É esse ano.

Corinthians e Vasco fizeram o jogo mais épico de 2012. Um jogo de xadrez, uma briga tática, da vontade e da emoção. O time carioca entrou pra ter uma bola, e o Corinthians entrou para ter a posse da bola, rodá-la no ataque e buscar o gol. Era o encontro da melhor defesa da Libertadores contra o melhor ataque do Brasil, que apenas não tinha marcado em uma partida, na primeira mão das quartas-de-final.

O jogo foi extremamente brigado, com muita cautela, ninguém queria se expor, num primeiro tempo muito pensado, muito frio. O time do Corinthians jogava com a bola, e o Vasco esperava a bola e saía com velocidade, com Eder Luís, Fágner e a habilidade de Diego Souza.

Com o passar do tempo, a frieza começou a dar lugar para o nervosismo, o cansaço e a emoção. O plano tático foi trocado pela raça, vontade. O 0x0 não saía do placar, quando numa saída de bola errada, Diego Souza teve a bola do jogo, teve o lance que ele não costuma perder, ele tem a habilidade e a frieza para guardar, mas hoje era diferente. Cássio, que tinha rebatido algumas bolas simples, tocou na bola o suficiente para desviá-la para escanteio.

Nessas horas o vascaíno sente falta de Romário e Roberto Dinamite.

Cristovão Borges tirou Eder Luís e colocou Carlos Alberto, tirou sua única válvula de escape da pressão corinthiana sobre sua defesa para tentar ter a posse da bola, mas vontade e a vibração do time da casa foi maior, o treinador vascaíno leu mal o jogo e deu campo para o Corinthians, nos 15 minutos finais.

Tite, mesmo expulso, leu bem o jogo, trocou seus atacantes, dando o gás final, e esse gás final fez a diferença, Paulinho subiu mais que todo mundo, cabeceou tirando do goleiro e deu a vaga para o Corinthians.

Estou cravando: Sport Clube Corinthians Paulista, o campeão da Libertadores de 2012.

Abraços.
Caio di Pacce

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Empate sem gols: A bola não rolou direito.

Hoje o Corinthians e o Vasco se enfrentaram pela primeira-mão das quartas de final da Taça Libertadores da América. São Januário, o caldeirão cruz-maltino, estava quente nas arquibancadas, mas com o relvado judiado. A chuva no Rio de Janeiro complicou o jogo.

Tite veio a campo sem centro-avante, numa proposta de contra-ataque, pra jogar em velocidade com Jorge Henrique e Emerson, o Vasco veio com Juninho e Diego Souza nas meias, Alecsandro na referência e Éder Luís na velocidade, jogando nas costas de Fábio Santos. A bola não rolava direito, e os times erraram demais tanto nos passes, no domínio e nos arremates a gol.

O jogo foi bastante competitivo, mas os goleiros pouco trabalharam, Fernando Prass fez uma belíssima no segundo tempo, e o Castán tirou gol certo de Carlos Alberto. Os treinadores demoraram pra mexer, Cristovão Borges trocou seus dois meias, na minha opinião incorretamente, num campo como aquele, Diego Souza jamais poderia sair do jogo.

Tite demorou muito para colocar Elton no lugar de Danilo, o Vasco cresceu muito no segundo tempo, pois o time do Corinthians recuava demais, por momentos precisou de uma referência na frente, o ex-vascaíno entrou nos 10 minutos finais.

O resultado foi justo, e foi ruim para ambas as partes, o Vasco não venceu em casa, e o Corinthians não marcou gols, levou para São Paulo o mesmo resultado das oitavas de final, mas o time cruz-maltino não é o Emelec, tem muito mais condição de marcar um  gol no Pacaembú.

Abraços.
Caio di Pacce.

A Fera e a Promessa

Hoje, Edmundo de Alves Souza Neto completa 42 anos, um dos maiores ídolos da história do Vasco e do Palmeiras, um dos maiores jogadores dos anos 90. E, na minha opinião, o melhor jogador do mundo de 1997. Na semana passada, o Vasco, seu clube formador, fez um jogo de despedida após dois anos de suas chuteiras estarem aposentadas.

