Palmeiras = Libertadores + Série B

A vida do torcedor palmeirense variou demai no ano de 2012, após um primeiro semestre perfeito, celebrado desde a festa para São Marcos até com o bi-campeonato da Copa do Brasil, após partidas excepcionais, principalmente, contra Grêmio e Coritiba. Felipão voltou a sorrir, a torcida fez uma festa linda nas ruas de São Paulo, voltamos a celebrar como há tempos não fazíamos.

Mas, veio o segundo semestre. Para que o time vencesse a Copa do Brasil, abrimos mão do Brasileirão. Abrimos mão demais, o time conquistou 27 pontos em 29 rodadas, menos de 1 ponto por rodada em média. E, depois da derrota em Araraquara contra o Coritiba, o caixão foi enterrado. Sim, sim, ainda tem mais rodadas, mas o time está todo desfalcado e sentido.

Só o Palmeiras é capaz de dar tanta alegria e tristeza para o seu torcedor em tão pouco tempo. Eu vou lembrar de 2012 como o ano da despedida de São Marcos, e vou lembrar daquele 12/07 onde celebrei, gritei, chorei, cantei. Daquele dia que saí da Pompéia com os amigos, cantando no carro e fui para a Paulista celebrar a taça conquistada.

Que venha a Libertadores e a série B. Amarei meu clube do mesmo jeito, em ambas as competições.

Abraços.
Caio di Pacce.

Nosso dia chegou: Lusa campeã!

O nosso dia chegou. A Portuguesa de Desportos é campeã! Ninguém merece mais que nós esta taça, esta glória. É o fim de uma página triste, quiçá a mais triste de todas. Mas um fim glorioso, inesquecível. Com o estádio lotado, com todas as nossas glórias reunidas. Com um comandante de caráter, que conhece a Portuguesa como ninguém. E só quem conhece a Lusa seria capaz de compreendê-la.

Foi um trabalho árduo, difícil, cheio de obstáculos, com quedas, momentos vergonhosos, não para se esquecer, pois é nos erros que se aprende. Deve-se, sim, lembrar de todos os erros, equívocos, e usá-los como um mantra, para que nunca mais a Portuguesa saia do seu lugar.

E seu lugar é onde sempre foi: entre os grandes. Não são as quedas que apequenam. O que diferencia os grandes dos demais é a capacidade de se reerguer. E nisso a Portuguesa foi gigante.

E a Lusa é gigante. É enorme. Sem essa de Barcelusa. Hoje não. Hoje é Portuguesa, apenas Portuguesa, e isso nos basta. E isso ninguém nos tira. A glória da nossa história, a força, a tradição e a certeza, agora sim, inquestionável, que a Portuguesa é um time campeão.

Viramos a faixa

Viramos a faixa. Finalmente. Desde a queda, em 2008, a exigente e chata torcida da Portuguesa passou a colocar a faixa virada de ponta-cabeça. Era a forma de protestar não só contra a queda após apenas um ano na elite, mas a série de desmandos, erros e sacanagens que fizeram da Lusa um time qualquer, sem essência, sem respeito nem dos adversários tampouco de si própria.

Depois foram dois anos batendo na trave, ficando pelo caminho por um ponto, na quinta colocação, perdendo para os Vila Novas, Campinenses e Duques de Caxias da vida, em casa. E o Canindé sempre virava um inferno, com a torcida jogando contra. E a faixa continuava virada.

Mas como condenar a atitude após quase 40 anos em jejum? A torcida é o espelho do time. E os apupos e vaias, tão criticados por mim, nada mais eram que o amor sob protesto. Pior seria a indiferença, mas esta sempre passou ao largo das frias bancadas do Canindé. Mesmo assim, a faixa continuava virada.

Mas este ano foi diferente. A torcida vestiu, literalmente, a camisa e jogou junto, de verdade, como a brilhante campanha de marketing colocou no próprio manto luso. Manto este inspirado nas cores de Portugal. Sim, nossos ascendentes são portugueses, com muito orgulho, com raça e com trabalho. E foi com trabalho que voltamos. E o melhor: jogando muita bola. Com Jorginho e com Edno, os maiores símbolos desta equipa de gigantes.

