Henrique, Anderson Polga e a lealdade de Felipão

– Eu vou pra Copa!

A convocação de Luis Felipe Scolari para a Copa do Mundo contou com poucas novidades e poucas contestações. Um dos nomes que mais geraram estranheza para o público geral foi o de Henrique, ex-Palmeiras.

Felipão é leal, ele quer ao lado dele aqueles em quem ele confia. Henrique foi jogador dele de 2010 até 2012, quando os dois defendiam a camisa alvi-verde de Palestra Itália e o ex-camisa 3 do verdão foi leal com Scolari, jogou aonde o professor mandava e foi bem em todas as posições.

Henrique se destacou também durante a Copa do Brasil em 2012, quando foi movido para a primeira volância e essa alteração deu ao Palmeiras uma consistência tática, uma marcação equilibrada e uma boa saída de bola. Além disso, quantas vezes você amigo palmeirense não via Henrique na grande área jogando de Centro-Avante e fazendo gols?

Em 2002, além da “não-convocação” de Romário, uma das maiores contestações foi Anderson Polga, jogador gremista, que ganhara a sua vaga para a Copa do Mundo após aquele tão lembrado e comemorado título da Copa do Brasil, vencido pelo tricolor gaúcho, então treinado pelo Tite, em cima do tão badalado Corinthians.

Henrique e Polga foram leais a Felipão, e ambos foram premiados por isso. O nosso treinador quer ter o elenco na mão e aposta nisso para levantar o caneco pela segunda vez.

Abraços.
Caio Di Pacce.

PS: É bom estar de volta.

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O retorno do Bigode

Aqui não tem gracinha!

Luis Felipe Scolari será anunciado nessa quinta-feira como o novo treinador da Seleção Brasileira de Futebol. Após 10 anos do penta-campeonato o gaúcho de Passo Fundo retornará ao comando técnico canarinho.

Andrés Sanches se demitiu após a saída de Mano Menezes, criticou a decisão de Marin, Presidente da CBF, e pôs seu cargo a disposição. A verdade é que Mano Menezes fez um trabalho ruim a frente ao selecionado verde-amarelo. Fez muitas convocações suspeitas, de jogadores do seu empresário, convocações que auxiliaram a venda de alguns jogadores, não conseguiu dar um padrão tático ao time e perder a Copa América e a Olímpiadas, essa última para o Time C do México.

Creio, essa é a minha opinião, que a CBF acertou nessa contratação, Felipão é o treinador mais correto para dar essa injeção de ânimo e confiança para o time. O time brasileiro não precisa jogar bonito, precisa vencer. Em 50 jogamos bonito, fomos a melhor seleção, mas demos com os burros n´água em pleno Maracanã.

Felipão é especialista em mata-mata, tem o recorde de 13 jogos invíctos (seguidos) em Copas do Mundo. Ele vai dar a consistência tática que o time precisa, não vai deixar a nossa zaga exposta e vai dar o espírito vitorioso e copeiro que precisamos para vencer as seleção mais qualificadas que a nossa (Alemanha, Espanha, Argentina).

Além disso, com ele teremos um grupo unido, focado e preparado para jogar essa Copa em casa. Não será fácil enfrentar a pressão da torcida querendo a vitória. Jogar uma Copa das Confederações será a melhor preparação para a nossa seleção.

#ForzaBigode, agora verde-amarelo.

Abraços.
Caio Di Pacce.

Felipão é Felipão, e pronto!

Muita gente questiona o salário que Felipão recebe do Palmeiras, minha resposta quanto à isso é: – Ele merece muito mais! Hoje, após o empate suado e brigado contra o Avaí em Florianópolis, num jogo em que o time fez 4 faltas e teve 2 jogadores expulsos, o time mostrou muita raça, empenho e determinação.

O Palmeiras tomou um gol logo aos 5 minutos de partida, aos 25 perdeu um jogador, aos 33 conseguiu empatar o jogo e neutralizou todas as investidas do adversário. Logo no início da segunda etapa o time perde mais um jogador em um lance besta.

 

Assim, o time se uniu e correu como se tivesse 12, 13 na linha. Mostrando muito empenho e raça. O jogo acabou e o Palmeiras tinha mais posse de bola e mais chutes a gol que o mandante, que jogou com 2 a mais em boa parte do jogo.

Após a a partida uma meia dúzia de idiotas foram reclamar do time, xingaram Felipão, Kléber e Assunção. Na coletiva Scolari soltou o grito e disse umas verdades pra essa torcida:

” – A manifestação de hoje foi ridícula. Quero que vocês (jornalistas) perguntem para eles quem os ajudou a entrar no clube nesta semana, com quem eles conversaram e o que estavam querendo. Os jogadores já souberam antes do jogo o que aconteceu durante a semana e, quando essa manifestação ridícula aconteceu, eles não ficaram surpresos”.

Também esbravejou contra a própria diretoria, que não dá suporte nenhum ao seu trabalho:

“- Vão atrás que vocês vão descobrir esse absurdo que fizeram durante a semana. Eu trabalho para o Palmeiras e não para A, B ou C. É preciso ter reciprocidade, o que não vem acontecendo. É claro que eu entendo a reclamação por outros resultados, afinal não estamos nos comportando bem. Mas por hoje, não. Meu time foi guerreiro, lutador, chegou a ter dois homens a menos. Hoje eu não aceito nenhuma reclamação.” Ressaltando a entrega dos jogadores.

É dificil trabalhar no Palmeiras, ainda mais quando a própria diretoria não joga a favor do clube e   só pensa em lucrar com a instituição palestrina.

A torcida deveria xingar esses cartolas, não aqueles, como Scolari, que honram as cores que veste.

Abraços.
Caio di Pacce.

