O retorno do Bigode

Aqui não tem gracinha!

Luis Felipe Scolari será anunciado nessa quinta-feira como o novo treinador da Seleção Brasileira de Futebol. Após 10 anos do penta-campeonato o gaúcho de Passo Fundo retornará ao comando técnico canarinho.

Andrés Sanches se demitiu após a saída de Mano Menezes, criticou a decisão de Marin, Presidente da CBF, e pôs seu cargo a disposição. A verdade é que Mano Menezes fez um trabalho ruim a frente ao selecionado verde-amarelo. Fez muitas convocações suspeitas, de jogadores do seu empresário, convocações que auxiliaram a venda de alguns jogadores, não conseguiu dar um padrão tático ao time e perder a Copa América e a Olímpiadas, essa última para o Time C do México.

Creio, essa é a minha opinião, que a CBF acertou nessa contratação, Felipão é o treinador mais correto para dar essa injeção de ânimo e confiança para o time. O time brasileiro não precisa jogar bonito, precisa vencer. Em 50 jogamos bonito, fomos a melhor seleção, mas demos com os burros n´água em pleno Maracanã.

Felipão é especialista em mata-mata, tem o recorde de 13 jogos invíctos (seguidos) em Copas do Mundo. Ele vai dar a consistência tática que o time precisa, não vai deixar a nossa zaga exposta e vai dar o espírito vitorioso e copeiro que precisamos para vencer as seleção mais qualificadas que a nossa (Alemanha, Espanha, Argentina).

Além disso, com ele teremos um grupo unido, focado e preparado para jogar essa Copa em casa. Não será fácil enfrentar a pressão da torcida querendo a vitória. Jogar uma Copa das Confederações será a melhor preparação para a nossa seleção.

#ForzaBigode, agora verde-amarelo.

Abraços.
Caio Di Pacce.

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Por dentro pão bolorento

Sabemos que a cultura de técnicos no Brasil é algo torpe. Com medo de botar o dedo na cara dos jogadores, os cartolas descarregam a responsabilidade para cima dos treinadores. Há um quê de profissionalização nisso tudo, uma vez que a culpa de uma equipe não performar bem é sempre do gerente. No entanto, a “equipe” dos boleiros não poderia estar mais longe de ser profissional.

 

Por fora, bela viola...

Joel Santana saiu amigavelmente do Bota. Já o Muricy queimou as pontes no Fluminense. Mesmo que sejam treinadores em patamares diferentes, os dois foram vítimas do mesmo problema estrutural do futebol. Não sei se esse problema pode ser rotulado de alguma forma. No entanto, vou chamar de frivolidade por falta de melhor termo.

O Botafogo enfrenta uma draga histórica. É um time grande, tem torcida, tem passado, mas não consegue se adaptar aos novos tempos competitivos do esporte. Bebeto de Freitas tentou fazer uma gestão mais séria, mas acabou se envolvendo nos mesmos vícios de sempre. O carioca de 2010 é paliativo.

O Fluminense estava apagado á décadas. Começou a suspirar mudanças com a chegada de Renato Gaúcho e sua boa Libertadores de 2008. Morreu na praia, mas ganhou fôlego para pensar no futuro. Buscaram a solução mais rápida: captação de recursos. Assim chegaram Deco, Fred, Conca, Cavalieri e Muricy. Assim veio o título.

Agora, o tricolor está perigando na Libertadores e o Bota vai no susto pela Copa do Brasil. O que está errado então? Na cabeça dos cartolas, o técnico.

No fundo, o problema é a falta de um compromisso sério, um objetivo sério. O Fluminense queria um título, ou montar uma equipe forte que correria o risco de ganhar vários títulos num futuro breve? O Botafogo queira o quê?  A classificação para a próxima fase de Copa do Brasil ou o título? Não fica claro. Aí que entra a “frivolidade”.

Os clubes brasileiros querem pintar a casa para dizer que são novas. Por dentro, as paredes estão mofadas e os encanamentos podres. Não há como funcionar no longo prazo. E o que acaba se tornando perene são os fracassos.