Uma festa bonita, contra o Barcelona-EQU, time que enfrentou o Vasco em 1998 na final da libertadores. Com 21 mil pessoas em São Januário, o Animal fez 2 gols, e jogou bem, com a parceria de Felipe e Juninho, antigos parceiros de equipe que hoje ainda jogam pelo time cruz-maltino. Uma festa bonita para um jogador quase completo, em uma carreira repleta de gols, jogadas bonitas, dribles desconcertantes e muita instabilidade emocional.

Hoje, Dener Augusto de Sousa completaria os mesmos 42 anos, uma das maiores promessas que o futebol brasileiro já teve. Um dos maiores ídolos da Portuguesa, o autor de um dos gols mais belos do campeonato paulista e o maior artilheiro da Copa SP de Futebol Júnior. Dener, teria sido um grande craque, um jogador versátil, técnico, abusado, como o futebol brasileiro gosta de formar, porém sua carreira foi interrompida precocemente.

Sempre que puder, vou lembrar dele aqui.

O jogador faleceu em um acidente de carro, aos 23 anos de idade, quando o futebol ainda considerava 23 anos início de carreira. E a pergunta fica: Teria Dener uma carreira tão incrível, ou até mais repleta de taças e belos gols, do que a carreira de Edmundo se ele estivesse entre nós?

Creio que a Portuguesa faria um jogo de despedida para esse craque da bola, que deveria ter-se aposentado já.

Abraços.
Caio di Pacce.

Futebol Brasileiro: Apesar de tudo, você é demais!

Mais uma rodada eletrizante desse incrível Brasileirão. Os torcedores do Corinthians foram as ruas, prepararam a comemoração que poderia vir já nessa última rodada. O time precisava vencer e torcer para que o Vasco não conquistasse os mesmos 3 pontos.

O jogo em Florianópolis foi intenso, não houve muito brilho técnico, mas muita raça e disposição. Tanto o Figueirense e o Corinthians estavam colocando o coração na chuteira para disputar os três pontos. O primeiro tempo ficou 0x0 com o time da casa melhor, com uma bola na trave.

Mas bola na trave não é gol. Tite mexeu na equipe, colocou Alex, Jorge Henrique e o time melhorou, ganhou mais disposição e produtividade. O Figueira começou a vacilar e vacilar contra o Corinthians e pedir para perder. Liedson abriu o placar. O título estava ficando em São Paulo.

Vasco e Fluminense estavam empatando sua partida, e com isso, as duas equipes estavam morrendo na praia. Até que Alecsandro fez o primeiro gol cruz-maltino. O Brasileiro ganhara uma sobrevida.

Aos 38 minutos do segundo tempo no Rio de Janeiro, e aos 41 em Santa Catarina, Fred igualou o marcador. A nação corinthiana vibrou, e começou esperar o fim dos dois jogos para comemorar. Ao acabar seu jogo, todos estavam nervosos, aguardando o fim do clássico carioca e começar a festa.

Espera ae!

Mas, o futebol brasileiro é sensacional, Bernardo, em uma bola despretensiosa, aos 45 minutos, ganhou de cabeça de Edinho, Cavalieri espalmou mal e o mesmo garoto vascaíno completou. O Vasco venceu e botou água no chopp do Corinthians nesse domingo.

O Brasileirão é incrível, e ainda há alguns loucos que preferem o mata-mata.

Abraços.
Caio di Pacce.

Um jogo digno de final de campeonato

Hoje o Corinthians foi visitar o bom time do Vasco da Gama em São Januário. Era o encontro do líder contra o vice-líder. O time da Colina estava com moral e podia abrir 5 pontos, já o Corinthians poderia reconquistar a liderança. Se esperava um jogaço, e foi isso que aconteceu.

O time carioca começou muito bem a partida, dominando o meio campo e jogando em cima da defesa corinthiana, Juninho comandava o time com brilhantismo, Dedé era um gigante na zaga e Eder Luís era perigoso pela ponta direita, junto com Fagner. Assim, em um escanteio Dedé subiu mais alto que todo mundo e cabeceou certeiro, sem chances para Júlio Cesar.

Então o Corinthians teve que sair, mas sem desespero, tanto que em uma vacilada do pífio Márcio Careca, Danilo aproveitou e rolou para Alex empatar a partida. Nesse momento o jogo pegou fogo. Corinthians cresceu na partida, e igualou o jogo, Paulinho perdeu um gol de cabeça incrível.