Uma aula de defesa.

O Palmeiras foi visitar o Santos na Vila Belmiro pelo Paulistão 2011. O jogo marcaria o embta entre a defesa menos vazada do Brasil, contra o ataque mais potente do Paulistão, com 37 golos, que contém o artilheiro Elano. Pelo fato do jogo ser em Santos, eu achava q o time da baixada tinha um ligeiro favoritismo.

E o jogo foi realmente ataque contra defesa. O time da Vila atacou muito, desde o começo do jogo Neymar, Ganso, Elano e cia pressionavam o Palmeiras, que se defendia com maestria. E quando falhava o Santos perdia gols inacreditáveis, como aquela cabeçada de Ganso.

O Palmeiras, quando chegava, causava perigo, principalmente com Marcos Assunção, que mandou 2 bolas na trave. O esquema de jogo do Palmeiras, que visava o contra-ataque, não estava funcionando muito bem, pois Lincoln não conseguia carregar a bola com velocidade.

E, por isso que Felipão é Felipão. O treinador viu que estava tomando pressão demais e sacou Lincoln para colocar mais um volante, João Vitor, que é um bom roubador de bolas e chega ao ataque com velocidade.

E, fechando mais o meio, o Santos começou a não entrar com tanta facilidade. Deola fechou o gol quando solicitado, Cicinho soube marcar muito bem Neymar, que brilhou, mas não marcou. Quem marcou foi Kléber, que ao receber um belíssimo passe de Patrick, em um desses contra-ataques, tirou do goleiro para definir o placar: Palmeiras 1×0 Santos e liderança garantida nessa rodada.

O Palmeiras deu uma aula de defesa, e o Santos precisa agora focar-se para quarta-feira, onde é tudo ou nada contra o Colo-Colo.

Abraços.
Caio di Pacce.

Uma derrota de Palmeiras

O Palmeiras de 2010 foi o pior desde 2002. Um ano cheio de brigas internas, a ressaca de 2009 não passou. O Palmeiras é famoso por perder jogos em decisões para times fracos, ou jogos que estão ganhos, como ontem no Pacaembu.

Quando todo mundo já pensava em LDU ou Independiente, esqueceu-se que havia o Goiás. Sim, um time fraquíssimo, mas com coração, e que faz uma campanha muito boa na Sul-Americana, que se classificou em todas disputas fora de casa.

O primeiro tempo foi do Palmeiras, mas o Goiás achou um gol no final do primeiro tempo e o time palmeirense morreu psicologicamente.

Felipão não soube tirar de seus jogadores no intervalo o medo de perder. O que é a sua especialidade. O segundo gol do Goiás foi em impedimento, mas centímetros, um erro totalmente aceitável.

É verdade que Felipão quando chegou disse: – Me cobrem em 2011!
Se prepare caro mestre, a cobrança virá.

Abraços.
Caio di Pacce.

A volta do G4?

A CONMENBOL anunciou no fim de tarde dessa segunda-feira o retorno da quarta vaga para a Libertadores via Campeonato Brasileiro. A Confederação Sul-americana acatou um pedido da CBF em reunião realizada ontem.

Porém, não há almoço grátis, essa vaga só será válida desde que o Campeão da Copa Nissan Sul-americana não seja um time brasileiro, no caso, Palmeiras, Atlético-MG, Goiás ou Avaí.

Após essa decisão, a reta final do Brasileiro esquentou, cerca de 6 times brigam claramente por um acesso, Atlético-PR (46), Grêmio (46), Botafogo (45), São Paulo (44), Palmeiras (44) e Vasco (41).

Os meus favoritos para essa vaga, pelo que vem jogando nesse segundo turno, em ordem são: Grêmio, Atlético-PR e São Paulo.

Porém esses times precisam torcer para os outros times sul-americanos, logo é bom que Felipão ou Dorival (principalmente), preparem um ótimo banho de sal grosso, porque a zica vai ser das grandes.

Abraços.
Caio di Pacce.

A mística de Felipão. Palmeiras classificado.

Que jogaço no Estádio do Pacaembu! O Palmeiras recebeu o Vitória em jogo válido pela Taça Sulamericana precisando vencer por mais de 2 gols de diferença. O jogo também marcou a 500a partida de Marcos com a camisa alvi-verde. A torcida se fez presente, empurrou, cantou, gritou: Palmeiras 3×0 e a mística de Luiz Felipe Scolari está de volta.

O time do Palmeiras começou o jogo confuso, nervoso, mas aplicado e com muita vontade. Tadeu estava sendo xingado, mostrava insegurança. Porém o Vitória ajudou, errou a saída de bola e o atacante palmeirense abriu o placar. A classificação começou a se tornar factível.

No começo do segundo tempo, o goleiro colombiano Viafara, em um momento de Higuita, fez uma lambança homérica, entregou a bola para o bom zagueiro Fabrício, que jogou a bola para área. Tadeu completou: 2×0 e o jogo iria para os penaltis.

O casamento entre o Palmeiras e Scolari nos anos 90 foi banhado de jogos emocionantes, vitórias suadas, viradas históricas, gols nos últimos minutos. E hoje não fora diferente. Aos 44 minutos uma falta perigosa para Marcos Assunção cobrar.

A cobrança foi mais do que perfeita, ao melhor estilo Zico, Neto entre outros, na gaveta. Palmeiras 3×0 e a classificação garantida.

O jogo de hoje renovou as energias do clube, com o elenco reforçado com Valdívia, Kléber, Lincoln, grandes times eliminados como Santos e Grêmio da Sulamericana. O segundo semestre pode gerar alguns frutos alvi-verdes.

Abraços.
Caio di Pacce.

Foto: Globoesporte