Copeiros Vlog 11.2015 – Mitos do Futebol – Parte 1 – com Lucas Amaral

Este vídeo é o Copeiros Vlog – 11.2015 – Hoje com a participação do mito Lucas Amaral, nesse vídeo iniciamos uma série de Nostalgia futebolística, lembramos os Mitos do Futebol (#SQN) que passaram no Palmeiras!!

Abraços.
Caio Di Pacce.

Copeiros Vlog 10.2015 – Começo de temporada do Verdão, (feat Lucas Amaral)

Este vídeo é o Copeiros Vlog – 10.2015 – Hoje com a participação do mito Lucas Amaral, nesse vídeo comentamos o começo de temporada do Palmeiras, opções do elenco e se o Mago deve renovar ou não! Acessem https://copeiros.wordpress.com

Abraços.
Caio Di Pacce

Copeiros Vlog 09.2015 – Palmeiras x Santos e Palmeiras x XV

Nó tático. Episódio 01 – O Falso 9

Segue uma nóva série aqui no Copeiros chamada Nó Tático.

Nessa série eu explico alguns conceitos táticos de futebol que as vezes não são tão claros para o grande público.

No primeiro episódio dessa série eu falo um pouco sobre o Falso 9.

Espero que gostem!

Abraços,
Caio Di Pacce

Copeiros Vlog 06.2015 – Palmeiras 2 x 0 Penapolense

Abraços.
Caio Di Pacce

Copeiros Vlog – 05.2015 – Palmeiras 1 x 0 São Bento

Abraços.
Caio Di Pacce

Nhô Quim, o caipira centenário

Nho Quim

O Caipira Centenário chegou a capital paulista! E em grande estilo!

http://ocaipiracentenario.com.br/capa.asp?idpaginainst=principal


No dia 7 de fevereiro (sábado), o documentário será exibido na programação do MEMOFUT, no Museu do Futebol!

O MEMOFUT, é um grupo que tem como objetivo “Promover a difusão da literatura e de outras formas de expressão cultural e artística do futebol e apoiar a preservação da memória do futebol” – Esse grupo se reune uma vez por mês com programação variada. Melhor lugar não há!

O filme será exibido as 9h00 na primeira parte do encontro. E para fechar com chave de ouro, as 19h30, o Esporte Clube XV de Novembro enfrentará o São Paulo F.C. no Pacaembu. Vamô XVzão!

Programação do MEMOFUT dia 7 de fevereiro:

9h/10h45 – Exibição do documentário “Nhô Quim, o Caipira Centenário” (2014, 80 min, direção de Bruna Epiphanio), sobre o centenário do XV de Piracicaba, com sessão de perguntas e respostas com convidados em seguida.

10h45/11h – Intervalo.

11h/13h – Bate-papo com Bernardo Buarque de Hollanda e Paulo Fontes, organizadores do livro “The country of football: politics, popular culture, and the beautiful game in Brazil”, além dos professores José Paulo Florenzano (PUC-SP) e Fatima Antunes (Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo), com posterior lançamento do livro pelos autores.

Para mais detalhes, acesse o site do filme.

Produção Filó Comunicação: http://www.filocomunica.com.br/

O Balão de Ouro espanta a saudade

- SIIIIMMM!

– SSSSIIIIIIIMMMMMMMM!

Na última segunda-feira (12), a FIFA realizou a cerimônia de entrega de seu balão de ouro, que premiou o melhor jogador do mundo em 2014. O português Cristiano Ronaldo levou o caneco pela terceira vez, o que não foi nenhuma surpresa. Ele realmente está jogando o fino da bola e se fosse um pouco mais gente boa, conquistaria os boleiros de todos os estratos sociais.

O que realmente surpreendeu na premiação da FIFA foi a presença da dupla de zaga brasileira, David Luiz e Thiago Silva, na seleção do ano. Não que sejam jogadores ruins, mas é uma defesa que tomou 10 gols em dois jogos, no principal torneio do futebol mundial, a Copa do Mundo. David Luiz é muito motivado e transparece um comprometimento incomum com sua equipe. Thiago Silva, por sua vez, tem bom posicionamento e desempenha uma boa liderança no setor. Mas, 2014 não foi ano deles…

Exceto essas modernidades próprias do comportamento suspeito da FIFA, não é difícil concordar com o argumento do Léo Bertozzi, que o balão de ouro deixou uma mensagem clara: somos privilegiados por testemunhar uma disputa a la Proust-Senna entre Cristiano Ronaldo e Lionel Messi nos últimos anos. Sem falar nos coadjuvantes de peso, como Robben, Van Persie, Suarez, Ibra e toda a turma da Alemanha, campeã mundial. Do nosso lado, Neymar certamente aparecerá nesse panteão, mas ainda falta um tempo de janela nos campeonatos europeus.

Infelizmente, os torneios nacionais realmente deixam a desejar. As revelações são fracas, cheias de nomes compostos, sobrenomes, sem personalidade alguma. Ainda produzimos bons jogadores, mas aqueles fora-de-série acabaram. Atravessamos uma longa entressafra. Por isso, há de se dizer que o saudosismo é inevitável, mas talvez não seja para tanto. Afinal, o futebol sempre será uma mãe.