Sendo a culpa sempre do técnico, não há compromisso. Não falemos nem de planejamento, que demanda uma linha contínua de ações positivas que não vem ao caso. Ironicamente, os clubes acabam por não se comprometer nem com o dinheiro, já que a falta de compromisso provoca a perda de cifras generosas para seus cofres. Quem dirá então algum compromisso com futebol.

A pergunta vai mais além: com o quê os clubes estão comprometidos então?

Martelotti e a molecada


Adilson Baptista mais uma vez decepcionou às expectativas e teve seu trabalho podado muito cedo. O treinador paranaense, capitão daquele Grêmio Campeão da Libertadores de 95, não conseguiu fazer o time render como esperado e hoje o time do Santos enfrenta o Cerro Porteño na Vila Belmiro sob o comando do interino Marcelo Martelotti.

É a segunda vez que o treinador das categorias de base do clube pega um incêndio pra resolver no time principal. Ano passado ele pegou o time na saída do Dorival, levou o time santista até o fim do ano, quando saiu pra entrada de Adilson.

A vantagem dele é que ele conhece a molecada e sabe fazer ela render. Todos as grandes jóias da Vila, como Neymar, Ganso, Danilo, Alex Sandro, Alan Patrick, foram treinados e descobertos por Martelotti.

A desvantagem é que falta tarimba para o interino disputar uma Libertadores. O principal torneio da América do Sul, exige malandragem, experiência de um treinador. Esse, precisa saber o exato momento de atacar, defender, catimbar e bater. Isso ele não tem.

Mas vejamos, ano passado o Inter fez algo semelhante, com a contratação de Celso Roth e viu a Taça cair em seu colo. Lembrando que foi o mesmo Roth, que perdeu pro Mazembe no Mundial.

Abraços.
Caio di Pacce.

Adilson Baptista é o novo treinador do Santos

O GloboEsporte confirmou que Santos FC acabou de fechar com o treinador Adilson Baptista. O ex-cruzeirense e ex-corinthiano virá somente em Dezembro para preparar e montar o elenco que disputará a Taça Libertadores do ano que vem.

A primeira opção santista era Abel Braga, mas as altas cifras e a não-liberação do clube árabe impediram a contratação do ex-colorado, campeão do mundo.

Adílson é um bom nome para o clube santista, é um treinador que joga pra frente e essa é a maior vocação do clube da baixada.

Abraços.
Caio di Pacce.

FOTO: Ag. Estado.

Lá vem Renato.

Maradona treinando a Argertina, Roberto Dinamite voltou ao Vasco, Zico voltou ao Flamengo. Em menor proporção, Felipão voltou para o Palmeiras. Mais um ídolo maior sairá da santidade e voltará a ser mortal dentro de um clube. Ao que tudo indica Renato Gaúcho, mais conhecido como Renato Portaluppi voltará ao Grêmio.

Após a derrota em casa para o Fluminense, Silas saiu do comando do tricolor gaúcho, que vê seu maior rival na final da Libertadores e com a vaga no mundial interclubes. E pior, atualmente encontra-se na zona de rebaixamento do Brasileirão 2010.

Renato Gaúcho, ou melhor Portaluppi, já fez bons trabalhos, tanto no Vasco como no Fluminense. Mas também fez péssimos trabalhos no mesmo Vasco e no mesmo Fluminense. Suas atitutes extra campo eram um tanto quanto peculiar.

Nas entrevistas era comum vê-lo com óculos oscuros, todo marrento. Ainda mais marra havia nas suas declarações. A mais famosa foi a dada antes da final da Libertadores de 2008, quando disse: “- Estamos a 5 metros da Libertadores do ano que vem”. Todo mundo sabe que o Fluminense perdeu da LDU naquela final. E o time ficou anos-luz da Libertadores de 2009.

Renato tem toda identificação com o Grêmio Football Porto-Alegreense. Fez os dois gols do Mundial interclubes. E fez o gol do título da Libertadores. A torcida o ama sem limites, terá a paciência que Silas, e outros não tiveram. Pode dar caldo essa contratação.

