Andrea Pirlo, jogador completo

Andrea Pirlo, nascido em Fiero, Itália, no dia 19 de maio de 1979, 35 anos, jogador da Juventus e da seleção italiana. Veste a camisa 21 e é o gênio que conduz a Azzurra nessa Copa do Mundo.

É o Pirlo ou o Braddock?

É o Pirlo ou o Braddock?

Nesse sábado, no embate da Azzurra contra o English Team ele foi incrível mais uma vez, conduziu a bola da defesa para o ataque com perfeição, ora com toques curtos e laterais, ora com lançamentos profundos de longa distância. Onde a bola estava, você via Pirlo perto dela, via ele no seu trote característico, recebendo a bola, levantando a cabeça e decidindo rápido pra onde a bola ia. Ouso dizer que é o jogador mais técnico dessa Copa do Mundo.

Você sabe quando um jogador é craque quando você vê o jogador fazendo a bola correr, não o jogador correndo atrás da bola. No primeiro gol italiano, ele mesmo sem tocar a bola deu uma assistência perfeita, num corta luz preciso, deixando Marchisio com espaço para o Arremate. Depois, em uma cobrança de falta perfeita, que por obra do destino tocou o travessão. A bola que fez duas curvas, num “S”, deixou o goleiro Hart parado com cara de desespero, pena que não entrou.

O time da Itália vai longe nessa Copa, se conseguir vencer o desgaste físico, pois é um time que tem uma defesa forte, com a volta de De Sciglio para a Lateral Esquerda, um meio campo marcador e criativo, com De Rossi, Candreva, Verratti, Pirlo e um comando de ataque com o matador Balotelli, que tem muito faro de gol.

Essa pode ser a Copa de Pirlo.

Abraços.
Caio Di Pacce.

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“sai perche’ mi batte il corazon? Ho visto Balotelli”

A Itália vem pra essa Copa com um time bem envelhecido, principalmente Andrea Pirlo, o cérebro do time, sem Montolivo, porém com algumas jovens esperanças, a maior esperança de gols da squaddra Azzurra é Mario Balotelli. Um atacante nato, centro-avante, rápido, forte, de ótima finalização e de muito carisma. Ah! E de muita “Marra” também.

Olha a imagem que ele postou, dizendo: “- Estamos chegando!”

Balotelli

sai perche’ mi batte il corazon? Ho visto Balotelli

O time italiano precisa demonstrar mais força, para apagar o vexame de 2010. Apesar de ter feito uma boa Eurocopa, chegando à final, eliminando a poderosa Alemanha (com um golaço de Balo). A Itália precisa se provar. E é nessa hora amigo, que a camisa azul de 4 estrelas pesa. Foi assim em 82, foi assim em 2006. Não sei se será assim em 2014. Mas é sempre bom respeitar!

Forza Mário, ti auguro un sacco di gol!

Abraços.
Caio Di Pacce

Ma che vergogna, Italia!

Uma vergonha. Assim pode ser definida a participação da Itália na Copa da África do Sul. Não só pelo fato de ter sido eliminada ainda na primeira fase, mas pelo paupérrimo futebol, se é que pode ser chamado de futebol aquilo que foi apresentado pelo time de Marcelo Lippi.
Os atuais campeões mundiais chegaram ao continente negro com um time experiente, mas envelhecido e muito, mas muito, mal convocado. Lippi levou um esquadrão de jogadores esforçados, mas pouco ou nada talentosos, como Pepe, Montolivo, Iaquinta e Di Natale, enquanto gente como os fantasistas Del Piero e Totti (que levou a Roma nas costas durante o Campeonato Italiano) e os goleadores Luca Toni e Inzaghi, que fedem a gol, ficaram na Velha Bota. Isso sem contar que utilizou a base da Juventus, que realizou uma temporada ridícula.
Desta forma, o único regista da Squadra Azzurra seria Andrea Pirlo, do Milan, mas este machucou-se ainda durante a preparação. Como opções para a função, o treinador tinha Marchisio e Montolivo, que não renderam, obviamente, e o ofício de marcar os gols ficou a cargo dos tão lentos quanto limitados Iaquinta e Gilardino.
Jogadores que poderiam alterar o panorama das partidas, como Cassano e Balotelli, não foram chamados por conta da fama de indisciplinados. O resultado foi um time sem padrão tático, burocrático demais até para os padrões italianos, sem inspiração alguma e que apresentou o pior futebol que uma Itália já apresentou em um Mundial, exceto pelo final da fatídica e dramática derrota para a Eslováquia, quando a Itália finalmente foi Itália e tinha um Pirlo “meia bomba” em campo.
É correto afirmar que a Azzurra foi prejudicada pelas lesões, não só do meia milanista, bem como do craque-goleiro-bandeira Buffon, mas as escolhas do técnico do tetra italiano durante a competição foram tão infelizes quanto a convocação. Camoranesi, que entrou bem nos dois primeiros jogos, foi preterido na última partida; Quagliarela, que quase operou o milagre da classificação, deveria ter tido mais chances, em vez de Pazzini e os já citados Simone Pepe, Gilardino e Iaquinta.
Nem a defesa, historicamente o ponto forte da Itália, se salvou. Marchetti não passa a mesma segurança do contundido Buffon, Chiellini esteve abaixo da crítica e o capitão Cannavaro deitou por terra toda a sua história, construída brilhantemente desde a Copa de 1998, mas que teve um melancólico ponto final no país de Nelson Mandela.
A exemplo de 2002, quando foi vergonhosamente prejudicada pelas arbitragens, os italianos poderiam até reclamar da atuação do trio inglês, que não viu a bola passar a linha do gol no início do segundo tempo, quando os eslovacos venciam por um gol, e que invalidou um gol legal de Quagliarela quando o placar marcava 2 a 1 para a Eslováquia. Acontece que a postura indigna para um país quatro vezes campeão mundial não justificaria a reclamação.
Quando a poeira baixar e acabar de lamber suas próprias feridas, os italianos terão um árduo trabalho de renovação pela frente. Jogadores como Buffon, Cannavaro, Zambrotta e Pirlo deram adeus à seleção. Outros, como Santon, Candreva e Balotelli, que foram preteridos, deverão receber novas oportunidades. E que Césare Prandelle, o novo treinador, não seja um novo Donadoni.