Que a Série-B seja apenas um rico capítulo da nossa história. Que seja o ponto de partida para voltarmos a ser grandes. Voltarmos não a ter orgulho, pois nunca o perdemos, mas a mostrar, de cabeça erguida, a Cruz de Avis da nossa camisa. Viramos a faixa. Viramos a página.

Imagens: Web Rádio Lusa

Hoje é dia de subir, Lusa

Chegou o dia. Hoje a Portuguesa terá a chance de ratificar a sua volta para a divisão principal do futebol brasileiro. O adversário será, curiosamente, o Vitória, que é treinado pelo Benazzi, que foi o responsável pelo último acesso luso, ainda em 2007.

Matematicamente ainda não será hoje, mas a matemática não joga, e quando joga, o faz mal pra caramba. A condição não é aritmética, é técnica. O quarto colocado não fará mais que 63 pontos, e a Lusa já tem 61.

Honestamente, não sei quais são os desfalques. Só sei que o Ananias está suspenso, por causa da cartolina encarnada que tomou diante do BOA, na terça-feira passada. Não sei nem quem entra, se é o Timbó, o Ivo ou o Lucas Gaúcho. O fato é que, quem entrar, terá a oportunidade de fazer história.

A campanha é fantástica: são 61 pontos, 17 vitórias, apenas três derrotas, 62 gols marcados, 33 de saldo. No primeiro turno, igualou as marcas de Corínthians, em 2008, e Vasco, em 2009, com 38 pontos.

Ninguém no Brasil tem números tão expressivos. É claro que os adversários não são do mesmo nível dos times da Série-A, mas o investimento no time também não é. A comparação, portanto, deve ser proporcional.

Com números tão superlativos, que a torcida faça a sua parte, seja em números, seja em animação. Que cada um dos pouco mais de 5 mil lusos que estarão no Monumental do Pari nesta noite fria e talvez chuvosa de terça-feira valham por 10.

Hoje é dia de torcer pra Lusa bebendo vinho. É o dia A, de acesso.

Portuguesa 1 x 1 BOA, nós fomos conferir

Nessa terça-feira, véspera de Feriado, os Copeiros foram assistir o jogo que poderia garantir o acesso à Portuguesa para a Série A do Brasileirão.

Chegando no estádio, era só festa. A torcida cantava e esperava a vitória sobre o BOA Esporte de Varginha, o atual 5o lugar da competição e detentor da melhor defesa do campeonato.

Veja o vídeo dos copeiros no Canindé:

Abraços.
Caio di Pacce.

O tricolor da boa terra voltou

Enquanto no “Sul maravilha” a briga nos gramados promete esquentar na reta final da Série A do Brasileirão, já podemos dizer que o carnaval começou na Bahia. O tricolor da boa terra está merecidamente de volta à elite do futebol.

Espero que o Vitória consiga se manter na Série A para o próximo ano. Imagina um domingão com Grêmio x Inter; Flamengo x Fluminense; Corinthians x Palmeiras; Cruzeiro x Atlético-PR; Coritiba x Atlético-PR e Bahia x Vitória na mesma rodada.

Quantos campeonatos de futebol no mundo podem se dar ao luxo de ter ao menos seis clássicos em apenas uma rodada?

O Bahêa voltou para a primeira divisão após vencer a Portuguesa no estádio de Pituaçu por 3 a 0. O resultado já parecia premeditado para os tricolores. Afinal, dias antes da peleja começar a diretoria do Bahêa solicitou a instalação de um telão em Salvador e prometeu espalhar trios elétricos pela cidade após o jogo.

Os jogadores, já pensando em se esbaldar no festerê, não decepcionaram a torcida e atropelaram a equipe Lusa. Destaque para o centroavante Adriano Michael Jackson, que marcou duas vezes para a equipe baiana.