Abraços.
Caio di Pacce.

Quem vai assumir o São Paulo?

Ricardo Gomes caiu após a eliminação do tricolor diante o Internacional pela Taça Libertadores no meio da semana passada.  Mas quem irá assumir o cargo de treinador do São Paulo FC?

O nome de Dunga era forte dentro da diretoria são-paulina. Mas Juvenal se surpreendeu com tamanha rejeição da torcida, antes mesmo dele ser convidado, e já descartou o capitão do tetra para o comando do time do Morumbi.

Nomes como Silas, que acabou de ser demitido do Grêmio, Estevam Soares, prematuramente demitido do Ceará são nomes cotados para o cargo. Até Luxemburgo, nome que jamais era citado dentro da diretoria tricolor, tem sua parcela de chance.

Alguns dizem que Leonardo pode vir a ser o novo treinador também. Mas enquanto a cúpula são-paulina não se define, o bom e velho Milton Cruz vai assumindo o time durante o Brasileiro.

Abraços.
Caio di Pacce.

Dunga, Respeito, Globo, Tadeu Schmidt e Alex Escobar.

Carlos Caetano, mais conhecido como Dunga, o treinador da seleção brasileira de futebol, cometeu um despautério, aliás, vários, após a vitória do Brasil contra a Costa do Marfim no último domingo.

O time jogou bem, venceu e convenceu, Kaká mostrou um belo futebol, mas o treinador estava revoltado. Algo lhe incomodava: Ainda em campo,proferiu diversos xingamentos ao juiz francês, pelo vale-tudo marfinense e a expulsão do nosso camisa 10, e xingou Drogba, por razões indefinidas. O que até faz parte do futebol.

Mas o pior estava por vir. Na coletiva de imprensa, ao falar sobre Luís Fabiano, o treinador indaga ao bom jornalista da Globo, Alex Escobar, se havia algum problema com o que ele estava falando. Após isso, começou a balbuciar xingamentos para o jornalista para todo mundo ver, e ouvir, pois o áudio capturou algumas “palavras”.

Versão da Globo
Horas depois do acontecido, durante o programa do Fantástico, Tadeu Schmidt fez uma matéria sobre o ocorrido, (matéria que virou o tópico mais comentado no twitter no Brasil por dois dias seguidos) dizendo que Dunga se irritou com o repórter global por ele ter feito um sinal negativo com a cabeça por discordar sobre o que Dunga falava. E por essa razão ter tido tais atitudes durante a coletiva. Veja a matéria do irmão do mão-santa do basquete:

Versão de outros veículos de imprensa:
Antes do jogo, a alta cúpula do jornalismo da Rede Globo fez contato com o Ricardo Teixeira, exigindo uma exclusiva com 3 membros da seleção; Dunga, Luís Fabiano e Kaká. Ao saber dessa exigência, Dunga se recusou a dar essa exclusiva, o que irritou Alex Escobar, e o fez ligar para Tadeu Schmidt durante a coletiva de imprensa. E por isso Dunga reagiu como reagiu.

Uma coisa que me agrada, e para muitos veículos de imprensa, sobre Dunga é a igualdade de privilégios da imprensa. Ele não dá preferência para nenhum canal de TV, ou jornal, rádio, etc. O tratamento especial que a Globo tinha com outros técnicos, não tem mais com Dunga.

A Rede Globo errou em divulgar uma matéria que não reflete com a de outras emissoras, rádios, sites. Errou ainda mais em querer ter a mesma exclusividade que tinha. Mas Dunga errou em reagir como reagiu, ainda mais na coletiva de imprensa. Essas cenas, o mundo todo viu.

Cabe a ele saber do tamanho do cargo que tem, e se portar como tal. Apesar de seu belo e eficiente trabalho com a seleção.

E esse é o úlitmo post do copeiros antes de seu primeiro aniversário.
(Nascimento do blog: 23/06/2009) – Post especial sobre o aniversário virá na sexta-feira.

Abraços.
Caio di Pacce.

PS: Mais uma Belíssima ilustração de @Rafahellnunes