Haja coração, mas o Verdão venceu

Hoje, numa noite extremamente chuvosa em São Paulo, o desacreditado Palmeiras estreou contra o fraco Sporting Cristal, time peruano. Gilson Kleina promoveu algumas estréias, como Weldinho, Marcelo Oliveira, Vilson, num time formado em um 4-5-1, formado por: F. Prass, Weldinho, Henrique, M. Ramos e Marcelo Oliveira. Vilson e Márcio Araújo, uma linha de três meias com Souza, Patrick Vieira e Wesley e Vinícius isolado na frente.

Uma postura cautelosa para enfrentar um time fraco em casa, que não quis atacar, mas o time, mesmo com muitos erros de passe e erros de posicionamento, conseguiu dominar o primeiro tempo, principalmente em chutes de fora da área ,mas foi na bola parada, que mais uma vez Henrique marcou para o Verdão: 1×0.

No segundo tempo, o time entrou meio desligado, e na primeira investida do time visitante, M. Oliveira cometeu uma penalidade boba e os peruanos igualaram o marcador, o lateral esquerdo estreou bem, apesar disso, apoiou bem e foi seguro em muitos lances atrás.

Com o placar igual, Kleina promoveu a entrada de Caio Mancha, atacante no lugar de Márcio Araújo e inverteu Vilson de volante como zagueiro, alterando com Henrique, boa opção, pois o camisa 3 tem boa qualidade do passe. Nisso, o time voltou a dominar o meio campo e o jogo. Em uma investida de Marcelo Oliveira, Vinicius fez o pivô e Patrick Vieira definiu o placar: 2×1.

Weldinho foi o estreante com menos inspiração, mas não complicou, apoiou pouco e não comprometeu. Ronny entrou e também foi bem, deu um calor para os zagueiros adversários.

O Palmeiras fez o que precisava, venceu, deu um animada e acalmada na torcida. Mas ainda há muito o que melhorar, o time ainda está abaixo do nível dos demais times brasileiros da Libertadores, mas não fez feio. Quero ver o que será no clássico.

Abraços.
Caio di Pacce.

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4 de Julho: A independência corinthiana.

Apertou? Põe no Sheike que ele resolve!

Foi nesse 4 de julho de 2012 que o Corinthians levantou a Taça Libertadores da América, e foi muito merecido. O time do Corinthians foi gigante nessa edição da Copa mais importante do continente sul-americano.

Hoje oficialmente o Corinthians chega a horizontes mais distantes, fica conhecido mundialmente, um dia isso ia acontecer, um dia a taça ia parar no Clube da Rua São Jorge, número 777. Agora é pensar no Chelsea.

A verdade é que esse título começou a ser construído ano passado, quando eliminados vergonhosamente pelo Tolima, a diretoria manteve a base do time e o comando técnico do Tite, que soube ter o grupo na mão, e comandar um excelente elenco, que sabe se defender e contra-atacar como ninguém.

Parabéns Corinthians, a sua torcida tem mais é que comemorar!

Abraços.
Caio Di Pacce.

A aula de Roman e a frieza de Romário.

Final de Libertadores é sempre final de Libertadores. Jogo na Bombonera, sempre é jogo na bombonera. A primeira mão da final entre Boca x Corinthians foi sensacional. A pujante torcida Xeneize mostrou mais uma vez que é incrível, calou os narradores de todas as rádios e televisões da América Latina.

O Boca jogou muito, Roman teve liberdade para trabalhar e deu uma aula de futebol, só que jogar ao lado de Mouche e Santiago Silva é complicado, agora, pra quem esteve acostumado a jogar com Tevez e San Marin Palermo, é mais complicado ainda.

Toda bola passava pelos pés de Roman, o espaço que Neymar, Ganso ficaram procurando nos dois jogos contra o Corinthians, o camisa 10 boquense encontrou com naturalidade. O Corinthians soube se defender, mas não com aquela competência dos últimos embates, o time sofreu. Mas o Boca pecou por não saber definir as jogadas, por não ter qualidade na finalização.

No segundo tempo, o Boca entrou melhor, soube aproveitar os espaços dados, principalmente com a avenida no lado esquerdo para Clemente Rodriguez trabalhar, e em uma bola parada, o time argentino abriu o placar.

