A vitória e o ranheta

Estou meio rabugento, hoje. Para falar a verdade, a vida não tem sido fácil neste ano. Parece que tudo cai sobre a minha cabeça, de uma só vez. A ponto de eu ouvir o jogo da Lusa contra o Santo André com o mesmo entusiasmo que se tem ao dançar com a irmã.

E olhe que foi um jogaço. Não do ponto de vista técnico, mas emoção não faltou. O Santo André, que foi vice no Paulistão, estreava uma dupla de ataque: Anderson Gomes e Borebi; pela Lusa, surpresas no mesmo setor: Héverton liberado, após ver sua pena revertida em multa, e Kempes, que substituiu nosso (muito) grande Luiz Carlos.

Eles foram os responsáveis por todos os golos. Primeiro, Borebi, de bicicleta, após (mais uma) falha do Preto Costa. Logo em seguida, Kempes empatou. Perdemos umas boas chances, aí o Ramalhão voltou à frente, com o outro estreante do ataque, Anderson Gomes, após falha do “goleiro” Andrey. “É hoje…”, pensei. Mas a coisa inverteu: o time do ABC teve a chance de ampliar, mas não fez. Então Kempes brilhou de novo. Até o final do primeiro tempo pouco aconteceu e as equipes desceram pros vestiários com um surpreendente 2 a 2.

Logo no início do segundo tempo, jogadaça do Athirson e pênalti pra nós. Lá foi Héverton chamado à prova e não falhou: virada lusitana, consolidada logo depois, com novo gol do Heverton, cinco minutos mais tarde. A partir daí foi um comboio de golos perdidos pela Lusa. Até que o ex-boxer-palmeirense Maurício resolveu falhar também e Borebi marcou mais um. Daí até o final foi um sufoco desgramado. Não só pelas seguidas falhas da retaguarda rubroverde, mas também pelo desperdício do pródigo ataque luso.

Por fim, o placar foi justo e o jogo deixou algumas impressões: Athirson, se não se machucar, será o maestro da volta à Série-A; o Andrey não pode jogar na Portuguesa e nossa zaga é simplesmente medonha. Pois é, mesmo com a vitória eu continuo rabugento.

Que 2010 seja diferente

Começou a Série-B de 2010. Na verdade, já estamos na sua terceira jornada. Podemos, de saída, apontar umas sete ou oito equipes com chances reais de ascenderem à primeira divisão: Sport, Náutico, Coritiba, Figueirense, Santo André, Ponte Preta e, é claro, Portuguesa. Em outras palavras, será uma das mais equilibradas de sempre.

Embora eu não acredite em líder – ou lanterna – de quatro rodadas, já é bom colocarmos as barbas de molho. Deixamos de subir, no ano passado, por causa de uma sequência de partidas sem vitórias. No Paulistão ficamos seis jogos sem vencer e sucumbimos à obrigação de ganhar os últimos seis. Como vencemos quatro, sobramos de novo.

A Portuguesa ainda não pegou o jeito dos pontos corridos. Quando o campeonato é classificatório, há brecha para tropeços. No caso dos pontos corridos, quem for mais regular, leva. E se tem uma coisa que a Lusa tem primado, nos últimos anos, é pela irregularidade. Sintoma típico de quem está pressionado, pois um tropeço fora de hora tem o poder de desestabilizar o ambiente e deitar por terra todo o trabalho.

Como o ano é de Copa, haverá recesso durante o campeonato. Será uma ótima oportunidade para que o Vadão veja o que tem nas mãos e promova as mudanças necessárias. Falando nisso, os anos em que temos o maior torneio de mundo da bola têm sido emblemáticos para nós, rubroverdes: em 1998 houve a “castrillada” que nos tirou das finais; em 2002 caímos pela primeira vez; em 2006 fomos rebaixados no Paulista e quase chegamos ao inferno da Série-C. Que 2010 seja diferente.

Luíz Felipe ou morte

No retorno de São Januário para São Paulo, o treinador Antônio Carlos Zago e o atacante Robert do Palmeiras discutiram feio dentro do ônibus. Alguns rumores dizem que houve até alguns murros entre o comandante e o comandado.

