O fim do “Pré-Brasileirão” 2014

- Será que vamos ser Bi?

– Será que vamos ser Bi?

Com o término da rodada de hoje, o “Pré-Brasileirão” chega ao fim e se inicia a tão desejada pausa para a Copa do Mundo. E, vejo esse início do campeonato regional sem muitas surpresas. Os times que estão na frente são os meus favoritos a conquistar o título e os times que estão lá embaixo, são os meus favoritos para disputar a série B.

Dos quatro primeiros, destaco o Cruzeiro como o mais forte, o mais conciso e o com o elenco mais igual dentre as 20 equipes que disputam o campeonato Nacional. O segredo dos pontos corridos é manter o mesmo nível e padrão de jogo, haja o que “hajar” (hehehe). Ou seja, se você perder seus principais jogadores, você tem que ter um elenco que supra essas necessidades. E eu vejo o Cruzeiro o mais preparado para enfrentar a maratona do segundo semestre.

Um que pode chegar é o tricolor paulista, o SPFC está se reforçando muito bem, principalmente na frente. Possui um ataque muito forte e veloz e com peças de reposição de altíssima qualidade, além de ter um treinador mais do que calejado nesse tipo de competição. Se vier um zagueiro, como Lugano, o time tem tudo para brigar com o Cruzeiro pelo caneco.

O Corinthians, com a chegada de Elias e Lodeiro pode brigar, mas vejo o elenco corinthiano um degrau abaixo, uma vez que seu treinador não tem o time na mão e não consegue dar um padrão tático decente para a equipe. Além disso, time campeão tem que vencer em casa, e na arena, o time alvi-negro ainda não desencantou.

Bem, falaremos de Brasileirão agora só em Agosto. Que venha a Copa do Mundo, ou não.

Abraços.
Caio Di Pacce.

Welcome back Ganso

Amigos e rivais em campo.

Amigos e rivais em campo.

Hoje o classico San-São na Vila Belmiro, o primeiro clássico paulista em 2013, marcou o retorno de Paulo Henrique Ganso aos torcedores santistas e a primeira vez que o camisa 8 tricolor enfrentou o alvi-negro da baixada.

E Ganso foi recebido da mesma maneira que fez seu último jogo na Vila Formosa, com xingamentos, palavrões, moedas. Foi xingado de traidor, bichado, entre outras coisas não merecedoras de serem escritas aqui. Porém, acho que a torcida tem a sua razão, um jogador que era ídolo, deve saber que não pode ficar forçando sua saída, ficar pedindo aumento na imprensa, não atuando com a mesma qualidade técnica. E ainda mais, sair pelas portas dos fundos para o rival.

Neymar e Ganso, durante a semana ficaram trocando elogios e carícias via imprensa, um papo chato pré-clássico, para aqueles que lembram de Paulo Nunes e Vampeta, nas semanas que antecediam qualquer Palmeiras x Corinthians, por exemplo. Mas os dois são muito amigos, fizeram até uma aposta, quem perdesse o clássico pagaria um jantar na cidade do time do outro.

No gramado, a diferença entre os dois foi gritante, enquanto Ganso foi facilmente marcado pelo bom volante René Júnior, Neymar foi mais uma vez essencial para a vitória santista por 3×1. Ele deu um passe improvisado para o primeiro gol de Miralles, sofreu e cobrou o penalti para o segundo tento e colocou a bola com perfeição para Miralles completar o placar.

Ganso ainda saiu bravo com os torcedores da baixada, mas ele tem que entender, respeitar a camisa do Santos, como qualquer outra camisa significa suar nos treinamentos e render em campo, não é ficar espalhando salário na imprensa e sair para o rival.

Parabéns Neymar e Santos, por uma vitória incrível, Ganso, boa sorte, que seu futebol volte a aparecer, mas entenda, que na Vila Belmiro você nunca será benquisto.

Att,
Caio.

Ganso enfim é do São Paulo

Voltei a $orrir.

Paulo Henrique Ganso cansou de vestir a camisa do Santos, a busca de novos ares era algo necessário em sua carreira, ele queria um lugar onde ele fosse a estrela maior. A verdade é que o caso de amor entre o jogador e o time da baixada já não era o mesmo, virou um caso de amor e ódio.