Agora, corre a notícia de que de o jogo entre Bragantino e Bahia, na última rodada da série B, será no estádio do Morumbi, em São Paulo. Segundo o site Globo.com só falta a CBF confirmar o local da partida, pois o acordo com o São Paulo já foi fechado.

Se isso realmente acontecer no dia 27/11 vou vestir a camisa do Bahia, com o número 8 de Bobô nas costas, e irei até o Morumbi saudar o retorno do Campeão Brasileiro de 1988 à primeira divisão. 

O Coxa voltou

Após uma trágica queda em pleno ano do Centenário, o Coritiba está de volta a elite do futebol nacional.

O time paranaense bateu ontem o Duque de Caxias em um jogo emocionante, com muitos gols: 3×2 em pleno São Januário. Marcos Aurélio foi o autor do tento salvador.

O Coxa garantiu o acesso com quatro rodadas de antecedência e tem tudo para conseguir o bi-campeonato da série B. Já que foi campeão em 2007.

Coxa, bem-vindo de volta à elite do futebol brasileiro. E Boa sorte em 2011.

Abraços.
Caio di Pacce.

Tesão pela vitória

Se existe uma coisa que não sou é injusto. Normalmente eu vivo criticando a Portuguesa, por razões que não preciso repetir. Mas hoje, contra o América mineiro, ela foi valente. Não é sempre que vemos uma vitória assim, com brio, com colhões, com tesão por ela.

Vadão mexeu no time. Barrou Acleisson (que está de saída, graças a Nossa Senhora de Fátima), Zé Carlos e Athirson, adiantou Marco Antonio, começou com o Rai e escalou o ataque com Malaquias e Fabinho. Não concordo com todas as mudanças, mas o fato é que era preciso mudar.

No primeiro tempo teve volume de jogo, raça e um golaço de falta do Marco Antonio, na forquilha, coisa linda! Depois do golo foi um caminhão até a tampa de golos perdidos, de todos os tamanhos e modelos: de longe, de perto, na cara do goleiro.

Aí veio o segundo tempo. Precisando do golo o Coelho foi pra cima, sufocando logo de cara, como era de se esperar. Aí…bom, aí a Lusa voltou a ser Lusa: expulsão grosseira do Gláuber, golo de empate e virada mineira num pênalti bem discutível, tudo assim, de arrasto.

Em situações assim a vaca rubroverde costuma deitar. Até porque o Vadão não costuma ser lá muito feliz quando mexe no time. Mas hoje não. A Lusa empatou também de pênalti, mais mandraque ainda que o marcado para o América, e virou com um golo do Athirson, que saiu do banco para definir a vitória lusa. Depois da virada começou o show do Wéverton. Goleiraço como há muito não se via no Canindé.

É claro que a Portuguesa tem problemas. É óbvio que uma vitória ajuda a mascará-los. Mas também é evidente que uma vitória assim recoloca a equipe no caminho da briga pelo acesso. Derrotas e vitórias fazem parte do esporte. A questão é como se chega a uma delas e, neste aspecto, hoje a Lusa foi grande demais. Grande como é sua tradição, sua história. Grande como deve ser o tesão pela vitória.

Incompetência em estado bruto

A Portuguesa superou hoje todos os níveis possíveis de incompetência. Enfrentou um time que estava na zona do rebaixamento, o Bragantino, que é horroroso, e jogou os últimos vinte minutos contra um adversário com dez em campo e sem goleiro. E ainda assim não conseguiu fazer um golozinho sequer.

Foi uma das piores partidas da Lusa sob o comando de Vadão. Juro por tudo o que é sagrado que não entendo o motivo de ele armar o time com três zagueiros. Não que eu considere retranca, pois libera-se os laterais, teoricamente, mas é necessário que, para jogar com o trio de beques, estes sejam bons. Acontece que os três zagueiros que estiveram em campo são Thiago Gomes, Maurício e Domingos.