O treinador Antonio Carlos Zago já foi demitido, Robert ainda será avaliado. Uma história muito parecida com a de Obina e Maurício, quando os dois jogadores foram as vias de fato em pleno estádio Olímpico, após dois dias ambos jogadores foram expulsos do elenco palestrino.

Agora eu me pergunto: – Esse poço em que o Palmeiras está se enfiando, tem fim? Desde o fim do Brasileirão do ano passado o time só vem perdendo forças, dia após dia, foi o Vágner Love, o Muricy Ramalho, o Diego Souza, agora (talvez) Zago e Robert. O elenco do clube está ficando cada vez menor e nada do time voltar a respirar bons ares em 2010.

O jornalista Juca Kfouri se fez essa mesma pergunta no programa Linha de Passe da ESPN Brasil de ontem, e obteve uma solução para o clube de Pq. Antártica, talvez a única: – Luís Felipe ou morte.

Abraços.
Caio di Pacce.

2010 com cara de 2002.

O time do Palmeiras anda magoado, desde o ano passado com a perda do título e a desclassificação para a disputa da taça Libertadores. O time está de luto e não está com cara de melhora rápida.

Vendo os jogos do Palmeiras nesse Paulistão 2010 logo me vem na cabeça o time de 2002, que foi rebaixado para a série B. Isso porque aquele elenco tinha bons valores, como Zinho, Arce, Marcos, Dodô, entre outros, mas era um elenco dividido, rachado, misturado, o que fazia o time não correr e lutar com a mesma intensidade.

O mesmo acontece com esse time, Diego Souza, Cleiton Xavier, Pierre, Lincoln são bons jogadores, mas eles não conseguem fazer o time engrenar e vencer as partidas. Assim foi esse Paulistão, uma campanha medíocre, uma 11o colocação com um Saldo de gols de -1.  

Esse elenco demonstra estar nervoso, alguns jogadores extravazaram e descarregaram na imprensa, como Marcos. Taticamente é um time sem alternâncias, que joga muito parado, em três blocos separados, com pouca interação, principalmente entre o meio e o ataque, dificultando o passe e o controle do jogo. Além disso, é um time que tem medo de arriscar, medo de errar o que deixa o time sem muita criatividade.

Antônio Carlos, uma aposta da diretoria palmeirense, tem a sua parcela de culpa por isso, mas não é o único culpado. A política dentro do Palmeiras é um caos, é oposição jogando contra o clube, envolvendo a torcida organizada, que possui direitos federativos de alguns jogadores da base do clube.  

A Sociedade Esportiva Palmeiras hoje é uma grande salada mista. Posso estar sendo exagerado, mas isso está me cheirando a 2002, infelizmente.

Abraços.
Caio di Pacce.

A última cartada

Desde que ficou alijada da disputa pelo acesso para a primeira divisão do Brasileirão, a Portuguesa tem brigado, na (in)Justiça, pelo direito de estar na elite do futebol nacional. Sabe-se que o Guarani escalou, de forma irregular, o atacante Bruno Cazarine, e é nisto que a diretiva lusa tem se agarrado para garantir a Lusa na Série A já em 2010.

Para quem não se lembra ou não conhece a querela, a FIFA proíbe que um atleta seja inscrito por três emblemas diferentes na mesma temporada, e o Bugre foi o terceiro time do atacante, que defendeu o Chapecoense-SC e o Gyeongnam, da Coreia do Sul. Como o calendário do futebol sulcoreano é similar ao brasileiro, considera-se como sendo a mesma temporada, contando de janeiro a dezembro. Levantou-se a hipótese de a Lusa incorrer no mesmo erro, já que foi o terceiro time do atacante Zé Carlos, que defendeu o Paulista e o Cruzeiro em 2009, antes de se transferir pra Lusa. Acontece que a inscrição dele no time de Jundiaí deu-se no dia 28 de dezembro de 2008, portanto, não conta para a temporada seguinte.