Enfim, o São Paulo conseguiu assinar com o jogador, em uma batalha complicada contra os dirigentes santistas, uma negociação de um valor de R$ 23,9 milhões, sendo  R$ 16,4 milhões, desembolsado pelo Tricolor, que terá 32% dos direitos de Ganso, enquanto o DIS, que injetou R$ 7,5 milhões para viabilizar a transferência, amplia sua porcentagem sobre o atleta de 55% para 68%.

O que importa é que o futebol de Ganso tende a voltar, o jogador sai pelas portas do fundo da Vila Belmiro, mas ele sai com um sorriso no rosto. E ele precisa mostrar pra todo mundo que o dinheiro investido por ele terá retorno.

Abraços.
Caio di Pacce.

Mas que clássico!

O Palmeiras enfrentou o São Paulo em Presidente Prudente. Jogou de branco e forçou o time do Morumbi vestir vermelho, contra as tradições do majestoso, tudo isso por causa do calor. O jogo prometia ser cautoleso e burocrático, pelo fato das duas equipes temerem a derrota, mas cautela, foi o que não ocorreu nessa partida.

O Palmeiras foi o dono do primeiro tempo. Felipão dobrou a marcação sobre a saída de jogo de Cortez, e o time marcava e dominava o meio campo, logo aos 6 minutos, falta perigosa, todos esperavam por Assunção, mas Daniel Carvalho surpreendeu a todos e colocou rasteira no canto do goleiro 1×0 verdão.

Na única vacilada da zaga palmeirense, o bom volante/meia/atacante Cícero apareceu e empatou o jogo, num momento em que o time tricolor começara a igualar os domínios do jogo. Mas o Palmeiras ainda era melhor. A marcação funcionava, e o dono do meio campo, Daniel Carvalho acionava os atacantes palestrinos.

Em uma dessas enfiadas, Maikon Leite colocou a bola para Barcos, o Pirata fez excelente drible, fintou 2 e chutou forte para colocar o Palmeiras na frente.

No segundo tempo Leão tirou o cansado e sumido Jadson e colocou Fernandinho, o nome do segundo tempo. Logo aos 8 minutos Cicinho foi infantil e cometeu um penalti em cima de Cortez. William José empatou novamente a partida.

Com a entrada do camisa 12 tricolou, o time do Morumbi jogava com 3 na frente, segurando a o avanço dos dois laterais palestrinos, diicultando a saída de bola palestrina. O time do Palmeiras, mais uma vez, cansou na segunda etapa e o São Paulo começou a dominar as iniciativas de jogo.

Porém, Juninho, da intermediária, lançou a bola na área, Barcos mostrou frieza, dominou e colocou na saída do goleiro, Palmeiras mais uma vez na frente: 3×2. Mas, o gol palestrino nem deu gostinho de vitória, Fernandinho arrancou pelo meio, onde ninguém esperava ele arrancar, e chutou forte sem chances pra Deola: 3×3.

Nos últimos 10 minutos o São Paulo demonstrou mais gás, teve bolas na trave e chances de gol, mas a defesa do Palmeiras conseguiu segurar o merecido empate. E quando o apito soou, dando números finais ao jogo, as duas torcidas aplaudiram, pois viram um excelente jogo de futebol, com muitas chances e gols bonitos. Parabéns as duas equipes.

Abraços.
Caio di Pacce.

E a melhor estréia foi do São Paulo FC

Nesse fim de semana começou o Campeonato Paulista de 2012. Os 5 times grandes do Estado jogaram nesse fim de semana, mas foi o São Paulo FC que realmente iniciou o ano com o pé direito. O time do Morumbi meteu um 4×0 no tricolor de Ribeirão Preto, fora o baile, com gol de estreiante e tudo mais.

O tricolor paulista foi o time que mais contratou, e contratou bem. Jogadores como Bruno Cortez, Edson Silva, Fabricio, Jadson, Michael, tem tudo pra encaixar no time. É bem verdade que o Botafogo-SP não ofereceu nenhuma resistência, mas os torcedores que foram ao Morumbi viram um Lucas inspirado, um Bruno Cortez que apoiou bem, viu uma zaga sólida e coesa, etc.

Apenas faltou o gol de Luís Fabiano, que quando teve a chance de guardar, o goleiro Marcio defendeu seu chute e fez contra em seguida, quando queria tirar a bola da área.

O embate mais complicado era o do Palmeiras, enfrentar o Bragantino em Bragança, sexto lugar da série B do ano passado, e o time verde venceu, apesar dos mesmos velhos erros de passes e falta de criatividade e conclusão do ano passado. O Corinthians titular venceu no sufoco o Mirassol, o time do Santos empatou jogando com os reservas empatou contra o XV em Piracicaba.