Diário da Copa: dia 04.

A Copa do Mundo completa seu 4o dia com alguns jogos interessantes, mas com um Japão x Camarões para se esquecer, apesar da surpresa asiática.

Holanda 2 x 0 Dinamarca

A estréia do time holandês, um dos favoritos na minha humilde opinião, foi positiva. Já foi visto um melhor futebol apresentado pela esquadra D`Oranje, do que o futebol jogado hoje pela manhã. Porém a Dinamarca tem uma boa força defensiva, e os laranjas estavam sem Robben. Destaque para o jogo de Elia e do voluntarioso Kuyt.

Japão 1 x 0 Camarões

Uma agradável surpresa o futebol asiático nessa Copa do Mundo, apesar de um jogo horroroso entre essas duas nações. Camarões está devendo aos seus antecessores, um maltrato com a bola incrível, e nem nas jogadas físicas conseguiam se detacar contra os discipliados japoneses. A briga nipônica será interessante contra a Dinamarca pela segunda vaga desse grupo.

Itália 1 x 1 Paraguai.

A Squaddra Azzurra vinha com a banca de ser a atual campeã do mundo, e o Paraguai com a raça característica, somada ao respeito do grupo com o atacante Cabañas. Porém, mais uma vez, a Itália começou a competição jogando mal, e tropeçando quando é permitido. Mesmo sem Pirlo, o time azul tem mais camisa e melhores jogadores, mas ficou no empate. A partida ficou marcada por um futebol amarrado e de muita vontade. Parecia Libertadores.

Visão Copeira:

O jogo entre Holanda x Dinamarca decepcionou um pouco, principalmente após a expectativa criada com a estréia Alemã. Com certeza a Dinamarca não é uma Austrália, mas o futebol holandês depende muito de Robben. Van Pierse, Sneidjer não mostraram o futebol que já jogaram com a camisa laranja. Já a Itália começou uma Copa do Mundo como sempre começa: jogando mal. Cabe-se ver se ela se ajustará durante a competição, ou se será mais uma decepção para o povo italiano.

Abraços.
Caio di Pacce.

Foto: LANCENET!

Uma cobrança que mudou uma vida.

Roberto Baggio, nascido em Caldogno – Itália, no dia 18 de Fevereiro de 1967, o melhor jogador do mundo de 1993, disputou 3 copas do mundo – 1990, 1994 e 1998. Vestiu as seguintes camisas: Vicenza, Fiorentina, Juventus, Milan, Bologna, Internazionale e  Brescia.

Era preciso, driblava, passava e finalizava como poucos. Em 1990, na Itália, ainda era jovem e reserva na squaddra azzurra, mas fez um de seus mais belos tentos contra a Tchecoslováquia. Era decisivo. Para muitos italianos, era considerado o novo príncipe, o maior ídolo depois de Paolo Rossi, aquele que fizera o Brasil chorar em 1982.