Considerando as normas para inscrição de jogadores, impostas pela entidade máxima do futebol mundial, a requisição lusitana é legítima. Na verdade, quem levantou a lebre foi o Figueirense, que terminou a Série-B atrás da Lusa. De forma correta, o time paulista esperou pelo final da competição para reclamar, temendo sofrer prejuízos dentro de campo (leia-se problemas com as arbitragens). A consulta à FIFA foi feita. Esta não só legitimou a intenção rubroverde como orientou a CBF a punir o Guarani. Acontece que o STJD, via Paulo Schmitt, em vez disso, arquivou o processo, dando de ombros para a Portuguesa, que dirigiu-se novamente à FIFA e, de acordo com o presidente Da Lupa, julgará favoravelmente até o fim deste mês. Assim, caberá à CBF acatar a decisão vinda de Zurique, sob pena de o futebol brasileiro ser punido com a exclusão das próximas competições internacionais, incluindo a próxima Copa do Mundo.

Não me agrada ter que apelar para a Justiça. Parece-me mais justo que faça-se o futebol apenas dentro de campo. No entanto, as regras devem ser cumpridas, incluindo as que regulam a inscrição dos jogadores. Se houve erro, apure-se e cumpra-se a lei.

Pois bem, esta é a última cartada do Manuel da Lupa. Ele, que esperneou no caso do pênalti mal cometido – mas bem apitado – no jogo que tirou a Lusa do Paulistão do ano passado, desta vez está embasado, e muito bem. Que a tal carta seja um “zap pra terceira”.

NOTA: Perdoem-me pelo enorme hiato entre esta e a minha última postagem. Questões de ordem pessoal não permitiram que eu comentasse nesta tribuna com a frequência habitual.

Uma grande quimera

Virou moda, dentro do futebol brasileiro, a transferência de responsabilidade. Ninguém assume nada. É mais cômodo “jogar para a torcida” do que assumir a própria incompetência. E esta atitude nada louvável está em todos os níveis.
No domingo, mesmo, o Botafogo venceu o São Paulo, mesmo tendo, ao fim da partida, três jogadores expulsos. Com correção, diga-se de passagem. Foi um jogão! Apesar da vitória, o comandante alvinegro Estevam Soares foi choramingar ao pé do apitador do jogo, o ótimo Sandro Meira Ricci. Foi reclamar o quê, exatamente? As três expulsões foram merecidas, ora. Em vez disso, deveria o senhor Estevam ir ao vestiário e dar aquela bronca no time. Mas não. Preferiu reclamar.
Temos casos aos borbotões. O Luxemburgo é assim. O Leão é assim. O saudoso Telê Santana era assim. O Mano Menezes, do Corínthians, é pior que todos os outros juntos!
Para não ficar só nos treineiros, vejam o zagueiro Ronaldo Angelim, do Flamengo. Foi reclamar do excesso de garra do Goiás. Levantou a hipótese de o time esmeraldino ter recebido um “incentivo extra”, digamos assim. Num português bem claro, a “mala branca”. Ora, o Goiás não almeja mais nada no campeonato e o Flamengo luta (com as bênçãos do STJD) pelo título. Quer incentivo maior que esse? Se o beque rubronegro admite que o adversário poderia estar sob efeito do suborno branco, assume, mesmo indiretamente, conhecer do assunto. Agora, assumir que seu time foi incompetente pra ganhar de um adversário que apenas cumpria tabela, isso são outros quinhentos, como diz meu pai.
Para que não digam que estou sentado no próprio rabo, não isento a diretoria da Portuguesa no referido assunto. Depois de ter perdido, vergonhosamente, o acesso mais fácil de todos os tempos para a primeira divisão, resolveram acusar o Guarani de ter escalado um jogador de forma irregular. Trata-se do atacante Bruno Cazarine, que, segundo a diretiva lusa, não poderia jogar eplo Bugre por este ser seu terceiro time na mesma temporada, o que é proibido pela FIFA. Acontece que a Portuguesa tem um jogador, aparentemente, na mesma condição, o centroavante Zé Carlos. Ele jogou, antes da Lusa, no Paulista e no Cruzeiro, ainda em 2009. Ainda se fosse um Careca ou um Amoroso, daria pra entender. Mas o Bruno Cazarini? Faça-me o favor, presidente Da Lupa!
Concordo que, caso haja alguma irregularidade, o responsável seja punido. Afinal, deve-se respeitar as leis do jogo, e estas incluem as normas para a inscrição de atletas. O que não pode passar batido é o fato de que a Lusa só está fazendo esse estardalhaço todo porque foi incompetente, o que não é nenhuma novidade, aliás. Assumir isso? Quimera, uma grande quimera.

