O Animal e o Pequeno Polegar

Nessa semana o presidente do Santos anunciou todo pimpão que já conseguiu convencer o rabugento técnico Muricy Ramalho – aquele que se diz não se dobrar para os desejos dos cartolas – a inscrever Pelé no Mundial de Clubes de dezembro.

O cartola santista só aguarda o ok final de Pelé para fazer o que ele considera uma das maiores jogadas de marketing da história do clube. A atitude, de fato, é ousada, afinal o time abre mão de inscrever um jogador que pode ser útil na competição, por outro que estará lá para assistir os jogos do melhor lugar do gramado.

Em termos de marketing, a ação em si não é inédita. O Corinthians já apostou em algo do tipo por duas vezes. Em 1996, Edmundo, o Animal, foi a contratação mais badalada da equipe de Parque São Jorge. Para sua estréia foi organizado um amistoso contra o Coritiba no Pacaembu.

Como Edmundo iria vestir a camisa 8 do alvinegro na temporada, foi combinado que no amistoso ele entraria aos 5 minutos do primeiro tempo no lugar de Luisinho, o Pequeno Polegar, que honrou a camisa 8 do Timão na década de 50 e, se não me engano, é o recordista de partidas disputadas pelo clube.

O Pequeno Polegar já estava com 60 e poucos anos e bateu bola por cinco minutos, debaixo de uma baita chuva. Depois Edmundo entrou e o jogo ganhou em competitividade.

A outra ação corintiana, mais semelhante ao que o Santos quer fazer com Pelé, rolou nesse ano. O craque Rivelino, que infelizmente nunca ganhou um título significativo pelo Corinthians, estava inscrito no Paulistão 2011. Ele não esteve no banco de reservas em nenhuma partida, mas se o Corinthians tivesse conquistado o título – perdeu a final para o Santos -, muito provavelmente seria produzido um pôster da equipe com Riva entre os vitoriosos.

Na Era do Futebol Marketing, é difícil julgar o Santos por tentar inscrever Pelé no Mundial. Mas se isso acontecer, só há duas coisas que podem acontecer: o Santos triunfar com Pelé consagrado como tri mundial; ou o Santos levar fumo e, até mesmo, um Mazembe da vida ganhar o direito de falar que ganhou do Santos de Pelé.

É esperar para ver o que acontece.

O golaço do Neto de Pelé

O neto do Rei do futebol joga nas bases do Paraná Clube, o garoto é filho de Sandra Regina, a mulher que Pelé não quis reconhecer. Olha o golaço que o guri fez, enquanto o Edinho, filho mais do que reconhecido, só tomava peru, o neto bastardo é craque, irônico né?

 

Esse prefere o Maradona, né?

 

Abraços.
Caio di Pacce.

Pelé: 70 vezes o melhor do mundo.

 

 

Pelé, entende?

 

Atrasado veio essa homenagem do Copeiros ao Rei Pelé, o maior de todos os tempos, mas como o ditado diz: – Antes tarde do que nunca. Na verdade ela veio em hora certa, no dia 26 de outubro, dia em que data-se o aniversário do futebol. Ah! Data-se também o meu aniversário.

O Rei Edson Arantes do Nascimento é, e provavelmente sempre será, o maior de todos os tempos. Claramente nunca o vi entrar em campo, só vi o que ele fez pela TV e por relatos de amigos e parentes mais velhos, mas não tenho dúvida que o trono é dele.

Meu único contato com o rei foi quando ele foi à empresa onde trabalho, junto de Ricardo Teixeira e cia, para anunciar o novo patrocínio da CBF. Em meio de tanta informação, era Copa do Mundo, era Ricardo Teixeira, era questionamentos sobre 2014, mas confesso que ver o maior de todos, mesmo que por um telão, nada daquilo importava, sua presença representa algo maior.

Pelé é o único jogador maior que um clube, sim, Pelé é maior que o Santos. Hoje em dia você vê Ronaldo jogando pelo Corinthians, mas é nítida a diferença de tamanho entre o jogador e a instituição. Já no Santos FC não é assim. O Santos é gigante, mas Pelé é o maior.

Nem queiram compará-lo à Maradona, minha discussão sobre isso acaba aqui, em campo, Pelé nunca perdeu um jogo de Copa do Mundo, levantou 3 taças, uma delas com apensa 17 anos e com 2 gols na final contra os donos da casa.

E mesmo o tão criticado Edson, é uma figura marcante. Durante o mundial da África do Sul, Pelé fez questão de ir às tribos negras dar o ar da graça, relembrar que o Rei do futebol é negro, como eles, que ainda hoje sofrem um preconceito idiota e estúpido.

Parabéns Pelé, uma pequena homenagem do Copeiros ao maior de todos, 70 vezes maior de todos. Pelé: O maior Copeiro do mundo.

Abraços.
Caio di Pacce.