Já nos acréscimos do primeiro tempo, a tabela Éder Luís e Fágner deu certo, e o camisa 23 vascaíno deu de cavada tirando do goleiro corinthiano para colocar o Vasco na frente de novo. 2×1!

Eis que as coisas começaram a dar errado para o Vasco, o treinador do time da colina teve que fazer 2 substituições por contusões, Alecssandro entrou no lugar de Élton, logo no retorno do intervalo, e aos 7 minutos, Juninho teve que sair para a entrada do coringa Alan.

Com isso, o time vascaíno perdeu muito a posse da bola, pois Juninho era o dono do meio campo, e Alecssandro não conseguia dominar uma bola direito, a zaga corinthiana sempre ganhava as divididas. E o Timão começou a gostar do jogo.

Com a ausência de Emerson e Liedson, Tite colocou Jorge Henrique e William abertos na frente, com Alex e Danilo jogando de meia. Esses dois iam revesando para se deslocar como centro avante, no costado dos volantes vascaínos, uma saída tática interessante, que deu certo.

Deu certo, pois Danilo sempre aparecia livre para cabecear na área do Vasco, na primeira ele empatou o jogo, na segunda a bola tirou tinta da trave e na terceira Fernando Prass fez uma brilhante intervenção, salvando o time da Colina.

Nos 15 minutos finais, o time do Vasco estava morto em campo e a superioridade física do Corinthians fez a diferença, o Timão quase virou o jogo com William, que perdeu 2 gols quase feitos.

Um jogaço em São Jauário, e o empate foi bom para o Corinthians, que agora joga duas em casa e o Vasco faz dois jogos fora. O que coloca o Timão como o favorito para aparecer na liderança do campeonato nas próximas rodadas.

Abraços.
Caio di Pacce.

Os Juninhos e o Marcelos

Ihh! Sujou!

Essa semana Mano Menezes justificou a ausência do lateral Marcelo na convocacao para a Copa América e a explicação foi a seguinte:

Durante a convocação para o jogo com a Escócia, Marcelo pediu para ser liberado por sentir dores. Os médicos da Seleção não detectaram nada, mas acataram o pedido do jogador.

Dias depois, chegou nas mãos do Mano Menezes um e-mail, que foi mandado por engano ao treinador, do Marcelo. Nele o jogador expressava toda sua felicidade por NÃO ter sido convocado. Mano disse, e com razão, que o jogador não tem o perfil de Seleção brasileira.

Na mesma semana Juninho Pernambucano foi re-apresentado ao Vasco da Gama, em uma festa bonita que emocionou o jogador. Juninho é um daqueles boleiros do primeiro escalão, que desejou terminar sua carreira no time que o projetou para o mundo.

Juninho pediu de salário 600 reais. Isso mesmo, míseros 600 reais para vestir a camisa cruz-maltina. Se ele jogar bem, se destacar, ele poderá negociar seu salário.

Eu amo a bola, a grana é consequência.

Uma pena que o futebol brasileiro está cheio de Marcelos e escassos de Juninhos. Caráter não se ensina nas categorias de base.

Abraços.
Caio Di Pacce.

Top 10: Gols mais marcantes do futebol brasileiro (2000-2010)

Eu fiquei montando essa semana um TOP 10 gols brasileiros dessa última década (2000-2010), influenciado pelo post do Flaco Marque no Papo de Homem, Summer Tapes. Bem, depois de muito pensar, resolvi mesclar plasticidade com drama e emoção, acho que essa é a combinação perfeita para um golaço ser eternizado. Segue a Lista, lembrando que a ordem dos vídeos não significa um ranking:

01 Diego Souza – Palmeiras x Atlético-MG – 2009

02 Ricardinho/Marcelinho – Paulistão – 2001

03 Alex, O Chapeleiro do Morumbi – 2000

04 João Paulo – Juventus x Linense – Copa FPF – 2007

05 Nilmar – Inter x Corinthians – 2009

06 Anderson – Grêmio – Batalha dos Aflitos – 2005

07 Petkovic – Flamengo x Vasco – Carioca

08 Ronaldo – Santos x Corinthians – Final paulista 2009

09 Washington – Fluminense x SPFC – Libertadores – 2008

10 Ronaldo – Corinthians x Palmeiras – 2009

Sei que essas listas sempre deixam aquele golaço de fora, mas esses foram os que eu selecionei.

Abraços
Caio di Pacce.