Quando tudo está encaminhado para uma vitória do time ca casa, Tite coloca Romarinho em campo, o novo talismã corinthiano, que fez dois belíssimos gols contra o Palmeiras, recebeu uma bola, e como se fosse um jogo treino, com os amigos, ou na várzea, o menino cavou na saída do goleiro, me deixou sem palavras a frieza e calma do garoto.

O jogo de volta está totalmente abero. O Boca joga muito fora de casa, o Corinthians joga muito em casa. Será um embate épico, só sei que a Libertadores de 2012 será lembrada pra sempre.

Abraços.
Caio Di Pacce.

E que venha o Boca Juniors

Nada pára esse Corinthians na Libertadores de 2012. Ontem o Santos tentou furar o bloqueio do Corinthians, até conseguiu no primeiro tempo, mas a vaga ficou com o time de Parque São Jorge.

O time do Santos veio pra atacar, entrou em campo com 3 atacantes, numa postura avançada, a fim de passar o bloqueio corinthiano das duas linhas de quatro muito bem formadas pelo comandante Tite. Na primeira partida, o time santista ficou com a bola, mas não conseguia ser incisivo, muita gente atribuiu esse fato a um possível cansaço de alguns jogadores, principalmente do Neymar, mas na verdade, marcar gol no Corinthians é algo muito complicado.

O Pacaembu abarrotado viu um Santos valente no primeiro tempo, que tentou e conseguiu furar o bloqueio, com Neymar, quando o time da baixada abriu o placar. E também viu um Corinthians prontinho e afiado para um contra-ataque. Já na segunda etapa, o Santos entrou morno, e o Corinthians pilhado. Logo aos 3 minutos, em uma falta lateral somada a uma outra falha de marcação santista, o decisivo Danilo marcou o gol da classificação.

Dali em diante, o jogo foi fácil pro timão. O Santos sentiu demais o gol sofrido e não conseguiu nem chutar na meta de Cássio. A posse da bola foi totalmente santista, mas na intermediária, a bola rodava entre Arouca, Durval, Juan ou Henrique. Ganso e Neymar tinham que recuar muito para buscar a jogada, e não conseguia sair da forte marcação, com isso o tempo foi passando e a classificação inédita chegando mais perto, até o apito final.

Já estou cravando, o Boca Juniors não será páreo para esse time do Corinthians. Mesmo com a Bombonera, mesmo com Riquelme, mesmo com a camisa e a experiencia do elenco, dessa vez isso não fará a diferença.

Tite será o treinador campeão da Libertadores 2012, e o Mário Gobbi o presidente que levou esse título para o time da Marginal Tietê.

Abraços.
Caio di Pacce.

A Copa na Reta Final: Análise dos confrontos

Ontem foi definido os outros dois classificados para as Semi-Finais da Taça Libertadores da América. A Copa chegou em sua reta final. Os quatro times mais preparados chegaram, dessa vez os melhores passaram: Corinthians x Santos, Boca Júniors x Universidad de Chile (La U).

Boca Júniors x Universidad Católica
Na bola é empate técnico, tanto o time do Boca como o time da Universidad são páreos, ambos tem um calderão a seu favor, é verdade que a Bombonera é mais pressão que o Estádio Nacional de Santiago, mas jogar no chile, com a torcida inflamada não é fácil.

Creio que o time chileno oscila mais que o time argentino, além do fato do Boca ter um elenco mais tarimbado, mais especialista em Libertadores, como Schiavi, Santiago “El Tanque” Silva, Mouche e o Sr. Libertadores: Juan Román Riquelme, que voltou a jogar o fino da bola. Ele rege o time de Buenos Aires, e acho que ele pode fazer a diferença.

Palpite: Boca Júniors

Santos x Corinthians
Um clássico do futebol brasileiro, o embate entre os dois melhores times do país, será o encontro entre o brilhantismo técnico contra a disposição tática, raça e entrega. Um jogo sem favoritos. Eu realmente achava que o Santos não passaria pelo Vélez, pelo o que o time da baixada jogou na Argentina, o Peixe não merecia passar.