E todos esses sonhos, considerações, expectativas caíam sobre os ombros dele na Copa de 1994. Era o melhor do mundo, liderava um time muito bom, quase perfeito defensivamente; com Pagliuca, Baresi, Maldini, Benarrivo, Costacurta – os melhores da posição. E cabia a ele marcar.

E ele o fez, cresceu nas partidas de mata-a-mata, fez 2 contra Nigéria nas oitavas, mais um contra a Espanha nas quartas e mais 2 na semi-final contra a incrível Bulgária de Stoichkov. O país da bota esperava que ele decidisse mais uma vez. Todos sabem o que  aconteceu. O pênalti final, o destino nos pés dele e a bola foi pra fora.

É a imagem que todos lembram de uma carreira brilhante, de um jogador que ganhou vários títulos, com belíssimos gols, incríveis partidas e um prêmio de melhor do mundo. Ele ainda jogou em 1998, cobrou um pênalti contra a campeã França e acertou.

Uma cobrança que mudou uma carreira, que mudou um destino de uma nação, e deu um título para os brasileiros. Segue a entrevista do principe italiano:

Abraços.
Caio Di Pacce.

Inter Campioni al Cubo!

Quarenta e cinco anos depois da última conquista, a Argentina resolveu conceder o título máximo de clubes da Europa à Internazionale de Milano. Os argentinos Diego Milito e Esteban Cambiasso foram os grandes destaques da partida.

Em um jogo truncado, o escrete italiano começou afobado e pressionando os bávaros-batavos do Bayern. No entanto, após os 15 minutos do primeiro tempo, o time alemão aparentou mais serenidade e dominou o jogo.

Não foi suficiente. José Mourinho enxerga tática como poucos e com o desenrolar do certame, o time da Inter foi se organizando. A infantaria interista começou a funcionar e aos 35 minutos, Milito abriu o placar.

Após os times voltarem dos vestiários, a cena do jogo mudou. O Bayern buscava o gol de empate, mas não tinha criação no meio. A jogada exaustiva pela direita com Robben era facilmente neutralizada pela boa defesa italiana.

Cambiasso muito bem posicionado, coroou a sua atuação ao afastar com a careca, um chute certeiro de Muller aos 17 do segundo tempo.

E foi Cambiasso que deu o passe para Milito aniquilar o jogo. Após uma roubada de bola na intermediária de Sneidjer, o volante argentino lança seu conterrâneo que vinha acompanhado por quatro zagueiros e Eto’o. Com frieza e categoria, Milito corta o beque alemão Van Buyten e completa contra a meta alemã.

O título da Inter nos mostra duas coisas. Primeiro que a seleção brasileira terá um defesa afinada. Apesar da partida regular, Maicon é o braço forte defensivo. Júlio César passa uma fase excepcional. Lúcio chega com experiência e muita disposição.

Por outro lado, a vacilante Argentina das Eliminatórias parece ter ficado para trás. Sem contar Higuain e Aguero, dois outros jogadores chegam a Copa em condições de tirar o sono (e sonho) canarinho: a unanimidade Messi e agora o heróico Diego Milito.

La Squadra Migliore Vince Sempre

O fim de semana em Milão teve um crepúsculo azul e negro. Giuseppe Meazza adormeceu com uma soberania herege sobre San Siro. Pela quinta vez consecutiva, a Internazionale de Milano conquistou o Scudetto.

O time de Mourinho faz jus ao seu nome. Dentre os vinte quatro jogadores do plantel, apenas cinco são italianos. Sendo que, no primeiro quadro, apenas Balotelli e Materazzi experimentaram alguma titularidade.

A taça era erguida contra o Siena após um solitário gol de Diego Milito. Enquanto que do outro lado do muro, um melancólico Milan ganhava da vecchia signora na despedida do rubro-tricolor paulista Leonardo. A cartolagem de bicheiro de Berlusconi pode custar a grandeza do time de San Siro nas próximas temporadas. A forma com que se deu a saída do educado Leonardo serve de alerta para um futuro de trevas.

O título da Inter deve ter soado muito bem aos ouvidos de Dunga. Afinal, a linha defensiva da seleção canarinha é a mesma que anulou a infantaria de todo o Calcio desse ano (sem falar no Barça). Júlio Cesar, Lúcio e Maicon mostram entrosamento. Os dois primeiros estão em grande forma técnica, enquanto que o terceiro esbanja vigor físico.

Em comemoração ao décimo oitavo Scudetto da história do clube, seu fornecedor de material esportivo está lançando uma camisa comemorativa. Mesmo com o design moderno, com uns tribais do lado, trata-se de um manto bonito. Assim como são todas as camisas desse belo time italiano.

Fotos: http://www.inter.it