A Lusa é responsável pela 14ª folha salarial do futebol brasileiro, o que não quer dizer, necessariamente, que o elenco seja bom. Domingos, Malaquias, Acleisson e Maurício não tem a menor condição de vestir a camisa da Lusa. Os que têm qualidade sumiram no meio da mediocridade. Athirson, Paulo Sérgio, Marco Antonio, Heverton e Fabrício não fazem um jogo que preste há muito tempo. Dodô está encostado no Departamento Médico e Celsinho, que pediu para voltar ao Sporting mas acabou ficando, nem relacionado tem sido. Não é possível que o Malaquias, que tropeça sozinho, tenha lugar no time e ele não.

Nem a base, famosa por fornecer jogadores de bom nível, tem ajudado. Nenhum dos jogadores formados nas fileiras rubroverdes parece ter bola para oferecer. Henrique é fraco, Ronaldo não vinga, Jaime é um terror. Guilherme e Jéferson têm poucas chances. Desde o Diogo a Portuguesa não revela alguém que honre a fama de formadora de craques.

O único jogador que não pode ser contestado é o goleiro Wéverton. Ele tem dado a cara para bater nas derrotas, que têm sido frequentes, e vem catando demais. Sinal de que o time realmente tem problemas. Problemas estes que Vadão não consegue solucionar. Tem escalado errado, mexido mal e parece que perdeu a mão sobre o elenco.

E o pior é que não adiantaria nada trocar o comando. Há algumas semanas talvez, mas hoje não. Após a derrota de virada para o Sport, eu presenciei alguns torcedores exigindo do senhor Yaúca a saída do treinador. Ele bancou sua permanência, como vem bancando tudo na Lusa há muito tempo. Talvez aí esteja o problema.

Os tempos eram outros

Hoje, 7 de setembro, a Portuguesa completou sete jogos sem vitória pela Série-B. Dos últimos 21 pontos a Lusa conquistou apenas dois, o que fez com que despencasse da segunda para a nona colocação na classificação. Como no ano passado, vira o turno em jejum de vitórias, em crise e, possivelmente, sem treinador.

Vadão, nos três últimos anos, subiu Vitória e Guarani. No entanto, parece ter perdido a mão sobre o elenco. Seu estilo “paizão” não surte mais efeito e a nau lusitana segue à deriva, com os comandados amotinados. O próprio grupo já estaria apontando o treinador como o responsável pelo mau futebol apresentado.

Não bastasse isto, o buraco luso é muito mais em baixo. Temos a maior folha salarial da Série-B, por volta de R$1,5 milhão. Paga-se uma fábula para o Domingos, zagueiro de parcos recursos, apesar de voluntarioso, rasga-se dinheiro com o Dodô, que nunca havia jogado a Segundona e está em fim de carreira, sem contar a grana torrada com o uruguaio Gustavo “El Grillo” Biscayzacu, que nem relacionado para os jogos tem sido. Por baixo, com estes três jogadores, são mais de R$200 mil.

Embora eu reconheça os méritos de quem pegou a Lusa à beira da falência e hoje consegue pagar os altos salários em dia, não posso furtar-me de ver que, nos últimos oito anos, diputamos a Primeira Divisão uma única vez. Como o carro-chefe do clube é o futebol, tudo o que foi feito visando sanar as dividas do clube fica em segundo plano.

Faz-se necessário que o futebol seja gerido por gente que, reconhecidamente, entenda do assunto. A Lusa não pode depender da abnegação (e do dinheiro) de um Luis Yaúca, tampouco ser refém de dirigentes que enfiam jogadores pela goela do treinador abaixo. Ou seja, falta é gente de colhões para bater na mesa e mostrar quem é que manda. Como, certamente, faria o saudoso Osvaldo Teixeira Duarte que, por muito menos, em 1972, promoveu a Noite do Galo Bravo, afastando alguns medalhões do time. Pena que os tempos eram outros, os homens eram outros, a Lusa era outra…