E coube a Lusinha sofrer a zebra da rodada, quando perdeu por 2×0 do Paulista em plena Ilha dos Golos (Canindé).

No meio dessa semana temos o clássico Palmeiras x Portuguesa, primeiro verdadeiro teste para as duas equipes em 2012.

Abraços.
Caio Di Pacce.

1000 vezes Rogério Ceni

- Eu levantei.

Um excelente profissional, uma carreira extremamente vitoriosa e inteiramente dedicado a um só clube. Rogério ceni completou, aos 38 anos de idade, 1000 jogos pelo SPFC ontem, no dia que também completa 21 anos de clube, na vitória do tricolor contra o Galo por 2×1.

O jogo pouco importou, a vitória foi merecida, mas nem tanto comemorada, mesmo dando a liderança provisória ao time do Morumbi, todos os 63 mil olhares que estavam no estádio ontem, voltaram-se para o goleiro, capitão, líder e símbolo do São Paulo.

Rogério Ceni merece tudo o que conquistou, sempre foi um profissional impecável e um jogador torcedor do clube, extremamente apaixonado pelo branco, preto e vermelho da capital paulista. É o maior ídolo e uma referência para os demais jogadores.

Suas taças, seus gols, suas defesas impossíveis foram todas obras de muito trabalho e dedicação. Ninguém lá dentro do Morumbi se dedicou durante esses 21 anos quanto Rogério. Seus 1000 jogos, fora os 214 como reserva, e seus 103 gols até o momento são frutos de uma carreira cada vez mais memorável.

Ontem, Rogério Ceni se juntou a caras como Pelé e Roberto Dinamite, ambos com mais de 1000 jogos por um clube, porém o goleiro artilheiro é o único que vestiu apenas uma só pele. Aguentou as tristezas e uma seca de títulos, como nadou na boa fase e nas taças conquisatadas.

Rogério é um desses jogadores que não se vê mais, uma pena. O futebol agradeceria se visse.

Abraços.
Caio Di Pacce.

Passeio alvi-negro

Hoje o Pacaembu vivenciou a maior goleada do Corinthians sobre o São Paulo na história do Brasileirão. Um sonoro 5×0, sem direito a choro e reclamação do time do Morumbi, goleada essa que tirou a invencibilidade do tricolor.

O primeiro tempo foi morno, com poucas chances de cada lado, o nervosismo imperava, tanto que aos 30 minutos de jogo Carlinhos Paraíba levaria o segundo amarelo e seria BEM expulso. Com isso o jogo mudou. Rogério bem que tentou se impor perante ao juiz, mas apenas voltou ao gol com um belo cartão amarelo.

O segundo tempo começou com um pesadelo para o São Paulo. Com menos de 1 minuto, Danilo, sim aquele mesmo que vestia a 10 do tricolor, fez um golaço e abriu o placar. Depois Liedson mostrou que continua merecendo uma vaga na seleção portuguesa, fez mais três, todos com frieza, oportunismo e qualidade.

O quinto gol, foi um daqueles que o corinthiano vai lembrar por muito tempo. Jorge Henrique chutou de longe, Rogério Ceni aceitou um peru daqueles memoráveis. 5×0 e ainda cabia mais.

O erro maior do São Paulo, foi mais uma vez, colocar a molecada na fogueira, quando poderia colocar mais experiência para lidar com a pressão. Carpeggiani insiste em deixar o Rivaldo como última opção no banco, e vai colocando molecada atrás de molecada quando o jogo esquenta. Foi assim contra o Avaí, e foi assim hoje. Errou-se mais uma vez.

Mas o Corinthians não tem nada com isso e merece comemorar uma vitória incrível.

Abraços.
Caio di Pacce.

Rodada boa para os paulistas

Ontem o Brasileirão 2011 começou. E os clubes paulistas iniciaram com o pé direito. Os 3 clubes da capital venceram e o Santos, com o time reserva empatou por 1×1 contra o glorioso Inter em casa.

O Palmeiras foi a São José do Rio Preto receber o Botafogo, e jogou com consistência defensiva, marcou, encontrou os espaços, e Kléber mostrou a razão de ser ídolo da torcida. Receber na entrada da área, cortou o zagueiro e fuzilou de esquerda no ângulo do selecionado goleiro Jéferson. Os jogos do Palmeiras serão assim, boa disciplina tática, consistência defensiva e brilhos individuais de Kléber, Valdívia, M. Leite, W. Paulista e Marcos Assunção.