Mas futebol é futebol e o Santos cresceu aqui na Vila, impôs seu jogo e venceu o time argentino nos penaltis. Na bola, dá Santos, pois o time da baixada tem Neymar, mas clássico não tem favoritos, ainda mais em jogo válido pela Libertadores da América, onde a disposição, entrega e força de vontade tem que ficar na ponta da chuteira, e isso o Corinthians tem muito mais.

Palpite: Coluna do Meio.

Abraços.
Caio di Pacce.

É esse ano.

Corinthians e Vasco fizeram o jogo mais épico de 2012. Um jogo de xadrez, uma briga tática, da vontade e da emoção. O time carioca entrou pra ter uma bola, e o Corinthians entrou para ter a posse da bola, rodá-la no ataque e buscar o gol. Era o encontro da melhor defesa da Libertadores contra o melhor ataque do Brasil, que apenas não tinha marcado em uma partida, na primeira mão das quartas-de-final.

O jogo foi extremamente brigado, com muita cautela, ninguém queria se expor, num primeiro tempo muito pensado, muito frio. O time do Corinthians jogava com a bola, e o Vasco esperava a bola e saía com velocidade, com Eder Luís, Fágner e a habilidade de Diego Souza.

Com o passar do tempo, a frieza começou a dar lugar para o nervosismo, o cansaço e a emoção. O plano tático foi trocado pela raça, vontade. O 0x0 não saía do placar, quando numa saída de bola errada, Diego Souza teve a bola do jogo, teve o lance que ele não costuma perder, ele tem a habilidade e a frieza para guardar, mas hoje era diferente. Cássio, que tinha rebatido algumas bolas simples, tocou na bola o suficiente para desviá-la para escanteio.

Nessas horas o vascaíno sente falta de Romário e Roberto Dinamite.

Cristovão Borges tirou Eder Luís e colocou Carlos Alberto, tirou sua única válvula de escape da pressão corinthiana sobre sua defesa para tentar ter a posse da bola, mas vontade e a vibração do time da casa foi maior, o treinador vascaíno leu mal o jogo e deu campo para o Corinthians, nos 15 minutos finais.

Tite, mesmo expulso, leu bem o jogo, trocou seus atacantes, dando o gás final, e esse gás final fez a diferença, Paulinho subiu mais que todo mundo, cabeceou tirando do goleiro e deu a vaga para o Corinthians.

Estou cravando: Sport Clube Corinthians Paulista, o campeão da Libertadores de 2012.

Abraços.
Caio di Pacce

Empate sem gols: A bola não rolou direito.

Hoje o Corinthians e o Vasco se enfrentaram pela primeira-mão das quartas de final da Taça Libertadores da América. São Januário, o caldeirão cruz-maltino, estava quente nas arquibancadas, mas com o relvado judiado. A chuva no Rio de Janeiro complicou o jogo.

Tite veio a campo sem centro-avante, numa proposta de contra-ataque, pra jogar em velocidade com Jorge Henrique e Emerson, o Vasco veio com Juninho e Diego Souza nas meias, Alecsandro na referência e Éder Luís na velocidade, jogando nas costas de Fábio Santos. A bola não rolava direito, e os times erraram demais tanto nos passes, no domínio e nos arremates a gol.

O jogo foi bastante competitivo, mas os goleiros pouco trabalharam, Fernando Prass fez uma belíssima no segundo tempo, e o Castán tirou gol certo de Carlos Alberto. Os treinadores demoraram pra mexer, Cristovão Borges trocou seus dois meias, na minha opinião incorretamente, num campo como aquele, Diego Souza jamais poderia sair do jogo.

Tite demorou muito para colocar Elton no lugar de Danilo, o Vasco cresceu muito no segundo tempo, pois o time do Corinthians recuava demais, por momentos precisou de uma referência na frente, o ex-vascaíno entrou nos 10 minutos finais.

O resultado foi justo, e foi ruim para ambas as partes, o Vasco não venceu em casa, e o Corinthians não marcou gols, levou para São Paulo o mesmo resultado das oitavas de final, mas o time cruz-maltino não é o Emelec, tem muito mais condição de marcar um  gol no Pacaembú.

Abraços.
Caio di Pacce.