Sobre Dunga, CBF e o mesmo cheiro

Com a saída do técnico Felipão após a desastrosa Copa do Mundo do Brasil, as atenções estão voltadas para quem será o responsável por encabeçar o projeto de devolver ao país o título de melhor futebol do mundo, embora os ufanistas de plantão ainda considerem este o país do futebol. O nome da vez, pasmem, segundo apurou a ESPN, é o de Dunga, aquele que treinou o escrete nacional na africana Copa de 2010.
A simples possibilidade de recontratar não o capitão do tetra, mas o técnico da Copa de 2010, escancara o que todo mundo sabe, mas ninguém dos que têm o poder (plim-plim!), admite publicamente: não existe um projeto minimamente sério pelos lados da Barra da Tijuca.
Seja quem for o escolhido, e pelos primeiros movimentos da cúpula da CBF (Marin-Del Nero), a tentativa de retomada do posto de número 1 dará com os burros n’água. O primeiro passo foi contratar Gilmar Rinaldi para ser o coordenador de seleções da entidade. Sabe-se que ele era, até poucos dias, agente de jogadores. Ora, não basta à mulher de César que seja honesta, tem que parecer sê-lo também.
Ainda assim, não será a escolha do coordenador ou do treinador, simplesmente, que mudará estestatus quo que teve como ápice as duas lavadas levadas pelo time do Scolari. O problema é outro, bem pior. Os time pequenos, fornecedores de craques para os grandes, estão falidos; o dinheiro, que é pouco ante o que se arrecada, é mal distribuído; os times grandes estão com a base entregue a empresários e agentes preocupados apenas em ganhar dinheiro.
Enquanto o 7 a 1 for tratado resultado de sete minutos de apagão, como tentaram apregoar Pareira e Scolari na cretina entrevista coletiva post mortem, duvido que alguém faça alguma coisa porque quem manda, e isso a gente vê por aqui, não vai parar de tratar o futebol como mero produto de grade de TV. Como o torcedor-telespectador é pouco exigente e, portanto, suscetível a opiniões dos Galvões Buenos e Tiagos Leiferts de plantão, ou de outros jornalistas catequizados sob o Evangelho Segundo os Marinho, acreditarão que o futebol daqui é bom e que ver o Olodum na Copa é divertido.
Voltando a Carlos Caetano, o Dunga, ele chegou à Seleção para ser um contraponto à esbórnia que foi vista na Alemanha, quatro anos antes, quando era Parreira o treinador. No entanto, o trabalho não foi bom, mesmo com os títulos das Copas América e das Confederações. Sob sua gestão, o Brasil jogava fechado e saía no contra-ataque, com a bola saindo diretamente dos pés acéfalos dos volantes para os laterais ou para a disparada do então serelepe Robinho. A Holanda acertou a marcação em apenas meio tempo e deu no que deu. Ou seja, a “renovação” não renovará nada. Vão apenas mudar a cobertura do bolo. O recheio será o mesmo. E não é bom.

O papel de Gilmar Rinaldi

Enquanto jogador, Gilmar Rinaldi foi um bom goleiro com passagens vitoriosas por Flamengo e São Paulo. Junto com Taffarel e Zetti, compôs o trio de arqueiros tetracampeão em 1994. Entre o final de sua carreira e sua aposentadoria, de alguma forma se transformou em empresário do jogador Ronaldo Nazário. Ao final da manhã de hoje, Gilmar foi nomeado coordenador de seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Por mais que o ex-goleiro tenha articulação política e trânsito entre os patrocinadores, dificilmente conseguirá sozinho tecer uma malha tática comum entre as diversas categorias de nosso futebol. Obviamente que ele contará com uma equipe de assessores, certamente dos mais qualificados, porém, superar estruturalmente a goleada da Alemanha pede mais que isso. Dá até para entender que a CBF tentou responder rapidamente à crise, mas pecou por se repetir, replicando as reações imediatistas que derrubam técnicos de maneira fugaz em todos nossos campeonatos nacionais.

Para não ficar somente na crítica, segue minha sugestão para a CBF, mesmo que seja tarde:

(1) Convidar um comitê de emergência para repensar a estrutura nacional do esporte, formado por uma equipe multidisciplinar, com pelo menos;

  • 2 ex-técnicos (ex: Falcão e Zico);
  • 2 ex-jogadores (ex: Juninho Pernambucano e Romário);
  • 1 autoridade pública (ex: um secretário do Ministério do Esporte);
  • 1 consultor rotativo da imprensa especializada, que teriam estágios de uma semana na equipe;
  • 1 gerente de futebol de clube experiente (ex: Rodrigo Caetano);

(2) Quaisquer dos envolvidos não poderiam ter associações relevantes com os patrocinadores da seleção. Como por exemplo, Ronaldo/Nike;

(3) O comitê teria até o começo de dezembro de 2014 para apresentar uma proposta de reformulação do futebol, obrigatoriamente tratando de três eixos;

    • Formação de jogadores (atlética e educativa);
    • Calendário de competições (campeonatos regulares e extensivos para as categorias de base);
    • Esquema tático de referência;

O projeto seria apresentado para os stakeholders interessados, seria debatido “publicamente” e até fevereiro (antes do Carnaval), os cargos técnicos seriam anunciados – envolvendo, claro, a participação tradicional dos cartolas.

Da forma que foi anunciado hoje, Gilmar é coordenador dele mesmo.

Fica a sugestão!