queimado na lâmpada, a moto para a mãe do traficante, sem contar os inúmeros atrasos aos treinos. A verdade é que ele simplesmente não se ajuda, nem quer ser ajudado. O destino deve ser o Flamengo, time acostumado a contratações no estilo “me-engana-que-eu-gosto”.

No filme “Boleiros – Era Uma Vez o Futebol’, Ugo Georgetti mostra, pelo personagem Paulinho Majestade, vivido por Aldo Bueno, um jogador que teve fama e riqueza, mas que perdeu tudo, e vive às sombras do próprio passado. É ficção, mas a película é um retrato fiel do que acontece aos montes. Jogadores muito maiores que o Imperador, como Jorge Mendonça, George Best e, sobretudo, Garrincha, tiveram dinheiro e fama, e morreram na miséria. Adriano é milionário, mas não vê que está se afundando, e um dia o dinheiro acaba.

Aí a Balada nº 7 cantada pelo extraordinário Moacyr Franco para homenagear Garrincha cairá como um par de chuteiras feitas sob medida para o Imperador, sem o brilho do Anjo da Pernas Tortas, mas com o mesmo final previsível.

A taça é do Corinthians!

Mais um jogaço do time do Corinthians, mais um daqueles testes para cardíaco, como diria Galvão Bueno. O time do Corinthians veio com tudo, precisava vencer o Galo para voltar para o topo da tabela. E o time da casa venceu, à moda corinthiana.

- Haaaja coração, amigoo!

Depois de um primeiro tempo morno, o Corinthians foi para cima de um Atlético proposto a se defender, se trancar atrás e encontrar um gol em um contra-ataque. E o time do Cuca, fez muito bem essa proposta, tanto que abriu um placar com André.

Os visitantes venciam até os 32 minutos, quando Liedson empatou o jogo. Daí pra frente era um jogo de ataque contra defesa, a zaga do Atlético chutava a bola onde o nariz apontava, o Corinthians ia sem muita tática, na base do empenho, da entrega e da raça.

Eis que Adriano renasce. Emerson, a melhor contratação do Timão em 2011, acerta um passe açucarado para o Imperador que chuta de esquerda, tirando do jovem Renan, virando a partida e garantindo mais uma rodada na frente.

Pode entregar a taça, ninguém mais merece o título do que o Corinthians!

Abraços.
Caio di Pacce.

Muita água e muita bola.

Im bad!

Aconteceu de tudo no Estádio do Morumbi, desde mergulho de piscina na arquibancada, jogo praticamente anulado, atraso de uma hora, blackout, uma drenagem impecável. E, mesmo assim, muita bola rolou.

Eu gostei do jogo. No primeiro tempo, o Palmeiras começou melhor, com mais posse, mas sem penetração, quando o SPFC chegava em contra-ataques com a velocidade do trio, Fernandinho, Dagoberto e Lucas.

Em um desses lances, Fernandinho cortou e fuzilou no ângulo de Deola: 1×0 tricolor. Felipão na hora percebeu que iria perder o jogo se mantivesse os atacantes tricolores mano-a-mano com seus zagueiros, então colocou M. Araújo pegando Fernandinho e Gabriel pegando o Lucas.

O time verde melhorou, mas errava muitos passes e dava condições para o SPFC, mas o time do Morumbi não conseguiu matar o jogo. O segundo tempo veio e a partida se equilibrou. Até que Adriano Michael Jackson entrou no lugar do esforçado Luan para por fogo no jogo.

Em seu primeiro lance o jogador tentou arrancar, simulou uma falta, o juiz seguiu o lance, Alex Silva foi dar uma bronca no atacante alvi-verde e o empurrou: cartão vermelho para o zagueiro.

Em sua segunda participação, ele ganhou da zaga são-paulina bateu pra defesa de Ceni, no rebote o goleiro conseguiu pegar com o pé.

Em sua terceira participação, Valdívia viu Kléber, que fez o pivô e encontrou Adriano para fuzilar no canto direito de Rogério, tudo igual no Morumbi e um Moonwalk com um pitaco de axé baiano.

E assim terminou a partida. O time do Palmeiras brigou até o fim e mereceu o empate, mas o São Paulo mostrou que é mais time. Falta um 9 pro versão.

Abraços.
Caio di Pacce.

Imperador no Timão.

Corinthians tem tudo acertado com o atacante Adriano, as negociações foram feitas em um almoço na Itália.

O jogador que vez um ótimo brasileirão 2009 pelo Flamengo, foi o maior fiasco do futebol italiano em 2010. Qual desses Adrianos o Corinthians contratou?

Adriano e Ronaldo? Um ataque de seleção, ou um ataque das baladas?

Abraços.
Caio di Pacce.

Flamengo Guerreiro

Ontem em meio a um dilúvio no Maracanã, Flamengo e Corinthians se enfrentaram pelas oitavas-de-final da Taça Libertadores da América.Era o confronto entre Ronaldo e Adriano.

O time do Corinthians tentou fazer uma bela primeira etapa, mas a chuva não deixava ninguém jogar, Michael, o camisa 22 rubro-negro, deixou as coisas mais fáceis ainda para o timão: Levou o segundo amarelo em um lance muito infantil.

O segundo tempo foi melhor, São Pedro deu uma trégua com a chuva, e os times começaram a jogar. E quando todos pensaram que o time paulista ia crescer, ia dominar a partida, foi o Flamengo que se mostrou aguerrido e buscou bem os contra-ataques.

Em um desses contra-ataques, Moacir cometeu penalti bobo em Juan. O imperador bateu e deu números finais para a partida.

Nada ainda está decidido, mas o Corinthians precisa tirar 2 gols de diferença, coisa que ainda não fez na Libertadores. O Pacaembu estará fervendo, mas Ronaldo precisa jogar.

Abraços.
Caio di Pacce.

Foto: LANCENET!

Polêmico ou Bonzinho?

O futebol sempre foi coalhado por esses dois tipos de figura.

O tipo “polêmico” nem sempre é um grande jogador, mas gosta de falar muito e sempre é destaque na suas atividades extra-campo.

Já o “bonzinho” também nem sempre é craque, mas cumpre religiosamente o receituário de bom senso e profissionalismo que qualquer trabalho pede.

Pelo futebol ser mais Arte do que Ciência, o atleta polêmico desfruta de uma certa tolerância no meio. Devido ao Ibope e muitas vezes ao que faz em campo, diretoria e comissão técnica apaziguam os destemperos desse tipo de jogador.

Ontem Andrade, técnico do Mengo, disse que prefere os polêmicos aos bonzinhos – uma vez que mesmo Adriano e Bruno sendo polêmicos, foram decisivos na partida contra o Vasco.

Do lado dos bonzinhos, temos Kaká como expoente máximo. Muito se  falou desse brasiliense na semana passada, pois as câmeras o flagraram desferindo os mais incabíveis despautérios na desclassificação do Raul Madrid – desmitificando o Kaká que toda sogra quer ter como genro.

A verdade é que no futebol bonzinho não vinga. Temos o comentarista bem aprumado Caio, que apesar de ter jogado em grandes clubes, nunca se destacou. Nota-se a ausência de uma certa “maldade”, inerente a profissão de jogador. Como jogador, ele realmente deu um bom comentarista.

Mas a questão persiste.: deve se preterir o polêmico em detrimento do bonzinho, ou vice-versa? Dunga parece que quer tirar a prova dos nove com a Seleção, já que com ele o “polêmico” não tem vez.