Top 10: Gols mais marcantes do futebol brasileiro (2000-2010)

Eu fiquei montando essa semana um TOP 10 gols brasileiros dessa última década (2000-2010), influenciado pelo post do Flaco Marque no Papo de Homem, Summer Tapes. Bem, depois de muito pensar, resolvi mesclar plasticidade com drama e emoção, acho que essa é a combinação perfeita para um golaço ser eternizado. Segue a Lista, lembrando que a ordem dos vídeos não significa um ranking:

01 Diego Souza – Palmeiras x Atlético-MG – 2009

02 Ricardinho/Marcelinho – Paulistão – 2001

03 Alex, O Chapeleiro do Morumbi – 2000

04 João Paulo – Juventus x Linense – Copa FPF – 2007

05 Nilmar – Inter x Corinthians – 2009

06 Anderson – Grêmio – Batalha dos Aflitos – 2005

07 Petkovic – Flamengo x Vasco – Carioca

08 Ronaldo – Santos x Corinthians – Final paulista 2009

09 Washington – Fluminense x SPFC – Libertadores – 2008

10 Ronaldo – Corinthians x Palmeiras – 2009

Sei que essas listas sempre deixam aquele golaço de fora, mas esses foram os que eu selecionei.

Abraços
Caio di Pacce.

 

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Ronaldo: Um brasileiro

- Eu fiz 15 em Copas!

Ao invés de escrever sobre a estréia de Neymar na Libertadores, ou sobre esses rumores  da ida de Ganso para o Corinthians, quero prestar mais uma homenagem ao príncipe do futebol. Essa semana, nós, amantes da pelota, fechamos mais uma era do futebol, a era de Ronaldo.

O jovem brasileiro de Bento Ribeiro, Ronaldo mudou o futebol, revolucionou  o modus operandi da estrutura de contratos, mídia que a gente conhecia. Ele globalizou o mundo da bola.

Mas ele ensinou para o mundo o que é ser brasileiro. O brasileiro é aquele que sofre, que lute e que renasce. O brasileiro é aquele que não tem as melhores condições, mas se destaca pelo interior, pela fé que tem em si próprio e pelos companheiros.

Ronaldo é um brasileiro. E mostrou para mundo isso, nos instantes (por três vezes) em que todos os davam como morto na bola, ele levantou a cabeça e se ergueu, e ergueu taças, inclusive a Taça do mundo. Com 15 gols se tornou o maior artilheiro em Copas.

Seu exemplo de superação ficou para o mundo e deve sempre ser lembrado. Ele foi único, foi o que fez mais vezes o inacreditável, dentro e fora do campo.

Ronaldo é um brasileiro. Aquele que gosta de viver a vida, que tem vícios, que quando conquista tudo se dá o direito de relaxar e se acomodar. De 2006 até hoje, essa parte do brasileiro tomou conta dele. Mas, ele é brasileiro e mesmo com essa forma não tão atlética, conseguiu surpreender a muitos (quiçá todos).

Tudo isso quando seu corpo deixou.

Ronaldo é brasileiro e um fenômeno.
Obrigado por tudo, como brasileiro eu agradeço. E que as novas safras lembrem-se com carinho de você.

Abraços.
Caio di Pacce.

Pelé: 70 vezes o melhor do mundo.

 

 

Pelé, entende?

 

Atrasado veio essa homenagem do Copeiros ao Rei Pelé, o maior de todos os tempos, mas como o ditado diz: – Antes tarde do que nunca. Na verdade ela veio em hora certa, no dia 26 de outubro, dia em que data-se o aniversário do futebol. Ah! Data-se também o meu aniversário.

O Rei Edson Arantes do Nascimento é, e provavelmente sempre será, o maior de todos os tempos. Claramente nunca o vi entrar em campo, só vi o que ele fez pela TV e por relatos de amigos e parentes mais velhos, mas não tenho dúvida que o trono é dele.

Meu único contato com o rei foi quando ele foi à empresa onde trabalho, junto de Ricardo Teixeira e cia, para anunciar o novo patrocínio da CBF. Em meio de tanta informação, era Copa do Mundo, era Ricardo Teixeira, era questionamentos sobre 2014, mas confesso que ver o maior de todos, mesmo que por um telão, nada daquilo importava, sua presença representa algo maior.

Pelé é o único jogador maior que um clube, sim, Pelé é maior que o Santos. Hoje em dia você vê Ronaldo jogando pelo Corinthians, mas é nítida a diferença de tamanho entre o jogador e a instituição. Já no Santos FC não é assim. O Santos é gigante, mas Pelé é o maior.

Nem queiram compará-lo à Maradona, minha discussão sobre isso acaba aqui, em campo, Pelé nunca perdeu um jogo de Copa do Mundo, levantou 3 taças, uma delas com apensa 17 anos e com 2 gols na final contra os donos da casa.

E mesmo o tão criticado Edson, é uma figura marcante. Durante o mundial da África do Sul, Pelé fez questão de ir às tribos negras dar o ar da graça, relembrar que o Rei do futebol é negro, como eles, que ainda hoje sofrem um preconceito idiota e estúpido.

Parabéns Pelé, uma pequena homenagem do Copeiros ao maior de todos, 70 vezes maior de todos. Pelé: O maior Copeiro do mundo.

Abraços.
Caio di Pacce.

Os maiores do Brasil: Evair, o matador que deu a vida.

Inspirado pelo livro que ganhei: Os 100 maiores jogadores brasileiros de todos os tempos, de André Kfouri e PVC, resolvi criar uma série semanal aqui no Copeiros: Os maiores do Brasil, que contará um pouco sobre alguns craques do futebol canarinho.

Começo essa série com o meu camisa 9. Evair Aparecido Paulino, nascido em Crisólia (SP), no dia 21/2/1965. Jogador surgiu na base do Guarani, onde fez muitos gols, chegou a final do Brasileiro de 1986, era considerado o novo Careca pela imprensa campineira da época.

Mas sua história no futebol é imensamente relacionada à Sociedade Esportiva Palmeiras. Para simplificar o que foi Evair, ele bateu os dois pênaltis mais importantes da história do clube, digo mais, ele CONVERTEU os dois pênaltis mais importantes da história do clube.

O primeiro, no dia dos namorados de 1993, ele marcou o penalti que tirou o time da fila de 17 anos, no Morumbi lotado, contra o rival Corinthians, naquele famoso e romântico 4×0 que todo palmeirense faz questão de lembrar até hoje. Na comemoração do gol, via-se lágrimas saindo de seus olhos, era o artilheiro chorão.

O segundo, na final da Libertadores de 1999, o gol que abriu o placar e deu um passo gigante para a conquista da América. Evair, já em fim de carreira, vestia a 18, entrou no segundo tempo, fez o gol de penalti e foi expulso aos 45 minutos. Saiu chorando de campo, queria bater mais um penalti, durante as cobranças derradeiras.

Evair teve algumas chances na seleção, ficou na pré-lista de Parreira para a Copa de 1994, fez 9 jogos e 2 gols, chegou até a sair no álbum da Copa, injustiçado na minha opinião, Parreira resolveu levar Viola e Ronaldo.

Citando a dupla Kfouri e Coelho sobre Evair: “Da marca da cal, que transforma carreiras e coroa goleiros, Evair não falhou. O Palmeirense nunca se esquecerá.”

Abraços.
Caio di Pacce.