Quem se responsabiliza?

Terminou o sonho do acesso da Portuguesa à primeira divisão do futebol brasileiro. Mesmo com a vitória contra o campeão por antecipação e cheio de má-vontade Vasco, no Maracanã, as chances de chegar à última jornada ao menos com chances remotas acabaram-se com a vitória do Atlético goiano sobre o Juventude, na serra gaúcha.

Fica a pergunta, como sempre: de quem é a culpa? Aliás, não é a única questão a ser respondida. O que faltou? Por que, mesmo com a segunda maior folha de pagamento e talvez o melhor elenco entre todos os times, não foi alcançado o acesso?

Raça não faltou, em momento algum. O problema é que a Lusa abusou do direito de errar. Não tivesse um time tão bom teria caído para a terceira divisão, tamanha a desorganização. O ano  ficou marcado pelas besteiras da diretoria e pelo quase. No Paulistão quase foi às meiasfinais, perdendo a vaga para o Santos por conta do saldo de golos e de um pênalti muito esquisito a favor do Peixe, no finalzinho do jogo com a Ponte. Trocaram o treinador após a primeira jornada, defenestrando a pré-temporada. Veio o Mário Sérgio que, bem ou mal, recolocou a equipe no caminho das vitórias. Como ele não dava ouvido à voz que vinha da bancada, foi fritado feito bolinho de bacalhau, sendo substituído pelo Bonamigo.

O gaúcho vinha fazendo também um belo trabalho. Talvez isso tenha incomodado a torcida, que também o criticava. Por que? Quem é que sabe? A principal (des)organizada da Lusa não se satisfaz com nada. É uma meia dúzia de três ou quatro de moleques mimados que fazem a crítica pela crítica. Se o time joga mal, gritam “raça! raça!” Se joga bem e, mesmo assim, perde, bradam “raça! raça!”  Tudo é motivo pra pedir raça, falte ou não.

Inexplicavelmente, a diretiva rubro-verde cedeu aos apelos dos burros das bancadas e trocou o comando, de novo, da equipe. Veio o Renê Simões e deu no que deu: três jogos, um ponto e uma confusão enorme que culminou na saída dele, Renê, do meia-atacante Edno e até na interdição do estádio luso.

Aí foram buscar o Benazzi, que saiu escorraçado do time no ano passado. Um ano depois foram buscá-lo de volta, no desespero de tentar ainda o acesso. Quer dizer, um ano inteiro jogado pela janela. E por que? Pra satisfazer o ego da “torcida”?

Enquanto a Portuguesa acolher essa gente, que tem a sede dentro do próprio clube, sofrerá sua maligna influência. O papel do torcedor é torcer, sempre, e cobrar quando for necessário. Não cabe a ele interferir nas decisões da direção. Torcedor, além de não ter preparo para tal, é um apaixonado pelo clube, e quem é movido pela paixão só faz besteira.

Confesso que estou chateado. De momento, minha decisão é não por os pés no Canindé enquanto não tirarem de lá a sede da torcida organizada. Como torcedor não tem vergonha na cara, e eu, antes de qualquer coisa, também sou torcedor, pode ser que, já no primeiro jogo em casa eu apareça. Espero que não.

Agora é hora de por a cabeça do lugar e já começar a planejar o ano que vem. De preferência, longe da torcida, que só atrapalha. E com o Benazzi no comando, pois ninguém melhor que ele irá aceitar a missão de levar a Portuguesa de volta à elite.

Quanto aos culpados, não me resta dúvida alguma: é a diretoria, que aceitou as pressões da pseudo-torcida. O presidente Mané da Lupa tinha que ter pulso firme e bancar o treinador, fosse quem fosse. E que os imbecis que ficam puxando aqueles corinhos ridículos atrás das balizas sejam expurgados das alamedas do Canindé. De uma vez por todas.