A volta do Cosmos (com equipamentos adequados)

Ontem, Pelé anunciou o retorno das atividades do New York Cosmos, coqueluche da Major League Soccer nos anos 1970. Na verdade, trata-se da retomada de uma grande empresa, onde o clube tem os direitos sobre a NYC Cup e sobre o programa Cosmos Academy. Ou seja, o Cosmos é dono de um campeonato e de uma escolinha.

Isso só poderia ocorrer nos Estados Unidos mesmo. Posso queimar a língua, mas os americanos vão continuar sendo uma força menor no futebol mundial. Mesmo com milhões de investimento, inclusive para evitar que as crianças “pratiquem o esporte com equipamentos inadequados”.

Demais!

Se o Brasil tivesse os equipamentos adequados para as crianças jogarem futebol, talvez hoje não fossemos pentacampeões. Se o Neymar já é mimado com toda essa tecnologia, imagina se um Dener ou Romário usassem equipamentos adequados desde criança?

Além disso, o futebol é do povo. Por ser popular, se renova nas ruas. E é nas ruas que os nossos (verdadeiros) craques aprendem a driblar, chutar e conduzir o jogo. Certamente, os cartolas rechonchudos e modernos do Cosmos, ficarão impressionados com nosso sistema de peneiras. Se assistirem um “Desafio ao Galo” então, são capazes de infartarem.

Pelé ainda deu um tom de dignidade a cerimônia, quando disse que:

“Como embaixador global do esporte e Presidente de Honra do New York Cosmos, é um grande privilégio poder contribuir com o futuro do esporte que me deu tanto. O retorno do New York Cosmos irá inspirar os jogadores neste país e reunir pessoas no mundo todo que amam esse lindo jogo tanto quanto eu”.

Fonte da citação: LanceNet.

Foto: http://www.cinematical.com

Realizaram o sonho do Pelé

Em filme produzido pela Vivo, Y&R e O2 Filmes, o Rei do Futebol marcou seu gol de número 1284. Emocionante.

Paradinha: A polêmica e sua criação.

Caros amigos, o clássico de domingo gerou mais uma vez a polêmica sobre a paradinha. Rogério Ceni reclamou, como muitos outros goleiros também o fizeram. Mas a pergunta é: Ela é valida ou não?

A Fifa já proibiu, permitiu novamente, mas a verdade é que não há uma definição sobre essa jogada. Os goleiros reclamam, os jogadores se aproveitam e marcam gols importantes. A minha opinião é a favor da proibição da jogada. Oras, o jogador tem um lance livre direto, 9,15m de distância, sem barreira, só com o goleiro à frente (cujo precisa ficar com os pés na linha do gol). É uma senhora oportunidade para marcar!

Evair, um dos meus maiores ídolos, nunca usou desse artifício e foi um dos maiores cobradores de penaltis que o Brasil já teve, ia calmo, trotando em direção da bola e sempre colocava ela rasteira, devagar e no cantinho: Sem chances pro goleiro. Agora, o que vocês acham da “Paradinha”?

Um pouco de história: Sabe quem foi o criador da Paradinha? Essa história é interessante. Os livros remetem à criação da jogada para o Rei Pelé. Ele vinha correndo em direção da bola e mudava bruscamente sua velocidade, enganando os goleiros. Mas na verdade, a imprensa que cobriu a Copa de 1958, via Didi fazendo essa jogada durantes os treinos, porém o jogador nunca teve culhões de executá-la em partidas.


Outros rumores sobre a verdadeira criação da paradinha. (rs)

Abraços.
Caio di Pacce.

Gols do meio campo.

Em minha estadia em solos londrinos vi o golaco do meio campo de Diego Souza via internet, fiquei besta de ver tal gol. Foi sensacional! Imagino a emocao de quem estava no Palestra Italia durante o embate contra o Atletico-MG.

Diego Souza contra o Galo: Palmeiras 3×1.

Ao sair do gramado, Marcos, o Goleiro salvador, disse para o jornalistas (em tom de brincadeira) que iria ser duro aguentar o Diego Souza apos o jogo, ele iria ficar desbochando de todos, dizendo que fez o gol que Pele nao fez.

O gol (que Pele nao fez) mencionado pelo goleiro foi a tentativa quase bem-sucedida do rei contra a Tchecoslováquia na Copa de 70, daquela selecao de Pele, Tostao, Jairzinho, Rivelino, Carlos Alberto Torrer e cia. Veja abaixo:

O primeiro, que eu me lembre, a ser mencionado por ter feito o gol que Pele nao fez foi o craque Rivaldo. Ate entao, o jovem jogador do Mogi-Mirim empatou a partida em 1×1 contra o Noroeste em jogo valido pelo Paulistao de 93. O jogo terminaria 4×2 para o Sapao.

 

Sempre e bom ver golacos assim.
Abracos
Caio di Pacce.