O Corinthians foi a Porto Alegre no caldeirão do olímpico, que mais uma vez fez uma festa linda, e arrancou uma virada relâmpago perante ao inconstante time gremista. Douglas abriu o placar de pênalti, logo depois Chicão empatou e Liedson e seu oportunismo viraram.

O São Paulo foi à São Januário enfrentar o atual campeão brasileiro, Fluminense, com uma guerra nos bastidores e reclamações com a diretoria e o treinador Carpegiani. Mas, na bola quem mandou durante os 90 minutos foi o tricolor paulista, com destaque para Dagoberto e Lucas, o time do Morumbi venceu por 2×0 e fez um importante resultado.

Assim, começa mais um brasileirão, muitos bons jogos e muita emoção ainda por vir.

Abraços.
Caio di Pacce.

JJ, Carpegiani, Rivaldo e lambanças tricolores.

O São Paulo se destacou na última década por ter uma administração limpa, eficiente, profissional e, no termo que está na moda na capital hoje em dia, diferenciada. Mas depois do título brasileiro de 2008, Juvenal Juvencio começou a perder a mão no controle do clube do Morumbi.

A última lambança foi a demissão e a re-admissão de Paulo Cesar Carpegiani. O treinador gaúcho estava fazendo um excelente trabalho no Atlético-PR, quando foi contratado. Foi uma solução barata e interessante na época.

Porém, em 2011, o time não conseguiu atingir um padrão tático aceitável. E a insistência com alguns jogadores, somados a mals resultados, resultaram na demissão do treinador na sexta-feira, após a eliminação contra o Avaí da Copa do Brasil.

Rivaldo, após a “saída” do treinador, reclamou muito do mesmo, desabafou, disse insatisfeito com sua permanencia no banco durante os jogos.

Nesse meio tempo, Juvenal chegou a falar que estaria disposto a buscar treinadores empregados. O nome de Cuca e Dorival Junior foram sondados pela imprensa. Acredito que se desse Galo no Estadual mineiro, hoje estaríamos falando da volta de Cuca ao SPFC.

Porém, deu Cruzeiro, então a multa rescisória de 1 milhão de reais, mais a ausência de algum nome de peso ou agrado da diretoria no mercado, fez com que JJ voltasse atrás e mantivesse Carpegiani no cargo.

Agora me pergunto, com qual clima o SPFC começa o brasileiro?

Abraços.
Caio di Pacce.

Eliminação tricolor

Após uma vitória no Morumbi, pelo placar de 1×0, com um gol contra do zagueiro do Avaí e uma exibição de gala do goleiro Renan, o São Paulo foi à Florianópolis com uma boa vantagem e com Lucas, tudo indicaria uma classificação tricolor. Mas futebol é futebol.

Tudo ainda ficara mais fácil para o SPFC quando, aos 15 minutos do primeiro tempo, Casemiro abriu o placar. Assim, o Leão da Ilha precisaria fazer 3 golos para garantir a classificação. O time da casa foi guerreiro, no minuto seguinte ao gol tricolor, William “Batoré” empatou, e aos 30 do primeiro tempo Bruno virou o jogo.

Nesse momento, Paulo Cesar Carpeggiani mostrou a razão de ser apelidado de Professor Pardal. Tirou Fernandinho e colocou Marlos no intervalo, para tentar ganhar mais velocidade em algum contra-ataque, já que o time da casa iria se abrir, até aí tudo bem. Mesmo porque Fernandinho voltava de lesão, o que ele não esperava era tomar um gol aos 30 segundos da segunda etapa.

Aos 5 tirou um zagueiro e colocou Henrique, abrindo mão dos 3 zagueiros, já que precisava marcar. Deixando Rivaldo no banco. O camisa 10 do SPFC tem idade, não é veloz, mas é técnico, criativo e experiente. Em um momento de pressão, isso conta muito, a molecada tricolor estava sentindo.

O pior foi quando ele tirou o Marlos, que entrara no intervalo, para colocar William José. Outro menino, sem experiência. E Rivaldo, campeão do mundo, voltou para sentar no banco de reservas. Com isso, o tricolor era desespero e o Avaí jogava consciente, fechadinho, esperando o apito soar. E ele soou.

São Paulo eliminado com justiça. O Avaí jogou muito bem, e o tricolor paulista pecou demais, principalmente seu treinador.

Abraços.
Caio di Pacce.