O Vasco está de volta.

vascoNa última sexta feira 13, o Vasco da Gama sagrou-se campeão da Série B do Brasileirão. Essa é a primeira taça em 6 anos que chega a São Januário. O último título cruzmaltino havia sido o campeonato carioca de 2003.

A vitória sobre o América-RN foi a coroação de um bom trabalho desenvolvido por Dorival Júnior. Apesar de alguns momentos de sonolência, a campanha vascaína foi tranquila e o ascenso veio com duas rodadas de antecedência.

O Vasco, assim como Palmeiras e Corinthians, agora está de alma lavada. Conseguiu se livrar do espólio maldito deixado pela tirania caricata de dirigentes coronelistas. Agora as portas se abrem para os trabalhos, senão mais éticos, pelo menos mais identificados com o futebol em si.

Roberto Dinamite, assim como Belluzo e (vai) André Sanches, fazem parte de uma elite de dirigentes que trazem um arejamento positivo para o futebol brasileiro.

Parabéns Vasco e bem vindos de volta!

Segundona

grande_14Após um jogo duro, o Guarani está mais perto de voltar a elite do futebol brasileiro. No sábado, no Brinco da Princesa, o bugre venceu o virtualmente rebaixado ABC por um tento a zero.

O líder da competição, Vasco da Gama, atropelou o Bahia em pleno Maracanã. Destaque para o golaço de Elton que fechou o placar. O Bahia continua na zona de rebaixamento, aumentando o calvário dos clubes nordestinos.

Contudo, o Ceará, exceção da regra, está muito perto de voltar a primeira divisão após 16 anos na série B. O técnico P.C Gusmão está otimista, mas pede cautela. O Vovô precisa de somente mais seis pontos em 7 rodadas para se garantir no acenso.

O jogo mais interessante da rodada foi a vitória do Vila Nova para cima do Campinense, após estar perdendo por 2 tentos. O resultado afundou o Campinense, lanterna da competição.

A surpresa negativa foi a goleada sofrida pela Lusa ante o instável América de Natal. O escrete rubroverde perdeu por 4 tentos e deixou de encostar no G-4. Agora enfrenta um páreo duro contra o Guarani no próximo sábado.

Uma casa de favores

Antes de mais nada, estimado leitor, perdoe-me por insistir no assunto, mas fazem-se necessárias algumas considerações sobre o STJD.

A Portuguesa, sabe-se, perdeu o mando de campo, por três jogos, em virtude do quiproquó ocorrido nos balneários lusos após a derrota contra o Vila Nova. Não é preciso re-escrever aqui os fatos. Pois bem. O (péssimo) árbitro paulista Rodrigo Martins Cintra, que prejudicou o Botafogo no jogo contra o Grêmio, foi cercado pela gente botafoguense na saída do gramado. Até aí, normal. Porém tentaram invadir seu vestiário, o que valeu denúncia por parte da procuradoria do tribunal.

O caso foi julgado e o clube da estrela-cadente solitária foi prontamente absolvido, sem maiores problemas ou repercussões. Mais uma vez o tribunal fez o preço de acordo com a cara do freguês. Ainda mais sendo o réu um time do Rio, o resultado era perfeitamente previsível. A alegação dada para absolver o time carioca é um escárnio só: o Botafogo, de acordo com o tribunal, vem sendo constantemente prejudicado pela arbitragem, portanto seria uma insensibilidade puní-lo ainda mais.

O que salta aos olhos, ouvidos e qualquer coisa que o valha é que o caso do Fogão foi muito mais grave que o da Lusa, pois envolveu gente de fora do clube, ao contrário do que houve no Canindé, que foi um assunto interno que, dada a comoção causada pela imprensa, deu no que deu. É como se, guardadas as proporções, condenassem um réu por tentativa de suicídio e absolvessem outro tentou matar alguém.

É por causa desse tipo de favorecimento que o STJD perde o pouco que resta da sua credibilidade, deixando de ser um tribunal para virar uma casa de favores.